quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Não há carne halal na SPAR


Na Áustria, a cadeia holandesa de supermercados SPAR quis implementar a venda de carne halal, que é, como todos já sabemos, carne de animais abatidos de acordo com o ritual bárbaro islâmico para que os muçulmanos a possam consumir, mas teve que recuar na decisão devido à pressão popular. Através da Internet, muitas pessoas, entre elas defensores dos direitos do animais, protestaram contra a medida e uma delas chegou a escrever o seguinte: "Não iremos aceitar porcaria muçulmana no nosso país. Esta é a nossa cultura e não pode tornar-se subordinada a uma minoria ideológica bárbara". A SPAR reagiu igualmente na Internet, afirmando-se "triste e chocada" a respeito do tom das discussões. A sua porta-voz, Nicole Berkman, assegurou que a protecção dos seus empregados é de grande importância, pelo que tornou-se necessário acabar com a experiência. Os defensores dos direitos dos animais afirmam que o método halal é desnecessariamente cruel, o que é a mais pura das verdades, pois conforme o abate halal todo o sangue tem de ser escoado do corpo do animal e, para isso, corta-se a jugular do animal com uma faca, enquanto se pronuncia uma «oração», proibindo assim que se atordoe/anestesie o animal antes do abate, como é obrigatório em países como a Dinamarca, a Suécia, a Noruega, a Islândia e a Suíça. A título de curiosidade, o Reino Unido recusa-se ainda a alterar a sua legislação nesse sentido e a Nova Zelândia é um dos maiores exportadores de carne halal: 70% da carne de carneiro neste país tem certificado halal.
Onde é que os tipos da SPAR andavam com a cabeça? Na Arábia Saudita?

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