sábado, 28 de novembro de 2015

Dois artigos muito pertinentes e inconvenientes sobre os migrantes e os refugiados na Alemanha

Alemanha: candidatos a asilo fazem exigências

Candidatos a asilo estão a incrementar o uso de tácticas como greve de fome, acções judiciais e ameaças do uso de violência na tentativa de forçar as autoridades alemãs a aceitarem uma série cada vez maior de exigências. 

Muitos migrantes, insatisfeitos com as condições de vida nos abrigos para refugiados da Alemanha, estão exigindo que lhes sejam fornecidos imediatamente casas ou apartamentos. Já outros estão furiosos porque os burocratas alemães estão demorando muito para processarem os seus pedidos de asilo. E há também os descontentes em relação aos atrasos quanto a obtenção dos estipêndios da assistência social. 

Embora a maioria dos candidatos a asilo na Alemanha tenham um tecto para se abrigar, recebem três refeições por dia, bem como roupas e assistência médica, tudo gratuitamente, muitos ainda exigem: mais dinheiro, camas mais confortáveis, mais água quente, mais comida típica dos seus países de origem, mais instalações recreativas, mais privacidade e, como não podia deixar de ser, as suas próprias moradias. 

Segundo estimativas do governo, a Alemanha irá receber nada menos que 1,5 milhão de candidatos a asilo em 2015, incluindo 920.000 somente no último trimestre de 2015. Este número equivale praticamente ao dobro da estimativa anterior, realizada no mês de Agosto desse ano, que projectava 800.000 candidatos a asilo para todo o ano de 2015. A título de comparação, a Alemanha abrigou 202.000 pessoas nos doze meses de 2014. 

Considerando que os abrigos para refugiados espalhados pelo país já atingiram a sua capacidade máxima e que mais de 10.000 novos migrantes ingressam na Alemanha todos os dias, a Alemanha luta para cuidar de todos os recém-chegados, muitos dos quais mostram ser hóspedes impacientes e mal-agradecidos. 

Em Berlim, 20 candidatos a asilo processaram a Agência Estatal da Saúde e Bem-Estar Social (Landesamt für Gesundheit und Soziales, Lageso) na tentativa de forçar as autoridades locais a acelerarem o pagamento dos benefícios do bem-estar social. 

Berlim espera receber 50.000 candidatos a asilo em 2015. Os contribuintes alemães irão desembolsar 600 milhões de euros para custear a subsistência deles. 

Também em Berlim, mais de 40 migrantes, na sua maioria do Paquistão, tomaram o controle do observatório da torre de televisão da cidade exigindo suspensão das deportações, emprego e fim da residência compulsória (Residenzpflicht), um requisito legal dispondo que os candidatos a asilo residam em determinadas áreas, definidas pelas autoridades da imigração. Mais de 100 policias foram enviados à torre de televisão para retirar os manifestantes. Após serem interrogados, foram libertados.

A polícia informou que não foi cometido nenhum crime pelo facto de os migrantes terem comprado ingressos para visitarem o observatório, que fica a uma altura de aproximadamente 200 metros acima da capital alemã. 

No distrito de Kreuzberg em Berlim, mais de 400 migrantes, na sua maioria procedentes de África, ocuparam uma escola abandonada porque não queriam mais viver em tendas na praça ao lado. Quando 900 polícias chegaram para desocupar o edifício, alguns migrantes atiraram gasolina para o interior do prédio da escola e ameaçaram atear fogo a si mesmos, enquanto outros ameaçavam saltar do telhado. "No momento estamos negociando com as autoridades locais sobre o que fazer", segundo declarou um migrante sudanês chamado Mohammed. "Não arredaremos pé até que as nossas exigências sejam atendidas (emendar as leis de asilo da Alemanha de modo que eles possam permanecer no país)". 

Em Dortmund, 125 migrantes queixaram-se das "catastróficas condições" nas dependências do ginásio de desportos de Brügmann, que agora tem a função de abrigar refugiados. A lista de reclamações inclui: comida ruim, camas desconfortáveis e falta de chuveiros. 

Poucas horas após chegarem à municipalidade de Fuldatal, 40 candidatos a asilo procedentes do Afeganistão, Paquistão e Síria começaram a queixar-se sobre as condições existentes no abrigo e exigiram que lhes fossem entregues as suas próprias moradias. O coordenador regional para refugiados Hans-Joachim Ulrich, disse que os migrantes estão indo para a Alemanha com expectativas fora da realidade. "Traficantes de seres humanos e os média na terra natal dos refugiados estão fazendo promessas que não correspondem à realidade", segundo ele. 

Em Hamburgo, mais de 70 candidatos a asilo iniciaram uma greve de fome na tentativa de pressionar as autoridades locais a fornecerem-lhes melhores moradias. "Estamos em greve de fome", declarou o refugiado sírio Awad Arbaakeat. "A cidade mentiu-nos. Ficámos chocados quando aqui chegámos". Os migrantes dizem que estavam furiosos porque tiveram que dormir num grande armazém em vez de apartamentos privativos. Em Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, as autoridades afirmam que não há mais apartamentos desabitados. 

Também em Hamburgo, mais de 100 migrantes aglomeraram-se em frente à câmara municipal para protestar contra a falta de aquecimento nos seus abrigos. As autoridades municipais afirmam que foram apanhadas de surpresa pelo frio fora de hora e que todas as tendas serão equipadas com aquecimento antes do Inverno. Segundo o presidente da câmara de Hamburgo, Olaf Scholtz, cerca de 3.600 migrantes passarão o Inverno deste ano em tendas devido à escassez de moradias na cidade. 

De acordo com as autoridades de Hamburgo, 35.021 migrantes ingressaram na cidade nos primeiros nove meses de 2015. Nesse mesmo período, a polícia de Hamburgo foi enviada para os abrigos para refugiados mais de 1.000 vezes, incluindo 81 vezes para controlar tumultos, 93 vezes para investigar agressões físicas e assédio sexual e 28 vezes para impedir que migrantes cometessem suicídio. 

Enquanto isso, um documento confidencial vazado para o jornal alemão Bild revela que o Departamento Estadual de Trânsito de Hamburgo (Hamburger Verkehrsverbund, HVV) determinou que os responsáveis pela fiscalização das passagens "façam vista grossa" sempre que encontrarem migrantes fazendo uso do transporte público sem as devidas passagens. A medida tem como objectivo proteger o HVV da "má publicidade". 

Segundo o documento vazado, os fiscais deviam ser tolerantes com os candidatos a asilo porque muitos migrantes são "vítimas de falsificadores profissionais de bilhetes" e outros "mal têm conhecimento" da estrutura tarifária do HVV. 

O especialista em meios de transporte da União Democrata Cristã (CDU) Dennis Thering, disse que a política do HVV não pode continuar como está. "Essa política de vista grossa tem que acabar. Em Hamburgo é possível adquirir bilhetes do HVV com desconto, esse desconto é concedido especialmente para aqueles que recebem benefícios segundo a Lei de Benefícios para Candidatos a Asilo". Cada refugiado recém-chegado recebe uma mesada de 149 euros, todos os meses. Isso inclui 25,15 euros especialmente destinados a aquisição de bilhetes para transporte. 

Na cidade de Halle, quatro seguranças ficaram feridos ao tentarem impedir que uma multidão de candidatos a asilo de África e da Síria entrassem no gabinete de bem-estar social da cidade antes do expediente. Os migrantes que lá se encontravam para receber o pagamento de benefícios ficaram furiosos quando parecia que outros migrantes estavam cortando a fila. Mais tarde ficou claro que alguns migrantes estavam lá por outras razões e por isso não deveriam entrar naquela fila. 

Em Munique, 30 migrantes iniciaram uma greve de fome para protestar contra os alojamentos colectivos nos abrigos para refugiados. Dois deles foram levados à pressa para o hospital após desmaiarem. "O estado de direito não pode aceitar ser chantageado", afirma Marcel Huber um político da Baviera. "Para esse tipo de atitude, a nossa tolerância é zero". 

Em Nuremberga, seis migrantes do Afeganistão, Etiópia e Irão iniciaram uma greve de fome para protestar contra a rejeição de seus pedidos de asilo. Os grevistas, que estão alojados já há alguns meses em tendas no centro da cidade de Nürnberg, exigem conversar com as autoridades locais. Os pedidos de asilo foram rejeitados há seis anos, mas eles ainda estão na Alemanha. 

Em Osnabrück, um candidato a asilo da Somália venceu uma acção judicial contra a Agência Alemã para Migrantes e Refugiados (Bundesamt für Migration und Flüchtlinge, BAMF) por demorar muito para processar o seu pedido de asilo. O juiz determinou que a BAMF tome uma decisão sobre o seu pedido de asilo no máximo em três meses ou então lhe forneça uma compensação financeira. 

O homem disse que estava aguardando há 16 meses uma resposta da BAMF. Em sua defesa a BAMF disse estar no momento com um acúmulo de 250.000 pedidos não processados e espera que esse número vá disparar à medida que mais candidatos a asilo forem ingressando na Alemanha. 

Um porta-voz do tribunal afirmou que a decisão abre um precedente e que provavelmente mais candidatos a asilo entrarão com acções judiciais contra a BAMF num futuro próximo. 


Em Walldorf, uma cidade do Estado de Baden-Württemberg, um grupo de migrantes exigiu que as autoridades locais providenciassem imediatamente apartamentos privativos porque eles estavam cansados de viver num abrigo para refugiados juntamente com outros 200 candidatos a asilo. O líder do grupo, um refugiado de 46 anos de idade da Síria, disse que esperava mais da Alemanha. Já está mais do que na hora dos alemães começarem a "tratar-nos como seres humanos", disse ele. 

Dando acompanhamento às reclamações, autoridades locais e estaduais inspeccionaram o abrigo e constataram que ele estava em condições "totalmente aceitáveis", com espaços reservados para maior privacidade, além de comida e roupas à vontade. 

Em Wetzlar, uma cidade no estado de Hesse, migrantes ameaçaram iniciar uma greve de fome na tentativa de forçar as autoridades locais a transferi-los para uma habitação permanente. As autoridades locais disseram que os atrasos se deviam a uma quarentena depois de vários migrantes terem sido diagnosticados com Hepatite A. 

Em Zweibrücken, 50 candidatos a asilo procedentes da Síria iniciaram uma greve de fome para protestar contra o ritmo lento no processo de aprovação dos pedidos de asilo. "Nós temos condições de aceitar as condições de vida nos campos de refugiados, contudo, precisamos de esperança", disse um deles. As autoridades locais disseram que houve um colapso no processo de aprovação devido ao enorme número de pedidos. Candidatos a asilo também entraram em greve de fome em Birkenfeld, Böhlen,Gelsenkirchen, Hannover, Walheim e Wittenberg. 

Enquanto isto, professores na Gemeinschaftsschule St. Jürgen, uma escola primária na cidade de Lübeck localizada no norte da Alemanha, determinaram que alunos do oitavo ano passassem uma manhã no campo de refugiados local e "ajudassem" os migrantes fazendo as suas camas, separando as suas roupas e trabalhando na cozinha. 

Alguns pais queixaram-se de que estão pedindo aos seus filhos que tragam presentes e alimentos para os refugiados, que já estão recebendo auxílio financiado pelos contribuintes alemães. Uma senhora salienta: "às vezes eu nem sequer sei como fazer para colocar comida na minha própria mesa". 

Outra senhora assinala: "isto está indo longe demais. Espera-se que os alunos façam as camas e façam a limpeza em abrigos para refugiados. Estão mandando que o filho de 14 anos de idade de um amigo meu faça esse trabalho!!! Não sou nenhum agitador, sou tolerante, mas isto está indo longe demais. Há um novo curso nas escolas de Lübeck chamado: escravidão??? 

O director da escola Stefan Pabst disse que a reacção negativa é uma "catástrofe". Disse que fazer com que as crianças trabalhassem num abrigo para refugiados é a melhor maneira de elas "compreenderem o comportamento social". A revista alemã Stern mostrou-se contrariada alegando que os pais que discordavam da ideia de as crianças trabalharem em abrigos pertenciam a "círculos da direita" e que estavam "espalhando slogans absurdos". 

Em Bad Kreuznach, uma família de candidatos a asilo da Síria marcou um encontro para avaliar um imóvel de quatro quartos para alugar, mas a dita família recusou-se a visitar a casa porque a profissional era do sexo feminino. Aline Kern, a correctora, conta que: 

"Um dos homens que falava um Alemão macarrónico, disse que não estavam interessados em ver o imóvel porque eu era uma mulher, loira e também porque eu olhava nos olhos deles. Que era um despropósito terem enviado uma mulher. A minha empresa deveria ter enviado um homem para mostrar o imóvel. 

"Fiquei perplexa. Queremos ajudar e somos desprezados, indesejados no nosso próprio país". 

Em Idar-Oberstein, uma cidade do Estado de Rhineland-Palatinate, um imã de um abrigo para refugiados recusou-se a apertar a mão de Julia Klöckner, uma autoridade pública que visitava o abrigo porque se tratava de uma mulher. Depois de Klöckner, vice-presidente da União Democrata Cristã (CDU), ter compartilhado com a revista alemã Focus o que tinha passado, recebeu mais de 800 e-mails de mulheres do país inteiro retratando como também elas tinham já sido maltratadas por migrantes muçulmanos. 

Klöckner está a exigir que a Alemanha aprove uma nova lei que obrigue migrantes e refugiados a integrarem-se na sociedade alemã. Disse o seguinte: "precisamos de uma lei de integração. O nosso país é livre e liberal. Se desistirmos dos fundamentos da nossa liberalidade, iremos acordar num país diferente". 

Klöckner insiste que os migrantes devem ser informados sobre "as regras do jogo" na Alemanha, já no primeiro dia que chegam ao país. "É necessário que aqueles que querem aqui ficar estejam cônscios, desde o primeiro dia, que devem aceitar e saber que neste país as religiões coexistem pacificamente e que não é aceitável o uso da força para resolver conflitos", disse ela. 

Uma mulher contou como homens muçulmanos cortaram a fila, repetidas vezes, numa caixa de supermercado. "Enquanto eu fazia as compras num supermercado alemão, foi-me mostrado que eu era cidadã de segunda classe", assinalou. Numa ocasião, um muçulmano adulto com um carrinho repleto de mercadorias furou a fila bem na frente dela. Num alemão macarrónico disse o seguinte: "eu homem. Você mulher. Eu primeiro". Noutra ocasião, um jovem muçulmano deu uma cotovelada numa mulher enquanto furava a fila à frente dela. "Quando eu lhe disse que o deixaria passar à frente se ele me pedisse, a sua irmã informou-me que os rapazes não precisam de pedir nada, exigem e ponto final". 

Uma professora de uma escola vocacional salienta: "os alunos mais problemáticos são os jovens do sexo masculino, que não admitem a autoridade das professoras e que fazem algazarras durante as aulas". 

Uma mãe reporta que quando visitava a escola da filha aproximou-se de uma mulher, refugiada, toda coberta por um véu e perguntou se ela poderia ajudá-la. "Um homem vestindo um fato impecável e barba por fazer, parecendo ter saído de uma revista de moda da Hugo Boss, aproximou-se e disse: "a minha esposa não fala a língua dos impuros". Quando perguntei quem aqui era impuro, ele respondeu que era eu. Eu perguntei-lhe o que queria isso dizer. Respondeu que não era nada pessoal contra a minha pessoa, isto porque todos os alemães são impuros e que a esposa dele não deve falar o idioma dos impuros, para que ela possa permanecer pura". 

Em Berlim, mais de 150 jovens migrantes do norte da África e da Europa Oriental têm como ocupação, em período integral, arrancar bolsas dos transeuntes e roubar carteiras. Também conhecidas como klau-kids (crianças ladras), publicam posts dos produtos dos seus roubos (smartphones, laptops, óculos escuros de grife) na Internet, provavelmente para provocar a polícia. Um garoto de 16 anos de idade conhecido como Ismat O. foi detido mais de 20 vezes sob suspeita de roubo, mas foi libertado todas as vezes. Walid K. foi detido mais de 10 vezes, também sempre foi libertado. 

De acordo com o director do sindicato de polícia de Berlim Bodo Pfalzgraf, "não dá para entender que criminosos contumazes deste tipo não sejam mantidos em prisão preventiva". A polícia diz que os jovens são libertados porque os juízes alemães não estão preparados para emitir mandados de prisão para pequenos delitos como roubos de bolsas. E por enquanto, os jovens só podem ser deportados se tiverem sido sentenciados a pelo menos três anos de prisão. 

Na Baviera, a Câmara de Comércio de Munique (Handwerkskammer München und Oberbayern) reportou que 70% dos migrantes do Afeganistão, Iraque e Síria que participaram de programas para trainees não completaram o estágio. Normalmente a desistência média é de 25%. Segundo o director da câmara Lothar Semper, muitos migrantes mais jovens acreditam que estão acima dos programas de aprendizado. "Temos que dedicar um esforço descomunal para convencer os jovens a ingressarem num programa de aprendizado", disse ele. "Muitos alimentam a expectativa de rapidamente ganharem muito dinheiro na Alemanha".


Alemanha: onda de crimes praticados pelos migrantes, polícia capitula

Os candidatos a asilo estão a contribuir para a escalada de crimes violentos por toda a Alemanha. No entanto as autoridades alemãs estão a minimizar o desrespeito à lei, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração. 

Um relatório confidencial da polícia, vazado para uma revista alemã, revela que 38.000 candidatos a asilo foram acusados de cometerem crimes no país em 2014, um recorde. Os analistas acreditam que este número, que corresponde a mais de 100 crimes a cada dia, é apenas a ponta do icebergue, já que muitos crimes não são esclarecidos nem reportados. 

A actual disparada na criminalidade, incluindo estupros, assédio sexual e agressões físicas, esfaqueamentos, invasões de domicílios, saques, arrombamentos e tráfico de drogas, vêm acompanhados também com o número recorde de entrada de refugiados de África, Ásia, Médio Oriente Balcãs Ocidentais. 

De acordo com um documento confidencial obtido pelo jornal alemão Bild, o governo já estima que a Alemanha irá abrigar cerca de 1,5 milhão de candidatos a asilo em 2015, incluindo aí os 920.000 que entraram no último trimestre de 2015. Este número equivale praticamente ao dobro da estimativa anterior, realizada no mês de Agosto desse ano, que projectava 800.000 candidatos a asilo para todo o ano de 2015. A título de comparação, a Alemanha abrigou 202.000 pessoas nos doze meses de 2014. 

O documento alerta que considerando a reunificação de famílias, o número de candidatos a asilo poderá atingir mais de sete milhões, com base na suposição de que os indivíduos cujos pedidos de asilo serão aprovados, irão subsequentemente fazer ingressar de quatro a oito membros da família, em média, na Alemanha. 

Paralelamente, as autoridades alemãs agora estimam que pelo menos 290.000 migrantes e refugiados entraram no país sem que fossem registados, cujo paradeiro é desconhecido. 



Tendo em vista que mais de 10.000 novos migrantes entram na Alemanha por dia, observadores alertam que a criminalidade vai com certeza tornar-se numa bola de neve. Os especialistas dizem que muitos destes imigrantes jamais se integrarão na sociedade alemã, pelo facto de não possuírem os mínimos requisitos básicos para encontrarem trabalho no país. Alguns alertam sobre o perigo da criação de sociedades paralelas espalhadas pela Alemanha, nas quais migrantes preguiçosos são sustentados por uma mistura volátil de auxílios da assistência social, financiados com dinheiro dos contribuintes e através do crime. 

Os migrantes estão a tornar-se cada vez mais indisciplinados no que tange ao desrespeito às leis alemãs. Por exemplo, em 11 de Setembro, dois candidatos a asilo da Líbia tentaram furtar mercadorias de um supermercado da rede Netto-Markt em Friburgo, uma cidade da Saxónia. Após serem apanhados em flagrante pela segurança com a mercadoria, enveredaram pela violência e conseguiram fugir. 

Logo em seguida, os ladrões retornaram ao supermercado armados com um facão e spray de pimenta e passaram a ameaçar os funcionários. Quando a polícia chegou ao local do crime, os criminosos atacaram os polícias, que dispararam para cima em sinal de alerta. Um dos imigrantes foi detido e o outro conseguiu fugir. Poucas horas se passaram e o detido, de 27 anos de idade, morador num abrigo para refugiados na cidade de Friburgo, abrigo este mantido com dinheiro do contribuinte, foi solto sem que contra ele tivesse sido efectuada nenhuma acusação. Na manhã seguinte os dois voltaram ao supermercado e ameaçaram decapitar os funcionários com uma faca. 

De acordo com os média locais, os promotores de justiça instruíram a polícia a soltarem os dois criminosos porque eles não fizeram uso da força quando do primeiro furto. "Os actos não poderiam ser classificados como crime nem latrocínio porque os acusados não usaram nem ameaçaram usar de violência para levarem a termo os seus crimes", afirmou um porta-voz. Em todo caso, acrescentou que não havia necessidade de deter os acusados porque como candidatos a asilo eles não apresentam nenhum risco maior de fugirem da justiça. 

O presidente da câmara de Friburgo Sven Krüger, do Partido Social Democrata, de centro-esquerda, repudiou publicamente a falta de acção do judiciário. "Não tenho palavras", disse ele. "Não consigo entender o nosso sistema judiciário, soltou o criminoso. Ainda ontem ele ameaçou os funcionários e os polícias. Assim não é possível dar protecção aos nossos cidadãos e o trabalho da polícia é desperdiçado". 

A imprensa local reportou que o incidente no supermercado Netto-Markt não é um caso isolado: furtos em lojas cometidos por migrantes estão a tornar-se factos da vida quotidiana na cidade de Friburgo e os ladrões raramente respondem pelos seus actos. 

No início de Setembro, na mesma cidade, uma senhora que trabalha no caixa de outro supermercado levou socos no rosto desfechados por imigrantes, depois de ter tentado apartar uma briga entre candidatos a asilo no interior da loja. O gerente de outra loja contou que após ser insultado e de lhe cuspirem, teve que contratar um serviço de segurança privada para reduzir os prejuízos por conta dos furtos praticados pelos imigrantes. 

Em Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, a polícia disse estar impotente diante da disparada no número de crimes cometidos por jovens imigrantes oriundos do norte da África. Hamburgo já abriga mais de 1.000 dos assim chamados imigrantes menores desacompanhados (minderjährige unbegleitete Flüchtlinge, MUFL), cuja maioria mora nas ruas e, ao que tudo indica, pratica todos os tipos de crimes. 

Um relatório confidencial, vazado para o jornal alemão Die Welt, revela que a polícia de Hamburgo efectivamente capitulou diante dos imigrantes adolescentes que os superam de longe em número e os subjugam. O documento diz o seguinte: "até a questão mais insignificante pode rapidamente transformar-se em confusão e distúrbio. Os jovens reúnem-se em grupos para se defenderem mutuamente e também para se enfrentarem..." 

"Ao lidarem com pessoas fora de seu meio, os jovens comportam-se de forma grosseira, mostrando total falta de respeito pelos valores e normas locais. Os jovens reúnem-se principalmente na região central da cidade, onde podem ser vistos praticamente todos os dias. Na maioria das vezes, durante o dia, rondam o bairro de São Jorge, ao cair da noite porém, começam a entrar em acção em Binnenalster, Flora e Sternschanzenpark e São Pauli (todas localizadas na região central de Hamburgo). Normalmente aparecem em grupos, já foram observados cerca de 30 jovens nas noites de fins-de-semana em São Pauli. O comportamento destes jovens em relação à polícia pode ser descrito como de extrema delinquência, caracterizado como agressivo, desrespeitoso e prepotente. Estão a mostrar que não se importam com as providências da polícia... 

"Estes jovens rapidamente se comportam de maneira ostensiva, principalmente com furtos de carteiras e roubos. Também arrombam casas e veículos, mas estes crimes em muitos casos são reportados como transgressões ou vandalismo porque os jovens estão apenas a procurar um lugar para dormir. Furtos de alimentos em lojas já são coisa do dia-a-dia. Quando são detidos, resistem e agridem a polícia. Estes jovens não respeitam as instituições do Estado". 

O documento relata que as autoridades alemãs relutam em deportar os jovens para os seus países de origem porque eles são menores de idade. Como consequência, à medida que mais e mais menores desacompanhados chegam em Hamburgo a cada dia que passa, os crimes não só persistem como continuam a crescer. 

Enquanto isto, na tentativa de salvar a indústria do turismo da cidade, a polícia de Hamburgo começou a tomar severas medidas repressivas contra ladrões de carteiras e bolsas. Mais de 20.000 bolsas, cerca de 55 por dia, são roubadas na cidade a cada ano. Segundo Norman Großmann, director do gabinete do inspector da polícia federal de Hamburgo, 90% das bolsas são roubadas por jovens do sexo masculino com idades entre 20 e 30 anos oriundos do norte de África e dos Balcãs. 

Em Estugarda, a polícia enfrenta uma batalha perdida contra centenas de candidatos a asilo de Gâmbia que traficam drogas abertamente nas ruas da cidade. Ao mesmo tempo, gangues de imigrantes do norte de África dedicam-se à fina arte de furtar carteiras. A polícia afirma que um em cada quatro imigrantes abrigados na cidade vizinha de Remstal, foi acusado do crime de roubo. 

Em Dresden, migrantes da Argélia, Marrocos e Tunísia tomaram o controlo, de facto, da icónica Wiener Platz, uma grande praça pública em frente da estação central de comboios. Lá (na Wiener Platz), vendem drogas e furtam as carteiras dos transeuntes, normalmente ficam impunes. As rusgas policiais na região da praça transformaram-se num jogo de whack a mole, ou seja: um número infindável de imigrantes sempre a substituir aqueles que foram detidos. 

Um editorial de um jornal local disse estar chocado com o estado de coisas no centro da cidade de Dresden: "normalmente a estação central de comboios é considerada o cartão de visitas de uma cidade, ao mesmo tempo também é um chamariz para actividades duvidosas..."

"Uma visita feita ontem ao local foi de arrepiar: o comércio em estado desesperador, funcionários assustados, transeuntes em estado de choque vendo traficantes vendendo drogas livremente diante dos seus olhos. Isto criou um clima de medo que precisa de ser combatido com a máxima urgência. 

"Não é possível que um gangue de rapazes se apodere de uma região inteira para operar os seus negócios ilícitos. A Wiener Platz é um dos principais pontos de entrada da cidade de Dresden.... Milhares de pessoas, indo e vindo do trabalho, além de turistas, passam pela praça todos os dias. Deveriam sentir-se seguras..."

Em Berlim, um relatório confidencial da polícia vazado para o jornal alemão Bild, revelou que cerca de uma dezena de clãs árabes controlam o submundo do crime da cidade. O relatório afirma que os clãs, que se dedicam ao comércio de drogas, roubo a bancos e arrombamento de lojas de departamentos, chefiam um "sistema paralelo de justiça" no qual resolvem as suas diferenças por intermédio de mediadores de outras famílias de criminosos. Quando o Estado alemão se interpõe, os clãs tentam subornar ou ameaçam usar de violência para convencer as testemunhas a manifestarem-se a seu favor. 

Paralelamente, um relatório da polícia, politicamente incorrecto, vazado para o jornal alemão Der Tagesspiegel, revelou que mais de 80% dos crimes violentos registados em Berlim são cometidos por não-alemães. 

Ao mesmo tempo, em Berlim, milhares de polícias não mais podem carregar armas por conta de cortes no orçamento dedicado ao treinamento obrigatório para o manejo de armas de fogo. 

Em Duisburgo, a escalada vertiginosa de crimes violentos cometidos por imigrantes vindos do Médio Oriente e dos Balcãs estão a transformar regiões da cidade em "bolsas de ilegalidade", bolsas estas que estão a tornar-se de facto em zonas "proibidas" para a polícia, de acordo com um relatório confidencial da polícia vazado para a revista alemã Der Spiegel

Duisburgo, uma das cidades industriais mais importantes da Alemanha com uma população de aproximadamente 500.000 habitantes, abriga cerca de 60.000 muçulmanos, na sua maioria da Turquia. Este total faz dela uma das cidades mais islamizadas da Alemanha. Em anos recentes, entretanto, milhares de búlgaros e romenos (incluindo "ciganos" Sinti e Roma) deslocaram-se para Duisburgo. Esta combinação está a criar um caldeirão étnico-religioso extremamente volátil. 

De acordo com a revista Der Spiegel, "há bairros onde gangues de imigrantes estão a apoderar-se de carruagens inteiras de metro. Residentes nativos e homens e mulheres de negócios estão a ser intimidados e calados. Passageiros que viajam de autocarro ao anoitecer e de noite propriamente dita, descrevem as suas experiências como verdadeiros pesadelos. Polícias, principalmente do sexo feminino, estão a enfrentar altos níveis de desrespeito e agressividade". 

"No médio prazo nada irá mudar, de acordo com o relatório. As razões são as seguintes: alta taxa de desemprego, falta de perspectivas de emprego para imigrantes sem qualificações para o mercado de trabalho alemão e tensões étnicas entre grupos de migrantes. O departamento de polícia de Duisburgo quer intensificar a sua presença nas ruas e vigiar de perto os criminosos, de maneira mais consistente. 

"Especialistas vêm alertando, já faz algum tempo, que os bairros problemáticos poderão acabar por se transformar em zonas proibidas. Há anos, o presidente do Sindicato da Polícia Alemã Rainer Wendt, disse o seguinte à Spiegel Online: em Berlim ou no norte de Duisburgo há bairros onde alguns colegas nem ousam parar as suas viaturas, porque sabem que serão cercados por 40 ou 50 homens. Estes ataques representam uma ameaça deliberada à autoridade estatal, ataques estes em que os perpetradores expressam o seu desprezo pela nossa sociedade". 

O incessante acumular de relatórios policiais vazados parece indicar que a polícia está a perder a paciência com essas políticas multiculturais patrocinadas pelo Estado, que estão a tornar a Alemanha num país cada vez mais inseguro. 

As autoridades alemãs estão a ser acusadas, repetidas vezes, de não informar sobre o verdadeiro nível da questão criminosa no país. Por exemplo, de acordo com o chefe da associação dos peritos criminais (Bund Deutscher Kriminalbeamter, BDK), André Schulz, cerca de 90% dos crimes sexuais cometidos na Alemanha em 2014 não aparecem nas estatísticas oficiais. Disse o seguinte: "por anos a fio a política praticada foi a de deixar a população alemã no escuro no que tange a verdadeira situação da criminalidade... Os cidadãos estão a ser tomados por parvos. Em vez de dizer a verdade, eles (autoridades do governo) estão a fugir à responsabilidade, atirando a culpa aos cidadãos e na polícia". 

Schultz também alerta que, com base na sua experiência, um total de 10% dos migrantes acabarão por se envolver em actividades criminosas, incluindo roubo, agressão e tráfico de drogas. Isto significa que com a entrada desordenada de migrantes em 2015, a Alemanha está efectivamente a importar mais 100.000 criminosos. 

Enquanto isto, os relatórios sobre a criminalidade utilizam todos os meios que o eufemismo do politicamente correcto pode oferecer para descrever suspeitos estrangeiros, sem fazer uso dos termos "imigrante" ou "imigrante muçulmano". 

A 7 de Outubro, por exemplo, uma idosa de 86 anos de idade viu a sua bolsa a ser roubada por um homem de "cabelos escuros" (dunklen Haaren) em Bad Urach. Também em 7 de Outubro, três "meridionais" (Südländer) roubaram uma loja de roupas em Fellbach. 

Em 6 de Outubro, uma idosa de 89 anos de idade na cidade de Darmstadt foi roubada por dois homens que falavam alemão com "sotaque da Europa Oriental" (osteuropäischem Akzent). 

Em 5 de Outubro, um idoso de 72 anos de idade foi roubado em Estugarda por três pessoas de "pele marrom" (bräunliche Haut). 

Em 2 de Outubro, a bolsa de uma idosa de 64 anos de idade foi roubada por duas mulheres de "cabelos pretos" (schwarze Haare) na cidade de Gießen. 

A 1 de Outubro, um homem de 24 anos foi roubado sob ameaça de faca por dois homens de "pele escura" (dunkelhäutig) na cidade de Wiesloch. 

A 11 de Setembro, uma menina de 16 anos foi estuprada por um "homem de pele escura" (dunklem Hauttyp), nos arredores de um abrigo para refugiados na cidade bávara de Mering. 

A 30 de Agosto, um homem de 21 anos de idade foi assaltado por dois homens falando "alemão macarrónico" (gebrochenem Deutsch) na cidade de Karlsruhe. 

A 30 de Agosto, um homem de 24 anos foi agredido por um homem de "aparência meridional" (südländischem Aussehen) num posto de gasolina na cidade de Ludwigsburg. 

A 30 de Agosto, um homem de 33 anos foi atacado com spray de pimenta e em seguida roubado por dois homens de "aparência meridional" (südländisches Erscheinungsbild) em Estugarda. 

A 29 de Agosto, quatro cidadãos alemães foram agredidos por um homem "de cabelos curtos, olhos escuros e aparência meridional" (südländisches Aussehen) em Überlingen, uma cidade ao norte do Lago Constance. 

A 29 de Agosto, um homem de 21 anos de idade foi roubado por dois ladrões "de pele escura" (braune Hautfarbe) em Heidelberg. 

A 28 de Agosto, uma mulher de "cabelos pretos, compridos" (schwarzen langen Haaren) roubou 1.000 euros de uma idosa de 95 anos de idade e de outra idosa de 93 anos em Sigmaringen, uma cidade que fica no estado de Baden-Württemberg. 

Em 5 de Junho, um requerente de asilo de 30 anos, somali, chamado "Ali S" foi condenado a quatro anos e nove meses de prisão por tentar estuprar uma mulher de 20 anos em Munique. Ali já tinha cumprido uma sentença de sete anos de prisão por estupro e estava em liberdade há apenas cinco meses, antes de cometer outra vez o mesmo crime. Na esperança de proteger a identidade de Ali S, o jornal Münchner Abendzeitung referiu-se a ele pelo nome mais politicamente correcto de "Joseph T." 

Num livro intitulado "O Fim da Segurança: Porque é que a Polícia Não Mais Consegue Proteger-nos", o autor Franz Solms-Laubach assinala que a polícia alemã está a ficar cada vez mais desmoralizada por conta da escalada vertiginosa da criminalidade. Acusa os estrategas da política alemã pelos cortes no orçamento e pela diminuição do staff que estão a inviabilizar o trabalho da polícia, ou seja: proteger os cidadãos alemães e as suas respectivas propriedades. 

Segundo Solms-Laubach, os não-alemães já somam aproximadamente 10% da população alemã, mas cometem mais de 25% dos crimes. A única solução, segundo ele, é fazer com que os migrantes entendam que se cometerem crimes na Alemanha serão deportados.

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Soeren Kern é colaborador sénior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sénior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madrid. Siga-o no Facebook e no Twitter. O seu primeiro livro, Global Fire, estará nas livrarias no início de 2016.

Fonte: Gatestone Institute

6 comentários:

Lura do Grilo disse...

Aterrador: usam os nossos valores, os nossos governos, a nossa justiça e a nossa tolerância para nos aniquilarem a curto prazo.

FireHead disse...

Tenho um conhecido que defende a entrada dos refugiados e imigrantes à barda na Europa e que se defende dizendo que existe na Europa a lei que os limita tal como nos limita a nós. Acontece que, quem supostamente deveria defender os europeus das barbaridades que essa gente traz em forma de enriquecimento da Europa, não faz o que é devido. Quantas e quantas vezes é que não são ocultados casos de crime desfavoráveis aos imigrantes e refugiados que é para não se gerar uma onda de repúdio e descontentamento em relação a eles?

Ivan Baptista disse...

poderias abreviar ? :P

FireHead disse...

Então, estás com preguiça? :P

C disse...

Que merda é essa dos "escurinho" fez isto e o "aspeto meridional" fez aquilo, e dos "não-alemães", foda-se que merda é esta? Racistas do caralho, filhos da puta nazis do caraho, são mesmo nazis esses alemães filhos da puta, esses cabrões só tem mais é que se foder ahahaahahahaahaahahahahahhaahahahaahhaha, muito bom, bófias racistas, ahahahahhahaahahahaha, alemães pela merda que fazem só tem é mais é que se foder, blond on blacks ahahahaahahahahaaha as putas arianas querem é chouriço preto ahahahhaahahaha, brancos e alemães estão a desaparecer ahahahahahaahahahaah.

FireHead disse...

Bom, eu não fico mesmo nada satisfeito com o facto dos brancos e alemães estarem a desaparecer, mas se é isso que eles próprios fazem questão de fazer... quem somos nós para os julgarmos, né?