segunda-feira, 12 de outubro de 2015

"Clérigos" sauditas querem jihad contra a "aliança cruzada"


Mais de 50 "clérigos" da Arábia Saudita apelaram a uma jihad (guerra santa) contra a "aliança cruzada" (composta pela Rússia e mais quem, hem?) que está a atacar o Estado Islâmico na Síria, conforme se pode ler aqui ou aqui. Dirigindo-se aos países islâmicos, com os quais a Arábia Saudita tem armado e financiado os rebeldes contra o regime de Bashar al-Assad, os "clérigos" pediram apoio moral, financeiro, militar e político aos mujahedin que estão a defender a Ummah (nação islâmica).
Recordemos que a Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos, que também tem andado a financiar o terrorismo naquela área do globo, e o país do pseudo-profeta pedófilo Maomé (QAMESE), que continua a revelar-se, há muito tempo que quer a todo o custo destruir o ramo xiíta da seita islâmica, do qual faz parte o alauita do Bashar al-Assad. Washington acusa a Rússia de estar a atacar também os rebeldes anti-Assad, os tais que são contra os xiítas, e Riade acusa o Ocidente de estar a falhar em proteger o povo sírio. O vídeo que se segue mostra, no entanto, aquilo que os mé®dia não nos querem mostrar: o povo sírio concorda com os ataques aéreos russos contra o Estado Islâmico.


O Putin está a fazer aquilo que o Obama anda a fingir que faz já há mais de um ano. Ainda há dúvidas de que lado está o filho de um queniano muçulmano?
Quanto à guerra santa, até o patriarca de Moscovo e líder da Igreja Ortodoxa Russa a defende, evocando a perseguição e o sofrimento dos cristãos e a destruição de património cristão na Síria e no Iraque. E depois ainda há alucinados que insistem em bater na tecla de que os cristãos só têm é de dar a outra face ao outro, principalmente ao alógeno, e que tem que ser todo peace love como os hippies (uma corrente curiosamente parida pelos movimentos neopagãos) ou que o Cristianismo é irmão do islão quando na verdade o islão é apenas mais uma forma de paganismo, sendo apenas refinado...

8 comentários:

Anónimo disse...

És mesmo ingénuo! O Putin é um criminoso da KGB, não é nenhum herói dos valores ocidentais e cristãos, ele tem contribuído para a destruição do catolicismo na Rússia, usando a Igreja "Ortodoxa" Russa como arma política para silenciar a sã doutrina e a liberdade na Rússia. A Igreja Ortodoxa lá, anda ao sabor da KGB.

FireHead disse...

Eu sei que o Putin não é perfeito. Ninguém é. Sei que ele pertenceu à KGB e depois? Até o grande Papa Bento XVI pertenceu à juventude hitleriana...

Ele tem contribuído para a destruição do Catolicismo na Rússia? O que sabemos é que ele é um grande defensor da Igreja Ortodoxa Russa, isso porque ele entende, e bem, que a Igreja Ortodoxa faz parte da identidade russa, mas daí a dizer que por causa disso ele é contra a Igreja Católica vai um grande passo. Além de que ele próprio já admitiu que existem minorias na Rússia, sejam elas étnicas ou religiosas (como os muçulmanos), e o importante é que elas respeitem e aceitem a maioria. Sei que no passado houve uma vaga de perseguição ao Catolicismo durante os tempos do Papa João Paulo II devido aos resquícios da queda do comunismo e mesmo durante os tempos do Estaline. Mas desconheço que Putin tenha efectivamente feito algo contra os católicos na Rússia.

Em Junho, Putin encontrou-se com o Papa e a Igreja Ortodoxa Russa firmou uma aliança com a Igreja Católica que denuncia a perseguição aos cristãos no mundo muçulmano. As relações entre as duas instituições melhoraram imenso desde o pontificado de Bento XVI. Não me parece que os católicos sejam uma ameaça à unidade nacional russa como são os muçulmanos.

Eu admiro Putin e não tenho problemas em dizê-lo. Não me interessa se ele era da KGB ou se é ortodoxo. Interessa é que eu admiro a sua frontalidade. Se ele afirmou que há que defender os valores ocidentais e o Cristianismo então é porque não é politicamente correcto nem dá abébias. De resto, vale a pena termos sempre em conta a profecia de Nossa Senhora de Fátima: a Russia converter-se-á. Um possível futuro entendimento entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa poderá voltar a unir o que nunca deveria ter-se separado.

Saraiva disse...

O(A) Senhor(a) anónimo(a) está a fazer uma confusão muito grande...(em relação à KGB, não me interessa, o que me interessa são factos) muitos “outros” por exemplos os dois George Bush, pai e filho, (mas aqui não havia o “divino Espírito Santo”, muito pelo contrário) teriam pertencido à CIA OBSCURA, mas engraçado o Presidente da Ex. União Soviética Vladimir Putin, (o tal que considera que tem contribuído para a destruição do catolicismo na Rússia) no vídeo a seguir reconhece que: um dos grandes perigos à identidade da Rússia está associado aos eventos que têm lugar no mundo, relacionados à política exterior e valores morais, em que países Euro-Latinos (Ocidentais) ESTÃO A NEGAR AS SUAS PRÓPRIAS RAÍZES, incluindo suas raízes CRISTÃS QUE FORMAM A BASE DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL, EM QUE É NEGADA ou relativizada a IDENTIDADE NACIONAL, CULTURAL E INCLUSIVE SEXUAL…. REPRODUZIU EM POUCAS PALAVRAS O QUE NA REALIDADE SE PASSA.
Ele TEM TODA A RAZÃO – GRANDE PARTE DOS EUROPEUS ACHA QUE É “RETRÓGRADO, É KOTA” SER principalmente CRISTÃO E SER HETEROXESUAL... é “giríssimo, é IN e está na moda não acreditar em NADA... e ser gay ou lésbica,...

https://www.youtube.com/watch?v=wp6apqbTy28


O Presidente Vladimir Putin quer acima de tudo preservar o multiculturalismo pois sabe que no seu país já tem muçulmanos extremistas que cheguem e não os quer nos países circundantes; ele tenta “abrir os olhos” ao Ocidente que com os seus “coraçõezinhos de manteiga” e pela ideia de igualdade, liberdade, democracia, multiculturalismo deixam entrar toda a “porcaria” pela Europa fora. O Presidente Vladimir Putin tenta alertar os que defendem o AUXÍLIO destes MIGRANTES das consequências que daí advêm. Tenta transmitir que TODOS OS QUE AGORA SÃO ATEUS, PAGÃOS, CRISTÃOS, JUDEUS, BUDISTAS, HOMOSSEXUAIS, etc., IRÃO DEIXAR DE EXISTIR por medo ou decapitação.
Não sei se ele estaria a referir-se à Igreja Católica Romana ou à Igreja Católica Ortodoxa, pois apesar de terem uma origem comum existem diferenças substâncias entre elas, dou apenas três exemplos: UM - os Ortodoxos não aceitam o primado e a infalibilidade do Papa, pois consideram a infalibilidade uma prerrogativa de toda a Igreja e não só de uma pessoa, e por conseguinte não concordam com a supremacia universal do Bispo de Roma sobre toda a Igreja, pois consideram que todos os Bispos são iguais; DOIS – os Ortodoxos praticam o baptismo por imersão e a Católica Romana por aspersão, pois para estes últimos chega uma pequena quantidade de água (normalmente na cabeça) e ao contrário da Ortodoxa pode ser praticado em locais com pouca água; TRÊS - outra das diferenças é que os Sacerdotes Ortodoxos podem livremente optar entre o celibato e o casamento.

Saraiva disse...

Ainda para O(A) Senhor(a) anónimo(a) - O Presidente Vladimir Putin tem interesses sobre a Síria (como se demonstra no vídeo seguinte), mas é dos políticos mais “lúcidos” e sabe acima de tudo que o Presidente Sírio não é o DITADOR que o Ocidente quer demonstrar.
Um documentário em Espanhol muito elucidativo em que explica a verdade sobre a Síria e seu dramático final…o problema de Bashar-al-Assad é não estar aliado com os E.U. América, não estar aliado com a NATO, não estar aliado com o FMI e não ser amigo de pessoas influentes com por Ex. Henry Kissinger. . .O único PROBLEMA DE BASHAR-AL-ASSAD É NÃO ESTAR ALIADO COM OS PODERES INTERNACIONAIS (excepto a Rússia).

http://port.pravda.ru/mundo/06-10-2015/39581-henry_kissinger-0/

https://www.youtube.com/watch?v=z2AqkuGxqro


Em relação a Bashar-al-Assad no documentário Francês seguinte vê-se a pessoa simples, culta, calma, ocidentalizada, que queria acima de tudo o diálogo entre vários sectores, queria a paz…O George W. Bush “tirou-lhe” isso e como era de esperar provocou a guerra…
Quando andava a estudar ia sempre de autocarro; tirou o curso de medicina e especializou-se em Oftalmologia em Inglaterra, o seu irmão, pelo seu carisma, é que seria o sucessor, mas com a sua morte de acidente de viação, teve de ser ele o sucessor aquando da morte de seu pai Hafez-al-Assad que morreu em 10 de Junho de 2000.
A Síria foi sempre um País que viveu em paz e prosperidade e após a morte do Pai ele pretendia modernizar e desenvolvê-la…o único problema de Bashar-al-Assad foi não ter os tradicionais aliados ocidentais.
Documentário muito elucidativo que demonstra a ADMINISTRAÇÃO BUSH após a INVASÃO ao Iraque e do Afeganistão,Bashar-al-Assad foi acusado de ter matado o primeiro ministro Libanês, mas o Sr. Presidente Bush já o tinha “avisado”. Bashar-al-Assad tentava o diálogo de paz, uma abertura política entre o Hamas, Hezbolá e com o Irão. Mas muitos países Ocidentais não interessava a paz, e além do mais tinham interesse estratégico das suas fronteiras.
Título do documentário: Bachar Al-Assad, Dictateur ou Visionnaire Démocrate?

https://www.youtube.com/watch?v=3wOsXTKvKzc

SEM DÚVIDA foi e está a ser VÍTIMA DOS INTERESSES OCIDENTAIS.

Um dos muitos exemplos (da net) em que uma Cidadã Síria Denuncia os Falsos Refugiados.

https://www.youtube.com/watch?v=r5D2o5CFedc
Cumprimentos,
Filomena

Saraiva disse...

Desculpe ter-me "metido" na conversa, respondeu-lhe MUITO BEM; mas em face a uma injustiça não me controlo.
Aquele que nunca pecou que atire a primeira pedra – O Presidente Vladimir Putin, pode não ser um ANJO, mas os “outros” foram e continuam a ser os DEMÓNIOS.
As seguintes frases considero-as emblemáticas que para mim dizem muito:
A ÚNICA COISA NECESSÁRIA PARA O TRIUNFO DO MAL É QUE OS HOMENS BONS NÃO FAÇAM NADA. . . Edmund Burke

“O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS É O SILÊNCIO DOS BONS” – MARTHIN LUTHER KING

O VERDADEIRO CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER

FireHead disse...

Já tinha colocado aqui este vídeo em Agosto passado: http://bloguedofirehead.blogspot.com/2015/08/putin-defende-o-cristianismo-e-os.html :)))

Sabes, eu não sou 100% contra o multiculturalismo porque nós vivemos num mundo globalizado, com intercâmbio cultural, económico, etc. Negar o multiculturalismo é parvo. A questão é que é algo que tem que ser controlado. É bom que exista, mas em pouca quantidade. Por exemplo: é bom que em Portugal haja restaurantes chineses, japoneses, italianos, etc. É bom que as pessoas possam ter a liberdade de comprar produtos americanos, alemães, japoneses, etc. esteja onde estiver. É bom que haja escolha e que um branco não esteja obrigatoriamente a casar com uma branca para gerar filhos brancos. O que eu defendo é que existe uma maioria e esta maioria tem que ser preservada e respeitada. Se a maioria do povo dinamarquês é branca então é branco que ele deve continuar. Pode haver excepções à regra porque são as excepções que confirmam a regra, mas tal não quer dizer que por haver partes que são excepções que o todo passa a ser também uma excepção.

A Rússia é um excelente exemplo: é um país enorme (o maior país do mundo) e é lar de mais de 120 etnias! A língua principal e oficial é o russo e a etnia principal é a eslava, mas existem territórios com etnias próprias predominantes e com línguas que são co-oficiais juntamente o russo. Putin sabe bem disso e apela à convivência salutar entre todas as diferenças, respeitando, no entanto, a maioria russa, que é branca, eslava e ortodoxa. As minorias são as excepções e a maioria é a regra. Do mesmo modo que em África os negros são a maioria e na Ásia mandam os asiáticos por estes serem maioritários.

FireHead disse...

O anónimo referia-se com certeza à Igreja Católica Apostólica que não é apenas Romana. Hoje em dia quando as pessoas falam da Igreja Católica associam-na logo directamente ao Catolicismo Romano porque tem o seu coração em Roma, no país que é o Vaticano, e é liderado pelo Papa que é o bispo de Roma. No entanto a palavra "católica" significa "universal" e nem todos os católicos são apostólicos romanos. A grande maioria é (cerca de 90%), mas existem católicos não-romanos, os dos ritos orientais, das Igrejas do Oriente, como os católicos melquitas, os católicos maronitas, os católicos siríacos, os católicos caldeus, etc. Cada uma dessas igrejas, sui juris em comunhão com o Vaticano, possuem os seus próprios patriarcas, mas todos eles submetidos ao Papa, daí também serem católicos por partilharem os mesmos dogmas. Já a Igreja Ortodoxa, que na verdade existem várias, como a russa ou a grega, não seguem os mesmos dogmas e, como bem referiste, não aceitam o primado e a infabilidade do Papa. O que distingue os ortodoxos é, para além do carácter histórico político (Roma e Constantinopla, capitais do Império Romano do Ocidente e do Oriente), é o afastamento teológico: para os ortodoxos o Filho não procede do Pai, dogma formulado pelo Concílio de Niceia, que por sua vez formulou a oração do Credo dos Apóstolos. Até o sinal da cruz eles fazem de maneira diferente dos católicos. Há também o facto deles seguirem o errado calendário juliano em vez do gregoriano, com as imprecisões dos dias, mas mesmo assim mantêm a certeza de que o Natal calha no nosso Dia de Reis. São, todavia, questões que podem muito bem ser discutidas e resolvidas com o tempo. O Papa Bento XVI tinha o grande sonho de juntar os ortodoxos à Igreja Católica e assim emendar um erro que nunca deveria ter acontecido no passado.

PS. O celibato dos sacerdotes não é uma regra obrigatória tanto para os ortodoxos como também para os católicos orientais. Na verdade, os sacerdotes podem ser casados, mas isso é antes da ordenação. Depois da ordenação, se forem solteiros, é-lhes conveniente, ou mesmo exigido, que se mantenham solteiros. Esta questão do celibato é um dos grandes "problemas" que usam para atacar a Igreja Católica como que não sabendo que antigamente até os próprios Papas tinham filhos, e muitos deles até frutos de relações extraconjugais, o que por sua vez levou à corrupção do clero, com filhos de cardeais ou bispos a tornarem-se também eles membros do clero. Houve um até cujo nome eu não me recordo que até se tornou bispo ou cardeal... com 13 anos. Por isso que, num concílio qualquer, a Igreja decidiu ordenar o celibato. O celibato não é uma lei divina, mas sim humana, embora haja respaldo bíblico para tal. Pessoalmente concordo com o celibato, pois entendo que é preciso ter vocação para seguir a vida sacerdotal, sacrificando-a ao serviço de Deus. Um padre casado e com filhos que esteja a passar por uma situação matrimonial difícil e tenha problemas na sua relação com os filhos que moral é que teria para depois dar conselhos aos fiéis que passam pelo mesmo?

FireHead disse...

O Bashar al-Assad é um ditador, como era o Mubarack, o Saddam Hussein ou o Kadhafi. Ponto. A questão é que, tal como todos os ditadores que já foram com os porcos, o Assad é secular. Isto significa que, apesar de ser ditador, ele permitia e protegia as minorias, como os cristãos que hoje sofrem (ainda mais) perseguições nas suas terras. O que é que os americanos fizeram no Médio Oriente? Mandaram o Saddam abaixo e o número de cristãos perseguidos aumentou, diminuindo para números recordes a população cristã iraquiana. Fez o mesmo no Egipto, mandando Mubarack abaixo. Depois disso, graças à democracia desejada pelos americanos, a Irmandade Muçulmana chegou ao poder! Na Líbia a mesma coisa! Tudo isso também permitiu a explosão da crise migratória! Sem os ditadores, que seguravam as pontas e controlavam as fronteiras, tornou-se muito mais fácil para os africanos e médio-orientais fugirem para a Europa. Que raio de democracia é essa? O Bashar al-Assad está apenas a pagar a factura de ser ditador porque nos dias de hoje tudo o que tem a ver com a ditadura é naturalmente má! O que é bom é a democracia! E depois é o que se vê.

O Assad é também odiado por muitos muçulmanos dos países vizinhos por ser alauita, da seita xiíta, rival dos sunitas, que são os muçulmanos dominantes. Por isso que a Arábia Saudita, aliada dos americanos, quer acabar com o regime sírio. Naquela região, penso que só a Síria é aliada do Irão, outro inimigo mortal dos sunitas.

Não tens nada que pedir desculpa. Isto aqui é... democrático. Participa nas discussões sempre que quiseres. :)

Beijinhos.