terça-feira, 16 de agosto de 2016

De actriz testemunha de Jeová a eremita católica

A antiga actriz alemã Katja Giammona, de 41 anos e de ascendência italiana, abandonou a vida que tinha para se tornar numa religiosa eremita.
Natural de Wolfsburgo, Katja, que foi criada como testemunha de Jeová, concedeu uma entrevista ao jornalista italiano Antonio Socci, através de e-mail e por telefone por se encontrar presentemente "retirada do mundo com todas as suas vaidades", em que conta a história da sua conversão ao Catolicismo e posterior abandono da sua vida de pecados. Tudo começou depois de ter tido uma experiência de quase morte em 2002 quando estava em casa de um amigo em Berlim depois de ter participado no Festival Internacional de Cinema. Caindo num sono profundo dentro de um quarto escuro, Katja lembra-se de ter tido a experiência quase real de ter estado no Inferno onde viu o demónio em pessoa sob a forma de um jovem rapaz que se ria e que lhe dizia: "Corre, corre, que daqui não vais sair". Disse Katja que sentiu mesmo as dores das queimaduras, "um sofrimento enorme", enquanto o demónio lhe mostrava todos os rapazes com quem ela chegou a estar.
"Eram sobretudo os pecados contra a castidade que me tinham levado à perdição. (...) O demónio ria-se do facto de que a minha alma, que procurava o verdadeiro amor, que é Cristo, tinha sido afastada do caminho do Seu Reino. Ele mostrou-me os rapazes que passaram pela minha vida, mesmo que apenas através de uma curte ou de um pensamento. O nosso bom Senhor Jesus ensina-nos, no Evangelho, que é possível pecar só com um olhar ou um pensamento. O ser humano quase sempre se esquece disso".
Depois, ainda durante essa sua experiência sobrenatural, viu a sua mãe, também convertida ao Catolicismo, a rezar e suplicou-lhe para que rezasse por ela. Katja pensava dantes que isso de rezar pelos outros era coisa de fanáticos e que trazia má sorte, mas entendeu aí que não ter quem rezasse pelos outros era "uma verdadeira punição".
Antonio Socci não tem dúvidas que Katja passou por um coma, ainda que momentâneo. Quando os amigos dela que também estavam em casa a viram, pálida e com os lábios "ligeiramente azulados", ficaram espantados.
Katja tinha-se apercebido que, apesar de se afirmar católica, vivia afundada no pecado: "Eu era uma pecadora que nem sequer se dava conta de sê-lo. Porque o mundo repete-te que os pecados não existem". Depois disso, terminou o relacionamento com o homem com quem vivia e fez uma peregrinação a Medjugorge, no sul da Bósnia, com a sua mãe, dando um novo rumo à sua vida, abraçando a vida erimítica-anacoreta e adoptando o nome Benedita. "A mim, depois de sete anos de sacrifício e oração por parte de minha mãe, foi dada a graça de compreender que não basta ser baptizada e ser católica 'no papel' (para salvar-se). Descobri que Deus é católico, que a Sua Igreja é a nossa querida Mãe, que devemos praticar a fé, que devemos observar os mandamentos e que o Inferno existe!"
Fica então aqui o impressionante testemunho sobre a mudança radical da vida de Katja.

4 comentários:

Afonso de Portugal disse...

Uma febra tão boa! Que desperdício, pá!

CÉU disse...

Estamos sempre a tempo de mudar, totalmente.

Gostei mto do texto e acredito, piamente, k há gente k se pode tornar BENDITA depois de ter sido Pecadora.

Não há inferno, não há diabo? Katja k dia isso ao Chico do Vaticano.

Beijinhos.

FireHead disse...

Afonso de Portugal,

Não faz mal, meu caro, o que não há-de faltar nunca são febras dispostas a ter a vida que ela teve!

FireHead disse...

CÉU,

Há sempre uns que são muito filósofos (ou filosóficos) que dizem que isso do Inferno é uma espécie de estado de alma, não crendo que o Inferno seja um lugar real. Outros há que dizem que isso é tudo uma maneira de falar, pois o mundo já é um Inferno, logo não existe um outro Inferno, com fogo e cheiro a enxofre.

Já o Papa João Paulo II que, coitado, também não foi lá muito bom Papa, dizia que o Inferno é a ausência de Deus. O que é que as pessoas, a começar pelos conciliares e modernistas da própria Igreja, inventam que é para contrariar a crença sempre defendida pela Igreja de que o Inferno existe sim e é um lugar real, tipo uma dimensão física existente! Mas pronto, compreendo que há gente que teme tanto a hipótese de um dia lá ir parar que prefere antes acreditar noutras coisas, como na reencarnação, que é para não haver nunca uma condenação eterna e haver sempre uma possibilidade de se salvar/aperfeiçoar...

Para a Katja ter mudado radicalmente a sua vida é porque de facto aconteceu-lhe algo extremamente marcante. Não é qualquer pessoa que toma a decisão que ela tomou. Se quiser pode procurar na net notícias sobre ela. Até no Youtube há imagens dela quando ela era ainda actriz... que eu por acaso confesso que não conhecia. :P

Beijinhos.