segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Eleições espanholas: déjà vu?


Os eleitores espanhóis decidiram reeleger o primeiro-ministro Mariano Rajoy, do PP, mas este ganhou sem maioria absoluta, tal como aconteceu com Pedro Passos Coelho em Portugal. Portanto parece que não adianta nada o primeiro-ministro espanhol agora fazer como José Sócrates e dizer que "Quem ganha as eleições é quem deve tentar formar governo" porque os grandes perdedores das eleições, os partidos esquerdistas (PSOE, Podemos e Ciudadanos), podem ir para o poleiro se se unirem, como aconteceu aqui na Tugalândia. O líder do Podemos (irmão gémeo do Bloco de Esterco e do Syriza que já aprovou mais austeridade na Grécia [ah, mas que importa isso?]), Pablo Iglesias, vibrou com o resultado falando de uma "nova era política" numa Espanha "plurinacional", pois parece que venceu as eleições ficando em terceiro lugar. Uma coisa, no entanto, pode vir a ser decisiva: a posição dos socialistas. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, ao contráro do súcia António Costa que já começou a fazer merda por cá em tão pouco tempo no poder, reconhece que o partido mais votado é que deve governar. Ainda assim, considera que começou uma "nova etapa política em Espanha" e que "tem que se iniciar um novo processo de diálogo" com o PSOE.
A Península Ibérica já deve ter atingido o ponto político mais baixo de que há memória desde que existe a democracia, ou algo parecido com isso. Nos dias de hoje os derrotados são os que festejam e os que vencem levam as mãos à cabeça. E o que não deixa de ser engraçado é a gritante dualidade de critérios: o crescimento de partidos como o Bloco de Esterco ou o Podemos são enaltecidos, já o de partidos como a Frente Nacional ou o UKIP são demonizados. A maneira como se vê o extremismo varia conforme a direcção (esquerda ou direita). Dois pesos e duas medidas, enfim.

2 comentários:

Ivan Baptista disse...



O P(h)odemos é irmão gémeo do bloco de esterco e do syriza.
E em Espanha tal como cá em Portugal, já se fabricam políticos a torto e direito .
Portanto, ser-se politico é uma profissão com futuro, venham dai mais maçons :O)

FireHead disse...

Sim e na Grécia o Syriza aprovou recentemente mais austeridade. Hoje vi nas notícias que o PCP vai chumbar uma proposta do PS e o BE remeteu-se ao silêncio. As coisas já começam a aquecer.