terça-feira, 10 de maio de 2016

Os funcionários do consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong ganham mal


Esta notícia já tem alguns dias e a queixa dos funcionários do consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong já não é nova, mas a situação permanece e, assim, o funcionamento do consulado é prejudicado. Os conselheiros do Conselho das Comunidades Portuguesas José Pereira Coutinho, Rita Santos e Armando de Jesus denunciaram, quando estavam em Lisboa, que os salários pagos pelo Estado português são pouco competitivos e isso prejudica os serviços prestados aos portugueses radicados em Macau e em Hong Kong, entre eles inúmeros falsos portugueses ou simplesmente "portugueses de papel" (principalmente pessoas étnica, cultural e linguisticamente chinesas que têm nacionalidade portuguesa graças aos traidores abrilistas). Os salários dos funcionários do consulado são baixos tendo em conta o aumento progressivo do custo de vida em Macau, o que por sua vez resulta na dificuldade de contratação de pessoal. "Dos últimos cinco (funcionários) que o consulado recentemente contratou quatro já foram embora e o resto também tem os dias contados, na medida em que os salários praticados são extremamente baixos", referiu o deputado José Pereira Coutinho. "Com os salários praticados em Macau não se vai de maneira nenhuma criar estabilidade ao nível dos recursos humanos no consulado de Portugal, pelo contrário, desestabiliza e obriga à repetição dos procedimentos burocráticos para a admissão de funcionários. As pessoas não têm mãos a medir com o volume de trabalho que têm, principalmente no registo civil e na resolução das marcações para renovação do cartão de cidadão e de passaportes", disse ainda. Por sua vez, Rita Santos, com cara de chinesa, criticou também o facto dos pedidos de registo de nascimento poderem demorar "um ou dois anos". "Nós já fomos sensibilizar o secretário de Estado (das Comunidades) para olhar Macau de outra forma porque temos uma comunidade de 140.000 pessoas em Macau e mais 40.000 em Hong Kong. Muitos deles não dominam a língua portuguesa e este é um trabalho a dobrar para o consulado se não houver um número de pessoal adequado", salientou.
Não dominam a língua portuguesa? Pois que dominassem! Se têm a nacionalidade portuguesa, porque é que não justificam o facto de a terem?? Eu vejo tudo isto com bons olhos: pode ser que assim vá deixando cada vez mais de haver falsos portugueses (a lei da nacionalidade devia contemplar a retirada da nacionalidade aos traidores e também a não possibilidade da sua reaquisição aos que a rejeitaram). Portugal só faz é muito bem em estar-se a cagar nos falsos portugueses de Macau (bem, na verdade está-se a cagar para todos os portugueses mesmo, mas os que podem, como eu, vão tratar da papelada em Portugal e nunca aqui em Macau), o problema é que, por outro lado, estes não vão querer por nada deste mundo prescindir do "direito" de ser portadores do sexto passaporte mais valioso do mundo, pois o passaporte chinês é uma porcaria e com o passaporte tuga sempre podem andar a viajar ou emigrar... Enfim, pode ser que o tempo seja bom conselheiro neste aspecto.

2 comentários:

Diana Fonseca disse...

Estou de acordo contigo.

FireHead disse...

Eu tinha a intenção de voltar para Macau para tentar arranjar trabalho no consulado-geral, já há muitos anos atrás, ainda antes de partir para Portugal para tirar o curso de Relações Internacionais. Na altura as pessoas concorriam para lá entrar - tenho um amigo que foi recusado -, mas agora parece que até já mendigam por funcionários. Se eu quisesse também poderia agora lá estar sem dificuldade, pois eu até conheço o cônsul-geral de Macau... mas para quê, para ganhar menos do que agora ganho e não poder seguir o funcionalismo público de Macau?