quarta-feira, 18 de maio de 2016

Viktor Orbán justifica defesa da Vida e da Família na Hungria

Entrevista ao primeiro-ministro da Hungria, que está a sofrer fortes pressões da União Europeia por causa das suas políticas pró-vida e pró-família.


No preâmbulo há referências ao Cristianismo e o documento é inaugurado: “Que Deus abençoe a Hungria”. 

Essa é a primeira frase do nosso hino e espero mesmo que Deus abençoe a Hungria [ri-se]. Cantamos o hino há 150 anos, gostamos dele e não vemos qualquer problema. E nós não modificámos a Constituição, criámos uma nova, a primeira democrática da nossa história, passámos 26 anos a tentar e não conseguimos. 

Até garantir uma maioria em 2010. 

Sim e aí criámos uma nova Constituição, moderna, europeia e conservadora em termos de valores. Dizemos que o Cristianismo é uma tradição que deve ser respeitada, porque sem ele não teríamos sobrevivido nos últimos mil anos. Em segundo lugar falamos de dignidade nacional. E em terceiro consideramos que a base de uma nação é a família, que deve ser protegida. Deixamos claro que só um homem e uma mulher podem casar e ter uma família. A antiga já o dizia, mas por causa das discussões na vida política europeia e americana a questão tornou-se mais nítida. Na Hungria temos regulações quanto a homossexuais, há um parágrafo especial no Código Civil a dizer que podem viver juntos. 

O que define o Código Civil? 

Como ser apropriado e esse tipo de coisas. Que podem fazer o que quiserem mas que não podem ter um casamento reconhecido pelo Estado. 

Isso não infringe os direitos de gays? 

É muito simples: uma maçã não pode pedir para ser chamada de pêra porque é uma maçã. 

Pode elaborar? 

Se uma pessoa vive com outra e não tem intenções de ter filhos não está a manter a tradição húngara de milhares de anos, a tradição de um homem e uma mulher casarem. Quando um homem e uma mulher vivem juntos, casam, têm filhos, chamamos a isso uma família. Não é uma questão de direitos humanos, é chamar as coisas pelos nomes. 

Inscrever coisas como essa no documento fundamental da nação não abre a porta a violações de direitos? 

Não. A Constituição define claramente os direitos de todos, a dignidade é garantida e a liberdade também. Esta regulação tem a ver com instituições, não com liberdade, tem a ver com a instituição da família, que é um homem e uma mulher. 

Noutra alínea é declarado que um embrião é um ser humano, o que também possibilita que o aborto venha a ser ilegalizado. Concorda? 

O aborto é regulado na Hungria de uma forma que é aceite pelo público. 

Mas incluir isto na Constituição não põe em causa o direito das mulheres a decidirem sobre os seus corpos? 

Na Hungria aceitámos a Constituição há mais de quatro anos e as pessoas ficaram satisfeitas. Ninguém quer mudar as regulações, o que quer dizer que a Constituição funciona bem. 


in Expresso, 30 de Abril 2016 

Nota: O jornal tinha escrito originalmente Deus com letra minúscula. Tomámos a liberdade de corrigir essa gralha.

Fonte: Senza Pagare

3 comentários:

Anónimo disse...

Para ler, assinar e divulgar

MANIFESTO POR UM VERDADEIRO DEBATE PÚBLICO SOBRE A LEI DA PROCRIAÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA E GESTAÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO:

https://docs.google.com/forms/d/1NKGbapaTVUJY-TL_W73S2HOBuFFvGZN37Cd1ntwNCL4/viewform?c=0&w=1

CENSURADO AGAIN disse...

SÓ MAIS UM CUCK TRAJES TIPICOS

FireHead disse...

Pois, tudo o que não te agrada é cuck. És uma merda, é o que és.