domingo, 24 de julho de 2016

Violência deflagra a norte de Paris


Um caso de Black Lives Matter em Beaumond-sur-Oise, nos arredores de Paris: o «jovem» Adoma Traoré, de 24 anos, morreu na sequência da sua detenção, tendo primeiro desmaiado enquanto era transportado para a esquadra depois de ter tentado interferir na detenção do seu irmão, suspeito de envolvimento num caso de extorsão, ou seja, é um criminoso que só tinha era de ser detido. Como consequência, desde terça-feira que há violência nas ruas, tendo na madrugada do dia 21 sido incendiados 15 carros (epá, eles fazem sempre isso!) por residentes em fúria, e até houve tentarivas de incendiar uma escola e o edifício de uma autarquia. Segundo a polícia, havia "200 indivíduos hostis"...
Já em 2005, dois «jovens» morreram electrocutados numa estação de electricidade onde se esconderam para fugir de uma perseguição da polícia e os subúrbios franceses viraram palco de semanas de violência, vista como uma revolta contra o sistema de guetos em França, onde se concentram altos níveis de pobreza e desemprego e onde vive maioritariamente uma população de primeira e segunda geração de imigrantes que se sentem excluídos e marginalizados pela sociedade.
Ora, se não estão bem em França, porque é que não voltam para a sua terra, ou então para a terra dos seus ancestrais? A descolonização não aconteceu já?

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