sábado, 16 de abril de 2016

Actualidade: o que os outros dizem

"A recuperação económica abrandou de forma acentuada na segunda metade de 2015" e "as reversões das reformas, aplicadas pelo novo governo, irão provavelmente penalizar ainda mais o investimento privado". Este é o retrato de Portugal feito pelo gigante bancário holandês ING, num relatório em que os economistas argumentam que a Europa tinha condições para estar a crescer mais do que está. O problema? "É a política, estúpido" (Miguel Noronha, O Insurgente).

Um dia antes da útil inauguração da estação de metro na Reboleira (temos de aprender a viver sem carro) que liga os comboios da linha de Sintra à rede de Metro, a Câmara Municipal da Amadora, descerrou a placa toponímica Praça Hugo Chávez, na freguesia de Alfragide. A cerimónia que animou os admiradores de ditaduras populares - mesmo os mais adormecidos -, foi abrilhantada pelo senhor Embaixador da Venezuela em Portugal, o General en Jefe Lucas Rincón Romero. O ditador imortalizado na placa de Alfragide que levou à miséria o seu país regressou em espírito a Portugal e calou os pessimistas que o apontam como o responsável máximo pela falência de um país rico em petróleo, onde se deixou de trabalhar às Sextas para poupar energia, em que os supermercados oferecem prateleiras vazias a quem os visita - vencidas as enorme bichas - e onde a inflacção galopa alegre e a bom ritmo para os quatro dígitos. A sua herança é, sublinhe-se, a todos os níveis, memorável: perseguição e existência de presos políticos, golpes progressistas, marcação cerrada e fecho dos média que ousam noticiar a realidade. Em jeito de conclusão: este enviado do socialismo merece todas as homenagens de quem não tem vergonha alguma (Rui CarmoO Insurgente).


O politicamente correcto nasceu nas universidades dos Estados Unidos. A actual guerra no Estado da Carolina do Norte é uma prova de que o politicamente correcto se materializou nos Estados Unidos: uma lei recente impõe que as pessoas usem as casas-de-banho públicas em função da aparência física, e não em função do sexo. Um indivíduo veste-se de mulher e tem tomaticamente o direito de utilizar as casas-de-banho femininas. O corolário da agenda política LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros] só podia dar nisto. Na Austrália prepara-se uma lei segundo a qual os transgéneros já não precisam de intervenções cirúrgicas para serem considerados transgéneros: basta que se identifiquem como tal. Um homem afirma o seguinte: "Sou transgénero!"; e pronto, trata dos papéis e passa a ser legalmente transgénero. Não precisa de qualquer tratamento de hormonas ou qualquer intervenção cirúrgica. E passa a ter direito de frequentar as casas-de-banho das mulheres e dos homens. O argumento politicamente correcto é sempre o mesmo: a luta contra a discriminação. (...)É preciso parar com a agenda política LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros]. Entramos há muito tempo no domínio do irracional, e já estamos em uma situação de puro delírio. A loucura instalou-se na nossa sociedade, e o lugar dos loucos é no manicómio (Orlando Braga, perspectivas).

De um modo geral, os refugiados não se comportam assim. Digo eu, não sei. Não vemos os refugiados (reais) no Sudão do Sul com estes comportamentos. Não vemos os refugiados (reais) moçambicanos no Malawi com este comportamento. Só aqui é que vemos os refugiados (refugiadistas) em enfrentamentos com a polícia. Refugiadistas que, pelos vistos, não estão assim tão em baixo, pois se têm energia para atacar a polícia talvez até pudessem canalizar toda essa força para actividades mais úteis. O que se passa, efectivamente, é aquilo que qualquer um com bom senso vê: não estamos perante refugiados, mas sim perante invasores. Só os invasores é que têm estes comportamentos. Comparativamente à agressão, a reacção das autoridades macedónias é demasiado branda. Mesmo assim, ainda somos brindados com títulos jornalísticos dizendo que "polícia macedónia volta a lançar gás lacrimogéneo sobre refugiados", como se aquela nada tivesse que fazer e, então, decidisse recrear-se atacando os pobres infelizes (Sr. Hamsun, O Século das Nuvens).

Na Noruega um político esquerdista foi, já lá vão uns anos, sodomizado por um muçulmano somali que migrou para aquele país nórdico. O violador foi detido, julgado, condenado e agora, após o cumprimento da pena, deportado para a sua terra. Ou não. Isto porque a vitima está a fazer o que pode para que o agressor não seja recambiado para a Somália. Tem, garante, um forte sentimento de culpa e que se sente responsável pelo que de mau venha a acontecer ao deportado caso este tenha de voltar para a terra dele. Bué da fofinha a história deste jovem membro do Partido Socialista de Esquerda, feminista e anti-racista. Conforme se descreve a criatura. O homem foi vítima de um crime mas, por todos os motivos e ainda mais este, antes ele do que qualquer outra pessoa. Tratou-se, convenhamos, da vítima ideal. Compreendeu as razões que motivaram o outro a ir-lhe ao cú, perdoou e, às tantas, até gostou de ter sido enrabado. E é, também, uma bela lição de vida para todos os esquerdistas e welcomers de toda a espécie. Os seus antepassados vikings é que devem estar, por esta altura, às voltas no túmulo (Kruzes Kanhoto, Kruzes Kanhoto).

O recurso às barrigas de aluguer é uma das maiores manifestações de egoísmo que consigo conceber: uma mulher que não consegue ou não quer engravidar – sim, há quem, como a actriz Sofia Vergara, tendo já filhos, passe a optar pelo sistema barriga de aluguer porque tem uma carreira muito preenchida – considera que a sua vida só se realiza sendo mãe. Para tal estão estas mulheres dispostas a tudo mesmo a subestimarem o facto de a criança a que chamam filha ter sido encomendada. Por mais voltas que dê à minha imaginação não vejo possível que a realização de alguém como mãe passe por um acto como este. As barrigas de aluguer têm ido no tropel das chamadas causas fracturantes relacionadas com os direitos dos homossexuais. E a partir do momento em que tal acontece não se discute mais nada porque se fica logo sob o espectro de se ser considerado reaccionário, atrasado e tudo o mais que as pessoas bonitas, com muitos likes, não são. O resultado dessa anomia da sociedade perante essa milícia dita progressista é que os assuntos já nem se discutem. É fatal como o destino que se o BE e a ala jacobina do PS colocam um assunto na agenda ele vai inundar os noticiários. Caso contrário não há assunto. E assim o Exército perdeu em Portugal as suas chefias por causa de umas declarações sobre a frequência por alunos homossexuais do Colégio Militar enquanto as agressões a uma professora, para mais doente oncológica, por duas das suas alunas nem sequer mereceram mais que umas breves notícias (Helena Matos, Observador).

2 comentários:

Adilson disse...

Putz!!!

Custou-me a acreditar que fizeram para a memória do cachorrão Hugo Chaves por essas terras! Um tremendo animal desse sendo endeusado! Putz! As bestas que praticaram essa honraria são cúmplices da miséria que hoje o povo da Venezuela vive, bem como das centenas (senão milhares) de mortes de colombianos vítimas dos narcoterroristas das Farcs que Chaves ajudou durante toda sua vida. lamentável miséria!

Até.

FireHead disse...

É normal, o Chávez era amigo do Sócrates e o Sócrates é socialista como o actual governo tuga que está de mãos dadas com os comunas e os neotrotskystas de Portugal.