domingo, 29 de novembro de 2015

«Perdoei o meu pai e ouvi a sua confissão»


O padre equatoriano Luis Alfredo León Armijos, de 41 anos e pároco de San José, em Loja, no Equador, é fruto de uma violação. Em entrevista à ACI Prensa, o sacerdote disse que a sua mãe, María Eugenia Armijos, trabalhava como empregada doméstica para ajudar a família. Tinha apenas 13 anos quando "o dono da casa, aproveitando que ela estava sozinha, estuprou-a e deixou-a grávida". Rejeitada pela sua própria família, María foi pressionada para abortar, o que a levou a fugir para a cidade de Cuenca, onde nasceu Luis. Depois de um tempo, María regressou à cidade de Loja onde trabalhava e juntou-se ao homem que a tinha violado, que acabou por reconhecer Luis como filho. "Tiveram outros três filhos, mas a minha relação com ele era distante", explicou. Aos 16 anos, Luis foi convidado a participar na Renovação Carismática Católica onde teve o seu primeiro "encontro com Cristo". Aos 18 decidiu entrar no seminário e foi ordenado aos 23 com uma autorização especial do bispo por ser demasiado novo. Dois anos depois da separação dos seus pais, María contou a verdade a Luis, o que provocou uma enorme revolta nele, mas logo percebeu que "Deus lhe permitia ser sacerdote para perdoar, não para julgar". Anos mais tarde, o sacerdote recebeu uma chamada do seu pai, que ia ser submetido a uma cirurgia, e, com medo, pediu para confessar os seus pecados e ser perdoado. "Você pode chegar a conhecer a sua própria história e acabar odiando a sua vida. Pode julgar Deus, como eu fiz. Mas descobri que o amor de Deus esteve sempre comigo e cuidou de mim. O que sinto agora é gratidão. A própria vida é um presente especial de Deus", concluiu.

Ser padre é ser abençoado e verdadeiramente escolhido por Deus. Sem dúvida nenhuma, somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar como somente um pai pode fazer (Pe. Osvaldo de Oliveira Rosa).

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