quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Todos nós nascemos ateus?

Parece que pesquisas recentes, ao contrário do que defende a "sabedoria ateísta convencional", demonstram que não. Segundo Joel Furches, do Examiner, os estudos que estão a ser levados a cabo estão a mostrar de modo gradual que a crença em Deus, ou em algum outro aspecto geral do teísmo, pode estar embutida na própria essência das suposições humanas desde o momento de nascimento e permanecer intacto, até mesmo entre os ateus.

A psicóloga Deborah Kelemen, autora do título Are Children "Intuitive Theists" (São as Crianças "Teístas Intuitivas"), de 2004, reuniu uma série de pesquisas que sugerem que as crianças têm uma suposição de que o mundo à sua volta foi criado, que existe um propósito, e que as coisas do mundo natural têm um design intencional. "Embora as crianças não sejam totalmente indiscriminadas, elas exibem no entanto um viés geral que as leva a tratar os objectos e os comportamentos como existindo com um propósito, e estão, de forma geral, inclinadas a olhar para os fenómenos naturais como intencionalmente criados, ainda que seja por parte de um agente não-humano", explicou Kelemen.

Um estudo da Oxford de 2011 apurou que, através de toda a variedade de culturas, as pessoas não só estão instintivamente mais inclinadas para a crença em Deus, mas também numa natureza dualista, ou seja, os seres humanos são ao mesmo tempo seres físicos e seres não-físicos. Independentemente da cultura, os instintos humanos tendiam a ser os mesmos quando o tópico eram os conceitos de Deus e do além. Tal como a pesquisa da Kelemen, este estudo analisou as suposições fundamentais das crianças pequenas: foi-lhes perguntado se a sua mãe saberia o que se encontrava dentro duma caixa que ela não conseguia ver. As crianças com três anos acreditavam que a sua mãe e Deus sempre saberiam o que se encontrava dentro das caixas, mas quando as crianças atingiam os quatro anos de idade, começavam a entender que as suas mães não era omnipresentes nem omniscientes. No entanto, as crianças podem continuar a acreditar em seres sobrenaturais omniscientes e omnipresentes, tais como um deus ou deuses. Também os adultos foram examinados para ver que tipo de crenças instintivas eles poderiam ter. Os adultos das mais variadas culturas instintivamente acreditam que alguma parte da sua mente, alma ou espírito, continua a existir depois da morte.

Um outro estudo de 2011 testou os ateus com imagens e palavras relativas a Deus. Estas imagens desencadearam sentimentos de raiva para a maioria. Não raiva contra a religião ou as religiões, mas sim contra Deus.

Outros estudos indicam que até os cientistas, ou aqueles que são altamente racionais, tendem a dar respostas que sugerem intencionalidade e design na natureza quando são forçados a responder rapidamente a perguntas relativas ao "porquê". O cientista Neil Degrasse Tyson, que dá a sua voz à série Cosmos, expressou a sua frustração em relação ao termo "ateu": "É estranho que a palavra 'ateu' exista. Eu não jogo golfe. Existe alguma palavra para os não-jogadores de golfe? Será que os não-jogadores de golfe se reúnem e avançam com estratégias? Existe alguma palavra para os não-praticantes de esqui? Será que eles se encontram e falam do facto de não praticarem esqui? Eu não consigo fazer isso. Não consigo reunir-me com outras pessoas para discutir o porquê de ninguém que está na sala acreditar em Deus". Já para o professor Roger Trigg, a religião não se limita a ser algo peculiar que algumas poucas pessoas fazem ao domingo em vez de irem jogar golfe. "Conseguimos reunir um corpo de evidências que sugerem que a religião é um facto comum na natureza humana através de todas as sociedades. Isto sugere que as tentativas de suprimir a religião são muito provavelmente de curta duração visto que o pensamento humano parece enraizado em conceitos religiosos, tais como a existência de agentes sobrenaturais ou deuses, e a possibilidade de vida para além da morte ou antes da vida".

Termino esta entrada citando o blogueiro Lucas, que era um comentador assíduo do Blogue do FireHead e de cujo blogue eu tirei todas estas informações: "Uma vez que fomos criados por Deus, e visto que Deus quer-Se dar a conhecer ao ser humano (Deutorónimo 4:29) faz sentido que Ele tenha construído o ser humano predisposto para o sobrenatural ('eternidade'). Por outra lado, a posição anti-científica e ilógica de que ser humano nada mais é que o efeito dum processo aleatório, natural, sem propósito, sem finalidade, não fornece as ferramentas necessárias para explicar a natureza humana".

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