quinta-feira, 30 de julho de 2015

A macaense loira Cristiana Soares

E já que estou numa de falar de macaenses, a jovem Cristiana Soares é a carinha laroca da foto que podemos ver e que trabalha como Relações Públicas e Organizadora de Eventos Culturais do Instituto Cultural de Macau, sendo ela um exemplo invulgar: mudou-se com a família para Zhuhai, região chinesa vizinha de Macau, aos oito anos e por lá estudou até completar o secundário. Depois, no lugar de ir para Portugal ou Inglaterra tirar um curso como fazem muitos portugueses de Macau, foi para a Universidade de Macau fazer a licenciatura em Estudos Portugueses, regressando assim às origens. Depois esteve também na Universidade de Coimbra a fazer um estágio de meio ano.
"Falo inglês porque é a língua com que comunicamos em casa e mandarim e português porque aprendi mais tarde", contou Cristiana ao jornal Hoje Macau. "É muito engraçado quando, em trabalho, se combina alguma coisa com alguém por telefone, em chinês, e depois se chega ao sítio e a pessoa não nos reconhece porque não parecemos a pessoa que atendeu a chamada", acrescentou, entre risos.
Para Cristiana, Macau é uma cidade internacionalizada, pois há "sempre coisas a acontecer, lojas e restaurantes a abrir numa cidade que actualmente pouco pára". "Antes, relacionava muito Macau à herança cultural portuguesa e a Portugal, porque a diferença entre Macau e Zhuhai, mesmo sendo as duas zonas chinesas, é muito diferente. Mas hoje em dia, associo Macau a toda a indústria do turismo, aos grandiosos hotéis e casinos. (...) Para pessoas que procuram um emprego e uma vida mais atarefada, este é um sítio melhor" apesar de ser um "pouco insuportável para se viver" porque "é um pouco confuso, com muita gente e trânsito". "Gosto muito desta cidade para viver e trabalhar, mas não me imagino a criar família e ter filhos aqui, por isso projecto uma próxima etapa da minha vida noutro sítio e os EUA ou Portugal são duas das possibilidades".
O jornal Hoje Macau afirma que Cristiana Soares tem "dupla nacionalidade", sendo uma delas a chinesa como é óbvio, até por causa das suas raízes, mas tal teoricamente não é possível porque a China não reconhece esse princípio. O que ela tem é o mesmo que eu e muitos portugueses de Macau também temos que é o salvo-conduto chinês e que nos permite entrar sem restrições na China, podendo até ficar lá o tempo que quisermos, porque tornamo-nos automaticamente cidadãos chineses para todos os efeitos quando atravessamos a fronteira enquanto que os estrangeiros têm que pagar Visa.

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