quinta-feira, 7 de abril de 2016

O chinês criminoso e traidor da sua Pátria que ficou milionário e está foragido

Esta é a fronha de Chen Xiaomin, um chinês que é tradutor, com a nacionalidade portuguesa adquirida, e que geriu em Portugal um negócio de auxílio à imigração ilegal que lhe rendeu cinco milhões de euros. Está agora desaparecido do mapa porque tem uma pena de 12 anos de cadeia à sua espera. De 2001 a 2011, Chen ajudou centenas de compatriotas seus a ir para Portugal, falsificando documentos. Os inspectores do SEF descobriram que ele é um verdadeiro camaleão, com vários documentos, múltiplas fotos diferentes, datas de nascimento e locais de naturalidade. Na verdade Chen já tinha chegado a ser detido pelas autoridades portuguesas em 2007, depois da Segurança Social ter estranhado a sua situação profissional, e esteve até presente a um juiz - mas saiu com o termo de identidade e residência (viva a justiça abrilesca!), logo pôde aproveitar-se, como é lógico, para fugir do país.


Os chineses gostam muito de dizer que são patriotas, que amam a China, que a China é que está a dar, que é uma enorme potência, que cresce a olhos vistos e estas coisas todas, mas os que podem bazam sem pestanejar da China, adquirindo seja como for nacionalidades estrangeiras (muitos chineses étnicos de Macau com a nacionalidade portuguesa que o digam, pois eles não largam por nada deste mundo a sua condição de juridicamente portugueses porque sempre lhes dá jeito para viajar ou emigrar). Amam tanto a China que querem ver-se de tal maneira longe dela que só voltam mesmo para lá para arranjar cônjuges, passear durante as férias ou então para esticar o pernil, quando sentirem que estão perto de bater as botas. Enfim, ironia do destino.

6 comentários:

wind disse...

Há anos que vêm para cá chineses ilegais e que se fazem destas coisas que este faz. Até há a máfia chinesa!

Adilson disse...

Esse trecho diz tudo: "s chineses gostam muito de dizer que são patriotas, que amam a China, que a China é que está a dar, que é uma enorme potência, que cresce a olhos vistos e estas coisas todas, mas os que podem bazam sem pestanejar da China..." Eis o típico comportamento da mentalidade que a ascensão do espírito revolucionário construiu ao longo da história. A demência mental sustenta essa gente.

Até!

J. Machado disse...

Mas entao a nacionalidade portuguesa para macaenses nao era para os descendentes de portugueses? Porque tinha esse chinês nacionalidade portuguesa? Não entendo.

FireHead disse...

Wind,

O que não faltam são histórias sobre os chineses em Portugal, e também muitas piadas, como a de que as chinesas têm o coiso atravessado ou que os chineses não morrem porque nunca ninguém viu um funeral chinês em Portugal, entre negócios de lavagem de dinheiro, isenção de impostos, etc.

Uma coisa, no entanto, é certa: pudera todos os imigrantes que estão em Portugal serem tão discretos como os chineses, que mesmo que não se integrem ficam no seu cantinho e não andam por aí a roubar, violar matar. Mas sim, também é verdade que eles são relativamente menos... se a comunidade fosse tão grande como as das Chinatowns, possivelmente a máfia seria mais activa...

FireHead disse...

Adilson,

E isso é o que eu constantemente oiço da boca deles. Parece que por sistema eles são incapazes de falar mal da China por causa de alguma espécie de patriotismo bacoco ou mesmo lavagem cerebral que lhes foi imposta desde muito pequenos. Uma vez, numa loja chinesa em Portugal, a senhora disse que a China está a desenvolver-se muito, que as pessoas lá vivem muito bem, que há muita riqueza, as casas são grandes, etc. etc. mas quando eu lhe perguntei porque é que não voltava então para a China ela mudou logo de assunto... Pois claro, não convém dizer que em Portugal há muito mais liberdade do que na China e isso faz toda a diferença. Afinal de contas a China é ainda um dos poucos países do mundo onde não há democracia...

FireHead disse...

J. Machado,

Até a uma certa altura (1982, salvo erro) todas as pessoas que nascessem em Macau, sejam filhas de portugueses ou não, podiam adquirir por direito a nacionalidade portuguesa porque Macau fazia parte de Portugal, primeiro como colónia e, depois de acertada a transferência, como território chinês sob administração portuguesa. Antes da entrega de Macau muitos chineses étnicos e culturais preocuparam-se com o facto de poderem ou não continuar a usufruir do passaporte português e foi-lhes garantido que iam poder continuar sim. Agora já não há mais essa abébia abrilesca, e também já dificultaram a obtenção da nacionalidade portuguesa por parte de quem deseja a naturalização (é preciso fazer teste de cultura e de língua portuguesa), mas mesmo assim alguém que tem a nacionalidade portuguesa pode sempre transmiti-la aos seus descendentes, daí continuar a haver ainda muitos falsos portugueses em Macau. Eles não largam a nacionalidade portuguesa que lhes caiu do céu por nada deste mundo. E fazem eles muito bem, do ponto de vista deles, é claro, já que o passaporte chinês é uma merda. Não é por acaso que o consulado-geral de Portugal de Macau é dos que mais dinheiro dão a ganhar a Portugal. Estamos a falar de mais de 100 mil pessoas.

Quanto a esse criminoso chinês, ele adquiriu a nacionalidade portuguesa em Portugal, pois ele viveu muitos anos lá e, como sabe falar português por ser tradutor, naturalmente conseguiu adquirir a nacionalidade com facilidade.