segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Qual é o problema da cor da pele?

Eu cresci em Moçambique, lá no interior norte, entre os macuas, em uma pequena aldeia chamada Malema, a meio caminho entre Nampula e Cuamba. A minha mãe era professora primária no tempo de Salazar, e a turma da escola onde eu aprendi a ler e a escrever tinha muito mais pretos do que brancos.

Habituei-me a comer xima com peixe seco, todos os dias, directamente com as mãos, na companhia dos pretos. Para mim, “preto” não é insulto: é uma característica física, como por exemplo “olhos castanhos”, “olhos azuis”, e “cabelo carapinha” são características da pessoa. Preto é preto, chinês é amarelo, índio é vermelho, branco é branco ou moreno dependendo da zona da Europa, mulato é mulato e a mulata é a melhor mulher do mundo, etc... 

A minha experiência diz-me que o racismo é um problema cultural, e não propriamente da cor da pele. É um problema de enquistamento das culturas que o multiculturalismo politicamente correcto alimenta. A pior forma de racismo é a que alimenta o enquistamento de culturas em uma mesma sociedade, ou seja, é o multiculturalismo defendido pela Esquerda. Não há pior racista do que o esquerdista. 

Devemos pensar que Francisca Van Dunem é Ministra de Portugal porque é competente, e não por ser negra. Seria inimaginável que, por exemplo, um ministro de Moçambique fosse ministro por ser branco: seria eventualmente ministro porque seria competente. Este paternalismo de Esquerda em relação às diferenças físicas das pessoas, mete nojo; é de facto uma forma sofisticada de racismo. 

E não devemos confundir as características físicas naturais de uma pessoa, por um lado, com o seu comportamento, por outro lado. 

Quando a Esquerda compara um preto com um gay, essa comparação é de facto um insulto para os pretos. O preto nasceu preto, e trata-se de um facto da Natureza, assim como é um facto da Natureza que um chinês nasceu amarelo, ou um português nasceu moreno. Mas um gay não nasceu gay; o gay toma no cu porque quer.


2 comentários:

Ivan Baptista disse...


O autor do artigo tem razão, o comportamento nada teem a ver com as características físicas Naturais de uma pessoa .

Agora, um gay não nasceu gay porque se gosta de anal é por que quer ?
Isso então quer dizer o quê ? Que isso se aprende a ver filmes para adultos ? E então e os casais hétero que praticam anal ?
Confesso que gosto muito de ver esses filmes e, vejo-os ( alguns ) como sendo arte .
Mas fónix, mas ainda há gente que acredita naquilo ?
Não me venham dizer que quem vai ao outro é que é MACHO
Porque se virem um rabo cheio de pelos e com uma mangueira maior que a vossa.. não sei se ficariam cheio de tuza :O
Bom, com imaginação e talvez .. algum esforço !
Poder até pode, só que não é bem a mesma coisa :(

FireHead disse...

Parece que já nos tempos dos gregos e dos romanos pagãos também havia muita paneleiragem em sinal de macheza. Até nisso querem que haja uma recuperação para as nossas sociedades. É a treva.