domingo, 15 de maio de 2016

Papa lamenta que se sente mais compaixão pelos animais do que pelas pessoas...


... e, por causa disso, já provocou a indignação de muitas pessoas, entre elas apoiantes do Papa argentino, que com certeza que ficaram desiludidas com a observação que ele fez. O Papa disse, na audência de ontem, que há algumas pessoas que sentem compaixão pelos animais e que depois mostram indiferença perante as dificuldades de um vizinho. "Quantas vezes vemos pessoas que cuidam de gatos e cães e depois deixam sem ajuda o vizinho que passa fome?", questionou o Papa perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro. "Não se pode confundir com a compaixão pelos animais, que exagera no interesse para com eles, enquanto fica indiferente perante o sofrimento do próximo", acrescentou.
Para variar, desta vez o Papa esteve bem e, como muito bem observou o blogueiro Sr. Hamsun, dono d'O Século das Nuvens, a acentuada desvalorização do ser humano em detrimento dos animais é um sintoma de paganização da sociedade. "Alguns, a ler-se pelos comentários nos jornais, garantem já não gostar do homem. De facto, há gente que se encontra mesmo ao nível das bestas. A forma como se lhes referem demonstra um défice cognitivo muito sério e uma inversão de valores preocupante. Falar em 'animais não-humanos', 'sencientes', 'direitos dos animais', ou conceitos como compreensão, carinho, amizade e outros, exclusivamente humanos, atribuíveis às bestas é, no mínimo, neopaganismo. No máximo, estupidez absoluta", escreveu assim o blogueiro.

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