quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A verdade amarga de quem chegou aos 30

Encontrei o seguinte no Facebook:


Incrível.club publica aqui um artigo de uma popular blogueira que escreve sob o pseudónimo de morena-morana sobre os problemas mais fortes sobre quem tem 30 anos. Pode parecer uma provocação, afinal de contas, alguns pontos são bastante discutíveis, mas há alguma racionalidade nos seus argumentos. 
Se você nasceu nos anos 80 e se considera uma pessoa madura, esse texto é sobre você. Você trabalha todos os dias e ainda não ganha aquele tão sonhado salário? A sua rotina não te faz feliz e você acha que nasceu para fazer algo melhor? Então, vamos aos factos. 

A armadilha das grandes aspirações, ou porque nunca seremos felizes 

A geração das nossas avós poucas vezes sonhava com príncipes encantados, hotéis luxuosos no exterior, ou mesmo uma boa bebida. Tudo isso parecia algo inalcançável. Bastava um céu azul ou um trabalho estável para que elas ficassem felizes. Muitas permaneciam casadas simplesmente porque o marido não bebia, ou não batia nelas. Quando tinham tempo livre, após muito trabalho elas tentavam criar um ambiente mais cómodo dentro de casa. 
A nossa geração não se lembra dos tempos em que a fome era muito presente. Na verdade, quem tem 30 anos nem mesmo lembra as dificuldades dos anos 90. Por isso que muitas aspirações dos netos são vistas pelas avós como exagero. Eles não querem trabalhar no sector da construção, não querem fazer nada, e ainda querem que o trabalho pesado seja feito pelos imigrantes. 
Os homens sonham em ser oligarcas, sentados como reis, sem vontade de fazer qualquer trabalho manual. Sonham em ser gerentes e passar a metade do dia jogando no computador, ao invés de criar algo útil com as mãos. As jovens mulheres são super preguiçosas. Uma mulher de sucesso é aquela que não faz nada, que se junta ao oligarca como uma parasita totalmente sustentada. Todas querem isso e não se importam com as leis da oferta e procura. O mercado está cheio de mulheres que não fazem nada de produtivo. Obviamente, em busca de um hipotético Brad Pitt, nunca serão felizes. E sempre estarão cercadas de imbecis. 
Compare os confusos anos 2000 e o momento actual com o começo do século passado. Sob o ponto de vista objectivo, viver é mais fácil. Subjectivamente, escuta-se em todas as partes um réquiem pela esperança. Os génios não reconhecidos estão a chorar, não são valorizados. Ninguém quer ser humilde. 

A ’satisfação excessiva’ 

Outra causa das nossas desgraças é a satisfação excessiva. Lembre-se do sabor delicioso das batatas feitas no carvão durante um dia de trabalho no campo. Agora, compare esta sensação com o sentimento que nos dá quando acaba o Martini Royal ou o vinho francês de uvas pinot noir num restaurante. Ou quando já não aguentamos mais beber Mojito. Os bares já não sabem mais como nos surpreender. As lulas são vendidas em qualquer supermercado, assim como frutas exóticas e uma enorme cachoeira de álcool. 
Estamos satisfeitos demais, senhores. Engolimos rápido demais, e é fácil demais conseguir as coisas. A colecção que passou já não interessa. Não sabemos o que é coser a própria meia. Choramos porque nos sentimos infelizes, trancados em carros com ar condicionado. Estamos sempre a chorar e a devorar. Tudo parece pouco, nada nos surpreende. 
Para ser feliz você deve limitar-se. Não é à toa que as religiões obrigam ao jejum ou à Quaresma. Maior a fome, melhor a comida. Maior a satisfação, mais sem graça a comida, e mais desgraçada a alma. 

O egoísmo 

Por alguma razão, fomos educados para acreditar que todo o mundo nos deve algo. Não caminhamos 5 km até a escola. Não lutamos pela educação. Não ajudamos os nossos pais a trabalhar no campo porque sabemos que o pequeno-almoço estará sempre na mesa. Muitos de nós não querem ter filhos. Por que cuidar de outra pessoa? Os homens, como crianças pequenas, querem uma mãe que cuide deles, que passe a sua roupa. Já as mulheres estão à espera de um macho idiota para não precisar de trabalhar. Ninguém quer fazer, ninguém quer presentear. Ninguém pensa em doar. 

Quem somos, senhores? Vamos enfrentar a verdade. Quem somos? E o que merecemos de verdade? 


Autora: Morena_morana 
A foto é da série ’Friends’, da Warner Bros. Television

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