terça-feira, 18 de agosto de 2015

Opiniões DN

Rui Vitória pareceu-me sempre, aliás, o mais lúcido dos benfiquistas, antes e depois do jogo. Quem tem bons jogadores entra sempre nos eixos - e o Benfica tem-nos; ter jovens promissores é bom, mas convém não fazer deles mais do que são, projectos de jogadores, como lhes chamou o treinador no fim. E ter de ir buscar esses jovens à equipa B é apenas uma forma de lembrar à direcção que errou em qualquer parte nas estratégias de mercado. Porque a verdade é que em 180 minutos de jogo oficial a equipa jogou mal pelo menos 150. Como todos os clubes que ganham muitas vezes - e o Benfica ganhou muitas coisas nos últimos dois anos -, precisa de combater a fase da arrogância em que o clube presidido por Luís Filipe Vieira parece estar a entrar (Manuel Queiroz).
 
Onde a coligação foge à verdade, o PS mente por vocação. Onde a coligação se orgulha de pouco, o PS não se envergonha de nada. Onde a coligação se esquece do que não fez, o PS quer que nos esqueçamos do que fez. Onde a coligação é um remendo sem esperança, o PS é a calamidade garantida. Em Outubro, os portugueses que ainda ligam a estas coisas e não acreditam nos delírios do PCP, das diversas agremiações "trotskistas" ou do "movimento" do sr. Martinho e Pinto rumarão às urnas decididos a escolher o mal menor. É triste? Não: é a pura democracia, que no seu melhor não é lugar de convicções ou entusiasmos, mas de resignação. A realidade é sempre mais melancólica do que o sonho. E, no fim de contas, menos perigosa (Alberto Gonçalves).
 
Enfrentamos hoje a mais poderosa máquina de produção de disparate que o mundo alguma vez suportou. A internet, coadjuvada pela televisão, jornais e outros meios de comunicação, despeja continuamente um caudal imenso de opiniões, informações e interpretações que, temos de o dizer, são na sua esmagadora maioria enormes tolices. O facto é evidente até por tantos garantirem com veemência que, tirando a sua, as outras visões são asneira, o que confirma o domínio do absurdo. Diz-se tudo e o seu contrário. Chegou-se ao extremo de, na fúria opinativa, os comentadores já nem se darem ao trabalho de manter uma aparência de lógica e coerência, entrando facilmente em contradições (João César das Neves).
 
A presença islâmica em Espanha durou entre 711 e 1492, quando os Reis Católicos tomaram Granada. E os últimos mouros foram expulsos no século XVI, acusados de conspirar com os turcos contra Filipe II. O absurdo é que aquilo que faz mítico o Al-Andaluz (que incluía também o Sul de Portugal) é o apego à ciência e às artes, o espírito de tolerância com cristãos e judeus, a afirmação de um islão culto e cosmopolita. Ora, nada disto interessa hoje aos jihadistas, mas também não se espere da parte deles racionalidade. E é isso que torna a sua obsessão um perigo (Leonídio Paulo Pereira).

2 comentários:

Fatyly disse...

Subscrevo inteiramente a opinião de João César das Neves, porque tanto disparete junto cansa, mas cansa mesmo!

Beijocas e um bom dia

FireHead disse...

Bom, o João César das Neves devia ser um tipo de pessoa que não reúne o teu consenso porque ele é conservador, católico e de Direita profundamente contra o esquerdismo. Mas, lá está, cada qual tem sempre coisas que se aproveitam. :)

Beijinhos.