sexta-feira, 10 de junho de 2016

Rússia, o óbvio aliado do Ocidente cristão


No passado dia 28 de Maio, o presidente russo, Vladimir Putin (Влади́мир Пу́тин), visitou oficialmente a Grécia e esteve num dos locais mais sagrados da Cristandade ortodoxa: o Monte Athos. Também conhecido como o "Monte Sagrado" ou o "Jardim de Nossa Senhora", Putin levou com ele o chefe da Igreja Ortodoxa Russa (Русская Православная Церковь - Russkaya Pravoslavnaya Tserkov), o patriarca Cirilo (Кирилл), o mesmo que se encontrou não há muito tempo atrás com o Papa Francisco em Havana, capital de Cuba. Putin já tinha visitado oficialmente a Grécia em 2005 e na altura disse o seguinte: "Nós temos um grande respeito pela Grécia como um todo e por Athos em particular. E se a Rússia é a maior potência ortodoxa, a Grécia e a Athos são as suas fontes. Nós lembramo-nos disso e valorizamo-lo grandemente".
Apesar de a Igreja Ortodoxa Russa e a Igreja Ortodoxa Grega (Ἑλληνορθόδοξη Ἐκκλησία - Hellēnorthódoxē Ekklēsía) lutarem pelo domínio no mundo ortodoxo, Putin e Cirilo enfatizaram a posição russa em relação à sua herança bizantina, que é europeia apesar de não ser ocidental. Ambos defendem a união entre a Igreja e o Estado num modelo bizantino de "sinfonia": uma cooperação dos poderes divinos e terrenos que contraria o princípio da laicidade adoptado por muitos países ocidentais dos quais, curiosamente, não inclui o Reino Unido (a rainha de Inglaterra é a chefe da Igreja Anglicana e o anglicanismo é a sua religião oficial). Os próprios monges de Athos são ultra-conservadores, opõem-se a uma aproximação ao Cristianismo ocidental (eu diria mesmo apostatado e repleto de "lobos disfarçados de cordeiros") e são críticos do globalismo americano, do secularismo e do liberalismo.
Será que vamos assistir ao regresso da Santa Rússia de outrora agora que o comunismo ateu já falhou (profecia de Fátima sobre a conversão da Rússia?) no maior país do mundo? É bom não nos esquecermos que essa mesma Santa Rússia foi, durante séculos, protectora dos cristãos do Oriente que hoje são dizimados pelo Estado Islâmico perante o silêncio cúmplice do Ocidente. Não é por acaso que não falta gente que acredita que a Rússia ainda é capaz de ser o último bastião da superior civilização ocidental. Por falar nisso, o ex-colaborador da inteligência americana G. Murphy Donovan escreveu no seu recente artigo no American Thinker que a Rússia é um aliado do Ocidente e é a chave para fazer frente às ameaças actuais. Descrevendo Putin como "único na sua classe", Donovan sublinhou que Putin "conseguiu deixar para trás o comunismo e construir uma forma de democracia no seu país", além de ter restaurado o Cristianismo e os seus institutos (ainda que ortodoxos) e modernizado o exército. Afirmou ainda que a rejeição russa da expansão da NATO e a onda de golpes de Estado, fruto da ingerência externa, conhecidos como revoluções coloridas, também é completamente compreensível. O que não é compreensível, em nenhum caso, é a tentativa dos políticos europeus de procurar um conflito com a Rússia, no meio de uma ameaça de grande escala como é o islamismo radical. "Os políticos europeus e norte-americanos não parecem entender quem é o seu inimigo número um. Veremos se a Rússia terá que salvar a Europa de si própria outra vez no século XXI".
Vale também a pena referir que a Rússia acusou, no início deste mês, a maçónica União Europeia de aprovar leis anticristãs, marginalizando assim os valores morais europeus. Konstantín Dolgov (К.К. Долгова), o encarregado dos direitos humanos do Ministério do Exterior Russo, salientou que entre essas manifestações anticristãs destacam-se os ataques aos religiosos, a oposição às cerimónias eclesiásticas, a profanação e destruição de templos e cemitérios ou a intenção de retirar símbolos cristãos dos lugares públicos.

4 comentários:

Anónimo disse...

O grande "inimigo" da Europa são os Estados Unidos. Depois o islamismo radical. E a grande ameaça em geral é kalergi.

O jihadismo mundial foi reactivado após os negócios entre os americanos e a turma do Bin Laden. Só não vê quem não quer.

FireHead disse...

Então e a culpa de tudo e mais alguma coisa não é dos judeus?

Lura do Grilo disse...

A Rússia também está invadida por maometanos. Não levantam é cabelo: não podem. Aqui por esta Europa de bananas e embrutecidos pelo materialismo e pelos programas escolares esquerdistas é que eles abusam.

FireHead disse...

Sim, a Rússia, comparando com qualquer outro país da Europa (não estou a contar com países como o Kosovo, a Albânia e a Turquia), tem uma grande proporção de islâmicos.