terça-feira, 30 de junho de 2015

Mais uma iniciativa para acabar com o AO


Está a decorrer uma iniciativa de referendo para acabar finalmente com o fatídico Aborto Ortográfico. Toda a informação está aqui.

Agente de Jackson Martínez atira-se ao CRAC

Luiz Henrique Pompeo, o empresário do colombiano Jackson Martínez, não poupou o CRAC (Clube Regional Assumidamente Corrupto [do Porto]) e o Jorge Nuno Pinto da Costa pela forma como foi tratada a saída do goleador.

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Onde é que estão os avençados dos jornalistas de Portugal agora? Estarão ocupados a branquear estas declarações como fizeram com os casos Adriano Louzada (espancado à saída de uma discoteca e varrido do mapa depois de ter dito que "quando abrisse a boca ia rebentar tudo"), Casagrande (que revelou que o CRAC dopava os seus jogadores), Izmailov (que desapareceu misteriosamente por "temer pela vida"), do dirigente que morreu no Estádio do Cabrão Dragão (Mesquita Alves, executado com dois tiros na nuca), Paulo Assunção (ameaçado com um tiro no joelho caso não renovasse contrato e conseguiu, de forma inédita, aplicar a lei Webster para sair), das escutas telefónicas, do Carlos Calheiros, etc.?

Matou-se médico que era contra as vacinas


O médico americano Jeff Bradstreet, conhecido por ser contra as vacinas, tinha um filho que, segundo ele, ficou autista depois de lhe ter ministrado uma vacina quando ele tinha 15 meses. Jeff Bradstreet chegou inclusive a publicar um artigo em que argumentava serem as vacinas uma das origens do autismo, argumentos que foram sempre rebatidos pela comunidade médica. Acontece que o mesmo médico matou-se, tendo o seu corpo sido encontrado junto de um rio na Carolina do Norte. E isso foi depois de em Espanha se discutir o caso de uma criança de seis anos que morreu de difeteria no sábado passado devido à recusa dos pais em vaciná-la...

Nada a ver

Já cansa, a conversa de merda de muitos políticos, intelectuais, jornalistas, pensadores e demais traidores à Europa e à Civilização sempre que ocorre um atentado cometido por muçulmanos. De forma recorrente, os vendilhões do continente lá aparecem a dizer que aquilo "nada tem a ver com o islão". Pois é. Provavelmente tem a ver com o Catolicismo, o judaísmo, o hinduísmo, o budismo e por aí adiante. Com o islamismo é que não tem nada a ver, apesar das exortações corânicas à matança de descrentes, reforçadas na doutrina posterior. De resto, olha-se para o mapa dos conflitos e não há um único que não envolva adeptos da religião da paz. Guerreiam cristãos, ateus e quem apanharem na Europa e na América. Guerreiam cristãos e pagãos em África, do Chade ao Quénia passando pelo Uganda, Nigéria, Somália, Egipto... Guerreiam budistas na Ásia, da Tailândia a Myanmar passando pelo Sri Lanka. Guerreiam hindus na Índia, cristãos e pagãos no Paquistão, ateus e budistas na China, católicos nas Filipinas, mas em todo o lado nada tem e ver com a religião. Portanto, pergunta-se: tem a ver com o quê? Talvez o sr. Cameron e outros dhimmis possam esclarecer as massas eleitorais, mas não cremos. O mais provável é que continuem a fazê-las de estúpidas. Porque esta conversa revela, mais uma vez, o desprezo que políticos e elites (reais ou imaginárias) devotam aos eleitores. Dizer que estes atentados não têm a ver com o islão é passar um atestado de estupidez ao público. É dizer que somos todos imbecis, que não lemos, que não conhecemos nada de religião, filosofia ou política. De resto, assim sendo, aqueles senhores e senhoras tornam-se moralmente responsáveis pelo que sucede pois mentindo descaradamente aos cidadãos induzem-nos em erro relativamente à origem de potenciais ameaças - algumas das quais se transformam em reais. Felizmente, os eleitores já vão sabendo o que a casa gasta e cada vez mais começam a identificar claramente os dois tipos de criminosos que a Civilização enfrenta, sejam eles interiores ou exteriores. Pena que, na hora da eleição, ainda muitos se abstenham.

Uma guerra civilizacional

É o que estamos a viver. Foi-nos declarada. Ao Ocidente e à sua identidade e tradição. Não me refiro ao islão, não tem a ver com isto. Refiro-me aos descendentes do Marxismo, essa ideologia satânica criada para destruir a Civilização. O Marxismo não acabou. Foi derrotado no plano económico, embora eles andem a tentar reverter a situação. Não foi derrotado no plano cultural e o perigo advém daí. Reproduziu-se e tem surgido enquanto marxismo cultural, somando vitórias sucessivas. A última foi a da legalização ditatorial do "casamento" entre invertidos nos Estados Unidos. Depois disto, e tendo em conta que vários países já fizeram o mesmo, segue-se o passo lógico (apesar dos invertidos não primarem muito por ela). E esse passo é a legalização da pedofilia. Não é preciso ser um génio para perceber isso. Já tivemos pequenos passos, a fim de testar a reacção da opinião pública, desde o anunciado "partido pedófilo" na Holanda à retirada da pedofilia da lista de doenças mentais - posteriormente revertida. Portanto, é só uma questão de tempo - caso os cidadãos decentes não se mobilizem e continuem a dormir, como até aqui. Será tudo feito como até aqui, apelando aos "direitos humanos", mas ao mesmo tempo ao "direito à diferença". Curiosamente, e por aqui se vê o estado da nossa civilização decadente, será mais fácil aos invertidos aprovar isto do que o sexo com animais. Porque estes, hoje, têm sempre uma legião de defensores, apostados em garantir os "direitos" das bestas. E como no caso do animal não pode haver consentimento e não há maneira de saber se a dita besta gostará da interacção com o humano, a coisa terá mais dificuldades em passar. veja-se que o obstáculo maior não será de ordem moral: é errado e pronto. Será de ordem utilitária, bem na linha do que é hoje a mentalidade dominante, a do utilitarismo pervertido. Porque se houver maneira de monitorizar o prazer ou a repulsa sentidos pelos animais, a coisa irá para a frente. É este o nosso estado civilizacional. O de uma guerra, em que os inimigos não olham a meios para a destruição completa e sua substituição por uma ordem nova completamente doentia. Como no tempo de Enoch estamos a voltar à selvajaria completa - mas sempre com a garantia de estarmos a garantir "novos direitos humanos".

Esperemos que nunca vá à Nova Guiné

Francisco comunicou ao governo boliviano o desejo de mastigar coca em vez de beber uma infusão, como fazem os turistas para combater o mal da montanha quando ficam em La Paz, capital do país a 3600 metros de altitude. (...) Continua o folclore. Sempre a trabalhar para os média, este Papa ainda consegue surpreender. É pena que não seja pela positiva. Cada vez mais se comporta como um adolescente parvinho, à espera de cair nas graças do pessoal fixe. Quem diz adolescente diz adulto, que agora a distinção é cada vez mais difícil. Enfim, não é por acaso que a mundanidade gosta tanto dele. Luzes, cor e som é com este homem.


100.000 ainda é pouco, venham mais uns milhões!

Mais de 100 mil pessoas entraram clandestinamente na União Europeia desde o início do ano. (...) Venham todos. Quando não couberem ficam em casa dos ministros, primeiros ou segundos, dos "activistas", do Papa e de todos os que sendo tão amigos dos imigrantes preferem vê-los à distância, misturados com a plebe.



Hamsun in O Regresso da Primavera

Afinal tratou-se de uma vingança...


Afinal o agente da polícia que foi agredido de forma selvagem por um grupo de negros, como podemos ver nas imagens que já foram mais que publicadas, foi vítima de uma vingança por parte de traficantes de droga! Segundo o Correio da Manhã, os gangues de droga já conheciam o agente Fernando Bandeira, de 48 anos, das operações anti-droga. O agente do Barreiro, um investigador com experiência e provas dadas no combate ao tráfico de droga, ia com frequência em trabalho ao Vale da Amoreira, onde já fez várias rusgas, o que o levou a criar inimizades com a escória em forma de gente que devia estar morta, ou pelo menos atrás das grades. Fernando estava a fazer gratificado e foi apanhado numa emboscada quando estava sozinho. Os criminosos, com idades entre os 19 e os 25 anos, atacaram o agente à pancada e à facada - foi três vezes esfaqueado no tórax - e só por um triz que não o mataram, pois dois populares salvaram-no deitando-se em cima dele.
Força, Fernando Bandeira! Mão pesada para os criminosos! Apoiemos a página do Facebook intitulada "Justiça para o agente da PSP agredido e esfaqueado na Moita"! Aguademos também, já agora, por aquilo que as organizações anti-racistas como o SOS Racismo vão dizer! Ah, o melhor é esquecermos, pois mais depressa se manifesta o "racista" do PNR (lol, e não é que já se manifestou mesmo?) que esses anormais que só vêem racismo quando as vítimas não são os brancos...

Cenas de um UK islamizado

No país do grande rei católico Ricardo Coração de Leão, grande até se apostatar, assumir o protestantismo (uma invenção criada pelo rei Henrique VIII e que se chama "Igreja Anglicana") e agora permitir a islamização, os politiqueiros correctos e os esquerdistas, grandes aliados dos invasores muçulmanos, insurgem-se contra supermercados que vendem carne de porco na altura do Ramadão, como o supermercado Morrisons...


... mas depois fecham os olhos, por exemplo, à indoutrinação islâmica imposta às crianças nas escolas públicas. No caso de baixo, vindo de Glasgow, podemos ver crianças não-muçulmanas a ser "obrigadas" a recitar "orações islâmicas" e cumprir o wudu (ritual da lavagem), enquanto que as crianças muçulmanas não precisam de visitar igrejas ou sinagogas.

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À falta dos cavaleiros cruzados devido ao enfraquecimento da Igreja Católica pós-Concílio Vaticano II, só resta aos britânicos fazerem o correcto, ou seja, apostarem no nacionalismo antes que seja tarde demais.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Arraial de São João 2015


Decorreu no passado fim-de-semana o Arraial de São João, o padroeiro da cidade de Macau, uma vez mais no bairro de São Lázaro. O dia 24 de Junho é uma data muito importante para Macau, pois foi nessa data que, em 1622, os então poderosos holandeses foram expulsos de Macau por um contigente pequeno e frágil de portugueses, ao qual se juntaram os nativos e até sacerdotes. Foi, aliás, um sacerdote italiano que com um tiro certeiro de canhão atingiu o paiol dos holandeses, que já nos tinham roubado Malaca, obrigando-os a ir-se embora completamente humilhados.


Uma vez mais, juntaram-se diferentes comunidades na festa. Os portugueses aproveitaram para matar saudades de alguns dos seus petiscos tradicionais - este ano até houve cerejas do Fundão! - que também atraíram gente doutras culturas, principalmente, como é óbvio, os chineses. A gastronomia foi sem sombra de dúvidas o principal atractivo do arraial, mas também houve livros à venda por parte do Instituto Internacional de Macau ou brincadeiras para miúdos e graúdos. Só foi pena o preço exagerado das "comezainas": um frango assado custava 150 patacas (cerca de 15 euros), uma sardinha 20, uma bifana no pão 25 e um copo de sangria variava entre as 20 e as 25 lecas! No roubar é que estava o ganho...


Houve também, novamente, a participação de grupos de dança transmontana e de música, tanto da Escola Portuguesa de Macau como também a famosa e antiga Tuna Macaense. Desta vez a organização convidou também o cantor da terra, Adriano Jorge, ou simplesmente AJ, aparentemente em ascenção na sua carreira, e que presenteou o público que para lá foi com uma canção em português - Jardins Proibidos, de Paulo Gonzo -, uma em inglês e algumas em cantonês, entre eles canções originais.


Para variar, o São Pedro ajudou à festa: não houve chuva, mas houve muito, e mesmo muito, calor. É assim mesmo por esta altura aqui em Macau.

Virgens cristãs e yazidis como prémios!

A escravização em pleno século XXI
O Estado Islâmico (EI) tem um concurso macabro de Ramadão que tem como prémios escravas virgens cristãs e yazidis capturadas na Síria e no Iraque, informa a FOX News. Elas são despojos de guerra e servem para premiar os soldados do EI pelo início do mês de Ramadão. O anúncio foi feito no Twitter. A prática de usar mulheres como prémios é conhecida por sibya.

A lista dos prémios do concurso
Estes jihadistas são verdadeiros muçulmanos porque cumprem na íntegra os que lhes ordenou o Maomé. Aqueles que cumprem os requisitos da "religião da paz" são outros.

«A pila preta é cara!»

Na Suécia, o país europeu da violação, um selvagem somali, muçulmano pois com toda a certeza, afirmou que "a pila preta é cara" enquanto violava uma miúda sueca de 12 anos. De acordo com o Swedish Surveyor, o violador em questão chama-se Gulen Mohamud e tinha alegadamente 17 anos quando cometeu o crime. O que é que a justiça politiqueira correcta do fantástico país multicultural que é a Suécia fez? Olhem, obrigou-o a cumprir 180 horas de trabalho comunitário porque, segundo a malta que entende das coisas da Justiça por lá, o rapaz tinha problemas com a ansiedade e não conseguia dormir...


A revelação da identidade do alógeno gerou repulsa entre os politiqueiros correctos mais fanáticos, como o jornalista esquerdista Oscar Söderström, da SVT. Para ele, o «jovem» devia ter sido tratado como "um homem de Sundsvall"...
Viva a progressista Suécia!! Que continue, pois, a receber hordas e hordas de invasores imigrantes terceiro-mundistas muçulmanos que enriquecem o mosaico demográfico e acrescentam colorido ao cinzentismo homogéneo dos suecos! É sempre preciso de mais calor humano porque por lá faz muito frio...

Já agora, ainda a propósito da vitória do «casamento gay» nos EUA...

«Compreender a homossexualidade»


A propósito da vitória do "casamento gay" nos Estados Unidos, soube graças ao meu amigo blogueiro João Silveira, dono do blogue católico Senza Pagare, que o psicoterapeuta ex-homossexual Richard Cohen, fundador da International Healing Foundation, esteve em Portugal no passado mês de Abril para uma jornada de reflexão no âmbito da conferência "Compreender a homossexualidade".
Baseado na experiência de Richard Cohen podemos ficar a saber que:
  1. Não há provas conclusivas de que alguém nasça com atracção pelo mesmo sexo;
  2. Ninguém decide ter atracção pelo mesmo sexo;
  3. É possível ter esperança num processo de reorientação sexual;
  4. A atracção pelo mesmo sexo é um sintoma cujas causas têm que ser descobertas;
  5. A atracção pelo mesmo sexo é baseada em aspectos emocionais/relacionais;
  6. A atracção pelo mesmo sexo é uma condição de género não-identificado.
Segundo o blogue, a perspectiva do Richard Cohen resulta da experiência pessoal de um processo de reorientação sexual e de 25 anos de intervenção com pessoas com atracção pelo mesmo sexo.

Rúben Micael no Shijiazhuang Yongchang


O jogador madeirense Rúben Micael, que na temporada transacta actuou no Sporting de Braga, é a nova contratação dos chineses do Shijiazhuang Yongchang Ever Bright (石家庄永昌). O anúncio já tinha sido feito há uns dias atrás, mas só no fim-de-semana é que o jogador oficializou o seu vínculo de dois anos e meio com o clube de Shijiazhuang, da província nortenha de Hebei. Rúben Micael, de 28 anos, abraçou assim uma nova aventura, principalmente por motivos financeiros, uma vez que, como o próprio afirmou em entrevista à RTP, tem que pensar na família, não se importando por isso de deixar de ser convocado para a selecção.
O Shijiazhuang empatou a uma bola, no domingo, em casa com o tricampeão Guangzhou Evergrande (廣州恆大淘寶 em chinês tradicional e 广州恒大淘宝 em chinês simplificado), o meu clube chinês favorito que agora é orientado por Luiz Felipe Scolari, e está em 8.º lugar na Super Liga local. Já o Guangzhou Evergrande ocupa neste momento o 3.º posto, com menos dois pontos que o Beijing Guoan (北京國安/北京国安) e menos um ponto que o Shanghai SIPG (上海上港).

PS. A TDM disse que o madeirense foi para o Guangzhou Evergrande. Não sei se o canal de Macau chegou ou não a rectificar a notícia.

domingo, 28 de junho de 2015

Mundial de hóquei em patins 2015: Argentina campeã do mundo


A Argentina tornou-se na terceira potência mundial de hóquei em patins depois de vencer na final do Mundial a Espanha por 6-1, confirmando que é de facto a melhor equipa hoquista da actualidade. Foi a quinta vez que a Argentina se sagrou campeã mundial, superando assim a Itália com quem dividia o terceiro lugar em termos de títulos mundiais conquistados. Já os espanhóis falharam o hexacampeonato, depois de terem igualmente perdido para a Itália o título de campeão europeu no ano passado, mas continuam ainda à frente no ranking mundial, com 16 títulos contra 15 de Portugal, que acabou, como era de esperar, o Mundial com a conquista da medalha de bronze depois de golear a Alemanha por 7-3. Aparentemente já acabou a hegemonia espanhola, falta agora é saber se Portugal vai saber ou não melhorar o que de tão bom já possui de modo a recuperar o domínio na modalidade.

Portugal esmaga Alemanha: 5-0!


Portugal fez história nos Europeus de sub-21: com um recital de futebol, os jovens portugueses massacraram a Alemanha por incríveis 5-0 e rumaram à final da competição onde vão defrontar novamente a Suécia. Bernardo Silva, Ricardo Pereira, Ivan Cavaleiro, João Mário e Ricardo Horta ofereceram aos alemães a sua maior derrota de sempre nos sub-21, e estes não encaixaram ainda mais golos só mesmo porque não calhou. Depois de ter garantido o apuramento para os Jogos Olímpicos, a equipa comandada por Rui Jorge somou 4 jogos consecutivos sem perder desde que o técnico assumiu o cargo. "É preciso também referir que tivemos uma ponta de sorte e fomos eficazes. Noutros jogos criámos oportunidades e não marcámos, mas hoje fomos mais certeiros. A vitória é inteiramente justa", analisou o seleccionador. Já o treinador alemão, Horst Hrubesch, campeão europeu em 2009 e que também fez uma fase de qualificação sem derrotas, teve que engolir as suas palavras proferidas antes do jogo - disse que Alemanha ia ganhar a Portugal - com cinco tiros no prognóstico. "Na final queremos fazer história", assegurou Bernardo Silva. "Sabíamos que podíamos fazer história", disse, por sua vez, Ivan Cavaleiro. O antigo internacional irlandês Roy Keane, uma lenda do Manchester United, ficou maravilhado com os jovens portugueses e elogiou-os no Twitter: "O futuro parece muito brilhante para o futebol português a avaliar por esta performance, imagine-se estes jogadores e ainda Ronaldo!"

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Força, Portugal! Vamos para a frente!

Polícia brutalmente agredido

Um agente da PSP ficou ferido depois de ter sido brutalmente agredido na sequência de uma desordem pública nas Festas do Vale da Amoreira, na Moita, na passada sexta-feira de madrugada. Segundo o Correio da Manhã, o polícia foi ainda ferido com uma arma branca e teve que ser transportado para o Hospital do Barreiro. "Num evento que está a decorrer no Vale da Amoreira, a PSP foi requisitada para garantir a segurança. Ocorreu durante a madrugada uma desordem, com pessoas a subirem ao palco e a retirarem o microfone aos músicos", afirmou uma fonte ligada ao Comando Distrital de Operações de Socorro de Setúbal. Os dois supeitos já estão detidos. 
Resta saber onde é que andam os restantes suspeitos, como podemos ver na foto, ou se vão ou não ser também detidos pelo crime. Se fosse o contrário, aqui d'El Rey que é abuso da autoridade. Como é um polícia que foi agredido por uns jovens, ainda por cima conguitos, nada fora do normal. É que para começar nem racismo deve haver sequer aí porque só existe verdadeiramente racismo quando o branco é o racista.
Segundo um comentador da versão online do Correio da Manhã, o Vale da Amoreira já é considerado a pior zona de Portugal, tendo o crime aumentado abruptamente em três anos...

EUA: casamento também para os gays

Notícia chocante: o Supremo Tribunal dos Estados Unidos da América legalizou, por cinco votos contra quatro, na passada sexta-feira o "casamento gay" e todos os 50 Estados americanos vão passar a estar obrigados a emitir licenças de casamento também para as pessoas do mesmo sexo. O presidente mulato Barack Obama não tem dúvidas: tratou-se de "um grande passo em direcção à igualdade". O problema é que o povo americano não foi consultado, como também não foram por exemplo os portugueses graças ao José Sócrates, e assim os Estados Unidos tornaram-se no 21.º país do mundo a permitir que os gays usurpem uma coisa que não é nem nunca foi para eles.


Os conservadores, entre eles os (verdadeiros) católicos, vão agora ter um enormíssimo dilema: criticar moralmente o "casamento homossexual" é o mesmo que atacar um direito constitucional, o que vai contribuir para uma opressão estatal contra os defensores do verdadeiro casamento. A Igreja Católica americana vai agora cometer "ilegalidades" por se recusar a celebrar "casamentos gays", que é um "direito constitucionalmente garantido", com o presidente da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), Dom Joseph E. Kurtz, a lamentar a falha do Supremo Tribunal: "Assim como há 40 anos se equivocou ao abrir as portas ao aborto no país, hoje (sexta-feira) o Tribunal novamente se equivocou". Daí até à perseguição completa à religião é só um pequeno passo.

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No Facebook está agora a decorrer a celebração deste evento verdadeiramente histórico, com a página Let's Celebrate Pride (Vamos Celebrar o Orgulho) a pôr os perfis dos usuários da rede social com as cores do LGBT. Entre os meus actuais 607 contactos, tenho 26 pessoas que aderiram a essa moda. Serão pessoas com tendências gays ocultas? Não me estou a referir, é claro, aos que são mesmo gays...

Resposta ao artigo de Isabel Moreira sobre o Aborto


A deputada socialista Isabel Moreira escreveu um artigo com o título 'Selvajaria moral', no qual, recorrendo a inúmeros sofismas, defendeu as virtudes do aborto legal e gratuito em Portugal. 

Aqui ficam algumas citações do dito texto (a negrito) e as respostas e interrogações que cada trecho merece: 

É sabido que deu entrada na AR uma iniciativa legislativa de um grupo de cidadãos, entre os quais consta o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a IVG, a qual, entre outras alterações à lei actual, propõe a consagração do direito a nascer e o direito do nascituro a ser membro do agregado familiar. 

É evidente para qualquer pessoa de boa-fé que os nascituros já merecem tutela jurídica. Essa tutela, não é, nem pode ser, idêntica à de uma pessoa já nascida e, como qualquer bem ou valor jurídico-constitucional, não é absoluta. 

A pergunta a fazer é: porquê? Porque é que a tutela jurídica de um nascituro será distinta da tutela jurídica de uma pessoa já nascida? No limite, a meia-hora do parto, porque é que um nascituro de 38 semanas de gestação terá que ter uma tutela jurídica distinta? 

E, desde a fertilização até ao parto, muda alguma coisa de substancial no nascituro? Se não há mudança substancial do ponto de vista biológico, porque razão haveria distinção na tutela jurídica? E é curioso que se negue valor absoluto à tutela da vida, dada a forma como o Artigo 24 se refere à questão: 

«Artigo 24.º (Direito à vida). 
1. A vida humana é inviolável. 
2. Em caso algum haverá pena de morte.» 

Pelo menos no caso da pena de morte, a coisa parece escrita de forma absoluta! E a palavra “inviolável" também apela para algo de absoluto, sem excepções. 

A intenção dos cidadãos pró-vida é contrariar a lógica do sistema, intenção essa que trairia, se levada à prática, o espírito do nosso ordenamento jurídico e serviria, não apenas para insistir na luta contra as mulheres, mas para no futuro terem por impedidos quase todos os avanços da bioética. 

Pelo contrário, não se vê como conciliar a afirmação de Isabel Moreira de que não há bens ou valores jurídico-constitucionais absolutos com a própria Constituição! 

Acerca da luta contra as mulheres, pode-se argumentar que o aborto é uma violência contra a própria mulher, violência essa muitas vezes ditada por pais, maridos, namorados ou patrões sem escrúpulos, que remetem a mulher para a crueldade do aborto, empurrando-a para o crime hediondo de dar a morte ao próprio filho ou filha. Se o nascituro for do sexo feminino, então há dupla violência contra as mulheres: contra a mãe que aborta e contra a filha que é abortada. 

Acerca da afirmação final, de que a intenção dos cidadãos pró-vida tenderia a impedir "todos os avanços da bioética", fica por explicar o salto de lógica dado pela autora, porque a última afirmação não segue da primeira. 

Para que não haja dúvidas, porque estas pessoas gostam de imaginar dúvidas, existe a expressa consagração constitucional da inviolabilidade da vida humana, como os autores da iniciativa recordam, imaginando-a, talvez, como um princípio absoluto. 

Não é preciso imaginar dúvidas. Basta ler o Artigo 24. 

Como se refere no Acórdão do TC nº 671/2006, a propósito do referendo à despenalização da IVG “O facto de o feto ser tutelado em nome da dignidade da vida humana não significa que haja título idêntico ao reconhecido a partir do nascimento. Na verdade, constata-se que na generalidade dos sistemas jurídicos o feto não é considerado uma pessoa titular de direitos (…) 

O raciocínio da autora parece ser este: não existem bens ou valores jurídico-constitucionais absolutos por causa do que vem no Acórdão em questão. Recordemos que esse Acórdão obteve a aprovação dos juízes signatários Maria Fernanda Palma, Bravo Serra, Gil Galvão, Vítor Gomes, Maria Helena Brito, Maria João Antunes e Artur Maurício. Estes são os nomes dos juízes que concordam com a distinção de tutela jurídica entre nascituros e crianças nascidas, e que concordam com a relativização do Artigo 24, um artigo que vimos não conter ambiguidades. 

Foram sete juízes que aprovaram o Acórdão. Contra seis juízes, com sentido de Estado e de ética, que inclusive deixaram declarações de protesto. Foram eles: Rui Manuel Moura Ramos, Maria dos Prazeres Pizarro Beleza, Paulo Mota Pinto, Benjamim Rodrigues, Mário José de Araújo Torres e Carlos Pamplona de Oliveira. Pelo menos esses seis juízes não acharam tão óbvio que o absoluto Artigo 24 fosse, afinal, relativo. Nem concordaram com a distinção de tutelas. 

E se lermos as razões invocadas pelos sete juízes do Tribunal Constitucional que aprovaram o texto que Isabel Moreira cita, encontramos a seguinte justificação: "constata-se que na generalidade dos sistemas jurídicos o feto não é considerado uma pessoa titular de direitos (…)". Singular raciocínio ético! 

Imaginemos alguém a raciocinar da mesma forma, no século XIX, a favor da escravatura, alegando que na generalidade dos sistemas jurídicos em voga na altura, o escravo não era considerado uma pessoa titular de direitos...

Por outro lado, nem a inviolabilidade da vida humana nem sequer a necessidade de protecção da vida intra-uterina impõem especificamente uma tutela penal idêntica em todas as fases da vida, tal como concluiu o Acórdão nº 288/98. A própria história do Direito Penal revela-o, ao ter feito quase sempre a distinção entre homicídio e aborto (…) 

A "conclusão" que saiu do Acórdão em questão foi o resultado de uma votação de sete contra seis juízes! Se a votação tivesse saído ao contrário, ou seja, sete juízes contra o direito ao aborto, como ficaria o sistema ético de Isabel Moreira? Que conclusões jurídico-constitucionais retiraria então? O bem e o mal decidem-se por voto? 

E que distinção é essa, que o Direito Penal terá "feito quase sempre" entre homicídio e aborto? Distinção penal? Sobre a moldura penal distinta a aplicar em cada caso? 

Mas essa é uma questão diferente. Podemos considerar o aborto como homicídio que é: trata-se objectivamente do crime de destruir uma vida humana inocente. 

Ao mesmo tempo podemos defender para o mesmo crime objectivo a aplicação de molduras penais distintas, penalizando de forma mais severa o homicídio de pessoas nascidas face ao homicídio de nascituros. A culpa subjectiva pode ser distinta nesses dois casos, o que justifica uma moldura penal distinta. Em muitas situações de aborto, a mulher é coagida a tomar essa decisão, o que reduz substancialmente a sua culpa. O crime, esse, é objectivamente o mesmo: a destruição de uma vida humana inocente. 

Ainda no plano da interpretação da Constituição, há quem entenda, segundo a linha de orientação de um Parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria‑Geral da República, que o artigo 24º, nº 1, na mente dos constituintes, não pretendeu abranger a protecção da vida intra-uterina, afastando também, por aí, a necessidade de uma referência a esse preceito e ao princípio da inviolabilidade da vida humana do problema da despenalização da interrupção voluntária da gravidez. 

Haverá sempre quem queira tirar entendimentos distintos da "mente dos constituintes". A linguagem do Artigo 24 parece bastante clara, mas mesmo admitindo por hipótese que a "mente dos constituintes" era a favor do direito ao aborto, somos obrigados a aceitar que tais mentes eram infalíveis? 

Deste modo, a partir de qualquer uma destas considerações – mesmo que não se concorde com todas –, a perspectiva de inconstitucionalidade não encontra fundamento no artigo 24º da Constituição

Como se vê, não existindo argumentação lógica em defesa dessa tese, permanece válida a tese contrária, a de que o Artigo 24 da Constituição proíbe o aborto, tal como proíbe a pena de morte. 

Numa palavra, a vida intra-uterina tem protecção objectiva; a vida já nascida tem protecção subjectiva. Pretender equivaler estas dimensões é pré-histórico. 

É extremamente difícil comentar este parágrafo, dado o uso equívoco dos termos "objectiva" e "subjectiva".

Que a vida intra-uterina tem protecção objectiva (ou seja, independente do sujeito em questão) é uma trivialidade que se retira do Artigo 24. E por esse mesmo artigo, o aborto não deveria ser legal ao abrigo da Constituição. Por outro lado, a vida humana já nascida tem a mesma protecção objectiva, à luz do mesmo Artigo 24. 

Não se entende o que quer a autora dizer com "protecção subjectiva". Nem se entende o raciocínio que subjaz à frase "pretender equivaler estas dimensões é pré-histórico". Talvez seja a intenção da autora terminar com uma tirada de retórica, mas sem explicar nem definir de que "dimensões" fala, dado que usa os termos de forma equívoca, é muito difícil comentar esta passagem... 

A ponderação de princípios e valores é, claro, necessária. Está feita. Temos uma lei da IVG decente. A ausência de lei da IVG era, essa sim, o caminho da morte. 

Mais uma tirada de retórica, "o caminho da morte". Uma tirada que nem faz sentido, à luz dos dados estatísticos. O número de abortos disparou em função da nova lei. A actual lei do aborto, essa sim, abriu o "caminho da morte" para dezenas de milhares de nascituros, dezenas de milhares de Portugueses e de Portuguesas, que nunca chegaram a ver a luz do dia, graças a uma lei indecente. 

A análise dos artigos propostos revela um ataque moralmente insuportável à dignidade das mulheres. 

Pelo contrário, o aborto é que é um ataque moralmente insuportável à dignidade da mulher grávida, e quando o nascituro é do sexo feminino, o aborto é um ataque vil e irremediável à vida dessas mulheres que nunca chegarão a nascer. 

Nos termos do artigo 4º, é revogada, para todos os efeitos, a equiparação entre IVG e gravidez. 

Porque é que haviam de ser equiparáveis? Porque razão deveria o Estado proteger da mesma forma aquela mulher que quer dar à luz mais um Português ou mais uma Portuguesa, daquela mulher que não quer levar a sua gravidez a termo? 

Esta inconstitucionalidade significa que os signatários ignoram que o aborto espontâneo, tal como a IVG, são problemas de saúde. 

Não se vê onde está a inconstitucionalidade. Essa conclusão surgiu de repente no texto, sem ser fundamentada. O aborto espontâneo é distinto do aborto provocado, pelo facto de que este último é precisamente provocado. Ou seja, a morte do nascituro é desejada e provocada pelos intervenientes no aborto. 

O aborto provocado não é um "problema de saúde", dado que é uma escolha livremente tomada pela mulher que opta por pedir que lhe matem o seu filho ou filha. Certamente que, após o aborto, vários problemas de saúde física e psíquica irão advir. Mas o aborto procurado em si mesmo é radicalmente distinto do aborto espontâneo. 

Se uma mulher grávida sofre um aborto espontâneo, estamos perante um problema de saúde: a sua gravidez falhou. O aborto espontâneo é algo indesejado que pode acontecer a qualquer mulher grávida. O aborto provocado é um mal que a própria mulher grávida opta (quando não é coagida) por fazer a si mesma e ao seu nascituro. 

Este preceito não pretende apenas que a IVG deixe de ser comparticipada. 

Porque razão deveria o aborto ser comparticipado? Porque razão é comparticipado? Acaso tem o Estado culpa alguma que uma mulher grávida queira desistir da sua gravidez? E um contribuinte não tem direito à objecção de consciência? 

Como contribuinte, eu não quero ver as minhas contribuições fiscais a serem usadas para destruir a vida de mulheres grávidas e de nascituros do meu país. Que posso fazer para impedir que o Estado use os meus impostos para destruir compatriotas meus? 

Pretende que toda e qualquer mulher que faça uma IVG não tenha justificação de faltas, licenças, baixas comparticipadas, etc. Esta medida afetaria todas as mulheres que se atrevem a fazer uma só IVG: todas. Não só as que as que recorrem à IVG até às 10 semanas, mas todas as que a fazem nas demais circunstâncias do artigo 142º do Código Penal, como o caso de ser o único meio para salvar a vida da mãe.

E então? Não se entende o raciocínio de Isabel Moreira. Porque razão deveria o Estado conceder benesses sociais às mulheres que querem acabar com a sua gravidez? 

Acerca do famoso mito de que o aborto pode ser o único meio, em certos casos, para salvar a vida da mãe, tal história não passa disso mesmo: um mito. Há certamente casos nos quais o aborto pode ser a consequência indirecta e indesejada de um acto médico essencial para salvar a vida de uma mulher grávida. Nada a opor a esses casos. Nessas situações, o médico bem-formado fará tudo para salvar ambas as vidas, e se uma delas se perder como consequência indirecta e indesejada, não há qualquer erro ético por parte do médico. 

Todavia, não há um só caso na Medicina no qual seja necessário matar directamente um nascituro como única forma de salvar a vida de uma mulher grávida. Será que Isabel Moreira consegue citar um só caso desses? 

No que toca ao desejo doentio de acabar com a isenção das taxas moderadoras, talvez recordar que a IVG é um acto de saúde materno-infantil, estando, como todos eles, isenta das ditas. 

Fica-se com a impressão de que Isabel Moreira está a troçar do leitor. Como é que um aborto provocado é um "acto de saúde materno-infantil"? 

Vamos regressar ao básico: num aborto provocado, um nascituro é destruído. Logo, a mulher grávida, que era mãe desde a fertilização, deixa de o ser. Do ponto de vista do nascituro, não se pode falar de saúde infantil, dado que o nascituro foi morto. Do ponto de vista da mulher grávida também não se pode falar de saúde maternal, dado que a gravidez (um estado saudável) foi desfeita. Como é que se pode considerar o aborto provocado como um "acto de saúde materno-infantil"? Não se brinca com coisas sérias... 

Acresce o argumento do sigilo. Uma rapariga de 16 anos ou uma mulher dependente do marido, por exemplo, não podem fazer prova da sua insuficiência económica sem colocarem em risco o carácter sigiloso da sua decisão. 

Em primeiro lugar, uma rapariga de 16 anos é menor de idade. Já é aberrante que ela possa ser ajudada a matar o seu filho, mas é ainda mais aberrante que se possa defender que um crime desses seja feito às escondidas dos encarregados de educação de uma menor. No caso de uma mulher adulta, é também aberrante que se defenda que a mulher possa sozinha escolher a morte de um nascituro cujo genoma advém em 50% de um homem, sem que a opinião deste seja tida em conta. 

A desconsideração pelas mulheres continua no artigo 9º, o qual obriga a mulher a revelar as pessoas com quem teve sexo. A própria pode nem saber. Além da incompreensão do que é a IVG (só a mulher é que está grávida) obriga à devassa toral da sua privacidade. 

O aborto não é um acto privado. Matar um nascituro não é um acto privado. Ao abrigo do Artigo 24, tal nascituro deve ser protegido pelo Estado. 

Ou a ter de contactar com potenciais criminosos. A gravidez pode ter resultado de violação e mulher não ter apresentado queixa. Há aqui uma incompreensão assustadora da diferença do conflito de interesses entre a mulher grávida e o nascituro e a mulher grávida e o ex-possível-futuro pai e o nascituro, porque os homens não estão grávidos, não correm riscos de saúde, é preciso densificar mais esta indignidade? 

Mesmo no caso dramático de uma violação, não se compreende porque razão a culpa do violador recai sobre o nascituro, que é sempre condenado a morrer, sem apelo nem agravo. Mais uma vez, o Artigo 24 devia ser tido em conta nestes e em todos os casos: o nascituro merece viver. Ninguém tem o direito a matá-lo. Isso é que é uma indignidade. 

Os signatários insistem em afirmar que a IVG realizada até às 10 semanas em estabelecimento legalmente autorizado é uma liberalização do aborto. Liberalização, como os próprios sabem, seria a IVG ser possível a todo o tempo onde uma mulher quisesse. Mas adiante. 

É por demais evidente que o actual quadro legal constitui uma liberalização. O aborto não é apenas um acto legal, ou seja, um acto que uma mulher grávida possa efectuar sem incorrer em ilícitos legais. O aborto é pago pelo SNS, pelos contribuintes, pelo que realmente foi liberalizado. 

Há um sem número de estabelecimentos nos quais uma mulher pode obter um aborto dentro do prazo legal. O aborto foi, realmente, liberalizado. Estas pessoas vivem o desgosto dos números das interrupções voluntárias da gravidez terem escapado, por enorme defeito, às suas expectativas. 

Pelo contrário, os números são terríveis. 100.000 nascituros mortos entre 2008 e 2012. Este sim é o desgosto! 

Basta consultar os dados oficiais para concluir que Portugal tem os números de repetência mais baixos do mundo. 

Uma só vida humana destruída com apoio do Estado é uma vergonha. Como é possível alguém se orgulhar destes números? 

Os abortos por opção da mulher até às 10 semanas correspondem a uma das menores taxas da Europa e abaixo de todas as previsões. 

É caso para festejar? Porquê? 

Quanto ao número de abortos repetidos, é menos de 1% (dos países europeus que apuram taxa de repetição, somos o que apresenta a menor, atrás de Itália, França e Espanha) e 60% das portuguesas que abortam são mães. 

Isabel Moreira refere-se aos números de que ano? Desde que o aborto foi liberalizado, a percentagem de mulheres que abortaram e que já tinham abortado uma vez manteve-se em torno dos 20% (http://www.federacao-vida.com.pt/estudos/FPV%20-%20O%20Aborto%20em%20Portugal%202012FEV10.pdf). 

Mesmo os números sobre 2014, que foram tornados públicos há poucos dias, mostram que 21,9% das mulheres que abortaram durante esse ano já tinham abortado antes. 

Como é que Isabel Moreira consegue passar de 20% para 1%? 

Finalmente, a proposta de introduzir violência de Estado, essa de a IVG ser realizada após conhecimento pela grávida, através de ecografia impressa, por si subscrita, do estado e tempo de gestação. Como já afirmou a psiquiatra Ana Matos Pires forçar uma mulher a olhar para uma ecografia é, na minha opinião, não só eticamente reprovável em termos médicos, como invasivo, abusivo e perverso em termos humanos. Em última análise, consubstancia uma forma de abuso de poder por parte do clínico que vai contra o mais elementar princípio da relação terapêutica: a salvaguarda da saúde do indivíduo. 

Aqui, Isabel Moreira não apresentou um só argumento contra o visionamento de uma ecografia por parte da mulher grávida. Citar a psiquiatra Ana Matos Pires não constitui um argumento, sobretudo, dado que nessa citação, Ana Matos Pires também não apresenta argumentos, mas sim apenas a sua opinião pessoal. 

Não faz sentido pedir à mulher grávida que assuma a responsabilidade da sua decisão, uma decisão de vida ou de morte, com base em factos médicos? Não tem a mulher grávida o direito à sua dignidade de mulher, que deve estar consciente do acto que solicita? Não tem a mulher grávida o direito e o dever de ter acesso aos dados médicos referentes ao nascituro que ela deseja eliminar? 

A noite do aborto clandestino foi longa, escuta, cheia de morte, de desigualdades, com a vergonha de julgamentos gravados na memória de tantas mulheres. Chega desta selvajaria moral. 

Sobre o aborto clandestino, por ser clandestino, não temos números que nos permitam avaliar a sua dimensão. Mas sobre o aborto legalizado, temos números. Já estamos na centena de milhar de Portugueses destruídos com a conivência e subsídio do Estado. 

Chega desta selvajaria moral! 


Bernardo Motta 


Aqui fica um verdadeiro artigo científico no qual se demonstra a inviolabilidade da vida humana e a imoralidade do aborto: Argumentário contra o Direito ao Aborto

Ex-fiéis revelam o 'mundo de delírios' das testemunhas de Jeová

Mais de 600 pessoas juntaram-se para denunciar a sua antiga religião. Oito delas contam como, durante anos, as suas vidas foram dominadas pelo medo de pecar. E pecar podia ser, simplesmente, soprar uma vela.

As testemunhas de Jeová vivem sob a angústia de um iminente
fim do mundo e a esperança de serem conduzidos ao céu
“Lembro-me de ser ainda pequeno, olhar para um estádio de futebol cheio e pensar angustiado que aquelas pessoas seriam todas destruídas caso nenhuma delas fosse testemunha de Jeová”, relata Vítor Máximo.
“As testemunhas de Jeová acreditam que o mundo de Satanás vai acabar e que só elas sobreviverão o Apocalipse, passando com vida para o Paraíso”, explica M. M., ex-ancião (um dos mais altos cargos na hierarquia da organização), que pede anonimato com receio de represálias para a família, que continua na religião.
Todos os crentes são habituados a esperar pelo fim do mundo desde crianças. A essa permanente angústia, as crianças também estão impedidas de fazer várias coisas na escola e têm pavor de ofender Jeová. Entre as proibições (como aos adultos), estão a celebração de aniversário, Carnaval, Páscoa, Natal, fim de ano e todas as outras datas de origem pagã que a religião despreza porque, conforme explica Pedro Candeias, um dos representantes da organização em Portugal, não são mencionadas nas Escrituras.
P.T. lembra-se que na escola primária precisava de fingir que cantava os parabéns aos colegas, mexendo os lábios e esquivando-se e batendo palmas timidamente. Mesmo assim, só por estar presente, temia “ser destruída”. César Rodrigues fazia o mesmo e, para evitar perguntas sobre a sua festa e presentes, não dizia quando aniversariava.
Ambos contam como agora, respectivamente, celebram todos os aniversários com o maior entusiasmo: “Faço questão de ter sempre um grande bolo. São 30 anos? Sopro 30 velas!”, diz P.T. César festeja com igual euforia, mas ainda hoje não consegue cantar os parabéns. “É como se eu estivesse fazendo algo errado. Sei que não estou, mas não consigo evitar este sentimento de culpa. Nunca cantei os parabéns na vida”.
O maior terror das crianças testem.unhas de Jeová é o Natal, antecedido de actividades como pinturas, composições, festas ou teatros. Não podem participar em nada.
“Lembro-me como se fosse hoje dos meninos todos em grupos fazendo enfeites para colar nas janelas da sala de aula e eu sozinha de lado, fazendo outra coisa qualquer”, conta P.T.
Por se considerarem politicamente neutras, as testemunhas de Jeová não votam em partidos políticos — nos países em que ir às urnas é obrigatório, são incentivados a votar nulo ou em branco. Também não saúdam a bandeira nem cantam o hino. “Lembro-me bem: no 3.º ano, todos de pé aprendendo o hino nacional, e eu bastante nervosa, mexendo apenas a boca”, recorda P.T. A organização não vê motivos para o desconforto das crianças: “Sendo esses valores baseados na Bíblia, que razões teriam para sentir vergonha?”, questiona Pedro Candeias.
As artes marciais são evitadas por serem consideradas uma apologia à violência. E, com base numa passagem bíblica interpretada como Deus não gostando que os homens concorram entre si, a prática de desportos de competição também é desencorajada. É das coisas que César Rodrigues mais lamenta: “Era sempre escolhido para a seleção de futebol da escola, mas era impensável treinar num clube”, conta César, que é co-fundador do fórum Testemunhas de Jeová.
Já com mais de 600 usuários, o fórum surgiu para denunciar todas essas situações e apoiar antigos membros. Em Portugal, onde há 52 mil testemunhas de Jeová, é o primeiro, mas em outros países da Europa, no Brasil e nos Estados Unidos, o fórum existe há vários anos.
Também há livros e documentários reveladores do funcionamento da religião. É o que este grupo que recentemente se organizou pretende em Portugal: “Queremos que as pessoas percebam que as testemunhas de Jeová não são tão inofensivas como parecem as senhoras que distribuem revistas na rua”, explica um dos fundadores do fórum.
Todos os conteúdos místicos e esotéricos são considerados um perigo para a espiritualidade. Livros como “O Senhor dos Anéis” ou “Harry Potter” não são para abrir.
Quando a família de P.T. entrou para a religião, os anciãos foram abençoar a casa contra a presença de Satanás. Entre o vestido da noiva que a mãe usara no casamento católico, todas as fotografias desse dia e qualquer outra em que aparecesse um crucifixo (para os fiéis a Jeová, Cristo morreu numa estaca), nada escapou: foi tudo queimado, até a sua colevção de livros da Anita. “Daí para a frente, só lia a Bíblia e as revistas da religião”.
As testemunhas de Jeová acreditam que “A Sentinela”, “Despertai!” e todas as publicações da organização transmitem a palavra de Deus com a mesma validade que a Bíblia. “Quanto mais cedo começarem o estudo, melhor para já irem ensinadas e preparadas para a escola. Há grávidas que lêem o “Meu Livro de Históricas Bíblicas” em voz alta para os bebés que têm na barriga”, revela R.M., outra desistente.
Vítor Máximo, crente durante mais de 35 anos, recorda-se das tardes de quarta-feira lendo as revistas; P.T. estudava-as com o pai aos sábados à tarde, depois da pregação.

Entrega

A pregação porta a porta é uma actividade fundamental e incontornável para qualquer testemunha de Jeová, pois é a única maneira de levar a “Verdade” a mais pessoas, poupando-as no dia do Juízo Final.
Acreditando nisso, aos 12 anos G.C. desatou a estudar a Bíblia fervorosamente. A mãe convertera-se e ele também. Acatou os fortes incentivos da organização para se distanciar das pessoas do Mundo (as que não são testemunhas) e afastou-se de todos os amigos. De um momento para o outro, recorda hoje, deixou de brincar na rua e passou a vestir paletó e gravata para ir às reuniões e a andar de pasta na mão para bater às portas.
Em menos de um ano estava entrando, de fato e de camiseta branca, na piscina de Algés, em Lisboa. Com uma mão em cima da outra e as duas tapando o nariz, submergiu totalmente, deitando-se para trás dentro da água. Quando emergiu estava baptizado — acabara de se tornar ministro do reino de Jeová. “É uma dedicação incondicional para toda a vida: ser um escravo de Jeová e fazer de tudo em favor Dele”, lembra, mais de 30 anos depois daquele momento.
No Verão seguinte, dedicou-se exclusivamente à pregação. “Eu levava as coisas muito a sério porque estávamos perto do fim do mundo. Pensava: ‘É preciso sacrifícios, vamos fazê-los”’, conta G.C., que foi ancião durante quase 20 anos.
Desde que a religião foi fundada, em 1879, as testemunhas já esperaram que o mundo acabasse em vários anos. Sempre que as datas passaram sem que alguma coisa acontecesse, o Corpo Governante (entidade actualmente composta por oito homens, que é o núcleo administrativo da religião nos Estados Unidos) emitiu um novo “entendimento”, inquestionável. “Estão sempre repetindo que a dúvida é um dos laços do Diabo”, explica R.M. Invariavelmente, mas sempre a posteriori, a cúpula da organização nega ter feito qualquer previsão concreta e, apesar de os textos das revistas oficiais da religião terem sempre mencionado os sucessivos anos em que o mundo acabaria, diz-se que a expectativa decorreu da má interpretação dos fiéis. A última data mundialmente difundida para o Apocalipse, com muitas famílias vendendo tudo que tinham para se dedicarem exclusivamente à pregação e garantirem a passagem para o novo mundo, foi 1975. Depois nunca mais se referiu a um ano em específico.
Com o mundo podendo acabar a qualquer momento, as testemunhas de Jeová vivem ao mesmo tempo na expectativa do recomeço de uma nova vida e apavoradas com esse momento. Porque, mesmo para o povo eleito, o acontecimento implicará grande sofrimento.
Uma revista “Despertai!”, de 2005, avisa: “O arsenal de Deus inclui neve, saraiva, terremotos, doenças infecciosas, aguaceiro inundante, chuva de fogo e enxofre, confusões mortíferas, relâmpagos e uma maldição que causará o apodrecimento de partes do corpo”.
Além disso, o Paraíso só está ao alcance de quem não tiver “culpa de sangue”, ou seja, quem não estiver falhando nos preceitos da religião.
“Eu perdi a minha vida! Não fazia nada com medo de ofender Jeová e ser destruída”, afirma P.T. 
Vítor Máximo conta que, desde criança, e mesmo já adulto, acordou várias vezes no meio da noite “chorando, com pesadelos com o Armagedom” – a última batalha do Apocalipse.

Afronta

A grande prioridade das testemunhas de Jeová é estudar e divulgar os mandamentos de Deus de maneira a salvar o maior número de pessoas possível. Por isso, são altamente desincentivadas a investir em actividades que, para a organização, apenas servem para roubar tempo ao testemunho porta a porta e de nada valem perante o fim de tudo. Quem vai para a faculdade mostra que está fraco na fé e passa a ser olhado com desconfiança.
Quando Vítor Jacinto decidiu licenciar-se em Engenharia Química, passou a receber visitas de anciãos e superintendentes de circuito (que supervisionam várias congregações) quase semanalmente. Condenaram todos os livros que eu precisava para a faculdade. “Diziam que aqueles livros continham ensinamentos não cristãos e queriam que me desfizesse deles. Foi aí que começou a minha grande guerra contra eles.” Os livros ficaram, concluiu o curso e deixou de ir à reuniões.
Investir na carreira é encarada como outra afronta a Jeová. “Das coisas que mais me impressionavam era ver pessoas subir à tribuna e contarem, cheias de orgulho, que tinham recusado uma promoção para não prejudicar a sua vida espiritual”, revela R.M.
Outro exemplo de dedicação à religião incutido nas reuniões e nas revistas é o desincentivo que a organização faz para que casais tenham filhos: por um lado, são grandes consumidores de tempo, por outro, não é aconselhável pôr crianças num mundo que vai acabar. Para G.C., isso ficou claro no dia do casamento. Depois de uma adolescência em que não podia beijar nenhuma menina e de um namoro com alguém da mesma congregação, sempre na presença dos pais e sem um único beijo na boca, casou-se num salão do reino. “O ancião que fez o discurso disse que de forma nenhuma deveríamos ter filhos, porque estamos no tempo do fim e era uma atitude pouco sábia, pouco espiritual”.
Só contrariou a instrução mais de 10 anos depois, quando a mulher começou a ficar clinicamente deprimida com receio de já não conseguir engravidar por causa da idade. “Os casais que decidem ter filhos são criticados pelos outros que optam por não ter em virtude das orientações da organização”, revela M.M., outro ex-ancião. “Conheço casais que não têm filhos e que agora já não podem e outros que continuam na expectativa de vir o fim para depois poderem ter um filho. É horrível”, afirma G.C.
Este antigo ancião deixou o cargo e as reuniões há cinco anos. Tecnicamente, está inactivo, situação de que não entrega há seis meses relatórios com o número de publicações que distribuiu e de horas que pregou. O seu mal-estar com a religião começou quando, numa formação para cerca de 200 anciãos, lhes foi ordenado que escrevessem na página do manual sobre o abuso sexual de menores: “Sempre que surja um caso de pedofilia, contactem de imediato a filial [a sede, em Alcabideche, Cascais]. “Perguntou: “Mas a pedofilia é crime, não deveria ser denunciada à polícia?” Responderam-lhe peremptoriamente: “Nós não denunciamos os nossos irmãos. As ordens são estas, escreva isso aí”.
No manual dos anciãos a que esta reportagem teve acesso está impresso: “Se o acusador ou o acusado não estiverem dispostos a reunir-se com os anciãos, ou se o acusado continuar a negar a acusação de uma única testemunha e a transgressão não tiver sido comprovada, os anciãos devem deixar o caso nas mãos de Jeová”.

Desconforto

Esta política de não divulgação valeu recentemente às testemunhas de Jeová a condenação à maior indemnização alguma vez já paga nos Estados Unidos a uma vítima de pedofilia: 28 milhões de euros. O tribunal considerou que a estrutura da organização tinha sabido e abafado o caso.
Esta é das mais desconfortáveis questões no interior da religião. Outra é a da desassociação, ou expulsão — o pior que pode acontecer a uma testemunha e aos seus familiares, O contacto com desassociados é simplesmente proibido, mesmo que seja da família.
De possuída pelo demónio, a prostituta, P.T., com cerca de 40 anos, ouviu os piores insultos da boca dos pais quando foi desassociada, em 2006. Proibiram-na de voltar para casa. “Fiquei desnorteada, pensava que seria destruída, perdi a minha família e todos os meus amigos, que nem sequer me cumprimentavam. Como todas as pessoas que são desassociadas, fiquei sem ninguém.”
“Jeová nos observará para ver se acatamos, ou não, seu mandamento de não ter contacto com nenhum desassociado”, lê-se na revista “A Sentinela”, de Abril de 2012.
“Um simples ‘oi’ dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar esse primeiro passo com alguém desassociado?”, questionava a mesma publicação já em 1981 (as testemunhas de Jeová guardam todas as revistas que consultam). “Tomem sua posição contra o Diabo (…). Não procure desculpas para se associar com um membro da família desassociada, como, por exemplo, trocando e-mails”, diz “A Sentinela” de Janeiro de 2013 já disponível no site da organização.
O esquecimento e o ostracismo pelos quais passam os desassociados pode originar problemas extremos. Dos oito antigos fiéis que a reportagem entrevistou (dois dos quais ex-anciãos), quatro tiveram de procurar ajuda médica para depressões e estado de ansiedade grave — alguns fizeram terapia, todos foram medicados. Dois pensaram no suicídio.
Vítor Máximo julgou que os pais se reaproximariam quando comunicasse o seu segundo casamento. Afinal, deixaria de ser um “fornicador”, um dos maiores pecados para a religião. Mas, como a mulher era uma mundana e ele um apóstata (abandonou a religião há cinco anos), os pais nem foram à cerimónia.
“Nesse dia, quando cheguei a casa, em vez de relembrar os bons momentos da festa, sentei-me na beira da cama e comecei a chorar”, lembra.
Embora o expulsem, insiste em aparecer de vez em quando na casa deles, nos arredores do Porto, mas na última vez que falou com o pai ele chamou-lhe de adorador do Diabo e ameaçou ligar para a polícia caso voltasse. Durante muitos meses, a conversa ao jantar com a mulher terminava invariavelmente em lágrimas. Teve de ir ao psiquiatra e só superou a depressão com a ajuda de medicamentos.
Quem se relacionar com um desassociado arrisca-se a ser expulso. Por medo do que pode acontecer aos familiares, algumas pessoas falaram para este artigo sob anonimato; outras não revelaram a identidade porque estão afastadas, mas não se querem dissociar (voluntariamente) nem ser desassociadas, sabendo que nesse momento terão de cortar relações com os que lhes são mais próximos.
César Rodrigues, 38 anos, foi testemunha de Jeová desde que nasceu e as suas dúvidas só surgiram há quatro anos, quando fez uma coisa que a organização desaconselha insistentemente: meteu-se num fórum de dissidentes brasileiros na internet. “Para mim, aquilo era tudo mentira. Pensei: ‘Vou mostrar-lhes o que é uma verdadeira testemunha de Jeová’”. Mas foi ele que acabou convencido. Uma das coisas que mais o chocaram foi perceber as contradições na proibição de transfusões de sangue, que já provocou a morte a um número incalculável de crentes.
“As testemunhas acreditam que a transfusão de sangue lhes é proibida por passagens bíblicas como estas: “Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer”, explica o representante da organização, Pedro Candeias. Plasma, plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos também são rejeitados. Mas o recurso a fracções desses componentes é permitido. “É extremamente incoerente condenar o uso de determinadas fracções e permitir o de outras e não existe base bíblica nem científica para tal distinção. Por exemplo, se se pode aceitar hemoglobina, que é 97% de um glóbulo vermelho, por que não se pode aceitar glóbulos vermelhos? “É como se eu dissesse que você pode comer uma uva sem pele, mas com pele não pode”, afirma M.M., que foi ancião durante mais de uma década.
Quando César começou a fazer perguntas aos amigos (“Sabias que era assim?”), foi denunciado. Fizeram-lhe quatro comissões judicativas (tribunais eclesiásticos). Já sem acreditar em nada do que tomara por certo durante anos, negou todas as acusações de falta de fé. Recusa-se a ter de deixar de falar com os pais. Quando conheceu uma antiga testemunha de Jeová, perguntou: “É possível ter amigos do Mundo?” Descobriu que sim. Deixou de aparecer nas reuniões.
R.M. demorou a fazê-lo, mesmo depois de, no ano passado, ter lido o proibidíssimo livro “Crise de Consciência”, de um antigo membro do Corpo Governante, e de perceber que “toda a vida tinha sido enganada”. “Sinto que é mesmo uma lavagem cerebral, da qual é muito difícil nos libertar”, explica. Só conseguiu afastar-se quando descobriu o fórum Testemunha de Jeová. Diz que só passar à frente de um salão do reino a deixa “agoniada”. Mas não está preparada para deixar de falar com a família. Para M.B., o momento está para breve. Aos 18 anos, aproveitou o facto de sair de casa e mudar de cidade para confessar aos anciãos que fumava, o que é proibido. Já sabia o que o esperava: uma semana depois lhe comunicaram a expulsão. De regresso a Lisboa, foi assaltado e ficou sem dinheiro nenhum. Ninguém da família lhe atendeu o telefone nem respondeu às mensagens — nem nessa altura nem em todo o ano que se seguiu. “Sentia-me perdido, culpado, abandonado. Passava noites inteiras sem dormir.”
Desenvolveu um transtorno de ansiedade incapacitante. A família continuava a não lhe atender o telefone. Pensou no suicídio. “Mas depois achei que ninguém iria ao meu funeral”.
Um dia em que insistiu mais uma vez, inesperadamente, a mãe atendeu. Como o motivo era doença, os anciãos, aos quais ela pediu autorização, permitiram que o recebesse em casa. Mas agora que está mais estável, M.B. sabe que vai ter de voltar a sair. E que vai ter de se despedir para sempre.


in SÁBADO

sábado, 27 de junho de 2015

O Estado Islâmico é islâmico e representa o verdadeiro rosto do islão

O Estado Islâmico é islâmico? Os muçulmanos do Estado Islâmico são muçulmanos? Com certeza eles não são metodistas nem budistas! 
É claro que eles são muçulmanos seguindo o islamismo no seu modo mais puro, exactamente como Maomé e os seus companheiros fizeram. E exactamente igual àquilo que vários países islâmicos reconhecidos internacionalmente e com assento na ONU fazem. E isto é mostrado neste artigo.

Em face à cobertura de parte das barbaridades cometidas por grupos como o Estado Islâmico (na Siria, Iraque e Líbia) e o Boko Haram (na Nigéria e nos Camarões), em nome de Alá, em nome de Maomé, e em nome do islão, vários muçulmanos e apologistas têm vindo a público dizer que estas as atrocidades não representam o islão.

Será? Os muçulmanos que cometem estas atrocidades são muçulmanos de verdade? A Sharia que eles impõem é diferente da Sharia imposta por governos reconhecidos internacionalmente, tais como Arábia Saudita, Irão e Malásia?

Este artigo discute isso, mostrando que os membros destes grupos terroristas islâmicos são muçulmanos e que tudo o que eles fazem é não apenas consistente com a Sharia, mas exactamente igual ao que fazem os governos de países islâmicos, implementando a mesma Sharia.

O artigo também mostra que as atrocidades cometidas são iguais às atrocidades cometidas pelo profeta islâmico Maomé e pelos seus companheiros mais próximos, os salafis.


Pergunta: Os muçulmanos do Estado Islâmico são muçulmanos?

Sim, eles são muçulmanos e isso é fácil de provar. Para ser muçulmano basta recitar a Shahada, a declaração de fé, três vezes, perante um imã ou na ausência dele, perante qualquer outro muçulmano.

"Eu declaro que não existe outro deus, apenas Alá, e que Maomé é o seu profeta."

Só isso. Não é preciso saber nada sobre a fé islâmica e o que ela exige e implica, por exemplo, que o islão só tem a porta de entrada, pois, deixar de ser muçulmano é um crime punível com a morte (algo semelhante à máfia).

Além do mais, os terroristas islâmicos impõem, sobre eles e sobre os outros, comportamentos que são exigências do islamismo: eles seguem os cinco pilares, e eles impõe a Sharia.

Só como revisão, os cinco pilares do islão são: (1) recitar a Shahada; (2) manter as cinco orações diárias (salah) regulamente; (3) pagar a esmola (zakat); (4) fazer jejum; e, (5) fazer a peregrinação a Meca (hajj) pelo menos uma vez durante a sua vida.

Quem vai dizer que os terroristas islâmicos não fazem isso?

Além disso, eles impõem a Sharia. E lembrem-se que impor a Sharia é a tarefa mais importante, a nível prático, que cada muçulmano deve empreender (e o pior é que a maioria faz isso mesmo sem saber o que Sharia prescreve).

De modo que, sim, eles são muçulmanos.

Mas, e como os outros muçulmanos os consideram? Bem, os outros muçulmanos os consideram muçulmanos. Por exemplo, Abbas Schumman, o porta-voz da Universidade Al-Azhar, o mais importante centro teológico do islamismo sunita, disse recentemente: "Como uma entidade oficial, a Al Azhar nunca, em toda a sua história, proclamou qualquer pessoa ou organização como anti-islâmica... ficar ocupado por esta pergunta não vai levar a nada", porque "a Al Azhar não julgará o ISIS ou o seu islão como anti-islâmico, pois não é o seu direito, nem a respeito do ISIS ou qualquer outra pessoa."

O facto é que a afirmação do porta-voz da Al Azhar é contraditória, pois esta instituição por várias vezes acusou pessoas como anti-islâmicas. Como resposta a esta declaração, um activista de direitos humanos egípcio disse: "O que? Não foram os ulemás e xeiques da Al Azhar que denunciaram como anti-islâmicos Naguib Mahfouz(*) e Farag Foda(*), e muitos outros dentre os intelectuais e escritores, cujas actividades foram interrompidas e alguns dos quais foram assassinados devido à posição da Al Azhar?"

(*) Naguib Mahfouz, prémio Nobel de literatura, foi esfaqueado por um extremista em 1994; Farag Foda foi assassinado pelo grupo al-Gama'a al-Islamiyya em 1992. Ambos foram acusados de blasfémia por clérigos da Al Azhar.

Ora, considerando que a Al Azhar é selectiva em acusar pessoas ou instituições como anti-islâmicas, e como ela se recusa a chamar o Estado Islâmico (ISIS) de anti-islâmico, a conclusão é que a Al Azhar considera o Estado Islâmico como islâmico e os seus adeptos como muçulmanos. Aliás, isto segue do Alcorão 4:148: "Alá não gosta que o mal seja expresso em público, excepto quando a injustiça tenha sido feita." De modo que, ao não condenar o Estado Islâmico (ISIS) a Al Azhar considera que eles não cometem injustiça alguma!

E, para finalizar, os muçulmanos que têm sido atraídos, primordialmente, para o Iraque e para a Síria (mas também para a Líbia e para a Somália) não são ateus, nem metodistas, nem evangélicos, nem budistas. Eles são atraídos atendendo ao chamado para lutarem e morrerem por Alá em uma jihad islâmica. O mesmo motivo que levou a todas as jihads islâmicas ao longo dos últimos 14 séculos. Eles atendem a este chamado porque eles são muçulmanos e porque eles sabem que morrer lutando em uma jihad é a única acção que garante ao muçulmano entrar no paraíso islâmico. E, caso eles não morram, eles estão lutando pela implementação total da Sharia, e podem usufruir das escravas sexuais infiéis conquistadas na jihad e da pilhagem.

Mas José, eles vão para lá para lutar contra o imperialismo americano ou contra os judeus, ou contra os xiítas, etc. Amigo, os pretextos variam, e eles servem apenas para alimentar o ultraje e o ódio. Mas a motivação básica é claramente político-religiosa: lutar em uma jihad e implantar a Sharia sob as populações dos territórios conquistados.


Pergunta: As acções do Estado Islâmico são consistentes com a Sharia e igualmente praticadas por países islâmicos reconhecidos e com assento na ONU?

Sim. E não apenas isso, mas totalmente consistentes com os dizeres e acções de Maomé. E vamos por partes.

(1) O papel do Califa

Em primeiro lugar, é fundamental compreender que o Estado Islâmico é um Califado. A Sharia deixa bem claro que é uma obrigação do Califa empreender jihad armada contra o infiel de forma implacável e sem descanso. O manual de lei islâmica Sharia 'Umdat as-Salik wa 'Uddat an-Nasik, certificado pela Universidade Al Azhar, diz (o25.9):

"(Quando o califa nomeia um governante em uma região, o dever deste governante inclui) se a área tem uma fronteira adjacente às terras inimigas, (ele irá) empreender a jihad contra os inimigos, dividindo os despojos da batalha entre os combatentes e deixando de lado um quinto para destinatários merecedores."
"O Califa faz guerra contra os judeus, cristãos e zoroastras até se tornarem muçulmanos ou então até aceitarem pagar o imposto do não-muçulmano, desde que eles tenham primeiro sido convidados para entrarem no islão ou paguem a jizya, o imposto dos não-muçulmanos, (de acordo com a palavra de Alá Altíssimo no Alcorão 9:29)."

É exactamente isso que o Estado Islâmico faz. E ele considera todos aqueles que se opõe a eles, mesmo muçulmanos, como inimigos.



(2) A Sharia é a lei

A constituição do Califado Islâmico imposta pelo Estado Islâmico é a Sharia. A mesma Sharia que foi imposta como lei em todas as terras conquistadas pelas invasões islâmicas ao longo da história islâmica, tenham sido estas invasões feitas pelos árabes, mouros, turcos, persas, tártaros, mugais, etc.). Não há diferença. 

E, hoje em dia, todos os países islâmicos tem preceitos constitucionais que colocam a Sharia no topo das respectivas legislações, variando apenas a intensidade da sua implementação. Isso fica claro, se olharmos a Declaração dos Direitos Humanos sob o islão, endossada por 57 "países islâmicos" (este é um assunto discutido anteriormente no blogue). Vamos aqui ressaltar apenas uma parte do preâmbulo e os dois artigos finais:  
"Reafirmando o papel civilizatório e histórico da Ummah [nação] Islâmica a quem Alá fez a melhor nação..."
Artigo 24: Todos os direitos e liberdades estipulados nesta Declaração estão sujeitos à Sharia [lei islâmica]. 
Artigo 25: A Sharia [lei islâmica] é a única fonte de referência para a explicação ou clarificação de qualquer um dos artigos desta Declaração.
Ou seja, na dúvida consulte a Sharia porque é ela que vale!


(3) Punições

Vamos ver as punições que o Estado Islâmico aplica, e compará-las com as punições que vários países islâmicos aplicam e o que a Sharia prescreve. Estas punições incluem o degolamento, a decepação de mãos e de pés, o apedrejamento, a crucificação e o enforcamento, para crimes tais como apostasia, adultério, roubo, e homossexualismo. 

A Tabela 1 traz uma comparação interessante com respeito a Arábia Saudita. Nela se vê que os mesmos tipos de punições são aplicadas aos mesmos "crimes" salvo algumas variações. Quem definiu isso tudo como "crime" e as respectivas punições foi o islão. 

Tabela 1 - Comparação entre as punições aplicadas pelo Estado Islâmico e pela Arábia Saudita
Vamos abaixo tratar dos crimes e punições, e ver que o que o Estado Islâmico aplica é também aplicado no restante do "mundo islâmico." 

Degolamento na Arábia Saudita

(3.1) Blasfémia

Difamar Alá, Maomé ou o islão é considerado blasfémia, e a punição é a morte. Mas o problema aqui é o significado de difamação. Para o islão, difamação significa tudo aquilo que o islão discorde, mesmo que o que tenha sido dito seja a verdade. Ou seja, quem define o que é difamatório é a Sharia, que estabelece que o islão pode criticar tudo que seja "anti-islâmico", mas criminaliza qualquer crítica direcionada ao islão, a Maomé, a Alá e à Sharia.

Um exemplo, em Alepo, um adolescente, que vendia café em um barracão improvisado, se recusou a vender fiado "nem que Maomé ressucitasse". Por dizer isso ele foi executado (fonte). 

Mas isso foi feito por um grupo terrorista, certo? Bem, vejamos alguns exemplos oriundos de países reconhecidos internacionalmente: 
  • A Lei da Blasfémia no Paquistão é um dos ultrajes dos tempos modernos, mas o silêncio é total. Por exemplo, Asia Bibi foi condenada à morte por um gole d'água e dizer que Jesus era maior que Maomé. Ela está presa deste 2010 aguardando a sua execução.
  • Na Arábia Saudita, jovem foi condenado à morte por "destratar o Alcorão" (fonte).
  • No Egipto, escritora é processada por escrever um tweet criticando o islão (fonte). 
  • Na República Islâmica do Irão, um homem foi executado por interpretar a história do Alcorão como um conto simbólico (fonte).
"Maomé é um bom apóstolo.  Aqueles que o seguem são cruéis com os não-muçulmanos mas gentis entre si." Alcorão 48:29
"O profeta é mais valioso para os crentes do que eles próprios." (Alcorão 33: 6).
"Alá disse 'Maomé, diz para os crentes que eles devem amar menos os seus familiares e as sua riquezas do que Alá, o seu mensageiro e a luta em sua causa (jihad)'." (Alcorão 9:24). 
"Maomé disse: 'Nenhum de vós será considerado como um crente (muçulmano) até que eu seja mais amado do que a sua família, sua riqueza e toda a humanidade'." (Bukhari Volume 001, Livro 002, Hadith Número 014).
 "A punição para aqueles que fazem guerra contra Alá e seu profeta e fazem corrupção na terra (fitna), é de assassiná-los, de crucificá-los, ou cortar uma mão e um pé em lados opostos..." (Alcorão 5: 33).
"Fitna é pior do que matança" (Alcorão 2: 191). 
Fitna é uma palavra árabe que significa discórdia, contenda, agitação, fragmentação. Criticar o islão, Maomé ou a Sharia é fitna, é fazer guerra contra Alá e o seu profeta. 


Exposição pública de corpos degolados na Arábia Saudita

(3.2) Homossexualismo

Virou rotina os "soldados sagrados de Alá" do Estado Islâmico atirarem gays de cima de prédios, e os apedrejarem após caírem (fontefontefonte). 

É também rotina gays serem presos, açoitados ou executados pelos governos de países islâmicos, todos eles com assento na ONU: 
  • O Brunei passou uma lei que condena gays ao apedrejamento (fonte).
  • Irão executa gays (fonte).
  • Arábia Saudita açoita gay com 450 chicotadas (fonte).
  • Gays presos no Egipto após "casamento gay" (fonte). 
Agora veja o que o site "Islam Question and Answer" sob a supervisão do Xeique Muhammad Saalih al-Munajjid diz sobre o punição para a homossexualidade:
"Os Sahaabah [companheiros de Maomé] foram unânimes sobre a execução de homossexuais, mas divergiam quanto à forma de como eles deviam ser executados. Alguns deles eram da opinião de que eles deviam ser queimados pelo fogo, que foi o ponto de vista de 'Ali e também de Abu Bakr [ambos foram califas]. E alguns deles pensavam que eles deviam ser jogados para baixo de um lugar alto, e, em seguida, terem pedras jogadas neles. Essa era a visão de Ibn 'Abbaas." 
Já o manual de lei islâmica Umdat al-salik wa al-nasik diz que a punição para a sodomia é o apedrejamento até a morte (lei o12.0). 

De modo que, de novo, não existe diferença entre o Estado Islâmico e os países islâmicos. 


(3.3) Apostasia 

Nós já vimos anteriormente que quando um muçulmano deixa o islão, tornando-se um apóstata, ele comete um crime contra a nação islâmica (a Ummah) cuja punição é a morte. Isso é considerado como uma traição contra a nação islâmica. 

Além disso, os que os governos que usam o islão para legitimar o seu poder têm feito ao longo dos séculos até os dias de hoje é acusar os seus oponentes de apostasia, tornando fácil a sua condenação. 

O Estado Islâmico aplica a punição para a apostasia, por exemplo:
  • Garoto de 17 anos crucificado pelo crime de apostasia (fonte).
  • Activista de direitos humanos Samira Salih al-Nuaimi é presa, torturada e posteriormente morta (fonte).
  • ISIL/ISIS crucificam oito convertidos ao Cristianismo como inimigos acusando-os de apostasia (fonte)
Governos de países islâmicos aplicam a lei islâmica e prendem ou matam ex-muçulmanos, por exemplo: 
  • Mohamed Cheikh Ould Mohamed, blogueiro e ex-muçulmano, é condenado à morte na Mauritânia (fonte)
  • Sudão: mulher grávida enfrenta a morte por deixar o islão e se casar com um não-muçulmano cristão (fonte).
  • Irã: ex-muçulmanos presos ou mortos, a lista é longa: Mostafa Bordbar, Saeed Abedini, Benham Irani, Farshid Fathi Malayeri, Youcef Nadarkhani,... (fonte, fontefonte, fonte, fonte).
  • Na Malásia, a carteira de identidade de uma uma hindu diz que ela é muçulmana, e ela sofre perseguição das autoridades por tentar alterá-la (fonte).
  • No Egipto, Bishoy Boulous, um ex-muçulmano, também tenta mudar a religião expressa na sua carteira de identidade. Por este motivo, ele foi preso (fonte).
O artigo Apostasia explica o raciocínio tortuoso para justificar o assassinato de ex-muçulmanos. Uma lista de exemplos tem sido compilada em Apostasia - Exemplos.

A punição para quem deixar o islão torna o islão semelhante à máfia! 
Maomé disse: "Matem todos aqueles que deixarem a religião" [Bukhari, 9:84:57].
Vale lembrar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu Artigo 18, diz que:
"Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou colectivamente, em público ou em particular."
(3.4) Adultério

O manual de lei islâmica Umdat al-salik wa al-nasik (lei o12.0), diz que a punição para a fornicação é de chicotadas para solteiros, e morte para os casados. Igualzinho aquilo que o Estado Islâmico faz, e igual aquilo que muitos governos de países islâmicos impõem. 

Exemplos do Estado Islâmico: 
  • Jihadistas do Estado Islâmico apedrejam adúlteras até a morte (fonte, fonte)
  • A brutal sequência de fotos mostrando a execução de uma "mulher adúltera" pelo ISIS

Exemplos de governos reconhecidos internacionalmente:
  • Irão se moderniza: pena para adultério deixa de ser apedrejamento. Agora, a pena é o enforcamento (fonte)
  • Arábia Saudita executa homem acusado de feitiçaria e adultério (fonte)
(3.5) Roubo e banditismo

O manual de lei islâmica Umdat al-salik wa al-nasik (lei o14.0), diz que a punição para a roubo é cortar a mão direita se a pessoa roubar a primeira vez, cortar a mão esquerda, o pé direito e por fim o pé esquerdo. Igualzinho aquilo que o Estado Islâmico faz, e igual aquilo que muitos governos de países islâmicos impõem. Isso segue directo do Alcorão 5:33 (cortar as mãos e os pés) e 5:38 (cortar as mãos). 


(4) Além do que é apresentado na Tabela 1, existem outras feições que merecem ser mencionadas

(4.1) Escravidão sexual e casamentos forçados

Essa é um dos mais repugnantes aspectos do islão. Eu discuti isso em Estupro e Escravidão Sexual. A permissão de se ter escravas sexuais vem do exemplo de Maomé. E o Estado Islâmico vem fazendo isso à luz do dia, sem que os grandes nomes do movimento feminista se manifeste: era para estarem botando a boca no trombone! Diariamente!

Maomé foi um estuprador. Maomé incentivou os seus companheiros a estuprarem. E Alá assinou em baixo. Leia Estupro e Escravidão Sexual para o contexto. Leia também sobre o "casamento temporário" que, na situação, é uma forma religiosamente sancionada de estupro.

A base corânica vem do Alcorão 4:3, que se refere às "mulheres que a sua mão direita possuir"; o Alcorão 4:24 proíbe o homem muçulmano de ter sexo com uma mulher já casada, excepto aquelas que a sua "mão direita possuir"; e o Alcorão 33:50 diz claramente quem são as "mulheres que a sua mão direita possuir": elas são aquelas conquistadas como espólio de guerra.

Quer exemplos? Existem muitos, citamos alguns que narram como cristãs e iazidis são vendidas como escravas (fonte), escravizadas sexualmente (fonte), estupradas por vários homens em sequência (fonte), se matando (por exemplo, se atirando em precipícios) pois a morte é uma escolha mais humana (fonte), sendo mortas por não cooperarem (fonte, fonte)), o abuso sexual de meninas pré-puberes (fonte), um horror só.

E isso sem contar que o Estado Islâmico está ordenando a remoção do clítoris das meninas e mulheres, algo comumente chamado de mutilação da genitália feminina (fonte).

Leia aqui um resumo dos "direito das mulheres" sob o islão

(4.2) Imposição rigorosa da vestimenta islâmica para as mulheres

O que o Estado Islâmico faz em termos de obrigar as mulheres a se cobrirem com o niqab (deixando apenas os olhos à mostra) é igualzinho aquilo que fazem a Arábia Saudita e o Irão. 

Na Arábia Saudita, as mulheres são obrigadas a usarem o niqab, passíveis de serem punidas ou espancadas pela "polícia da virtude" (mutauain), ou como chamada oficialmente "Comité para a promoção da virtude e prevenção do vício". No Irão, a "polícia religiosa islâmica" faz o mesmo impondo o chador. Outros países ou regiões também possuem estas patrulhas islâmicas, como a Indonésia, o norte da Nigéria, a Malásia, e a Faixa de Gaza. 

Esta imposição e exemplo do aspecto monocultural do islão vem do Alcorão 9:71:
E (para) os fiéis e as fiéis, eles são guardiões uns dos outros; eles susufruem do bem e proíbem o mal, observam a oração e pagam o zakat, e obedecem a Alá e seu mensageiro; (para) esses, Alá vai mostrar misericórdia para com eles; porque Alá é poderoso, prudentíssimo.
(4.3) Proibir música e expressões artísticas

Música e expressões artísticas são proibidas pela Sharia. Por exemplo, O manual de lei islâmica Sharia Umdat as-Salik wa Uddat an-Nasik diz:
r40.1 Instrumentos musicais devem ser banidos.
- Flautas, instrumentos de corda e similares são condenados.
- Aqueles que ouvirem cantores terão as suas orelhas enchidas com chumbo no Dia do Julgamento.
- Canções criam hipocrisia.
r40.2 É ilegal usar instrumentos musicais ou ouvir o mandolin, alaúde, címbalo e flauta. É permissível tocar o tamborim em casamentos, circumcisões, e outras horas, mesmo que ele tenha sinos nos lados. Bater em tambores é ilegal.
Exemplos 
  • ISIS bane música e impõe o véu em Raqa (al-monitor). (jan 2014)
  • ISIS bane música, desportos e ensino da evolução (week). (out 2014)
  • ISIS queima instrumentos musicais acusando-os de anti-islâmicos (cbc). (fev 2015)
Mas não pense que é "loucura do ISIS", pois isso acontece também em outros lugares:
  • Irão: líder supremo diz que música não condiz com os valores islâmicos (Guardian). 
  • Grã-Bretanha: alunos retirados da aula porque "o islão proíbe instrumentos musicais" (Dailymail). 
  • EUA: imã das duas maiores mesquitas de Sacramento, Califórnia, declara que música foi proibida por Maomé (Sacramento).
  • Grã-Bretanha: patrulha islâmica acaba com festa dizendo que música é proibida (PTI).
Existe uma certa controvérsia quanto à proibição de música e instrumentos musicais. O facto é que quanto mais islamicamente fundamentalista um país ou um muçulmano, música e instrumentos musicais são considerados como anti-islâmicos. 

(4.4) Destruir templos ou símbolos de outras religiões

Este assunto foi apresentado no artigo Obrigação de destruir "ídolos": a jihad islâmica contra a Arte e a História da Humanidade (Islam Q&A), que explica que os companheiros mais próximos de Maomé destruíam símbolos dos outros como uma forma de impor a sua visão religiosa intolerante. O Estado Islâmico vem fazendo isso sistematicamente, destruindo não apenas símbolos religiosos xiítas e cristãos, mas também sítios arqueológicos e artefactos históricos de valor incálculável. 

(4.5) Orações

Não existe diferença entre as orações dos muçulmanos do Estado Islâmico e os demais muçulmanos. Por exemplo, Raymond Ibrahim relata que orações do líder religioso da Mesquita de Safa em Mersa Matruh, que diz que "o califado islâmico vai voltar e que Jerusalém, embora roubada pelas mãos dos judeus, será retomada pelos muçulmanos mais uma vez". O clérigo celebra o ISIS dizendo que "o futuro do islão, a glória dos muçulmanos e a humilhação dos politeístas – o islão está chegando e Alá o fará vitorioso sobre toda a terra". Ele ainda diz que "cabe a todos os muçulmanos comprometerem-se com os costumes do islão, seguir o exemplo do mensageiro de Alá e ser fiel ao livro de Alá e à sua Sunna" – exactamente como o Estado Islâmico (ISIS) está fazendo.


Conclusão

Dentro do exposto, fica muito difícil dizer que o Estado Islâmico não é islâmico ou que os muçulmanos que aderiram e ele não são muçulmanos. Na verdade, tudo o que é feito pelo Estado Islâmico é 100% islâmico e maometano. E tudo com as bençãos de Alá.

Gay sendo açoitado

José Atento in Lei Islâmica em Acção