quarta-feira, 27 de abril de 2016

Actualidade: os que os outros dizem

O que Abril nos deixou... três bancarrotas, terrorismo, atraso económico, pobreza e comunistas. Na antiga Europa de leste nem querem ouvir falar de comunistas ou partidos comunistas: nos ficámos com os dejectos da ideologia. Depois de 42 anos deparamos ainda com as trombas destas relíquias estalinistas (um deles amnistiado de terrorismo por um dos que enriqueceu com o regime) (Lura do Grilo, Lura do Grilo).

O 25 de Abril foi transformado numa espécie de Deus para ser venerado apesar de milhões de pessoas terem sido prejudicadas gravemente. Dividiram a História de Portugal em dois períodos. O antes e o após do 25 de Abril. O 25 de Abril é uma espécie de Cristo. AC e DC. A25 Abril e D25 Abril. Com o 25 de Abril veio uma coisa boa: uma evolução positiva do Direito. Mas o resto foi um desastre. Milhões de mortos, feridos, estropiados, órfãos, viúvas espalhados pelos cinco continentes. O 25 de Abril recebeu uma economia a crescer 8%, uma dívida mínima e basicamente nacional, quase mil toneladas de ouro nos cofres, uma frota de marinha mercante e de pesca, empresas industrias e comerciais de capital nacional (a quadragésima maior empresa do mundo era portuguesa) e hoje 25 de Abril de 2016 temos uma economia quase em colapso, uma dívida que em notas de 500 euros umas em cima das outras tem 12 000 km (vai daqui à China) e 300 toneladas de ouro que ninguém sabe onde está (já ouvi dizer que está em Frankfurt) as maiores empresas todas de capitais estrangeiros, o centro de Lisboa propriedade de fundos imobiliários estrangeiros e até o Banco de Portugal pertence ao BCE. Mesmo em termos de liberdade se a liberdade se medir pelo número de pessoas presas hoje temos 14 000 presos, dos quais 2300 nem sequer foram julgados quando em 1972 tínhamos 3405 dos quais 509 preventivamente. Ao progresso que houve D25A obviamente que se mantivéssemos o crescimentos que tínhamos tido nos 14 anos anteriores ao 25/4 o nosso PIB per capita hoje estaria à frente de Singapura, um país pequeno, sem recursos, estrategicamente bem colocado e com um regime muito parecido com o regime A25A. Reparem nestes números da Pordata Portugal entre 1960 e 1974 passou de 3400 euros per capita para 8100 e de 1974 até hoje passou de 8100 para 16 200. O crescimento nesses 14 anos acumulado foi de 130% e nos últimos 42 anos foi 100%. Crescemos percentualmente mais em 14 anos do que em 42 (FM, O Tradicionalista).

Se considerarmos que o 25 de Abril é a festa da democracia, um tempo em que "a direita" passou a ser "tolerada" com indisfarçada dificuldade pelos que estão acidentalmente no poder não é exactamente o tempo que mais condiz com o 25 de Abril. Mas, se virmos bem, este tempo não é inteiramente "novo". O 25 de Abril é desde há muitos anos precisamente o dia em que as extrema-esquerdas se entregam a rituais de exclusão simbólica de quem não pertence à seita, em nome do sentido "verdadeiro" da democracia e do 25 de Abril. Novo, novo nisto tudo é a chegada das seitas ao poder, a reboque da debilidade de um partido socialista que, tendo perdido as eleições, a elas teve de recorrer para formar a base de apoio parlamentar que o eleitorado lhe recusou. Não espanta que o sectarismo e a intolerância se tenham tornado na regra do calendário. Mas que isto começa ser um bocado insuportável, começa (Jorge Costa, O Insurgente).

Já que ainda é 25 de Abril, deixem-me que o diga: sou de direita e não reconheço à esquerda qualquer tipo de superioridade. Seja moral, ética, intelectual, cultural, política, menos ainda económica. Nem sequer ambiental. Nada. Até porque se assim não fosse não seria de direita. É nestes termos que faço as minhas análises políticas, seja nos jornais, na TV ou no blogue O Insurgente. Aliás, é isto que é respeitar o adversário. Não é dizer que tem razão ao mesmo tempo que se pensa e sente outra coisa. É porque respeito quem é de esquerda que lhes digo que estão errados (José Abrantes de Amaral, O Insurgente).

Há quem garanta, todos os anos, que falta cumprir Abril. Quem, sem nunca se esquecer, lamente a perda dos valores de Abril. E, este ano, quem sugira que graças à geringonça os tais valores e o tal Abril vão ser cumpridos. Pois. Deve ser, deve. Seja lá o que for que essa cantilena de velhinhos queira dizer. A mim o 25 de Abril lembra-me a reforma agrária. Se calhar se vivesse noutro local lembrar-me-ia ocupação de fábricas. Ou manifestações que acabavam em pancadaria. Ou malucos a colar cartazes e a pintar paredes. Mas não. É mais gente mal apessoada a querer pendurar pessoas nos candeeiros do Rossio entre um e outro assalto a propriedades privadas (Kruzes KanhotoKruzes Kanhoto).

Ficámos todos contentinhos porque nos deram a liberdade. Podemos dizer mal de quem nos apetecer. Óptimo! Mas, na verdade, após 42 anos, estão a reduzir-nos ao papel de idiotas úteis, palradores inconsequentes, livres sim, mas utilizados para caucionar uma democracia que, se não for mesmo falsa, é, essencialmente, hipócrita (Pedro TadeuDiário de Notícias).

A revolução de 25 de Abril de 1974 não produziu a melhor mudança para a sociedade portuguesa e foi uma das maiores catástrofes, civil, que Portugal experimentou depois da sua fundação. Desgraça total!  Eles, alguns, que por aí ainda seguem vivos pretendem imiscuir às novas gerações (que a maior parte segue por aí desempregada) que historicamente a Revolução dos Cravos foi um bem para Portugal e que livrou os portugueses da pata e da vergastada, ditatorial, de António Oliveira Salazar. Eles os "pacotilhas" que depois do 25 de Abril de 1974 tomaram conta de Portugal, passado meia dúzia de anos, já tinham estafado o "cabedal", nos cofres do Estado, que tinham herdado do Prof. Salazar. Acudiram aos "pacotilhas", em 1980, os emigrantes portugueses (sou um dos que contribuíram), para que Portugal não caísse, financeiramente, na bancarrota (José Martins, Aqui Tailândia).

O dia de ontem mostrou existir um grande incómodo entre a esquerda: pela primeira vez desde o 25 de Abril de 1974, o partido que venceu as eleições não governa o país, por força, precisamente, da esquerda. Esta verdade feriu de morte a autoridade moral de que a esquerda se tem feito valer desde a revolução. É por isso mesmo que a sua reacção tem duas frentes: por um lado quer isolar Passos Coelho, descredibilizando-o como alguém que não sabe aceitar a derrota que não teve; por outro, encosta-se a Marcelo, um presidente popular. A pior coisa que pode acontecer à esquerda, além de governar contra a vontade da maioria do eleitorado, é ter Marcelo como adversário (André Abrantes AmaralO Insurgente).

O Partido Socialista, que antes proclamava a necessidade de "virar a página da austeridade", agora decidiu ser uma espécie de macho da austeridade, propondo-se reduzir o défice a grande velocidade. Para isso, vai baixar o número de funcionários públicos (recuperando a antiga regra neoliberal do saem dois, entra só um) e congelar os seus salários. Mas o pior é que nada disto vai bastar para cumprir os défices propostos e acordados com a CE. Há-de vir por aí mais austeridade. Não vale a pena é contar com os campeões do povo para a combater (Luciano Amaral, Correio da Manhã).

Não é difícil perceber a indignação de Jerónimo de Sousa com a proposta do CDS para levar o PEC a votos na AR. Os comunistas não podem apoiar apoiar politicamente uma programa que mantém, em traços gerais, a austeridade. Mesmo garantindo a aprovação com os votos do PS, BE, PAN e da filial ecologista do PCP isso iria expor demasiado as contradições da geringonça. Por isso limitam-se a articular argumentos muito poucos convincentes, incluindo a misteriosa acusação de "chicana política”. Veremos o que sucede quando for necessário introduzir novas medidas de austeridade. Provavelmente será novamente culpa do CDS (Miguel Noronha, O Insurgente).

Há algo de fascinante nesta atitude do Bloco de Esquerda em não querer votar o PEC no parlamento. É um dos programas mais importantes do governo que apoiam, que foi aprovado por Bruxelas e marcará a governação dos próximos meses. No entanto, o BE considera que não merece sequer ir a votação no parlamento. Catarina Martins diz que não quer levar o projecto mais importante do actual governo a votação para não criar uma crise. Ou seja, aceitar apoiar o PEC, mas só às escondidas e sem registo de voto. Para daqui a uns tempos poder dizer que nunca o aprovou. A fantochada continua (Carlos Guimarães Pinto, O Insurgente).

Não é o PCP que tem lampejos de lucidez: é o Bloco de Esquerda que vive em estado de alucinação perpétua. O episódio do "cartão de cidadania", que os comunistas dissimulados queriam impor e os comunistas assumidos vetaram, é apenas um exemplo. E nem sequer um exemplo original: por todo o Ocidente e arredores há "comissões", "observatórios" e centros de ócio similares empenhados na erradicação da discriminação de género através do massacre da gramática. Os primitivos, que pronunciavam "chuva" e aguardavam o aguaceiro, acreditavam que a linguagem determinava a realidade. O BE, sem hesitações ou subtilezas, também acredita, e é preciso um partido que acredita na democracia norte-coreana para moderar-lhes a toleima (Alberto Gonçalves, Diário de Notícias).

O arcebispo de Colónia, à semelhança do chefe, glorifica o inimigo. Para este traidor o islamismo é compatível com a constituição alemã. E, já agora, com a cultura europeia, não? Pois é, neste momento, desde o Concílio, a esmagadora maioria da Igreja é constituída por traidores à mesma. Só sobreviverá se aqueles forem corridos. Nem que os verdadeiros fiéis se reduzam a uns centos, é neles que permanecerá a verdadeira Igreja (Sr. Hamsun, O Século das Nuvens).

O conservador tem respeito pela religião (ou é mesmo religioso) porque considera que a perfeição não pertence a este mundo; e por isso acredita que a perfeição (a utopia) só pode ser transcendente ao mundo. O esquerdista (porque é ateu) acredita que a perfeição é imanente ao mundo e pode ser realizada em um qualquer futuro. E como o mundo é considerado "mau", o utopista destrói as heranças intelectuais, sociais, políticas e tradicionais, oferecendo em troca apenas mais homilias acerca da beleza do sonho utópico (Orlando Braga, perspectivas).

6 comentários:

Adilson disse...

Sempre penso o seguinte: em nosso tempo atual em que por culpa dos liberais o comunismo se disfarçou de social-democracia para acabar com tudo e com todos, é cada vez mais difícil uma solução para nosso tempo. O comunismo tornou-se uma hidra e os porcos vermelhos cada vez mais violentos e arrogantes, graças ao dinheiro do capitalismo que os abastece, especialmente por meio da política, que lhes dá acesso às verbas públicas. Por mais que haja informação ao alcance de todos, e tecnologia para impedir que as mentiras dessas bestas sejam aceitas, não entendo como elas ainda conseguem se manter no poder. Creio mesmo que deva ser o modelo de ensino esquerdista que impera em muitos países. Aqui no Brasil, a guerrilheira Dilma Rousseff e os ratos do PT continuam gritando suas mentiras diante do mundo inteiro dizendo de que o impeachment é um golpe. Mesmo sabendo que a maioria do nosso povo não acredita mais no vitimismo da esquerda! Que Deus nos ajude.

FireHead disse...

O mais engraçado é o primeiro-ministro tuga António Costa ter falado da situação do Brasil, da malta que quer tirar o governo eleito da Dilma... então e não é que o António Costa também não foi eleito?? Grande moral. Os esquerdistas são todos uma merda.

RICARDO DA SILVA LIMA disse...

Adílson, acho que pra acabar com o esquerdismo, somente usando de força bruta mesmo.

Tratar os traidores da pátria como aquilo que eles são: TRAIDORES.

Cruel? Provavelmente. Verdadeiro? COM CERTEZA.

Cumprimentos. :)

FireHead disse...

Bem, nos países verdadeiramente esquerdistas (isto é, países sem democracia controlados pelo comunismo), que são poucos, a força bruta ainda é usada. No fundo não se estaria a fazer algo que os esquerdistas na verdade não gostariam de fazer se pudessem.

Adilson disse...

Exato, Ricardo da Silva.

Por esse motivo, aqui no Brasil o deputado Jair Bolsonaro tem crescido nas pesquisas. Ele é o único que chama as coisas pelo nome. Ele é o único que chama a bandida Dilma Rousseff de guerrilheira, assassina, ladrona e terrorista. Como ele tem forte memória história e aponta documentos e mais documentos que comprovam os crimes dessa banida que já está quase sendo chutada, então os traidores esquerdistas estão em pânico com a ajuda da TV e da imprensa brasileiras. O que falta é justamente isso! Chutar pra valer. De fato, acho mesmo que não nunca deu para dialogar, pois isso só os fortaleceu. Aqui no Brasil aconteceu isso: foi o povo mandar a Dilma e o Lula "tomar no cú", que logo eles deixaram de se pronunciar na TV e em público. Até panelaço inventamos, já que a mídia não publicava as manifestações do povo contra eles. Na verdade, a esquerda não tem popularidade. É a mídia esquerdista que mente inventando uma suposta popularidade.

FireHead disse...

É por isso que o Jair Bolsonaro virou vítima do panasca do Jean Wyllys. Aquele ataque fulminante com o cuspo foi de matar, hehehe. Uma atitude cobarde tipicamente esquerdista do Jean Wyllys.