quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O candidato do PS que fulminou Sócrates, Costa e os governos socialistas

Ele é o homem do Partido Socialista em Macau, é uma espécie de herói “wannabe” da coligação do PSD e CDS-PP, da Portugal à Frente, é o candidato socialista pelo círculo fora da Europa, destemido e que opera para lá das linhas inimigas contra o seu próprio partido. É ele o coordenador do secretariado do Partido Socialista em Macau e candidato do PS às eleições legislativas, e porque se fala dele? Porque contra ventos e marés, atacou fria e implacavelmente o ex-líder do Partido Socialista, José Sócrates Pinto de Sousa, actual recluso número 44 de Évora, insinuando de corrupto, porque contra todos os calculismos políticos criticou todos os governos do Partido Socialista, de Guterres a Sócrates, e por fim, porque contra todas as probabilidades atacou o ainda e actual Secretário-Geral do Partido Socialista e candidato a Primeiro-ministro, acusando de líder pouco sério, transmitindo assim pouca confiança, por não discutir abertamente o problema do político preso número 44. Assim temos um candidato que está no partido errado ou simplesmente o reflexo de um partido sem rumo mas que quer ser governo a toda a força, indiferente se se mente aos portugueses. 
Estas convicções fortes do homem do PS em Macau não se ficam por aqui, como bom socialista que é, recorreu à televisão de capital público chinês de Macau para atacar a Pátria e as instituições portuguesas, para atacar outros portugueses da terra, não olhando a meios para atingir os fins da sua grupeta obscurantista enredada em verdadeiros saques e poda da árvore das patacas, negociatas, tramas de traição e de lesa-pátria portuguesas, e sempre como bom socialista coordenou um ataque ao governo português com recurso à televisão e rádio de participação maioritária do Governo da Região Administrativa Especial de Macau. 
Agentes socialistas camuflados de jornalistas na Rádio e Televisão de Macau (TDM S.A.) já todas as pessoas em Macau sabem quem são, mas daí a condicionar o fluxo de informação a favor do Partido Socialista já é uma situação bem mais grave, recordando que a Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China não permite propaganda política de partidos políticos estrangeiros e, sendo assim, é prova que os socialistas com responsabilidades em Macau pouco se importam se estão a dar mau nome a Portugal, quebrando explicitamente o acordo entre Portugal e a China. 
Por isso, as mais altas autoridades chinesas devem colocar um travão nesta deriva do abuso dos socialistas portugueses em Macau de utilização abusiva dos meios estatais chineses de Macau sob pena de se correr o risco de poder a vir a confundir-se com auxílio dos meios públicos do Governo da Região Administrativa Especial de Macau ao Partido Socialista, ou seja, de interferência chinesa nos assuntos internos de Portugal.

Portugueses de primeira e de segunda 

Perante as situações mais iníquas as hordas socialistas mantêm um silêncio tumular, já em relação às campanhas segregacionistas e de desinformação política os socialistas desesperados em Macau parecem a todo o vapor. 
Se por um lado o candidato socialista pelo círculo fora da Europa, actualmente a residir em Macau, lança promessas impossíveis de cumprir como a da criação do estatuto ou do cartão de cidadão lusófono, é próprio de alguém de má-fé que nem sequer se deu o trabalho de saber da banha da cobra que está a vender, assunto que nem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) tem conseguido avançar nestes últimos 19 anos, para além das pontuais situações de facilitação de vistos para passaportes diplomáticos ou de serviço e ainda para estudantes. 
Que confiança se pode ter destes vendedores ambulantes de ilusões socialistas sedentos de erário público português? Nenhuma, é a resposta. A situação mais grave deste Partido Socialista segregacionista em Macau, composto maioritariamente por elementos expatriados portugueses não integrados na sociedade de Macau, é que neste desespero de se estar à beira da mais humilhante derrota eleitoral em Macau, até já vale fazer recurso a campanhas mediáticas para impedir a participação de portugueses naturais de Macau e da China nas eleições legislativas de 4 de Outubro. 
Para estes socialistas segregacionistas, que são a “nano força” política presente em Macau, sem sequer atingir o estatuto de “micro força”, já estão cientes que o seu tempo neocolonial acabou e acabou a partir do momento em que se realizou a cerimónia de transferência da administração portuguesa de Macau para a China, a 20 de Dezembro de 1999. Assim, hoje, a maioria da população portuguesa é a natural do espaço da grande China e são os filhos da terra, os macaenses ou portugueses naturais de Macau os mais activos e os que estão em maioria com mais de 25 mil elementos, e que não mais permitirão mais situações de abuso, de desrespeito e de humilhação, e tudo porque sociologicamente nunca fomos de esquerda e somos assumidamente católicos o que nos identifica ainda mais como portugueses e os da era dos grandes portugueses no Oriente. O coordenador do secretariado do PS em Macau e os que gravitam em seu torno cometeram um grande erro, pois hostilizaram um filho da terra, um português natural de Macau, o Comendador José Pereira Coutinho, que por ser um português natural de Macau e por ser líder de uma associação de matriz portuguesa, por sinal a maior e uma das mais antigas de Macau, com associados que são militantes e dirigentes locais do PSD, CDS e PS, e que por sua vez já demonstrou ser capaz de fazer eleger dois deputados para a Assembleia Legislativa de Macau, e assim, acreditamos que poderá ainda apoiar a coligação Portugal à Frente para uma maioria absolutíssima no círculo eleitoral do fora da Europa, evitando apoiar outro qualquer partido fora do arco da governação. 
As votações em Macau vão subir e Lisboa vai a partir de agora deixar de lidar com os assuntos relacionados com Macau e com a China com a leviandade que por vezes nos tem vindo a surgir. A brincadeira acabou. 

Artigo de opinião do Conselheiro Nacional do Partido Social Democrata, macaense, Vitório Rosário Cardoso, na rubrica "Frente Oriental" da edição de 25 de Agosto de 2015, do semanário político independente "O Diabo".

Sem comentários: