sábado, 27 de fevereiro de 2016

«Macau, só de férias»

O antigo intérprete-tradutor do sub-gabinete da Interpol da Polícia Judiciária de Macau e ex-presidente da Associação de Amizade Macau-Timor, António Mota, de 65 anos, deixou Macau depois de ter chegado ao território em 1991. O motivo que levou ao agora reformado a deixar esta terra prende-se com as expectativas de futuro, pois, disse ao semanário católico O Clarim, "a qualidade de vida está cada vez pior em Macau, os preços das casas são exorbitantes e não há muitas alternativas para que as pessoas da minha idade ocupem os seus tempos livres. Para quem está reformado, Macau não é vida". Em Portugal, António Mota tem "um apartamento pago, um T2 confortável e espaçoso. Custou-me muito menos do que um parque de estacionamento na RAEM". Filho de um português ribatejano e de uma mestiça timorense-moçambicana, o homem considerou ainda a "descaracterização do território em contraste com a simplicidade de outrora" como outro dos motivos que o levaram a deixar Macau. "Macau, só de férias", continuou, garantindo que o território "também fica no coração".
Macau não é uma terra para velhos. E pronto, sã assi.

2 comentários:

redonda disse...

Triste que seja assim.

FireHead disse...

É triste mas é assim a vida. :/