quinta-feira, 2 de junho de 2016

Dalai Lama: «Alemanha não pode transformar-se num país árabe»


A propósito da Alemanha, o líder espiritual do budismo tibetano Dalai Lama voltou a mostrar a sua "faceta xenófoba e racista" (ou é capaz de estar a ser simplesmente um "paranóico e incendiário"), ele que é também um espécime de uma minoria étnica oprimida, ao afirmar, durante uma entrevista ao Frankfurter Allgemeine Zeitung, que a Europa já recebeu "muitos refugiados" (só a Alemanha recebeu 1,1 milhões de pessoas em 2015) e que "a Europa, a Alemanha em particular, não pode transformar-se num país árabe. A Alemanha é a Alemanha". Defendendo a estadia temporária dos refugiados, que, aliás, é por isso mesmo que existe o estatuto do refugiado, Dalai Lama sublinhou que os refugiados devem regressar eventualmente aos seus países de origem para ajudar na respectiva reconstrução. "Quando olhamos para o rosto de cada refugiado, especialmente para as crianças e as mulheres, sentimos o seu sofrimento e um ser humano que tenha melhores condições de vida tem o dever de ajudá-los. Mas por outro lado, existem muitos neste momento" na Europa, declarou o tibetano de 80 anos e Nobel da Paz em 1989. "Existem tantos que, na prática, torna-se difícil", acrescentou, frisando ainda que, apesar da idade e de já estar exilado na Índia há mais de 50 anos, ou seja, ele próprio é um refugiado, tem esperança de um dia regressar à sua terra natal. "Se surgir uma oportunidade para o meu regresso, ou pelo menos para uma curta visita, será um motivo de grande alegria", concluiu, ele que fugiu com milhares de tibetanos da sua terra após a ocupação militar chinesa em 1951.
Felizmente para os anti-acolhimento de refugiados, o fluxo de clandestinos diminuiu significativamente depois dos países balcânicos terem decidido encerrar as suas fronteiras e travar os "migrantes económicos" que querem uma "boa vida" nos países mais ricos da Europa. O foco voltou a estar agora no Mediterrâneo, com gente que deve estar a fugir do Estado Islâmico lá em África ou algo assim do género. No cômputo geral, o número de agressões sexuais tem vindo a aumentar no velho continente como consequência da entrada de refugiados. Mas observar este facto faz de qualquer pessoa racista porque, lá está, nem todos os refugiados vão para a Europa com más intenções e estes não podem levar por tabela. O problema é que também não se pode contrariar factos, como se o aumento do número de agressões sexuais cometidos por refugiados não fosse isso mesmo, um facto.
Voltando ao Dalai Lama, que é, para todos os efeitos um "líder religioso", de certeza que o dhimmi do Papa Francisco, que é todo ecuménico e pró-acolhimento de refugiados, não o vai felicitar por esta sua postura sincera...

8 comentários:

Leocardo disse...

http://bairrodooriente.blogspot.com/2016/06/paranoico-que-ideia-o-caracol-da.html?m=0

Xim, Xim. Conxerteja dona Tereja :D

FireHead disse...

Boring. Do I really need to? Zzzzz...

Leocardo disse...

Oh please, if you may, Mr. Gray.

FireHead disse...

Contornos de desespero e tal... Onde é que eu já li isso?? XD

Anónimo disse...

Até esta figura, que é tão adorada pelo movimento da Nova Era,enxerga o óbvio.

Ivan Baptista disse...

Olha, só por causa disto, eu cá prefiro o Dalai Lama do que o Papa Chico.
Há para ai intelectuais que negam esta evidencia por contradizer só por contradizer :)

FireHead disse...

Anónimo,

Mas eu acho que ele não é tão ecuménico ao ponto de abdicar de adorar o seu buda cósmico em nome da igualdade religiosa.

FireHead disse...

Ivan Baptista,

Neste aspecto também eu prefiro o Dalai Lama. O que ele diz é simplesmente o óbvio. Não fosse ele próprio também um refugiado e dos verdadeiros.