sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Mais um refugiado... norte-coreano

O desertor Thae Yong-ho
A esquerdista BBC diz que o número 2 da diplomacia norte-coreana em Londres, Thae Yong-ho, desertou com a sua família e pediu asilo político à Coreia do Sul. O diplomata fugiu da embaixada norte-coreana, pegou na sua mulher e no seu filho e zarparam para Seul, a capital sul-coreana, ao fim de 10 anos como vice-embaixador da Coreia do Norte procurando promover a imagem da terra de Kim Jong-un no Reino Unido. O governo de Seul revelou que em Abril 13 funcionários de um restaurante em Pyongyang fugiram todos para a Coreia do Sul, uma autêntica debandada geral.
Coreia: uma nação, dois países
Isto está a acontecer numa altura em que as tensões entre as duas Coreias, tecnicamente ainda em guerra, estão mais latentes que nunca depois de um período de aproximação. A 6 de Janeiro a Coreia do Norte fez o seu quarto teste nuclear e a 7 de Fevereiro lançou um foguetão que o regime comunista de Pyongyang disse transportar um satélite de comunicações e que a comunidade internacional considerou um ensaio balístico, coisas que enfureceram os sul-coreanos. Já em 2010 o torpedeamento de uma corveta sul-coreana resultou em 46 mortos.
A Coreia do Norte acusa, no entanto e ironicamente, a presidente sul-coreana, Pak Geun-Hye, de ser uma "psicopata" (se ela é uma "psicopata" então o que é que se há-de dizer de Kim Jong-un?) por ter denunciado as ambições nucleares da Coreia do Norte e defendido a implantação de um sistema antimísseis norte-americano no seu país, a Terminal High Altitude Area Defence (THAAD), como um acto de "autodefesa". "Isto não é mais que uma desculpa esfarrapada. Ninguém vai acreditar nas falácias de um boneco que não faz nada sem o acordo dos seus donos norte-americanos", disse assim um porta-voz do comité norte-coreano para a reunificação pacífica da Coreia sobre a presidente sul-coreana difundido pela agência oficial KCNA. O país de Kim Jong-un ameaçou também recorrer a "acções físicas" contra a implantação prevista da THAAD para 2017. Ou seja, promessas.

Sul-coreanos contra a decisão governamental de implantar a THAAD no país para a sua própria segurança
Quem não vê também com bons olhos a implantação da THAAD na Coreia do Sul são a República Popular da China e a Rússia, que entendem isso como um reforço do poderio militar norte-americano na região. Para Pequim isso tratar-se-ia de uma ameaça ao seu território e causaria um agravamento das tensões na península. Por causa disso, o chefe de Estado-maior do exército norte-americano, general Mark Milley, já veio assegurar durante um encontro com o seu homólogo chinês, Li Zuocheng, em Pequim que a THAAD não representa perigo para a China.

6 comentários:

Anónimo disse...

Não és tu contra os refugiados? Pois então deves estar a achar que a Coreia do Sul deve rejeitar os refugiados da Coreia do Norte! Ou «refugidados» como gostas de escrever.

Afonso de Portugal disse...

Tempos vibrantes no Oriente! :)

wind disse...

Bom fim de semana:)

FireHead disse...

Anónimo,

Não, eu não sou contra os refugiados. A questão é que há que separar os refugiados: há os verdadeiros e há os falsos, como os que não fogem de guerra nenhuma e que são na verdade migrantes económicos ou agentes que querem pôr em prática uma agenda que têm, sejam eles terroristas ou islamizadores.

Depois há outra questão: um país que tem cidadãos nacionais a viver com dificuldades ou em angústia deve sempre e em primeiro lugar olhar para os seus e só depois, se der e poder, pensar em ajudar também os outros. Por muita pena que nós possamos ter dos verdadeiros refugiados, acho que é contraproducente passarmos por cima dos "nossos" que também precisam de ser ajudados para demonstrarmos que somos solidários com os outros.

Ajudar os refugiados, sim! Mas com critério! De preferência sem os aceitar porque há muitos que deixam de ser refugiados - uma condição provisória que faz com que as pessoas regressem à sua terra quando o asilo terminar - para passarem a ser imigrantes. Há muitas maneiras de ajudar quem precisa directamente a partir das suas terras, criando condições para que eles não saiam de lá. E se for para aceitar refugiados, que seja para aceitar os que realmente se integram na civilização ocidental, como por exemplo os cristãos, e não gente que não assimila a cultura senão a deles e que, ao invés, procura impor aos nativos a sua cultura.

FireHead disse...

Afonso de Portugal,

Pois é, já viste? Um coreano que é refugiado na... Coreia. Ah, sim, é verdade, fugiu do norte para o sul. É o que dá uma nação estar dividida em dois países.

FireHead disse...

Wind,

Obrigado e igualmente! :)