segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Madre Teresa de Calcutá canonizada


A Madre Teresa de Calcutá já é santa. Foi ontem canonizada pelo Papa Francisco numa cerimónia no Vaticano que contou com milhares de fiéis. "Declaramos a abençoada Teresa de Calcutá santa e vamos inscrevê-la entre os santos, decretando que ela seja venerada enquanto tal por toda a Igreja", afirmou o Papa em latim.
Galardoada com o Prémio Nobel da Paz, a albanesa Anjezë Gonxhe Bojaxhiu M.C. nascida na Macedónia e naturalizada indiana era conhecida como a "Santa das Sarjetas", uma defensora de posições conservadoras - para ela "o aborto é o grande destruidor da paz mundial" e "negar em receber Jesus Cristo"  - e faleceu em 1997 aos 87 anos de idade.


A padroeira dos pobres e dos incapacitados chegou a estar três vezes em Macau, tendo a sua congregação, a das irmãzinhas da caridade, presença na Ilha Verde. A congregação de Macau sempre teve uma relação muito próxima com o Pe. Luís Sequeira que acredita que a cura de um grave AVC que teve se deveu à intercessão da Madre Teresa de Calcutá. "Estou convencidíssimo que, se estou vivo, é por obra e graça da Madre Teresa", contou o jesuíta ao jornal Hoje Macau. "Era uma senhora dedicada a Deus e a relação com Deus era algo a que ela dava uma importância especial na sua vida. Só nessa linha se pode entender o dom que ela teve para ser chamada a fundar uma congregação com um carisma muito especial. Tenho de agradecer a experiência que me deu como sacerdote, de ajudar as pessoas. Ajudei também um pouco com os retiros que dei. Isso não posso esquecer".
O Pe. Peter Stilwell, reitor da Universidade de São José aqui em Macau e que chegou a ser tradutor da Madre Teresa quando ela esteve em Portugal, disse ao mesmo jornal que a santa "estava disponível para falar com as pessoas", era muito simples, falava sobre Deus e "sobre a necessidade de nos amarmos, de 'nos amarmos até doer'".
E pronto, não é preciso dizer mais nada acerca desta nova santa. A sua obra fala por si.

O futuro da fé é o amor, e o fruto do amor é a dedicação aos outros que nos traz a paz e o mundo nunca precisou tanto de paz como agora (Santa Teresa de Calcutá).

4 comentários:

Afonso de Portugal disse...

Fartou-se de fazer a tal caridadezinha, mas nunca apontou o dedo às elites responsáveis. Não me admira que o Bergolgio a tenha canonizado: ela foi o tipo de idiota útil que ele mais aprecia!

Uma vez, num jantar de família (a minha família é toda muito beata), uma missionária que tinha sido convidada pelo meu tio para comer connosco perguntou-me se eu não queria ir para África "ajudar os que mais precisam".

Eu, que já estava fodido por ter de partilhar o jantar com ela, respondi-lhe: "Eles precisam é de se ajudar a si próprios e deixar de brincar às revoluções cosntantemente ou de eleger os ditadores que depois os fazem passar fome".

Toda a gente na mesa condenou a minha resposta. Mas eu até fui comedido. O que eu queria realmente ter dito era: "O que eu gostava mesmo era que eles se matassem todos uns aos outros!" :P

FireHead disse...

Não sei porque é que há tanta gente que não gosta dela. A única explicação que eu vejo é o facto dessa gente não ter sido ajudada por ela e ficou assim com tanta inveja ou neura dela que até dói. Ela é uma santa sim, por tudo aquilo que ela fez pelos mais necessitados, e pela sua luta contra o aborto e outras práticas satânicas em prol da vida. Até há quem resmungue por ela ter chegado a aceitar dinheiro sujo! Tipo, por acaso são como os gajos daquela associação de animais contra as touradas que recusaram alimentos para cães e gatos por parte da Prótoiro... só porque são da Prótoiro?? Agora os pobrezinhos têm culpa de ser ajudados graças ao dinheiro sujo!! É com cada besta que até me admira.

É verdade que os africanos deviam ajudar-se mutuamente, a começar pelas elites de lá que têm todo o dever moral de ajudar os seus próprios povos, mas o que elas fazem é precisamente o contrário. Mas também temos que ver que muitos miseráveis que lá estão não têm culpa de nada, logo não é certo dizermos que deviam matar-se uns aos outros. A culpa é dos africanos que podem e devem ajudar mas que não o fazem. Esses é que devem ser combatidos e tirados do poder. Se é para os ocidentais ajudarem os africanos, pois que se aplique a máxima maoísta que diz para dar uma cana e ensinar a pescar em vez de oferecer o peixe.

Com que então a tua família é "toda muito beata"? Quem diria! E tu tinhas que ser a ovelha negra, lolol.

Já eu tenho mais afinidade com os que têm espírito cruzado. Não acho assim muito piada aos beatos.

Afonso de Portugal disse...

«Não sei porque é que há tanta gente que não gosta dela.»

Pelo motivo que eu indiquei acima: a caridadezinha só tem mérito se for acompanhada pela responsabilização dos opressores. Ajudar os "coitadinhos" sem fazer nada a respeito das pessoas que os fazem "coitdainho" é deixar tudo na mesma.

Não estou a dizer que a caridade é uma coisa má, ou que a Madre Teresa era mal-intencionada. Apenas que aquilo que ela fez, apesar de necessário, é manifestamente insuficiente.


«Se é para os ocidentais ajudarem os africanos, pois que se aplique a máxima maoísta que diz para dar uma cana e ensinar a pescar em vez de oferecer o peixe.»

Estás a partir do princípio de que eles querem ser ensinados. Eu tenho sérias dúvidas de que queiram. Além disso, os ocidentais têm-lhes ensinado a sentir-se oprimidos e a parasitar os brancos. Portanto, porque é que eles haviam de querer derrubar ditadores quando nos podem chular?

FireHead disse...

Pois é, mas as coisas infelizmente nem sempre são como nós gostaríamos que elas fossem. Eu também gostaria que todos as instituições de solidariedade católica só ajudassem os que são de facto católicos.

Não acusam a Madre Teresa de ajudar os outros ao mesmo tempo que visava a evangelização, ou melhor, como é que dizem, imposição da conversão como troca da ajuda? Se ela realmente fez isso, pois para mim ela fez muitíssimo bem.

Pois, o problema ao fim e ao cabo é dos próprios ocidentais. Agora repara lá se por exemplo com os chineses há desse tipo de abébias...