sábado, 21 de maio de 2016

Benfica, o papa-Taça da Liga

Terminámos a época 2015/16 em beleza: depois do tricampeonato, conquistámos a nossa sétima Taça da Liga em nove edições, o que faz de nós reis e senhores deste mais jovem troféu português. O único senão para Portugal é que a vitória na Taça da Liga, ao contrário do que acontece em Inglaterra e França, não dá acesso directo à Liga Europa, coisa que o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Pedro Proença, quer alterar para dar mais importância à competição, mas enfrenta a oposição dos clubes que geralmente lutam por um apuramento europeu.


No Estádio Cidade de Coimbra, esmagámos o Marítimo por 6-2, mas o jogo nunca esteve fácil para nós. O Marítimo entrou melhor no jogo e Ederson bem que teve de brilhar para manter a nossa baliza inviolada. No entanto, devido à diferença de qualidade entre os jogadores, foi com naturalidade que chegámos ao intervalo a vencer por 3-1, golos de Jonas e Mitroglou (bis) contra um golo de João Diogo. Na segunda parte a nossa eficácia voltou a ser nota dominante, marcámos mais três golos, por Gaitán, Jardel e Jiménez (de penálti), e sofremos mais um (também de penálti, marcado por Fransérgio). Que se lixe a nota artística, pois o mais importante é ser eficaz, marcar golos e ganhar os jogos. O futebol pragmático de Rui Vitória superou de longe o futebol bonito do "cérebro" Jorge Jesus.

Gaitán entrou em campo a chorar, festejou o seu golo em lágrimas...
No fim do jogo, Rui Vitória disse que esta época foi fechada a chave de ouro: "Era fundamental terminar a ganhar. Foi uma época saborosa, com o título de tricampeão e hoje mais uma Taça da Liga, que queríamos muito ganhar, para demonstrar, como tínhamos dito e aconteceu, que a equipa lutou até à exaustão por todas as provas em que esteve envolvida. Queríamos deixar essa marca. Fica a minha palavra de apreço pelos benfiquistas, que nos apoiaram. A vitória é para os meus jogadores mas também para todos eles, que nos ajudaram muito". O treinador garantiu ainda que agora o importante é não voltar a cometer erros na pré-época: "Há muito tempo que temos as coisas pensadas". Entre os jogadores, Renato Sanches, de saída para o Bayern de Munique, salientou que "foi uma época perfeita", Ederson sublinhou que "o que veio de fora não nos abalou", Jonas garantiu estar com o pensamento no clube, Nélson Semedo afirmou que a conquista da Taça da Liga é a cereja no topo do bolo e o capitão Luisão, aposta no 11 inicial, tornou-se no jogador com mais conquistas na competição (mais um título que o traidor Maxi Pereira), insinuou que há quem não valorize a Taça da Liga e frisou que "não temos titulares nem suplentes".

... e voltou a chorar no banco - foi vendido ao Atlético de Madrid por 25 milhões de euros
"Foram seis anos em que fui crescendo, com muita ajuda dos companheiros, treinadores, fisioterapeuta, do Benfica Lab, do presidente, do Rui Costa, de todos. Por isso estou muito feliz. Foram seis anos muito bons: conquistando títulos fico muito feliz. (...) Sucessor? Cada um é cada um. Quando cheguei, eu era o de Di María. Respeitar o profissionalismo de cada jogador ao máximo é preciso", disse Gaitán. "Como mensagem final aos benfiquistas fica uma nota de agradecimento: a gente do Benfica tratou-me sempre muito bem. Vou ter saudades de Portugal, de Lisboa, do Benfica: qualquer sítio onde ia em Portugal, sentia-me muito bem. Comecei como Gaitán, acabei como Nico. Isso é significativo, tratarem-te pelo primeiro nome. Já no Boca Junios foi assim. Tratam-te com carinho. Esse fervor, de apoio à equipa, não se pode perder", acrescentou o jogador de 28 anos que soube ao meio-dia de ontem que a final da Taça da Liga podia ser o seu último jogo. Vai agora assinar um contrato de quatro anos com os colchoneros e brilhar finalmente numa liga mais forte.

Tal como há duas épocas atrás, conquistámos mais títulos que os outros. Esperemos que isso continue
Não vou comentar a quantia pela qual sai o Gaitán porque senão teria que dizer coisas pouco simpáticas. O momento é de festa e alegria, pelo que prefiro antes deixar-lhe aqui o meu muito obrigado, extensível também ao Renato Sanches, a todos os outros que ainda vão sair do plantel, a todos os que vão ficar e acima de tudo ao nosso enorme clube por mais esta conquista que nos enche a todos de orgulho.

6 comentários:

wind disse...

Benficaaaaaaaaaaa:)

Observador disse...

25 milhões por Nico Gaitán enquanto Renato Sanches saíu por um valor astronómico. É isso que o meu amigo está a pensar?
Estou consigo. Por muito bom jogador que Renato seja, não chega aos calcanhares de Gaitán.

Mais uma taça para o museu Cosme Damião. Com toda a justiça, depois de uma inquestionável vitória no campeonato, o tri, e da disputa dos quartos de final na Liga dos Campeões.

Isto sem treinador ...

Bom fim de semana.

FireHead disse...

Wind,

Para quê tanto entusiasmo?? A Taça da Liga é um troféu da treta, não interessa a ninguém, é só para os fracos... O campeonato pelos vistos também não interessa para nada, pois o mais importante é a Taça de Portugal!!!! XD

FireHead disse...

Observador,

Por acaso não relaciono as coisas. O Renato Sanches saiu por uma verba astronómica, mas o Gaitán não podia nunca ter sido vendido por apenas 25 milhões de euros. Merecia sair por mais, enfim... quando achamos que temos motivos para elogiar a direcção e o Luís Filipe Vieira em particular, eis que surgem essas coisinhas... e depois ainda falam de uma boa gestão e coisas do género... A ver vamos se entretanto não são vendidas mais pedras nucleares do plantel!

Pois é, sem treinador, imagine se tivessemos treinador que nem o... Lopetegui??

O Jorge Jesus é que fez mesmo muito bem em sair do Benfica... foi para o Sporting ganhar mais, e depois de uma época em que só venceu a Supertaça e esteve no quase-quase, lá conseguiu renovar o contrato e passar a ganhar mais 20% do que ganhava.

Dylan disse...

Foi um jogo muito estranho! Mas claro, vitória é vitória.

FireHead disse...

Dylan,

O Marítimo bateu-se bem na final. Ao contrário do que aconteceu para o campeonato nos Barreiros em que mesmo jogando contra nós em superioridade numérica por causa da expulsão ingénua do Renato Sanches, foi muito inferior a nós.