terça-feira, 17 de maio de 2016

Opiniões Benfiquistas

O TRI é nosso!!! 'Tá tranquilo, 'tá favorável!!!



Ainda não acabou a festa do Benfica, merecida, plena, propiciada por uma segunda volta de 48 pontos em 51 possíveis que contribuem largamente para abater um recorde do FC Porto e de José Mourinho (88 agora para 86 do passado). Mas já é preciso preparar o futuro, para que este ciclo se prolongue - e de forma inédita para o clube, que vai lutar pelo tetra que sempre lhe escapou, apesar da diferença em números absolutos para os principais adversários. Olhar para a frente, não tanto para a Taça da Liga, que queremos continuar a coleccionar, mas para a próxima época. 
Vamos à lista de necessidades. Presidente? Estamos bem servidos e vai certamente continuar um trabalho que já foi de recuperação, de recredibilização, de reequipamento, e mais recentemente passou à fase do crescimento sustentado. O trabalho de Luís Filipe Vieira, abnegado, mas tranquilo para o exterior, sem recurso a gritos, a campanhas, a redes sociais, é uma evidência. Em paralelo, da estrutura também não é preciso falar: dos mais funcionais (escolho como exemplo Domingos Soares de Oliveira) aos mais carismáticos (Rui Costa), só se torna necessário encarar os próximos desafios como se fossem os primeiros. 
Treinador? Também não vale a pena disfarçar o orgulho que nos empresta Rui Vitória. Não me recordo, em muitos anos de amor pelo futebol e pelo Benfica, de ver um técnico ser tão acossado, até por colegas de profissão, como este homem que - com uma educação estoica, com uma atitude que bem poderia ser imitada por terceiros (e segundos...) - nunca renunciou à serenidade mas nunca baixou a guarda, nunca hesitou em aplicar os seus pontos de vista. Soube conjugar a mais-valia dos veteranos com a vontade (leia-se: talento e trabalho) dos novos valores. Acolheu e potenciou a "mudança de paradigma" e acabou por ser o padrinho de heróis improváveis, como Renato Sanches, Ederson, Lindelöf, Nélson Semedo e Gonçalo Guedes.
Dentro de um novo entendimento, ditado pelos circunstancialismos do dinheiro, há a questão fundamental: a da matéria-prima. Jogadores? Vendido (inevitavelmente) Renato, parece ter chegado o momento da partida do mágico Gaitán. São dois rombos assinaláveis, claro. Já quanto a Jonas, pode parecer optimista o palpite de que o artilheiro, acredito, ainda não esteja predisposto para a "reforma dourada" com que o Oriente lhe acena. Outros sairão, certamente. Mas há muito que o Benfica virou olhos para o exterior, cá dentro e lá fora, na procura dos indispensáveis reequilíbrios. 
A expectativa por Cervi - sem querer apressar o período de adaptação - é enorme. A fonte do Seixal pode voltar a revelar-se decisiva, o que não significa que os fantásticos olheiros ao serviço do Benfica desistam de uma "caça ao homem" que tem dado tantos frutos. Ainda assim, todos terão consciência de que também é preciso renovar no campo da maturidade. Logo veremos. 
Duas últimas alíneas. Julgo que o Benfica ganharia em resolver a questão dos emprestados que mantém sob contrato - é notório que alguns dificilmente vestirão a camisola do Glorioso. E, como tal, podem e devem ser abatidos ao quadro das despesas. Por outro lado, convém evitar uma pré-época tão desastrosa (mesmo que economicamente compensadora) como a última que vivemos, e que só não teve consequências funestas à custa de um grande esforço e de uma alma enorme. 
Falta alguma coisa? Falta, claro: os adeptos. Mas, nesse sector, parece-me impossível melhor. Chamem-lhe colo, chamem-lhe manto, o que quiserem. Depois de um arranque problemático, souberam criar o ambiente para uma recuperação histórica, mesmo diante do ruído e da calúnia. Com uma vantagem: no que toca aos seus apoiantes, o clube não tem de preocupar-se com cláusulas de rescisão. Não se troca o Benfica por nenhum outro deste mundo. Ou de outro qualquer.

João Gobern in Diário de Notícias


No início era o "cérebro", do género "depois de mim, o caos", troçando do seu colega de profissão, Rui Vitória. Como não bastasse o despeito, o clube era enxovalhado através do Facebook por alguém que se comporta como um garoto, com mau perder, pressionando a arbitragem e lançando suspeitas às ofertas de cortesia previstas no Código de Ética da UEFA. A norte, via internet, choviam boletins informativos feito pelos caciques do costume, atirando farpas para a fogueira. Entretanto surgiram as lesões, mas que abriu a oportunidade à formação do Seixal, e foi essa injecção de sangue novo que fez o Benfica ganhar em Alvalade, o clique para o tricampeonato. Se há justiça no futebol ela tingiu-se de vermelho, se há equipa mais unida ela mora na Luz, pois acabei de descobrir que ainda existem finais felizes. 

Dylan in Dia de Clássico


Somos campeões com todo o mérito, apesar da cacofonia patética daqueles que insistem em falar de 'injustiça' enquanto se auto-atribuem o título de melhor equipa. É estranho que a 'melhor equipa' não tenha conseguido conquistar o título contra uma equipa que durante a época enfrentou lesões complicadas e prolongadas em muitas das suas principais figuras, e que por isso foi obrigada a recorrer a jogadores da equipa B como o Ederson, o Nélson Semedo, o Lindelöf, o Gonçalo Guedes, o Nuno Santos, o Clésio, o Victor Andrade ou o Renato Sanches, tendo alguns desses jogadores acabado por se afirmar como figuras na conquista do título. Parece-me que quem consegue não abanar e perder consistência mesmo com estas constantes contrariedades é que representa bastante bem o conceito de 'equipa'. É estranho que uma equipa que não é a melhor tenha acabado a época com o record de pontos conquistados num campeonato, com mais vitórias, com a melhor diferença de golos, fruto do melhor ataque, com o melhor marcador do campeonato, que foi também o melhor jogador, e ainda com o jogador revelação, alvo da mais vergonhosa e rasteira campanha de ataques que alguma vez aconteceu no futebol português. E como se isso não bastasse, ainda fomos conquistar o primeiro lugar, para não mais o largar, a casa da 'melhor equipa', bem nas barbas dos ordinários que constantemente nos atacaram de forma vil. 'Melhor equipa'? Pois, em títulos auto-atribuídos acredita quem os auto-atribui e mais ninguém. Tem tanto crédito como o de 'maior potência desportiva' - já agora, apesar de não estarmos constantemente a repetir uma mentira desse calibre a ver se acreditam, hoje até juntámos mais um título europeu de hóquei em patins à nossa colecção (e ontem, mais um campeonato nacional) porque o Benfica é mais, muito mais do que só futebol. Somos enormes em tudo. E por falar em ataques, a gratidão cai sempre bem e por isso agradeço também a quota-parte de responsabilidade deste título ao quarteto fantástico: Mitómano, Carinhas, Pirata e Gollum (houve outros personagens menores que contribuíram, mas estes quatro foram as principais figuras). Os ataques incessantes, os desrespeitos, as faltas de educação, só nos uniram ainda mais. A estratégia pacóvia da guerrilha sem qualquer nível falhou a toda a prova. Cada atoarda debitada na televisão, no Facebook ou nos jornais, uniu mais o plantel e os adeptos, motivou mais a equipa e deu-nos mais ânimo para derrotar aquela pandilha, sendo o exemplo perfeito o 'clique' que ocorreu depois daquela vergonhosa falta de respeito que o Carinhas teve pelo Rui Vitória. Por isso continuem por essa via, que nós agradecemos. Continuem a rastejar pela lama e a motivar-nos, que só os acompanha quem quer.

D'Arcy in Tertúlia Benfiquista


Afinal, o TRI é do Sporting. Parabéns.



O Sporting acabou o Campeonato com 86 pontos, 76 golos marcados e 21 sofridos. Fantástico. Um notável trabalho de Jorge Jesus que é tão bom como treinador como mau ser humano. Parabéns aos jogadores do Sporting pelo excelente trabalho. 
Infelizmente para eles e felizmente para nós, o Benfica conseguiu fazer um Campeonato do domínio do surreal: 88 pontos (melhor pontuação da História da competição), 88 golos marcados e 22 sofridos. Nos últimos 21 jogos ganhou 20 e o que perdeu merecia ter ganhado. 
Num ano em que estes dois grandes clubes fazem estes estratosféricos números e só decidem o campeonato na última jornada, em Portugal fala-se de árbitros, de malas, de conspirações, de ódios, de nojos, de anti-futebol. Não são os adeptos, os árbitros, os treinadores ou os jogadores que sujam o jogo; são os dirigentes. 

Ricardo in Ontem vi-te no Estádio da Luz




Rui Vitória mostrou capacidade de intervenção no decorrer dos jogos, quase sempre que mexia na equipa alterava para melhor o jogo do Benfica; Rui Vitória foi capaz de encontrar soluções internas de qualidade para os problemas de gestão de plantel que teve de enfrentar durante a época; Rui Vitória foi capaz de apostar e potenciar em jovens desconhecidos; Rui Vitória não abdicou de qualquer competição e lutou, olhos nos olhos, com todos os adversários com que jogou; Rui Vitória venceu o jogo que tinha de vencer, não claudicou no momento chave do campeonato, não cedeu à pressão. Tudo isto foi/é uma melhor assinalável em relação ao passado recente. E, se a tudo isto, juntarmos uma honestidade e benfiquismo ímpar é óbvio que o SL Benfica está melhor do que estava no passado. Esta vitória é do Vitória e ele, como grande homem que é, dá-nos a vitória de bom grado.



Pedro in Mágico SLB




Dezenas de benfiquistas encheram o bar RoadHouse no Cotai para assistir ao jogo que deu o tri-campeonato aos encarnados. Depois de alguma inquietação enquanto não chegavam os golos, a festa foi-se fazendo à medida do desenrolar do encontro, acabando em autêntica euforia com os adeptos encarnados a entoar cânticos de “Campeões, Nós Somos Campeões”!



Há adeptos apaixonados e depois há... Emma Runyun Zhang. A chinesa havia viajado de Los Angeles, nos EUA, onde reside, para Portugal em Fevereiro especialmente para dar os parabéns a Nico Gaitán (seu jogador preferido) pelo seu 28.º aniversário e agora esteve novamente em Lisboa para ver o Benfica ser tricampeão.

Hoje Macau


“Foi espectacular. Tem um duplo sabor porque também ganhámos a guerra dos artistas que não pararam de falar. Calar o Jorge Jesus foi espectacular. A humildade venceu. Nas nossas celebrações não houve ofensas nem insultos. Este ano o Sporting já nos assustou e estávamos todos nervosos porque não sabíamos se íamos mesmo ganhar. (...) Nesse dia a tasca vai estar fechada e vai ter um sinal a dizer 'Reservada aos Campeões'. Se és benfiquista és bem-vindo, se não és, pedimos desculpa, mas volta amanhã”.

Santos Pinto in Ponto Final


Como é bom chegar aqui e sentir-me tricampeão... 
Como é bom chegar aqui de certezas absolutas que os títulos no Benfica são obra de uma nação e não de um homem só... 
Como é bom chegar aqui, olhar pra trás e aperceber-me do quanto lutámos por isto, do quanto corremos por isto, do quanto desejamos isto mais do que alguma vez tínhamos desejado... 
Como é bom chegar aqui e recordar a arrogância com que de nós falaram durante uma época inteira, mas em especial quando outros já pensavam que isto iam ser favas contadas... 
Como é bom chegar aqui e poder mostrar que para nos derrotarem... é preciso muito mais. 
Eu sei... cada um de nós chegou a acreditar quando os especialistas diziam que isto era impossível... Mas cedo percebemos que do que estávamos a falar era do Sport Lisboa e Benfica... e quando falas do Benfica, o impossível vira possível e até a maior descrença vira numa crença sem fim. 
Como disse no "desabafo de um campeão", quanto mais dói no princípio maior é o sorriso no final... e este, mais uma vez, foi assim. Tão assim... 
Este é o meu desabafo... Mais contido, mais sentido, porque já pouca voz me resta depois da mágica noite de ontem... 
Espero que gostem!


Guilherme Cabral

4 comentários:

wind disse...

Resto de boa semana de trabalho.lololol

FireHead disse...

Hehe, uma semana de trabalho que inclui dois jantares de serviço para encher o bandulho de borla. :P

Beijinhos.

Dylan disse...

Eh pá, que honra...estou sem palavras!;)

FireHead disse...

Epá, bons olhos te vejam!! Finalmente por aqui? ;)