segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mais Syriza!


A Grécia foi a votos e o povo grego voltou a apostar na estupidez e colocar de novo no poder o partido esquerdista radical do Syriza, irmão ou primo do Bloco do Esquerdume, desta vez sem maioria absoluta (145 deputados em 300) e em coligação com o ANEL, em vigor desde Janeiro. "Esta vitória é vossa. Hoje sinto os meus actos justificados porque o povo grego deu-nos um mandato claro para continuar a lutar dentro e fora do país", disse ontem à noite Alexis Tsipras no discurso da vitória. Ao seu lado estava Panos Kammenos, o líder do ANEL, que, segundo as sondagens, estava fora do parlamento. "O Syriza mostrou que é demasiado forte para morrer apesar de ter sido alvo de tantos. Temos dificuldades à nossa frente, mas também terreno sólido, perspectivas", prosseguiu, na praça Klafthmonos. "Na Europa de hoje, a Grécia e o povo grego são sinónimo de resistência e dignidade e a esta luta será continuada em conjunto por mais quatro anos", acrescentou também.
Os grandes derrotados foram a Nova Democracia, que tornou-se no maior partido da oposição agora com 75 deputados, e principalmente a União Popular, formada por dissidentes do Syriza, que não conseguiu nenhum assento no parlamento. Entre os vencedores estão o partido neonazi (de extrema-esquerda, portanto) Aurora Dourada, que ficou em terceiro lugar com 18 deputados (mais um que nas últimas eleições), e o PASOK em coligação com a DIMAR, com 17 deputados.
Em Portugal, António Costa reagiu dizendo durante um comício do PS em Seia que os gregos recusaram regressar ao caminho da Direita e manifestou esperança que a Grécia "encontre um caminho de estabilidade e seja aliviado o sofrimento que a austeridade tem imposto ao povo grego ao longo destes anos". Curiosamente, o homólogo socialista da Grécia, o PASOK, não mereceu um abraço fraterno por parte do líder do PS.
Enfim, seja como for, os gregos só têm aquilo que andam a pedir e o mais certo é vermos uma vez mais o Syriza a fazer tábua rasa do que prometeu, coisa que o PS também vai fazer se for governo, como, aliás, sempre fez. Os gregos são gregos e os portugueses querem ver-se gregos.

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