quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Destaques de 2015

Janeiro


Um atentado terrorista islâmico contra a redacção da revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, resultou na morte de 12 pessoas, entre elas o director da mesma, o cartoonista Stéphane Charbonnier. O ataque foi realizado para vingar o «profeta» Maomé e levou à criação de um movimento, efémero, conhecido por Je suis Charlie, em solidariedade para com todas as vítimas da liberdade de expressão.

Fevereiro


O jovem co-piloto alemão Andreas Lubitz fez precipitar um avião da Germanwings contra os Alpes franceses, matando 150 pessoas. Os principais média disseram que ele sofria de perturbações, mas não fizeram questão de informar o pessoal que ele era um recente convertido ao islão como se uma coisa não tivesse nada a ver com a outra. O facto é que o sucedido foi festejado por muitos muçulmanos nas redes sociais.

Março


Acabou o jardinismo na região autónoma da Madeira: ao fim de 37 anos na presidência do governo do arquipélago, Alberto João Jardim pôs o seu lugar à disposição e Miguel Albuquerque foi ocupá-lo depois de mais uma inequívoca vitória do PSD madeirense nas eleições locais.

Abril


Um sismo de 7,8 na escala de Richter provocou mais de 8000 mortos no Nepal, na Índia, no Bangladesh, no Paquistão e também na China, sendo o Nepal o país mais afectado. Tratou-se do sismo mais violento dos últimos 81 anos, ao qual se seguiu um outro de magnitude 7,3 em Maio, o que levou o governo nepalês a decretar o estado de emergência e, para além do elevado número de vítimas, muito património cultural da humanidade foi também destruído.

Maio


Depois de longos 31 anos, o Benfica sagrou-se finalmente bicampeão nacional. Além disso conquistou também a Taça da Liga e a Supertaça Cândido de Oliveira, o que lhe deu um triplete tal como tinha acontecido na época anterior. No mês seguinte, o treinador Jorge Jesus trocou o clube, que treinava já há seis anos, pelo clube do seu coração, o Sporting.

Junho


O Supremo Tribunal dos Estados Unidos da América aprovou o «casamento gay» em todos os Estados do país. Os Estados Unidos da América puderam assim deixar a fama de serem ainda um país conservador para passarem a ser mais um aspirante a Sodoma e Gomorra sem mesmo se ter feito um referendo à população para saber se a maioria quer ou não que os gays se «casem». Ainda sou do tempo em que se ouvia dizer que, em termos de democracia, os Estados Unidos davam uns 10-0 à Europa.

Julho


Não se deu o Grexit, ou seja, a Grécia acabou por não sair da zona Euro. Foi acordado um terceiro pacote de ajudas ao país governado pelo Syriza, um partido de extrema-esquerda irmão gémeo do Bloco de Esquerda e do Podemos. O seu líder, Alexis Tsipras, prometeu ao povo grego acabar com a austeridade mas acabou por aprovar ainda mais austeridade.

Agosto


O Verão de 2015 foi um dos piores Verões de sempre em Portugal no que diz respeito aos incêndios florestais. Segundo o comandante operacional nacional, José Manuel Moura, houve um valor de incêndios superior à média dos últimos 12 anos.

Setembro


A foto do menino curdo sírio Aylan Kurdi, de apenas três anos, morto numa praia turca quando tentava fugir para a Grécia começou a circular ad nauseam nos meios de comunicação social e na Internet simbolizando o fenómeno que ficou conhecido como a crise dos refugiados, a mais grave crise migratória desde a II Grande Guerra e que está ainda a prejudicar e muito a Europa. O único sobrevivente da família Kurdi foi o pai da criança, Abdullah, que admitiu que queria fugir para a Grécia e depois seguir viagem para o Canadá para poder usufruir de um tratamento dentário gratuito.

Outubro


Nas eleições legislativas, o povo português elegeu a coligação PSD/CDS-PP 'Portugal à Frente', o que foi uma prova cabal de que os eleitores portugueses preferiam a continuação do governo de Pedro Passos Coelho, apesar de se ter verificado também a maior abstenção de sempre. O governo acabou, no entanto, por ir abaixo depois de ter surgido uma inédita união dos partidos esquerdistas com representação parlamentar e que são contraditórios entre si para colocar, constitucionalmente, António Costa no poder.

Novembro


O ano de 2015 quase que acaba como praticamente começou, com mais um acto terrorista islâmico em Paris. Uma série de ataques terroristas ocorridos no dia 13 de Novembro na capital francesa contra o teatro Bataclan e no Estádio de França provocou a morte a mais de 130 pessoas, o que levou o presidente socialista francês, François Hollande, a decretar o estado de emergência, controlar novamente as fronteiras do país e retaliar militarmente contra o Estado Islâmico, que reclamou a autoria dos atentados.

Dezembro


No seguimento dos atentados de Paris, e depois de uma retumbante vitória na primeira volta nas eleições regionais francesas, a Frente Nacional (FN) de Marine Le Pen foi varrida na segunda volta, não conquistando uma única das 13 regiões do país. O partido vitorioso foi o UMP de Nicolas Sarkozy, que se aproveitou do sacrifício dos socialistas que preferiram ver o UMP vencer do que a FN, táctica já anteriormente usada nas eleições presidenciais de 2002 entre o corrupto Jacques Chirac e o pai da Marine, Jean-Marie Le Pen. Ainda assim, triplicaram os votos na FN. É tudo apenas uma questão de tempo até a FN chegar ao poder.

2 comentários:

Fatyly disse...

Já agora onde fica o destaque das coisas tão boas que aconteceram para além do feito do teu Benfica? Para ti foi a única coisa positiva de 2015?

Em Dezembro eu faria o realce da imagem que tiraste dentro do avião, ansioso de abraçares os teus:)

Um abraço

FireHead disse...

Que coisas tão boas são essas que tu falas, diz-me aí?

Sim, mas eu não uso este blogue como um diário para falar de mim e das minhas peripécias. Como tu sabes, eu não me exponho aqui, e mesmo no meu outro blogue, o FireHead's Blog, eu sou muito reservado. :)

Beijinhos.