segunda-feira, 28 de março de 2016

A PROFECIA DE YURI BEZMENOV E A PERSPECTIVA ISLÂMICA

INTRODUÇÃO 

Numa palestra ministrada na Summit University of Los Angeles, Nevada, em 1983, Yuri Bezmenov, um ex-agente da polícia secreta da União Soviética, faz uma descrição abrangente sobre o principal eixo do método de dominação comunista: a subversão, e escancara as estratégias e as fases tácticas da revolução socialista dentro desse eixo, de tal maneira, que mais parece, na verdade, estar fazendo uma análise sobre o actual quadro internacional das relações de poder. 
Quero aqui traçar uma linha de argumentação perigosa, mas ao mesmo tempo justa, através de uma análise analógica própria das Relações Internacionais, que liga a análise de Bezmenov sobre o comunismo com a subversão islâmica do mundo ocidental. 
Quero fazer uma comparação através da história e pelos bastidores dos agentes desse jogo de diplomacia global. 

O PODER 

Vivemos, desde os primórdios da História, sob uma visão de mundo de que, para alcançarmos o cume da experiência humana, o ápice do sentimento de estar completo na condição de existência, de maneira alguma devemos abrir mão da possibilidade de poder, e não do poder em si, à primeira vista. Poder no sentido amplo do termo. Como acção propriamente dita, mas principalmente como controlo dos meios de acção. Sob essa óptica, não deixaria de passar em nossas mentes a condição essencial dessa possibilidade: a dominação. 
Nesse sentido, desde o início da era das civilizações, umas se sobressaem sobre as outras, e não perdem a chance de dominar. Não deixam passar a grande oportunidade de exercer influência e poder sobre outros povos, terras, mares, sobre tudo que os faça parecerem mais fortes. Afinal, a fraqueza nunca representou legitimidade àqueles que estavam um passo à frente na condição de ser social; pelo contrário: representava a justificação de sua queda e desgraça. E assim o é. 
Nos tempos que nos cercam, os meios de conquistar esse poder e essa força têm tomado novas formas. 
Com o avanço da tecnologia, da psicologia e da propaganda no século XX, as manobras políticas para o advento da dominação das esferas de influência tornaram-se mais complexas. E, consequentemente, com a veiculação de informações através dos média, as relações de poder mais visíveis. 
Na palestra a qual me referi inicialmente, Yuri Bezmenov, explica, citando aqui superficialmente, que, a subversão foi o principal meio usado pela União Soviética para causar conflitos políticos e sociais nos países em que desejava criar uma esfera de influência. 
É clara a percepção de que a via militar de conquista pode causar rejeição, indignação, medo, tendo em vista o poder dos média de construir imagens sacras ou profanas das investidas avassaladoras das forças armadas de qualquer nação. 
A visão que as pessoas em geral têm da guerra é de um terror inabalável que suprime a dignidade da pessoa humana e, por outros muitos motivos, é inviável. Não vale a pena haver confrontos militares, é o que dirão. Mas a grande questão é que, não é porque não há luta armada entre dois países, entre dois blocos ou esferas de influência, que não haja a tentativa inerente à vida social de dominar, de controlar, de subjugar os meios de acção alheios e transformá-los em próprios. 
O jogo ainda é o mesmo, o tabuleiro ainda é o mesmo, as peças ainda são as mesmas, as jogadas não são. 

A SUBVERSÃO ESTRATÉGICA 

Os comunistas já usaram as tácticas militares e já mataram os seus milhões. Agora, travestidos por um esquema sino-russo de dominação, agem por dentro, num seguimento da Intelligentsia czarista, e da KGB comunista. Praticam a subversão moral, política, social, económica, no seio provedor da civilização ocidental: os Estados Unidos. 
E não distante disso, com outros interesses, há a esfera de dominação islâmica. Com as técnicas militares também já mataram os seus milhões e hoje transvestem-se de movimento de massas imigratórias, para concretização de outro processo de dominação. 
A agenda politicamente correcta somente contribui com ambas as estratégias. Se essa agenda faz parte da estratégia como um erro impensado do jogador do lado de cá, ou se faz parte da maculada jogada alheia, não fiz uma análise dessa situação em particular. Mas uma coisa é certa: mal nenhum ela causa às projecções tanto do esquema globalista sino-russo, quanto ao islâmico. 
O islão, desde sua concepção primária, tem como objectivo principal espalhar-se pelo mundo todo. Assim como o Cristianismo e o judaísmo, prega os seus valores como sendo os verdadeiros valores universais. A única diferença, e essa essencial para a compreensão, é que o islão é o único que é uma proposta, desde o inicio, também de um Estado. Não é à toa que qualquer país com maioria muçulmana tenha um Estado islâmico como forma de governo, de justiça, etc. É só consequência disso. 
O islão é um agente no cenário mundial que, como todos os outros, briga por espaço. Nós, como ocidentais, também deveremos requerer o nosso espaço, e mais do que isso, proteger o Ocidente da ameça islâmica. 

A PERSPECTIVA ISLÂMICA 

A imigração tem sido a chave-de-ouro usada pelo islão para a conquista dos meios de acção no Ocidente ultimamente. Já pedem, na Dinamarca, que respeitem os seus direitos culturalmente estabelecidos de se casarem com crianças, já reclamam na Alemanha o respeito das meninas alemãs nas escolas para com as meninas muçulmanas não mostrando os braços ou as pernas. Já fogem da Alemanha para a Rússia, porque estuprar não deu muito certo por lá. Já inspiram o parlamento inglês a discutir a possibilidade de serem julgados pela lei islâmica, num país de moral cristã e de leis baseadas nessa moral do povo. Já colocam Paris aos seus pés, tomando ruas durante o dia para as orações nas mesquitas, o que é supostamente proibido para fins religiosos. 
Mas parece que devemos respeitar a cultura islâmica acima de tudo, não é mesmo? E onde está o respeito da cultura islâmica pela moral judaico-cristã dos países para onde imigram? Isso não está em jogo. 
O que está em jogo é justamente isso: ir e subverter a cultura, a moral, as leis, sucessiva e respectivamente assim, até conquistar o poder. É esse o objectivo do jogo, afinal. 
Os meios são diferentes, mas a ideia de conquista não se altera. O fim do imperialismo perde-se de vista mesmo no futuro da história humana. 
E o que disse Bezmenov sobre a subversão comunista numa pura análise, mais parece uma profecia perdida no eco do vazio templo ocidental da sabedoria. E vai muito mais além da perspectiva soviética de subversão. Isso é mais um novo modo de se movimentar no cenário global. Mais uma nova forma de jogar o jogo das Relações Internacionais. 


Bruno Marques
 11/02/16

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