quarta-feira, 11 de maio de 2016

«Hong Kong será independente»


Depois de ficarmos a saber graças ao jornal Tribuna de Macau que a Liga da Juventude Comunista da China, um "viveiro" de líderes chineses incluindo o primeiro-ministro Li Keqiang, tinha cerca de 87,46 milhões de membros no final de 2015, podemos ficar agora também a saber que o movimento independentista de Hong Kong contra a República Popular (Comunista) da China está mais forte que nunca: Andy Chan, o líder do movimento pró-independência da região administrativa especial chinesa vizinha de Macau, acredita que a independência de Hong Kong é uma inevitabilidade, pois a emancipação face à China é o único caminho para a democracia. Reconhecendo que Pequim está a "apertar o cerco" à cidade, o jovem de 25 anos que lidera o Partido Nacional de Hong Kong, composto por cerca de 30 jovens com menos de 30 anos de idade, afirma que só não sabe é quando é que Hong Kong conseguirá a independência, assunto que está na ordem do dia em Hong Kong e que é algo visto como um tabu na própria sociedade hongkongnense - o surgimento do partido nacionalista hongkongnense gerou fúria tanto em Pequim como entre as autoridades de Hong Kong, com o líder do Executivo local, CY Leung, a avisar que a luta pela independência da antiga colónia britânica prejudica o futuro da cidade e pode resultar em acções de acordo com a lei. "O Partido Comunista Chinês nunca nos vai dar a democracia, por isso decidi cortar com eles (...) É por isso que desejo a independência. Porque é que podem decidir o nosso destino, mesmo sendo nós dois grupos diferentes (de pessoas)?", questionou Andy.
Vai continuando a sonhar, camarada Andy, que os comunas chineses nunca hão-de libertar Hong Kong por nada deste mundo. Quem deve estar a rir-se disso são os chineses de Taiwan, em particular os membros do Partido Nacionalista Chinês - Kuomintang -, que de tão bem saberem a porcaria que é o comunismo, nunca quiseram nada com essa ideologia maléfica. Quanto a nós, não podemos ter pena nenhuma dos chineses de Macau e de Hong Kong que agora lamentam a gradual perda da sua identidade e das suas liberdades fundamentais depois de terem festejado o fim do jugo colonial ocidental e a entrega dos territórios à República Popular da China.

2 comentários:

Anónimo disse...

O Andy Chan e outros jovens de facto são muito corajosos, mas idealistas e pouco pragmáticos... Como pode uma cidade economicamente dependente da China Continental sobreviver? Onde vem a comidinha que eles comem? Onde vem a água que eles bebem? E o exército chinês esmagaria qualquer dissidência, quer directamente, quer indirectamente (através de "desaparecimentos" e raptos), caso essa dissidência ganhe força... E não acredito que essa coisa da independência de Hong Kong fosse viável, sobretudo com a China a tornar-se numa grande potência....

FireHead disse...

Hong Kong é uma importante praça financeira e isso não se deve à China, mas sim aos ingleses. Hong Kong tem de facto possibilidades reais de ser independente, pois é maior e até tem mais gente que por exemplo a Singapura cuja população é, curiosamente, constituída maioritariamente por gente de origem chinesa. Mas sim, uma coisa é certa, a República Popular da China não tolera nem alguma vez tolerará insurgência pró-independentista tanto em Hong Kong como em Macau... e até mesmo em Taiwan, embora por mais que Pequim ameace recorrer ao uso da força caso Taiwan proclame a independência os comunas não são estúpidos porque do lado de lá do estreito estão os EUA, que são ainda a maior potência militar do mundo... em nome da democracia. Avançar para a guerra contra Taiwan significa meter-se com os EUA.