sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Sventovid, uma espécie de picha

Já que falámos da Rússia, podemos ficar a saber que pouco mais de uma dúzia de gatos pingados duma tal "irmandade eslava Yarga" estiveram reunidos à volta de um pau, que parece mais uma picha que outra coisa, na cidade de Pensa no passado dia 26 de Setembro. O pau representa Sventovid, um ídolo eslavo com quatro faces, ou seja, uma versão eslava do Brahma hindu ou do Buda de quatro faces. A merda é a mesma, o formato é que é diferente.


Acho imensa piada quando associam o paganismo ao nacionalismo afirmando que o paganismo é identitário ou que representa espíritos raciais dos povos. Ora, os pagãos europeus e indianos (indo-arianos) "são irmãos culturais e espirituais" porque a origem do paganismo na Europa e no Médio Oriente é comum e era só o que mais faltava agora dizermos que os europeus e os indianos são o mesmo povo! O que houve foram adaptações e versões, tal como os ídolos romanos são praticamente uma cópia dos dos gregos, com diferentes nomes e versões noutras paragens. E o verdadeiro paganismo não é anti-multiculturalista ou anti-universalista como os nazionalistas pagãos adoram acreditar e nos querem impingir. De facto existem variantes do paganismo que são claramente racialistas mas esses são uma minoria e não podem advogar para si o conceito exclusivo do paganismo porque no cômputo geral ele é universalista. Basta lembrarmo-nos do exemplo mais flagrante dos dias de hoje, a Nova Era.


Este tipo de prática que podemos ver nas fotos revela uma profunda demência. Adorar paus ou calhaus não é coisa de gente civilizada, mas sim de bestas quadradas atrasadas. É profundamente chocante ainda acontecerem coisas destas e mesmo piores, como por exemplo o infanticídio ou o sacrifício de animais aos ídolos, em pleno século XXI.

2 comentários:

Anónimo disse...

Reivindica esta gente a pureza da raça e a vanguarda na defesa da Europa. Estamos bem fodidos!!!

FireHead disse...

Pagãos racialistas são apenas uma minoria dos pagãos. Eles são a excepção, não a regra. Contudo, não deixa de ter piada e até uma certa ironia eles serem contra o Cristianismo, acusando-o de ser multiculturalista e univesalista, e depois vermos a Polónia, a Eslováquia ou até mesmo o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán a dizerem que o islão não é compatível com a civilização ocidental que foi alicerçada pelo Cristianismo (há um pagão engraçado na blogosfera que é capaz de falar dos grandes feitos da Europa contra o islão, como a batalha de Poitiers ou de Lepanto, sem nunca falar daquilo que está por detrás dela: o Cristianismo! É de uma desonestidade macabra! Mas pronto, é compreensível, pois ele tem que vender o seu peixe de que o Cristianismo é contra a Europa, blá blá blá e tal). Aliás, os próprios polacos vêem o Catolicismo como parte da sua identidade. Pode-se, portanto, dizer que na Polónia, um país ainda etnicamente bastante homogéneo, é o Catolicismo que representa a sua identidade racial? É claro que não, mas segundo o que eu já li na blogosfera escrito por pagãos, parece que sim.