sábado, 5 de março de 2016

Pequim pede reforço da educação patriótica

Pequim quer reforçar o espírito patriótico da juventude das regiões administrativas especiais chinesas, Hong Kong e Macau, e o presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), Yu Zhengsheng, sugeriu que os jovens hongkongnenses e macaenses visitem regularmente o interior da China para consolidarem a sua "consciência nacional". "Os delegados de Macau e Hong Kong devem motivar mais visitas das suas associações juvenis ao interior da China", afirmou. "Vamos participar de forma extensiva e meticulosa nos trabalhos relacionados com os mais jovens em Macau e Hong Kong". Segundo salientou, a qualidade e os parâmetros de serviço dos delegados também devem ser elevados por forma a que desempenhem melhor as suas funções para concretizar os princípios "Um País, Dois Sistemas", "Macau Governado pelas Gentes de Macau" com "alto grau de autonomia", conforme estipulado na Constituição e na Lei Básica, e o "Consenso de 1992" com Taiwan e que reconhece que existe uma só China mas com duas interpretações diferentes como princípio contra a independência de Taiwan.
Chong Sio Kin, um dos delegados de Macau que marca presença nas reuniões da CCPPC, considerou que, apesar de Macau estar a trabalhar junto dos jovens, deve aprender com os "problemas de educação e união" detectados em sectores da juventude de Hong Kong e Taiwan, que apesar de não ser oficialmente um país independente, é-o na prática e não é controlado por Pequim. Iao Tun Ieong, outro delegado de Macau e director da Escola Hou Kong (patriótica, comunista e que usa o mandarim como língua principal de ensino), afirmou que a instituição de ensino que lidera tem trabalhado nessa estratégia, aproveitando as condições oferecidas pelo Governo de Macau. A Escola Hou Kong, que fica ao pé do Colégio D. Bosco onde eu estudei, vai participar "de forma activa" no programa "Mil Talentos" que vai levar 1000 jovens de Macau a visitar anualmente o interior da China.
Pequim vai assim continuando a fazer um esforço para "descolonizar ocidentalmente" Hong Kong e Macau. Só espero que Taiwan, a República da China, vá continuando a resistir.

2 comentários:

Adilson disse...

Bom dia, meu nobre!

Eis uma notícia que incluirei em minhas preces! Faz muito muito tempo que deixei de conversar ou procurar saber sobre esse povo. Tentarei me lembrar dele, pois realmente precisa das orações dos cristãos!

FireHead disse...

Eu vejo a China como o futuro do mundo atendendo à derrocada praticamente imparável do Ocidente. E tenho dois enormes desejos para o povo chinês: que o Catolicismo continue a expandir-se como fogo, quiçá fazendo do povo chinês o povo mais católico do mundo, e que o Partido Comunista afunde duma vez, como esperou em vão Chiang Kai-shek, e o país regresse às mãos dos fundadores da nação chinesa moderna, os nacionalistas do Kuomintang que se refugiaram em Taiwan.