segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O jovem que superou o seu ídolo


O nadador americano Michael Phelps é o desportista olímpico mais medalhado de sempre, com 28 medalhas (23 delas de ouro), cinco delas conquistadas nos Jogos Olímpicos do Brasil (quatro de ouro) - e ele que dizia que não ia participar nestas Olimpíadas... -, mas foi suplantado por um fã seu, o singapureano Joseph Schooling, nos 100 metros do estilo mariposa. Este tinha apenas 13 anos em 2008 quando se encontrou com Phelps em Singapura e agora fez história pelo seu país ao tornar-se no primeiro nadador a ganhar uma medalha de ouro. A vitória dele traduziu-se também num recorde: 50.39 segundos.
"Disse-me que estava muito orgulhoso. pela minha medalha. Poder caminhar ao lado dele e festejar foi o melhor momento da minha carreira, vou recordar para o resto da minha vida", disse Joseph, recordando como foi no dia em que conheceu o seu ídolo: "Estava a treinar e todos gritaram que o Michael estava ali. Corri para tirar uma fotografia e falar como ele. Se não fosse pelo Michael não teria chegado a este nível. Já queria ser como ele quando era apenas uma criança. Ele é a razão pela qual eu quero ser ainda melhor".
O governo de Singapura vai oferecer ao Joseph 5,9 milhões de patacas (mais ou menos 600 mil euros) pela inédita conquista nacional.
Quanto ao Phelps, de apenas 31 anos, parece que agora a sua retirada é que é mesmo de vez. "Agora, depois dos Jogos, vou gozar a minha vida com o meu filho e a minha mulher", afirmou o americano que, segundo o jornal The New York Times, já bateu também o recorde da Antiguidade Grega. Phelps superou Leónidas de Rodes, que terminou a carreira olímpica nos eventos de 152 a.C., onde venceu as corridas dos 200 e 400 metros e a corrida com armadura vestida, totalizando 12 títulos em quatro presenças nos Jogos Olímpicos (164 a.C., 160 a.C., 156 a.C. e 152 a.C.), com três conquistas em cada edição. Naqueles tempos ainda não havia medalhas, mas apenas vencedores e derrotados, e os vencedores ganhavam uma coroa de louros.

2 comentários:

Portuguesinha disse...

Coincidência.
Encontrei no Ytube uma brincadeira humorística mas nem por isso menos instrutiva sobre os JO na antiga Grécia.
Embora já soubesse que antigamente os atletas competiam nus (ou com armadura), há sempre mais coisas que não se sabem (como as chibatadas por se fazer batota e o óleo dos seus corpos vendido como "token").

Achei interessante essa «viagem» à antiga grécia e estava longe de imaginar que existiam recordes que perduravam desde então :) Ter O NOME associado a vitórias nos JO era a maior honra, para isso competiam e humildemente queriam dedicar a vitória aos Deuses. Agora o Felps tirou essa honra a um Leôndidas... Tadinho. Mais de 2000 anos e tiraram-lhe o feito que todos eles almejavam que ficasse para sempre ali, a agraciar os Deuses :)

https://www.youtube.com/watch?v=e_CTxlsCL7E

FireHead disse...

O problema é que a humanidade evoluiu espirita e mentalmente: os deuses não existem. Aliás, existir, existem, mas na verdade são demónios. :P

E os Jogos Olímpicos de hoje já pouco ou nada têm a ver com os Jogos Olímpicos da Antiga Grécia...