sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Universidade de Macau: adeus, português?


Aqui está mais um motivo para os portugueses gostarem ainda mais da Região Administrativa Especial de Macau como ela está: o português, que também é língua oficial de Macau a par do chinês conforme ficou consagrado na Declaração Conjunta da Lei Básica, vai deixar de ser língua opcional na Universidade de Macau (UM), passando a fazer parte no Minor de Estudos Portugueses (curso de especialização) já existente, o que significa que vai haver menos alunos a estudar a língua de Camões e professores de português a ir para o desemprego. Apesar da UM ter garantido que a instituição sempre deu grande importância àquela que é a quinta língua mais falada do mundo, a directora do Departamento de Português da UM, Fernanda Gil Costa, mostrou-se descontente com a medida (como é óbvio...), afirmando ao jornal Hoje Macau que desta maneira o português deixou de ser tão importante com o o chinês (há dúvidas em relação a isso? Eu também nunca as tive!) e passou a ficar a par das outras línguas que os estudantes podem estudar na UM. "Só tenho a dizer que o Departamento não foi consultado sobre isso (algo entretanto já desmentido pela UM). Não contribuímos e não houve nenhuma discussão. Não sei qual é o racional que está por detrás, só sei que o resultado é este. Mas sei quais vão ser as consequências", sublinhou. À Rádio Macau, Fernanda Gil Costa frisou que "aquilo que disseram" é que o orçamento para 2016 sofreu cortes: "Suponho que estamos a ser alvo dos cortes – não digo que seremos os únicos –, mas é evidente que, quando me dizem que não posso ter tantas pessoas contratadas à hora para dar turmas de português, vejo isso como um corte da oferta da língua portuguesa".
Meus caros, isto não é senão apenas e só mais um episódio da série Macau sã assi (Macau é assim)! Existe de facto um lóbi anti-Portugal em Macau que contraria a vontade da própria China que faz imensa questão de ver o português a florescer na antiga colónia portuguesa - a China tem todo o interesse em cooperar com o mundo lusófono e a procura pelo ensino do português tem aumentado e muito na mainland. Fala-se muito aqui em Macau da necessidade de formar mais bilingues quando na verdade não há vontade para que eles surjam - a não ser do outro lado de lá da fronteira. Mas também que interessa isso? A UM não vale um corno mesmo... É por isso que a uma grande maioria dos alunos da UM são mainlanders, quem sabe para um dia virem a mandar por cá...

2 comentários:

wind disse...

Bom fim de semana:)

FireHead disse...

Bom fim-de-semana também para ti. Não tem dado para vir aqui aceitar comentários e comentar também porque andei a trabalhar este fim-de-semana. :/