sexta-feira, 11 de março de 2016

Se a perda de influência cristã é uma coisa boa, porque é que o Ocidente está a caminhar para a ruína?

Antes de surgir o Cristianismo, já os pagãos sabiam ser hospitaleiros com os estranhos
Numa altura em que podemos assistir a constantes ataques cerrados de "nacionalistas" contra o Cristianismo por, supostamente, o Cristianismo ser inimigo do nacionalismo, da identidade, da pátria, etc. porque a Igreja Católica supostamente está em conluio com a super-classe mundialista, os selvagens internacionalistas e a Maçonaria - que só mesmo por acaso é de essência cabalística pagã e é oficialmente condenada pela Igreja Católica (no mínimo irónico, não?) - simplesmente por haver maçons italianos que gostam do Papa Francisco, compete-nos, uma vez mais e sempre, dizer a verdade sobre o que move esses "nacionalistas": o paganismo.

A todos aqueles que acusam os cristãos de terem que dar a outra face ao "sagrado alógeno", que é o "amado outro", por causa duma extracção bíblica fora do contexto e que é interpretada como sendo uma "postura civilizacionalmente suicida", isso quando não é citado São Justino, o Mártir (então o exemplo de São Paulo não é melhor?), recordo que cheguei a escrever algo aqui no blogue sobre visões pagãs acerca da actual crise dos refugiados. Tipo, alguém com dois dedos de testa acredita que ao fim de 2000 anos é que o Cristianismo se lembrou de destruir a superior civilização ocidental, pois antes disso, quando os cristãos correram com os invasores muçulmanos para fora da Europa, os cristãos afinal não estavam a ser verdadeiramente cristãos (LOL), ou então é porque os inimigos entretanto tornaram-se amigos (LOLOL)? Possivelmente as opiniões dos pagãos que eu então aqui coloquei no blogue não reflectem, para esses "nacionalistas" pagãos, aquilo que é verdadeiramente o paganismo, do mesmo modo que, apesar de haver muitos (ou poucos) católicos que não gramam o Donald Trump, o próprio Trump afirma ser um orgulhoso cristão (ainda que protestante calvinista), tal como o líder do PNR, José Pinto-Coelho, nunca escondeu de ninguém que é um católico convicto. Mas pronto, é esperar em vão que os "nacionalistas" pagãos lhes digam que o Cristianismo é incompatível com o nacionalismo e deixem duma vez por todas de parasitar em partidos nacionalistas cuja maioria militante é assumidamente cristã.

Um grupo de 40 católicos americanos não quer que os católicos votem no Trump?
A página do Facebook de apoio católico americano a Trump tem mais de 3000 likes...
"Portugal, sendo um país europeu, pertencente à civilização ocidental cristã, deve, no meu entender,
preservar essa identidade, esse património sócio-cultural e nessa medida privilegiar e acarinhar essa
mesma realidade que faz parte das nossas raízes enquanto nação" (José Pinto-Coelho, líder do PNR)
O livro "O nosso próprio Druidismo" (Our Own Druidry), de 2009, explica-nos que a hospitalidade é como algo amigável e generoso. Palavra de origem proto-indo-europeia, a hospitalidade foi universalmente reconhecida como uma virtude pagã - ui, lá vão eles dizer que os cristãos usurparam também esta virtude pagã (LOL)... - e, como conta Michael J. Dangler, o autor do livro de conteúdo pagão, ela é essencial para a sobrevivência. Outro entendido na matéria, Alyxander Folmer, defende que as antigas tribos pagãs germânicas e nórdicas tinham uma grande ética hospitaleira, sendo uma marca da era viking. Talvez seja por causa disso que os países europeus mais dispostos a aceitar os "refugiados", entre eles inúmeros jihadistas, são precisamente a Alemanha e os países nórdicos, à medida que os seus países vão sendo, como não é novidade nenhuma e essa gente "nacionalista" pagã bem sabe e com isso vibra, descristianizados. Eureca!

Vejamos que mais se diz sobre a hospitalidade pagã: "A hospitalidade hoje parece ter-se desvalorizado na sociedade moderna, sobretudo quando se refere às pessoas que vivem à margem como os sem abrigo e o refugiados. Enquanto eu não acredito que devamos abrir as nossas casas às pessoas que nós não conhecemos, a virtude da hospitalidade deveria fazer-nos pensar em doar dinheiro ou comida para centros de acolhimento e bancos alimentares, e, a nível político, fazer-nos considerar a forma como tratamos os imigrantes, os refugiados e os que procuram asilo".

Porque é que até agora não conseguem explicar-nos o facto dos países mais católicos da
Europa, como a Polónia, serem mais hostis ao acolhimento de alógenos muçulmanos?
Em seguida, uns exemplos de como o paganismo, e já nem falo da Maçonaria por ser estúpida e declaradamente óbvio, reflecte o super-classismo mundialista e selvajaria internacionalista defendidos até ao tutano pelo esquerdume sem fronteiras:

"O paganismo é um cancro na humanidade, pois apoia-se no relativismo para distorcer os princípios morais da verdade. Na mente pagã não existe nada errado, tudo é permitido – cada pessoa deve viver em satisfação dos seus próprios desejos e prazeres. Deste modo, existe um deus ou uma força na natureza para satisfazer cada desejo humano. Assim como existe a deusa do amor (Afrodite), também existe a deusa da castidade (Diana). Como existe o deus do inferno (Hades) também existe o deus dos céus (Zeus). Existe o deus da glutonaria (Momo), também o deus da bebedice (Baco) – E por ai vai... Há milhares de divindades pelo mundo fora, elas podem ser conhecidas por nomes diferentes, mas a entidade é a mesma. Um grande exemplo é Poseidon deus grego dos mares, Neptuno deus romano dos mares e Iemanjá deusa brasileira dos mares. A mesma Afrodite conhecida entre os gregos como a deusa das orgias sexuais é a mesma entidade Pomba Gira entre o brasileiros" (Giliardi Rodrigues, "Cancro da humanidade, ou o que é o paganismo?").

Celebração do solstício em Stonehenge, um evento verdadeiramente
universalista e macarronicamente ecuménico
que acontece todos os anos
Um grupo pagão de Montana completamente multiculturalista.
Namaste! Oṃ Āḥ Hūṃ Vajra Guru Padma Siddhi Hūṃ!
"A unidade vê-se na diversidade" (Prudence Jones, presidente da Pagan Federation da Austrália)
"Se o paganismo tivesse 'vencido', em que civilização viveríamos"? (Carlos-Caso Rosendi)
 
Adoração de paus e calhaus - isto é que é a "genuína e ancestral civilização europeia", com
infanticídio, aborto, sacrifício de animais e de virgens aos ídolos e perseguição anticristã
A homossexualidade era moda entre os antigos pagãos e agora a homossexualidade é
novamente moda, pois o paganismo está a regressar em força. Ainda bem, né?
Porque é que há pagãos incomodados com as touradas se o sacrifício
de animais é mesmo com eles? São ou não são pagãos, afinal?
E podia dizer-se muitas mais coisas sobre o paganismo. Os pagãos de há 2000 anos atrás, lá no multiculturalista e assimilacionista Império Romano, bem que tentaram impedir que o Cristianismo se alastrasse porque tinham bem entranhado o verdadeiro vírus do HIV civilizacional que se pautava pela decadência imoral e amoral, tal como hoje em dia temos todo e qualquer tipo de esquerdismo que curiosamente é favorável ao actual crescimento do neopaganismo por ser completamente anticristão. Até nisto o esquerdume e o paganismo são parentes! Por enquanto ficamos com a verdade indubitável do facto do Ocidente estar a descristianizar-se e, como consequência, estar a caminhar para a ruína ao mesmo tempo que o paganismo vai regressando em força. Sintomático...

2 comentários:

Ivan Baptista disse...


Uma das virtudes do Cristianismo, é que a partir do inicio do Cristianismo no império Romano, a vida humana seria algo valorizada .
Foi a partir dai que provavelmente, o império pôs de parte ou deixou por completo ou quase por completo, a escravatura ! Pá, não sei se estou certo, mas acho que foi por culpa do JC .


FireHead disse...

O Cristianismo sacralizou a vida humana e dessacralizou a Natureza. Os pagãos faziam, e ainda fazem, justamente o contrário.