quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

«Matar os apóstatas não é uma violação dos direitos humanos»


É isto que garante um destacado muçulmano malaio, Mohd Aizam Mas'od, do Departamento de Desenvolvimento Islâmico. Matar os apóstatas, isto é, as pessoas que deixam o islão, é legítimo para defender o islão. O artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos dos Homens (DUDH), que afirma que toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião, contraria, defende Mohd, o primeiro propósito defendido pelo islão (maqsad) que é preservar a religião. Assim sendo, se os muçulmanos puderem tanto abraçar como abandonar a religião livremente então os direitos dos muçulmanos de preservarem a sua religião foram violados.
"A regra islâmica definiu que abandonar a religião ou tornar-se apóstata é um grave crime e que a pessoa tem de ser julgada e castigada. O acto de apostasia envolve interesse público, especificamente de honrar a religião e os muçulmanos em geral. Como tal, não é apenas uma questão de direitos individuais que está em causa. Ninguém pode acusar o islão de violar os direitos individuais de escolher a religião. Não é verdade que a DUDH de 1948 foi estabelecida com base na protecção do público antes do individual? Se aos direitos dos indivíduos for dada prioridade cimeira, então porque é que os governos em todo o mundo emitem legislação para os seus países? Não é porque a legislação é formada para restringir a liberdade individual que é definida por lei como mau procedimento? A lei islâmica definiu a apostasia como crime; por conseguinte, não pode (a apostasia) fazer parte da lista dos direitos humanos individuais! Isto é uma questão da sacralidade da doutrina religiosa. Se seguidores doutra religião forem contra a crença e doutrina da sua religião, não ficarão ofendidos o resto dos seguidores?", questionou Mohd que conclui que "é direito de todos os muçulmanos proteger o sagrado da sua religião. (...) A apostasia é um dos crimes mais graves, de acordo com o islão. Como tal, a apostasia não é um direito, está proibida pelo islão. Por conseguinte, qualquer apóstata que se negue a arrepender-se deve ser castigado. (...) Se insiste em desafiar e insiste em apostatar, o final é uma pena de morte por motivos de hirabah (al-qatlu hirabatan - ataque aos fundamentos da religião). Isto significa que os apóstatas não são executados devido à sua infidelidade, mas sim por hirabah".
Há quem diga que a Malásia é um país muçulmano "moderado", seja lá o que é que isso quer dizer...

2 comentários:

wind disse...

Eles não sabem o que dizem:)

FireHead disse...

Pelo contrário, sabem perfeitamente o que dizem.