domingo, 3 de julho de 2016

Os refugiados podem fazer subir receitas e salvar pensões?


Diz o DN que um estudo divulgado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) afirma que a integração dos refugiados no mercado de trabalho traria importantes benefícios económicos e sociais. O problema, no entanto, é mesmo esse, o haver mesmo integração dos refugiados no mercado de trabalho. Ou simplesmente na sociedade.
A demógrafa portuguesa Maria João Valente Rosa afirma, por sua vez, que a "dinâmica migratória" é necessária para haver mais nascimentos em Portugal e na Europa, pois os "novos imigrantes tendem a ser mais novos e a ter taxas de fertilidade superiores às dos nativos" (qual é a taxa de fecundidade dos imigrantes?), acrescentando que o medo que existe em relação aos refugiados "não cola com a realidade" (as vítimas dos «refugiados» que o digam...) e "de alguma forma nos atrasam em relação aos tempos" porque "a Europa parece estar a viver num mundo paralelo", "centrada nela e a tentar reconstruir-se internamente". E isso, claro, é capaz de ser uma coisa horrível, pois soa a «nazismo». Para contrariá-la está o crescimento de movimentos patrióticos e coisas como o Brexit, que se serviu precisamente do tema da crise dos refugiados para se dar.
Curiosamente, no que diz respeito aos comentários, e sei que o DN passou a criminalizar todos os comentários considerados «racistas», o grosso dos comentários parece ir na mesma direcção, ou seja, contrariar o artigo.
O comentador Luciano Freitas disse que "se derem às mulheres nativas as regalias que querem dar às migrantes e refugiadas, vamos ter mais nascimentos europeus".
Viriato Gonçalves pergunta como é que Portugal, que já tem muito desemprego, vai dar trabalho aos outros.
Um sujeito que assina com o nome Iron Pépé, alegadamente da Universidade de Ghent (Bélgica), pergunta porque é que não são publicados dados (como "por exemplo na Holanda") que demonstram que "uma grande maioria deste tipo de imigrantes-refugiados nunca entra no mercado de trabalho e fica durante a vida inteira subsídio-dependente", agravando a Segurança Social em vez de a aliviar, como dizem que aliviam mesmo.
Bruno Oliveira disse que este estudo do FMI é um "presente envenenado que querem enfiar na boca do povo", alegando que "querem arranjar mão-de-obra ainda mais barata" porque só vêem números mas não compreendem nada da natureza humana.
Uma mulher, Anita Dorémi, compara o caso dos refugiados ao dos ciganos, que "estão cá (Portugal) há mais de 500 anos e ainda não estão integrados nem na escola nem no trabalho".
Alberto Costa acusou a demógrafa de faltar à verdade e afirmou que o decréscimo populacional na Europa é conjuntural e que a população europeia irá crescer nova e inevitavelmente, frisando que "o que nos é pedido é que absorvamos a explosão descontrolada da população nos outros continentes".
João Vaz também se baseia em dados registados para refutar a ideia de que os migrantes, culturalmente diferentes dos nativos, contribuem substancialmente para a economia.
Para fazer a diferença, o comentador Carlos Fernandes, que só mesmo por acaso é negro (angolano de naturalidade e de nacionalidade britânica), embora, claro, isso não queira dizer nada de mais, soltou a lebre do racismo insinuando que o inglês é que é racista...

2 comentários:

Anónimo disse...

Pôxa, que comentadores tão realis... racistas!! Então em que é que eles se suportam para contrariar a CERTEZA de que TODOS o refugiados arranjam trabalho, se integram e contribuem para o fundo de pensões??

É claro que é tudo racismo e o medo também não cola com a realidade! Afinal de contas, crimes sexuais em Colônia e noutras paragens europeias devido a migrantes nunca aconteceram, né mesmo?

FireHead disse...

Colônia?? Onde fica Colônia? Crimes sexuais devido a migrantes? Receio que estejas enganado; os migrantes fogem do perigo que correm nas suas terras, eles são vítimas, são coitados que precisam de ajuda e é por isso que fogem para os países mais ricos da Europa porque não querem ir para os países mais pobres da Europa como Portugal afectado pelo desemprego. Se eles fogem do perigo, achas que é coisa de alguém minimamente inteligente acreditar que eles podem trazer perigo à Europa? Os perigosos são os que não querem aceitar os migrantes, pois são racistas e o racismo é um crime nojento.