sábado, 23 de abril de 2016

"Estávamos melhor no tempo dos portugueses do que com o MPLA"

E por falar em Angola, o veterano de guerra angolano Júlio Baião Ludonvi, que foi soldado nas fileiras do exército colonial português antes de desertar e passar a combater pelos movimentos de libertação que nem um traidor da pátria portuguesa, não tem dúvidas: "Estávamos melhor no tempo dos portugueses do que com o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola)".
Nascido em 1932 em Huambo, Júlio sente-se hoje desiludido com o que aconteceu após a independência, criticando a "falta de democracia" em Angola. Dizendo ter valido a pena ter escorraçado com os portugueses de Angola, que é tudo aquilo que os angolanos mais queriam, infelizmente o MPLA "manipulou aquilo tudo e tomou o poder até hoje. Hoje está tudo na mão do MPLA, mas tudo é porcaria. Quem lutou e quem venceu foi a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) e a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola). Foram esses os movimentos que lutaram contra os portugueses. O MPLA estava fora do país: estava em Brazzaville (República do Congo). Mas a UNITA não estava fora do país, estava aqui dentro de Angola! (...) O que eu quero dizer é o seguinte: a paz ainda não chegou a Angola. A paz ainda não apareceu aqui em Angola. Continuamos à espera da paz. A população de Angola só tem sofrimento. Você encontra mutilados, você encontra viúvas, que estão a sofrer muito. Os antigos soldados sofrem, e o povo em geral está mal. (...) Estávamos melhor no tempo dos portugueses do que com o MPLA. No tempo do colono, a gente comia à vontade. O sofrimento que o MPLA impõe ao povo angolano é maior. (...) Os jovens só vão ficar livres quando mudar esse poder do MPLA. Só então é que os angolanos vão viver bem. Se isso não acontecer, nunca mais os angolanos vão ser livres. Pode publicar tudo o que lhe digo. Não tenho receio que mencione o meu nome. Pois já sou velho. Se morrer não interessa. Eu chamo-me Júlio Baião Lundovi. O meu nome de guerra é Baião. Até hoje sou tenente-coronel. Mas muitos dos meus alunos, que eu instrui, são generais".
O sr. Carlos Pedro Lourenço Marques é que disse tudo no Facebook: "No tempo colonial os angolanos nao passavam fome, até porque eram distribuídos víveres gratuitamente às populacões mais carenciadas, pelo governo provincial. Carradas de sacos de farinha; arroz; peixe e carne seca; óleo de palma, sabão, etc., foram supervisionados por mim, para serem distribuídos pelas populações dos quatro cantos de Angola! A tropa portuguesa também tinha um papel importante... Pois além de também distribuírem alguma comida pelas aldeias junto aos quartéis, dristribuíam ainda vacinas e chegavam até a dar aulas... Tanto nas cidades como nas aldeias, mesmo as mais distantes, era distribuido nas escolas, um lanche a todas as criancas, independente de ser uma escola coberta com colmo, vulgo capim! E claro, que em 40 anos de pseudo-independência, Angola está muito pior, embora haja algumas famílias que enriqueceram, como e o caso da familia dos Santos!"
Um outro utilizador do Facebook, Manoel Antunes, disse: "Foi necessário decorrer quase meio século para alguns indivíduos chegarem à triste conclusão que, no tempo do dito 'fascismo' estava tudo bem melhor do que actualmente. Que a juventude de todos os países que se mantiveram como 'colónias' de Portugal e nós próprios, reconheçamos que tudo estava muito melhor do que na actualidade. A juventude tem de ser esclarecida com a verdade".
Ah pois é, olha só que novidade, no tempo dos malditos colonizadores portugueses vivia-se melhor em Angola do que hoje em dia! Só de lembrar que Angola já chegou a ser uma província próspera, das mais prósperas de toda a África juntamente com Moçambique e imediatamente atrás em termos de desenvolvimento em relação à África do Sul, onde vigorava o "maldito" Apartheid, até dá pena... E mais pena dá saber que há muitos portugueses que foram roubados - os que sobreviveram, claro - e que tiveram de voltar, ou ir, para Portugal depois do "bendito" 25 de Abril apenas com a roupa que trazia vestida - os que conseguiram levar riqueza são os que arquitectaram a traição - até agora ainda nunca foram devidamente compensados pela "pátria abrilesca". Já dizia, aliás, muito bem Jorge Rangel, o presidente do Instituto Internacional de Macau, que antes do 25 de Abril de 1974 havia uma Pátria.

3 comentários:

CENSURADO AGAIN disse...

A INVEJA ALOGENA É MESMO ASSIM PREFERE SER FODIDO POR SIMILARES INCAPAZES QUE BEM GERIDOS PELO INVEJADO MOR

CENSURADO AGAIN disse...

E A JUDIARIA JA CONTAVA COM ISSO CAIRAM COMO PATINHOS TIPICOS IDIOTAS UTEIS IGUAL AOS DAS ZONAS REDS

FireHead disse...

«A INVEJA ALOGENA É MESMO ASSIM PREFERE SER FODIDO POR SIMILARES INCAPAZES QUE BEM GERIDOS PELO INVEJADO MOR»

Inveja alógena? Então, de quem? Vais-me dizer que os angolanos pretos são alógeos em Angola?

«E A JUDIARIA JA CONTAVA COM ISSO CAIRAM COMO PATINHOS TIPICOS IDIOTAS UTEIS IGUAL AOS DAS ZONAS REDS»

A Judiaria ali?? LOLOLOL!! Que fail...