sábado, 20 de agosto de 2016

"Clérigo" muçulmano russo pede a mutilação genital feminina


Na Rússia, um "clérigo" muçulmano do norte do Cáucaso, Ismail Berdiev, pediu a mutilação genital feminina para todas as mulheres. Ismail Berdiev, que é também membro do Conselho Presidencial para a Cooperação com as Comunidades Religiosas, alegou que esta medida serve para combater a "imoralidade sexual" e acabar com a "depravação na Terra". 
"O Todo Poderoso criou as mulheres para darem à luz e criarem as crianças, mas 'cortá-las' (mutilá-las genitalmente) não tem nada a ver com isso", disse o homem. "As mulheres poderão continuar a dar à luz mas haverá menos depravação".
A opinião desse "clérigo" suscitou, como não podia deixar de ser, reacções furiosas. A fundação de Direitos Humanos de nome Rights Iniatiative publicou recentemente uma reportagem sobre a prática da mutilação genital feminina na república russa muçulmana do Daguestão, sobretudo em cinco zonas montanhosas. Geralmente as vítimas são genitalmente mutiladas com menos de três anos de idade, mas também há meninas com idades até os 12 anos que também são submetidas a essa bárbara operação reconhecida como um crime a nível internacional.

4 comentários:

wind disse...

É louco!

FireHead disse...

Não é louco; é muçulmano. Ainda por cima "clérigo".

CÉU disse...

Quer dizer: podem dar à luz, e qto mais crianças, melhor, não podem é ter prazer. Provavelmente, na mãe, nas filhas e na família feminina deste clérigo (deste quê?) muçulmano esta prática foi utilizada (nada me espantaria).

Então, e ele e os outros da seita? Eu sei como fazer e dizem eles k dói mto. O importante é a próstata, atingir este órgão, ou seja, embolizá-lo, mas totalmente, de modo a fazer necrose. Hum! Vamos a isso?

FireHead disse...

O islão é uma "religião" machista e as mulheres são tratadas como meros objectos de satisfação sexual (masculina) e máquinas de reprodução. A nível jurídico, uma mulher vale metade de um homem e perante um tribunal da "sharia" o testemunho de uma mulher só tem valor se tiver quatro homens que o sustentem. Mas isso, claro, não é nada que inviabiliza a existência de muçulmanas ferrenhas e fanáticas, como as que lutam pelo direito de usar o "niqab" ou a "burqa" - e agora também o "burkini" que está na moda (mas livre-se aquele que falar duma tal coisa conhecida por islamização!) -, pois é um direito delas isso de serem submissas. E também pelo direito de não se importarem de partilhar um só homem com outras mulheres porque a poligamia islâmica é só exclusiva aos homens.

Ainda que a mutilação genital feminina não tenha base alcorânica, ela é validada pela tradição islâmica. É que além do Alcorão, para o islão também os "hadiths" servem como fonte de direito islâmico.