segunda-feira, 30 de maio de 2016

Nanquim deve ser mais lembrada que Hiroshima!


A República Popular da China reagiu à visita do Barack Hussein Obama a Hiroshima, cidade destruída pela bomba atómica a par de Nagasaki. O ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi disse ontem que "Hiroshima merece atenção, mas Nanquim deve ser ainda mais recordada", sublinhando que o Japão tem culpa das bombas atómicas lançadas pelos americanos. Os bombardeamentos foram "justificáveis" porque foram uma tentativa de "pôr fim à guerra mais cedo e evitar que esta destruísse ainda mais vidas" e "foi a agressão que o Governo militarista japonês lançou contra os seus vizinhos e a sua recusa em aceitar o seu fracasso que levou os EUA a lançar as bombas atómicas". Nanquim, antiga capital da República da China, foi palco de um horrível massacre em 1937, com os chineses a dizerem que morreram 300 mil pessoas e os historiadores a ficarem por um número bem inferior (cerca de 40 mil). Ainda hoje em dia a China, que pediu ao G7 para não se intrometer nas disputas territoriais no mar do sul da China, lembra frequentemente os seus cidadãos o comportamento desumano dos soldados japoneses durante a ocupação ao país e acusa Tóquio de tentar encobrir a história, coisa que, por acaso, os comunistas chineses muito bem sabem fazer.
Já que falámos da República da China, a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, também pediu ontem aos militares para "fazer avançar a reforma" para "defender a pátria" e "proteger a democracia e a liberdade" durante uma visita que fez a uma base militar em Hualien. A mulher prometeu "recursos suficientes para apoiar" o avanço dos militares, intensificando a investigação e o desenvolvimento da indústria militar, com produção de armamento mais avançado e tecnologia própria e importada. O ministério da Defesa de Taiwan anunciou, na passada quinta-feira, um plano para criar uma unidade de guerra cibernética, que complemente os três exércitos, dada a crescente importância da guerra electrónica e informática. Este "quarto exército" vai reforçar a capacidade de dissuasão e de ataque com estratégias de guerra assimétrica, afirmou o ministro da Defesa insular, Feng Shih-Kuan, na quinta-feira no parlamento. Isto tudo acontece porque Taiwan e o continente comunista chinês mantêm uma paz armada, com um crescente desequilíbrio no poder militar a favor dos comunistas, mas com promessas de apoio dos EUA a Taiwan em situações de ataque chinês do continente.

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