quinta-feira, 26 de novembro de 2015

China acusa Ocidente de ter dois pesos e duas medidas


Um jornal oficial do Partido Comunista Chinês acusou "alguma" imprensa ocidental de "estar cega pelo radicalismo político, ao ousar desafiar a norma humana fundamental de que matar civis inocentes é um crime". O Global Times, assim se chama o jornal, considerou um artigo publicado na revista francesa Le Nouvel Observateur e da autoria da jornalista Ursula Gauthier, sobre as políticas do governo chinês e o aumento do terrorismo na região predominantemente muçulmana de Xinjiang, como um "exemplo típico da dupla moral do Ocidente". "No seu ponto de vista, apenas os civis mortos no Ocidente merecem compaixão, mas não os civis chineses que sofrem o mesmo destino", acusou o jornal. "A autora não mostra qualquer simpatia pelas vítimas do terrorismo na China", acrescentou a mesma fonte, acusando-a de mentir ao afirmar que "os nomes muçulmanos estão proibidos em Xinjiang e que os funcionários uigures são obrigados a comer em público durante o Ramadão".


No ano passado foram condenadas na China, de acordo com a Assembleia Nacional Popular, um total de 712 pessoas por terrorismo e actividades separatistas. A maioria dos casos aconteceu, como não podia deixar de ser, em Xinjiang. Ainda na semana passada, a polícia de lá desmantelou um alegado grupo terrorista islâmico, abatendo 28 dos seus membros numa operação que durou 56 dias, o que só confirma que os chineses não têm problemas nenhuns em eliminar a escória.


Já agora, o presidente chinês, o simpático Xi Jinping, já prometeu que vai "arrasar de forma resoluta as operações terroristas que ameaçam vidas inocentes" depois do Estado Islâmico ter matado quatro cidadãos chineses. Ainda bem que com os chineses os muçulmanos não brincam. E o idiotismo útil do Ocidente que se ponha também a pau.

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