sexta-feira, 20 de maio de 2016

Papa Francisco, um inimigo declarado


Faço minhas as palavras do meu amigo blogueiro brasileiro Pedro Erik. Estou farto do Papa Francisco que é um burro autêntico em termos teológicos e históricos. Nos últimos dias, este Papa conseguiu ir contra a religião que ele lidera afirmando que os Estados ligados a uma única religião não têm futuro e que é preciso também contar com o islão porque senão os Estados falham (sim porque a Europa tem baixas taxas de natalidade e com os muçulmanos é o inverso), criticou o excesso de secularismo em França que impede que as muçulmanas possam usar o véu se assim o entenderem, comparou as conquistas islâmicas com a evangelização pedida por Jesus Cristo aos Seus discípulos (sim, os missionários empunham AK-47, decapitam os que não querem converter-se ou obrigam-nos a pagar a jizya e escravizam sexualmente as mulheres...), nega as raízes cristãs da Europa por causa dos seus "contornos colonialistas", quer que a Europa acolha mais (i)migrantes muçulmanos, acha que a culpa do terrorismo é do Ocidente, enfim, neste preciso momento só tem dúvidas quanto ao lado em que esse enorme dhimmi está quem é simplesmente irracional...
Este é um Papa que ofende a Igreja Católica e principalmente a Cristo.

Os pastores, cada vez em maior número, extraviarão o Meu rebanho. Seduzidos por fantasiosas teorias heréticas, maquinadas por falsos teólogos, eles atraiçoarão a sua missão de guias do Meu povo, introduzindo no Templo Santo um culto indigno, de raízes pagãs. Ensinarão uma doutrina adulterada. Será um tempo em que o príncipe das trevas se apossará das mentes ensoberbecidas de dignitários, eclesiásticos e civis (profecia de Lérida, 1881).

32 comentários:

Fatyly disse...

Gosto muito do Papa Francisco e a sobretudo a sua forma de enfrentar/cuidar/afirmar/dialogar com o seu exemplo e sobretudo com as suas palavras, tal como Jesus foi negado por alguns que se diziam ser amigos.

Para mim não basta ser teólogo mas sim descer e andar na rua na sua simplicidade e não fechados em "casas de vidro"!

Beijocas e um bom fim de semana

FireHead disse...

Tudo isso que dizes é muito bonito, aliás dizes o mesmo até do falhado inútil do Barack Obama, mas agora um Papa ir contra o Cristianismo e próprio Jesus também vale? Só porque ele diz as bacoradas que diz sem medo nenhum e por descer e andar na rua na sua simplicidade?

Pois é, para a tua informação, este Papa está de facto muito bem protegido por muros - que ele não quer que os outros construam - lá no Vaticano. Amanhã publicarei uma posta com um vídeo elucidativo sobre o que este Papa tem andado a afirmar. Se está a haver uma islamização na Europa, violações por parte dos muçulmanos a mulheres nativas e estas coisas todas é também em boa parte culpa deste Papa e dos membros apostatados da Igreja. Mas isso tudo, é claro, não interessa... até porque, como diz o ditado, o que os olhos não vêem o coração não sente.

Este Papa tem o condão de agradar aos esquerdistas e principalmente aos falsos católicos, ou seja, todos aqueles que não são católicos de verdade mas que estão convencidos do contrário.

Beijinhos e bom fim-de-semana.

Sombra disse...

O melhor a fazer é baseares a tua fé na bíblia porque a igreja católica já era... Este papa está a abrir caminho para o madhi... destruindo toda a base cristã. O único cristianismo que sobreviverá será algum daqueles que tu consideras falsos.

FireHead disse...

Pelo contrário, o que está a acontecer é uma prova provada de que as profecias estão certas. Isso não é nada que os verdadeiros católicos não saibam que ia acontecer. Basta lembrarmo-nos dos imensos santos que já previam a apostasia, ou as próprias revelações de Nossa Senhora ou do próprio Jesus Cristo, prevendo o que é que ia acontecer em relação à Igreja e à fé. Portanto não se trata de basear a minha fé na Bíblia - quem é que é o verdadeiro católico que não o faz? -, mas sim de manter-se firme na fé durante estes tempos conturbados porque muitos serão chamados mas poucos os escolhidos. A solução é perserverar na fé, pois aquele que perserverar até ao fim será salvo. Conforme profetizado, a Igreja há-de parecer como que estando morta nos tempos da apostasia, mas no final ela triunfará, pois ela tem a assistência divina e infalível de Cristo. Não existe nenhum outro Cristianismo senão a Igreja Católica, meu caro.

wind disse...

Este Papa é bom ao contrário do que dizes:)
Bom fim de semana rezingão:)

FireHead disse...

Lá está, o teu pensamento politicamente correcto, e também de muitos outros, tolda-te o juízo e não consegues enxergar a verdade. É que para isso terias que explicar o que é que tu entendes do Cristianismo e se formos por aí...

Olha que está escrito que quanto mais se procura agradar ao mundo, como é o caso deste Papa, mais desagrada a Deus, pois o reino de Deus não é deste mundo. Este mundo é do rei das mentiras e príncipe das trevas.

Não sou rezingão por observar a realidade tal como ela é. Eu pelo menos prefiro sofrer com a verdade do que andar a viver feliz num mundo de fantasia. :P

Beijinhos e bom fim-de-semana também para ti.

Arauto disse...

Bom artigo e boas respostas aos tapados.

Anónimo disse...

Tem piada que os Papas são escolhidos em concilio guiados supostamente por Deus.... Estranho... Deus anda a dormir?

Pedro Erik disse...

O video que você me passou é muito bom, direto ao ponto nas baboseiras esquerdoides e erradas do Papa.
Abraço, caro amigo.
Pedro Erik

Afonso de Portugal disse...

Porque será que todas as mulheres adoram o papa Chico(-esperto)?

RICARDO DA SILVA LIMA disse...

"Não sou rezingão por observar a realidade tal como ela é. Eu pelo menos prefiro sofrer com a verdade do que andar a viver feliz num mundo de fantasia." :P

É bem por aí, Firehead. É melhor a verdade amarga, do que a mentira doce.

Sr. Hamsun disse...

este indivíduo é um facínora, um servidor do anticristo. Infelizmente, para ele, não vai conseguir os seus intentos. No início a Igreja também era pequena, no futuro podem ficar ainda menos mas é com eles que a Igreja permanecerá. Já enfrentou outras crises e sobreviveu. Este herege e os que o acompanham desaparecerão e a Igreja continuará.

FireHead disse...

Arauto,

Tapados é de facto a palavra certa. Acredito que eles não o sejam por mal mas sim porque realmente são ignorantes na matéria e preferem ir na cantiga do politicamente correcto. Moldaram-se à cena do pensamento único e depois ficaram assim. :/

FireHead disse...

Anónimo,

Enganas-te, os Papas não são escolhidos por Deus. Estás a confundir isso de ser Deus a escolher os Papas com o facto do Espírito Santo guiar no conclave. Já o Papa Bento XVI chegou a falar sobre esta questão dizendo que o Espírito Santo serve como um bom instrutor e que dá a liberdade aos cardeais para elegerem quem eles querem que seja o Papa. "Provavelmente, a única segurança que Ele oferece é que o processo não seja totalmente arruinado. Evidentemente que há exemplos demais de Papas que o Espírito Santo jamais teria escolhido", disse assim o Papa alemão.

Na verdade a Igreja não ensina que é o Espírito Santo que escolhe o Papa. A única certeza ensinada quanto a isto é que nenhum Papa ensinará o erro doutrinal, nem mesmo este Papa Francisco ou alguma vez os Papas piores que ele, como o famoso Bórgia (Alexandre VI), ensinaram. Há pessoas que confundem as coisas e dizem que tudo o que o Papa diz é infalível, como se o próprio Papa não fosse pecador. Os Papas só são infalíveis quando pronunciam ex-Cathedra, ou seja, quando se pronunciam acerca da matéria de fé (pronunciar algum dogma), coisa que poucos Papas fizeram. Portanto, todas as palermices que este Papa diz, seja sobre os refugiados ou sobre os muros, não são coisas que vinculam o Cristianismo; é tão somente o ponto de vista dele enquanto ser humano, pois para vincular o que quer que seja à Igreja teria sempre que ser ex-Cathedra.

FireHead disse...

Pedro Erik,

Vou colocar uma posta com o vídeo do Paul Joseph Watson aqui mais logo, no seguimento desta posta. E sim, é incrível, até um ateu como esse Youtuber britânico diz o óbvio sobre este Papa miserável: ele não está a ser um Papa nem tampouco um cristão porque não defende o Cristianismo!

Abraço.

FireHead disse...

Afonso de Portugal,

Não são só as mulheres! São todos os politiqueiros correctos, a esquerdalha e principalmente os pseudo-católicos. Não se pode esperar grande coerência da parte das pessoas que vêem este Papa ou o Barack Obama como ídolos...

FireHead disse...

RICARDO DA SILVA LIMA,

Pois, e ainda por cima a verdade nos libertará se a conhecermos. :)

FireHead disse...

Sr. Hamsun,

Isto é porque a Igreja é de origem divina e Cristo disse a Pedro que as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. A Igreja já dura há quase 2000 anos e de lá para cá muita coisa mudou no mundo, impérios caíram, nações surgiram, guerras e conflitos, etc... e a Igreja continua. Cada vez mais atacada, é claro, mas é apenas uma prefiguração daquilo que próprio Cristo passou na Terra. A Igreja é e será caluniada até ao fim tal como Cristo foi e assim será rumo à glória.

Aos que afirmam que as revelações do segredo de Fátima são sobre coisas que já aconteceram (o que lhes retira o carácter de milagre), a própria Nossa Senhora também profetizou que no final a Igreja Católica sairá vencedora (e não foi só ela a dizer isso). Esta parte parece que infelizmente ainda não aconteceu, pois não? Mas há-de acontecer.

Anónimo disse...

Que certezas tens que foi a mãe de cristo que apareceu em Fátima? A Lúcia disse nos inquéritos oficiais em 1917 que era uma senhora muito linda, mas de pequena estatura, cerca de 1,10m. Em nenhuma aparição a Senhora disse ser mãe de Jesus.

FireHead disse...

Anónimo,

Em nenhuma aparição em todo o mundo? Em La Salette, Nossa Senhora tratou mesmo Jesus por seu Filho. Ora, se Maria é mãe de Jesus, porque é que não haveria ela de tratá-lO por Filho?

Quanto a Fátima, conforme o relato de Lúcia, Nossa Senhora de facto falou de Jesus. Na 1.ª aparição, ela disse assim: "No final do terço digam a seguinte oração: meu Jesus, perdoai-nos os nossos pecados". Se foi uma outra senhora que não a Sua mãe, diria isso? Repara que isso até invalida desde logo a palermice da idolatria que os protestantes gostam muito de espumar.

Como é que ela não é a mãe de Jesus se, no contexto da amostragem da visão do Inferno aos pastorinhos, ela até falou, imagina, do Papa?

Na 2.ª aparição, Nossa Senhora disse assim: "A Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu (Lúcia), ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação. E serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por mim a adornar o Seu trono".

O mais engraçado é haver pessoas que dizem que Nossa Senhora não apareceu em Fátima. Se os que acreditam que ela apareceu entram no campo da fé e da crença (ou crendice), o que dizer dos que afirmam que ela não apareceu lá? Acaso estiveram lá em Fátima no ano do suposto milagre do sol e não viu nada de coisa nenhuma? É que muita gente esteve lá e viu qualquer coisa nessa data... Não ter lá estado, logo nada viu, e afirmar depois que não aconteceu nada por lá só revela uma enorme estupidez.

Anónimo disse...

Na bíblia os profetas eram contactados por anjos e não pelas mães de profetas anteriores. O anjo que apareceu a Moisés não era a mãe de Jacó ou a de José, etc.

Anónimo disse...

Não quero induzir-lhe em erro, mas acho que o então Cardeal Ratzinger afirmou que o terrorismo islâmico é um fenómeno demasiado complexo para ser unicamente atribuído ao Islão. Ele vai mais longe e afirma que parte do problema está também no Ocidente decadente que tenta exportar a decadência moral e o secularismo militante para regiões do mundo onde a religião ainda ocupa um lugar proeminente (ex: mundo islâmico). E Ratzinger também explicita que a origem do fenómeno do terrorismo começou no Ocidente, mais concretamente com o anarquismo e com outras correntes ideológicas radicais. Eu acho que estas ideias estão no livro "Europa: hoje e amanhã", que reúne um conjunto de ensaios escritos pelo por Ratzinger sobre a Europa. Fora desse reparo, acho que a entrevista do Papa Francisco um pouco lamentável e enigmática: uma pessoa acaba sem perceber muito bem o que ele realmente pensa sobre o assunto...

FireHead disse...

«Não quero induzir-lhe em erro, mas acho que o então Cardeal Ratzinger afirmou que o terrorismo islâmico é um fenómeno demasiado complexo para ser unicamente atribuído ao Islão.»

Ouviste o que foi que ele disse no discurso de Ratisbona?

«Ele vai mais longe e afirma que parte do problema está também no Ocidente decadente que tenta exportar a decadência moral e o secularismo militante para regiões do mundo onde a religião ainda ocupa um lugar proeminente (ex: mundo islâmico).»

Óbvio. Ele condenou aquilo que diz ser a ditadura do relativismo.

«E Ratzinger também explicita que a origem do fenómeno do terrorismo começou no Ocidente, mais concretamente com o anarquismo e com outras correntes ideológicas radicais. Eu acho que estas ideias estão no livro "Europa: hoje e amanhã", que reúne um conjunto de ensaios escritos pelo por Ratzinger sobre a Europa.»

Pode ser, mas o que é facto é que hoje em dia quando se fala do terrorismo este encontra-se associado ao islão. Por algum motivo é, mas os totós insistem em fazer a diferença entre uma coisa e outra porque existem "muçulmanos moderados" que até condenam esse terrorismo cometido em nome da seita deles.

«Fora desse reparo, acho que a entrevista do Papa Francisco um pouco lamentável e enigmática: uma pessoa acaba sem perceber muito bem o que ele realmente pensa sobre o assunto...»

Este Papa é todo ele um enigma. Já demonstrou ser profundamente confuso nas coisas que diz... mas também é verdade que, por outro lado, a comunicação social tem feito um excelente trabalho em filtrá-lo. Mesmo assim, e apesar do Papa Francisco já ter afirmado que é pró-vida, pró-família, etc. etc., continua a ser muito adorado por muita gente e assim não deixa de ter o seu quê de irónico.

FireHead disse...

«Na bíblia os profetas eram contactados por anjos e não pelas mães de profetas anteriores. O anjo que apareceu a Moisés não era a mãe de Jacó ou a de José, etc.»

Sim e depois? Jesus é Deus, é diferente. E o Antigo Testamento é o Antigo Testamento, é Judaísmo, ao passo que o Novo Testamento é cristão, é a Nova Aliança. Há que fazer o update, caso contrário ainda hoje estaríamos impedidos de comer carne de porco e a observar o sábado.

Outra coisa, isso de andar a pegar na Bíblia para tentar explicar as coisas é coisa de protestante que rima com ignorante. Se me conseguirem provar na Bíblia que é preciso lê-la (já nem digo interpretá-la), torno-me já num bibliólatra também. :)

Anónimo disse...

Jesus é Deus? LOL!! Ser o filho de Deus não é o mesmo que ser Deus. Então Maria ao parir dava à luz Deus??

FireHead disse...

«Jesus é Deus?»

Ya???? Trindade, hello?? São Tomé para Jesus Cristo: "Meu Senhor e meu Deus" (João 20:28) Ok?

«LOL!!»

Exactamente, LOL!!

«Ser o filho de Deus não é o mesmo que ser Deus.»

É filho de Deus Pai, para sermos mais precisos. Jesus, Deus Filho, é Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo (Trindade). Capisce?

«Então Maria ao parir dava à luz Deus??»

E o teu problema é? "Porquanto para Deus não existe nada que lhe seja impossível!" (Lucas 1:37)

Maria é sim mãe de Deus. Disse assim Isabel quando viu Maria grávida de Jesus: "Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha visitar-me?" (Lucas 1:43)

Sabes que Deus é omnipresente ou não sabes o que é que significa a omnipresença? O facto de Maria ter dado à luz Jesus não quer dizer que Deus tenha passado a existir depois de ter-se feito homem e nascido. Deus já existia, como reza o Credo, e Jesus já tinha nascido do Pai "antes de todos os séculos". Ao nascer de Maria, Deus encarnou, ou seja, fez-se Homem.

Um grande LOL para ti, que pareces uma testemunha de Jeová. :)

Anónimo disse...

No discurso de Ratisbona, o Papa Bento XVI não quis atacar o Islão enquanto religião, mas apenas salientar um perigo que o Islão pode cair (e que, infelizmente, parte do Islão já caiu nesse perigo, sobretudo o Islão inspirado pelo wahabismo) - e este perigo é a ruptura entre a fé e a razão, mais concretamente a fé desligada da razão. Uma fé sem o auxílio da razão pode deslizar para a violência e o fundamentalismo (actualmente o fundamentalismo islâmico está em parte associado ao terrorismo).
O Cristianismo também enfrentou este perigo, ou seja, de desligar a fé da razão, como se tratasse de dois domínios completamente separados de conhecimento (e quando os dois andam separados, ou a fé anula a razão, ou a razão esmaga a fé). Felizmente, São Tomás de Aquino e outros resolveram este dilema, formulando a doutrina de que a fé e a razão são necessariamente complementares. Uma não pode viver sem a outra. E é esta uma das cruzadas que o Papa Bento XVI travou ao longo de toda a sua vida e pontificado - mostrar ao Ocidente decadente de que sem a fé, a razão perde fundamento e, para além de menosprezar a fé, acaba por se auto-destruir; e mostrar aos fundamentalistas de que a fé sem razão também dá asneira. Foi neste contexto que o Papa Bento XVI citou uma passagem do Imperador bizantino, em que este falava de que não vê razão no Islão da sua época. Mas, o mundo islâmico actual, em vez de reflectir seriamente o discurso de Ratisbona, resolveu tomá-lo como insulto... E foi muito mau para o diálogo católico-muçulmano, até porque o Papa Bento XVI também queria dialogar com o mundo muçulmano, fazendo-lhes ver que a fé e a razão são necessariamente complementares. Infelizmente para todos nós, a mensagem do Papa, que no fundo é a mensagem da milenar tradição católica e que permitiu o desenvolvimento da ciência no Ocidente, não foi muito bem recebido pelo mundo islâmico em geral.
O discurso de Ratisbona de nada retira a argumentação de Ratzinger presente em outros escritos dele, onde afirma que o fenómeno do terrorismo é bastante mais complexo do que a esquerda e a direita querem pintar... Apenas reforça a ideia de que quer a esquerda quer a direita apresentam uma visão redutora do fenómeno... Ratzinger é bem mais lúcido do que muitos de nós...

FireHead disse...

A Igreja sempre defendeu a complementaridade da fé e da razão. Aliás, ter fé é um exercício racional. E foi precisamente assim que a ciência se desenvolveu com o desenvolvimento do método científico por parte da Igreja, coisa que ainda hoje é usada, e através da dessacralização da Natureza fazendo com que tudo pudesse ser objecto de estudo.

Como teólogo que é, e certamente conhecedor do islão, o Bento XVI sabe perfeitamente o que é que é o islamismo. Escusado seria eu também estar aqui a transcrever passagens alcorânicas que são clara e literalmente anticristãs e que demonstram que é impossível haver uma sã convivência entre o Cristianismo e o islão. A não ser que, claro, haja relativismo e politquismo correcto ao ponto de pôr a verdade de lado.

Falando em São Tomás de Aquino, esse grande santo doutor escreveu um tratado inteiro sobre o islão na sua "Suma contra os Gentios", acusando os muçulmanos de serem "homens animalizados, ignorantes da doutrina divina, que obrigaram os outros pela violência da arma".

Muitos outros santos também falaram do islão de maneira pouco politicamente correcta e sem vontade de apelar ao diálogo: São João Damasceno, São Francisco Xavier ou mesmo, entre nós portugueses, Santo António, que disse que o Maomé era um falso profeta. Afinal de contas, o islão nega a Trindade e a divindade de Cristo, reduzindo-O à condição de um mero profeta inferior ao assassino e pedófilo do Maomé, que era um esquizofrénico.

Mais do que uma religião, o islão é uma ideologia totalitária que visa a construção de um califado com uma lei à qual todos têm que estar sujeitos. Ou os "infiéis" se convertem, ou então terão que pagar a "jyzia" que é para não morrerem, passando a ser cidadãos de segunda. Foi isso que aconteceu por exemplo na Península Ibérica com os cristãos (moçárabes) antes da Reconquista Cristã.

Anónimo disse...

Concordo consigo e com os inúmeros santos que apontaram erros e incoerências na religião islâmica, até porque nós acreditamos que a única religião verdadeira é a fé católica, transmitida ao longo dos séculos pela ininterrupta Tradição da Igreja Católica... Mas isso de nada ofusca o facto de Bento XVI ter querido dialogar com o mundo islâmico e até ajudar os intelectuais islâmicos a verem que a fé e a razão são necessariamente complementares, e que uma não pode ser autêntica sem a outra - ver, por exemplo, a reacção de agrado do Papa Bento XVI após receber uma carta de convite ao diálogo escrita por 138 intelectuais muçulmanos, em 2007. E não se esqueça que o Papa recebeu no Vaticano o rei da Arábia Saudita (pela primeira vez na História!), que, além de ser rei, é o protector das duas mesquitas sagradas do Islão (sendo este um dos fundamentos religiosos para ser rei da Arábia Saudita).
A sã convivência é possível desde que todos respeitem a integridade pessoal de uns e outros, atacando as ideias, e não as pessoas... Nós devemos criticar as ideias que achamos que estão erradas no Islão, mas isso não significa que temos o direito/dever de atacar os muçulmanos... E isto também se aplica aos muçulmanos em relação a nós... Odiar as ideias erradas, mas nunca as pessoas que as defendem... Claro que a convivência é mais difícil quando existe um número significativo de muçulmanos que não compreendem esta ideia... Ou seja, a sã convivência é, pelo menos, teoricamente possível...
Olha que no seio da Igreja também houve momentos históricos de que a complementaridade da fé e da razão foi posta em causa - ver, por exemplo, a controvérsia entre os averroístas e os escolásticos na Idade Média... O perigo está sempre lá, mas felizmente os escolásticos venceram a controvérsia e esta ideia da complementaridade foi preservada como ortodoxa no seio da Igreja Católica. Mas, isso não quer dizer que o perigo não possa voltar a surgir no seio da Igreja...

FireHead disse...

Mas isso é o que eu farto-me de dizer aos que me acusam de estar contra os muçulmanos só pelo simples facto deles serem muçulmanos. Como diz o Geert Wilders, o meu problema não é com os muçulmanos mas sim como islão. Se uma pessoa for muçulmana e não for "praticante" ou não seguir verdadeiramente os preceitos da seita, por mim tudo bem, é para o lado que eu durmo melhor! Agora se um muçulmano é verdadeiramente muçulmano, isto é, que segue aquilo que pede o islão, então ele verá todos os não-muçulmanos como kaffir, as mulheres como objectos e o califado com a sharia como um objectivo. As pessoas é que costumam confundir e misturar as coisas, pois também não deixa de ser verdade que quem não respeita nem aceita o islão indirectamente também está a desrespeitar e a intolerar os muçulmanos. É o mesmo em relação a homossexualidade: eu sou contra a homossexualidade, mas respeito os homossexuais enquanto seres humanos. Até porque há homossexuais que não são "praticantes"...

Anónimo disse...

LOL por acaso é preciso ser testemunha de jeova para notar essas incongruências? :D
Os evangelhos são muito claros, Jesus é filho de Deus e não Deus. Obviamente ao representar Deus na terra assume um carácter quase divino, mas continua sendo um profeta. Na aparição a Moisés o anjo de Deus também se apresentou a Moisés como sendo "deus", dizendo "eu sou o Elohim dos teus antepassados", mas o texto mostra claramente como sendo um mensageiro (anjo) de Deus contactando Moisés.

FireHead disse...

«Os evangelhos são muito claros, Jesus é filho de Deus e não Deus»

"Eu e o Pai somos um" (João 10:30).

"E Filipe pede a Jesus: 'Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta'. E Jesus responde a Filipe: 'Há tanto tempo estou convosco e não me conheces...?' Quem me viu, viu o Pai" (João 14:6-4)

"Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfémia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo" (João 10:33).

Repara que, ao longo da Bíblia, Jesus nunca disse que não era Deus. Ele não negou os judeus.

"Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou" (João 8:58).

João escreveu que no início "o Verbo era Deus" e que "o Verbo se fez carne".

"Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue" (Actos 20:21)

Nas Escrituras, várias vezes Jesus recebe adoração: Mateus 2:11; 14:33; 28:9,17; Lucas 24:52; João 9:38. Um profeta pode ser adorado?? Profetolatria, é??

Em Actos 20:28, Deus comprou a Igreja com Seu próprio sangue. Portanto Jesus é Deus. Simples. Incongruências só na tua cabeça... e mais a de tipos como as testemunhas de Jeová, lol. XD

Vá, faz mas é como o São Tomé: "Senhor (Jesus) meu, e Deus meu!" (João 20:28) :)

Chega ou precisas de mais exemplos bíblicos?