terça-feira, 22 de setembro de 2015

«Diz ao teu presidente ditador que pode ir para o Inferno com os seus terroristas do EI»


Esta notícia é do mês passado mas vale a pena ser referida: o presidente russo, Vladimir Putin, rompeu os protocolos diplomáticos com o embaixador turco em Moscovo, Ümit Yardim, e avisou que a Rússia cortaria relações diplomáticas com a Turquia se o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, continuar a apoiar os terroristas dos Estado Islâmico (EI) na Síria, onde os russos possuem a sua última base naval da zona mediterrânica, para mandar abaixo o governo legítimo de Bashar al-Assad. Além disso, Putin denunciou também o apoio turco à Al-Qaeda, juntamente com a Arábia Saudita. No encontro de duas horas com Ümit Yardim, Putin disse-lhe assim: "Diz ao teu presidente ditador que pode ir para o Inferno com os seus terroristas do EI e eu farei com que a Síria se converta numa grande Estalinegrado para Erdoğan e os seus aliados sauditas, que não são menos brutais que o Adolfo Hitler. Que hipócrita que é o teu presidente, que advoga a democracia e condena o golpe militar no Egipto. E ao mesmo tempo apoia todas as actividades terroristas dirigidas a deitar abaixo o presidente sírio". E garantiu que a Rússia nunca abandonará o legítimo governo sírio e irá cooperar com os seus aliados, Irão e China, no sentido de encontrar uma solução.
Como é que é possível não gostar do Putin, pá?

8 comentários:

João José Horta Nobre disse...

Eu não gosto de Putin, simplesmente porque ele não respeita as pátrias dos outros:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2015/03/os-fascistas-ucranianos.html

FireHead disse...

Caso bicudo, meu caro. Etnicamente a população da Crimeia é mais russa que ucraniana (sendo que para mim ambos os povos são eslavos e o que os difere só pode ser a língua e a cultura, digo eu) e sempre se identificou mais com a Rússia do que com a Ucrânia.

E já que falamos da Ucrânia, que dizer da República da Ossétia do Sul (Donetsk)? Uma espécie de Barcelona da Ucrânia? E qual é a opinião do meu amigo em relação aos movimentos separatistas que grassam na Europa?

Ivan Baptista disse...


João José Horta Nobre , e então e a Nato respeita o quê ?
A Turquia faz parte da Nato e olha o que os Turcos estão a fazer, aca a não fazer, aos Sírios.


FireHead disse...


" E qual é a opinião do meu amigo em relação aos movimentos separatistas que grassam na Europa? "

Se calhar , estão fartos do fracasso da Eu.
Pessoalmente não me importava nada de viver numa federação europeia, desde que, não seja um fantoche de outras potencias como por exemplo, os Usa.
Só precisamos dos Usa militarmente, de resto, os states não nos conhecem o suficiente para nos "ajudar", acho que todos os europeus já estão todos fartos da história dos mercados, do FMI e do Raio que os Parta.

João José Horta Nobre disse...

Sobre os movimentos separatistas, tenho apenas a dizer que devem de fazer-se referendos justos para perguntar às pessoas o que querem e posteriormente cumprir a vontade do povo.

Na Ucrânia, o que Putin fez é errado. Tenho amigos ucranianos e eles estão todos absolutamente revoltados com a situação. Putin está a destruir a Ucrânia e a cair directamente numa armadilha que a Nova Ordem Mundial lhe lançou...

FireHead disse...

Ivan Baptista,

Se qualquer cagalhãozinho territorial tivesse um povo (etnia) próprio, uma língua própria e uma cultura própria pudesse ser considerado um país independente (nação), então quantos mais países é que não existiriam na Europa? E em África ou na Ásia?

Não concordo com muitos movimentos independentistas porque muitos deles são inconsequentes. É como o dos Açores, cujo líder por acaso até já morreu, como se os açorianos tivessem lá alguma vez capacidade de sobreviverem sozinhos! Eu, como nacionalista, defendo nações pluriétnicas, plurilinguísticas e pluriculturais, casos da Espanha (com o País Basco e Catalunha incluídos, naturalmente), Bélgica (valões e flamengos) ou Suíça (cantões, línguas alemã, francesa, italiana e romanche).

FireHead disse...

João José Horta Nobre,

Pois, não sei se o que houve por lá foi ou não um referendo justo, o que vimos é que o povo da Crimeia quis ser anexado à Rússia. Não acho que a questão da independência de uma terra deva ser submetida a referendos porque a questão é importante demais para ser resolvida pela via democrática. Olhe só o que é que seria se sempre que surgisse um movimento independentista fosse necessário realizar um referendo!

O Putin seguramente que faz muitas coisas erradas, como qualquer pessoa, e no caso da Crimeia até posso admitir que ele tenha estado mal, mas no cômputo geral eu admiro imenso a frontalidade e a sinceridade dele, sobretudo na defesa dos valores ocidentais e do Cristianismo contra a ditadura do relativismo (denunciado pelo Papa Bento XVI) e das minorias. Enquanto muitos outros dos seus parceiros políticos ficam-se pelo politiquismo correcto, ele não tem problemas de enfrentá-lo de peito erguido.

KVRGANIVS NOSTRATORVM disse...

Etnicamente a população da Crimeia é mais russa que ucraniana (sendo que para mim ambos os povos são eslavos e o que os difere só pode ser a língua e a cultura, digo eu) e sempre se identificou mais com a Rússia do que com a Ucrânia.

E já que falamos da Ucrânia, que dizer da República da Ossétia do Sul (Donetsk)? Uma espécie de Barcelona da Ucrânia? E qual é a opinião do meu amigo em relação aos movimentos separatistas que grassam na Europa?

PARECE O CELSO: BARCELONA PODE O PORTO NÃO

FireHead disse...

KVRGANIVS NOSTRATORVM,

Mas eu não sou a favor da independência de Barcelona, logo eu que defendo a existência de Estados multiétnicos, multilinguísticos e multiculturais.