segunda-feira, 28 de março de 2016

Mensagem papal da Páscoa


Durante a celebração da Missa da Páscoa, ontem, o Papa Francisco fez um apelo à paz perante uma multidão de fiéis reunida na Praça de São Pedro, no Vaticano. Na sua mensagem Urbi et Orbi (À Cidade e ao Mundo), o Papa lamentou as vítimas do "terrorismo cego e brutal", criticou os fabricantes e traficantes de armas e condenou também todos aqueles, como os católicos polacos, que se recusam a receber os refugiados, afirmando que a Europa não lhes pode fechar as fronteiras. "Com boa vontade e a cooperação pode-se recolher os frutos da paz e começar a construir uma sociedade fraterna, que respeite a dignidade e os direitos de cada cidadão. Confiamos no poder do Senhor para ressuscitar as discussões em curso (...) para que possamos recolher os frutos da paz. Que a mensagem de vida proclamada pelo anjo perto da pedra encontrada afastada do túmulo (de Jesus) derrube a dureza de nossos corações e promova uma frutífera troca entre povos e culturas em outras regiões da bacia do Mediterrâneo e do Médio Oriente, particularmente no Iraque, Iémen e Líbia", declarou o Papa, que se lembrou também do conflito israelo-palestiniano e ucraniano, para além dos ataques recentes na Turquia, na Nigéria, no Chade, nos Camarões, na Costa do Marfim e da situação que se vive na Venezuela.

Durante a Vigíla Pascal, no Sábado de Aleluia, o Papa baptizou 12 pessoas vindas da República Popular da China, da Coreia e de outros continentes, onde o Catolicismo tem uma enorme projecção ao contrário da velha, cansada e apóstata Europa (daí as coisas estarem como estarem), lembrando que os cristãos têm de se livrar da "terrível armadilha da falta da esperança".

Uma das coisas que parecem ter incomodado deveras os crónicos anticristãos com a mania do nacionalismo é o facto deste Papa ter lavado e beijado os pés de 12 refugiados, sendo eles cinco católicos, três coptas, três muçulmanos e um hindu, no início dos festejos da Páscoa, além de ter oferecido 200 ovos da Páscoa e também várias bolas de futebol e de beisebol a um centro de acolhimento.

Dá a impressão que este Papa transforma o que é simbólico em político. Fica a esperança de que com um outro Papa as coisas sejam melhores, com mais acção em prol do Cristianismo e da evangelização e menos bléu bléu. Até porque a Cúria Romana já deixou de contar com o português como uma língua de trabalho, supostamente por "ser muito complicado, e aconselha a que a redacção das sínteses dos processos de futuros santos sejam redigidas só em italiano, espanhol, inglês, francês e latim"....

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