quinta-feira, 9 de julho de 2015

A Grécia não queria a adesão de Portugal à CEE


Esta é a manchete do Diário de Lisboa de 28 de Março de 1985. Nessa altura, Portugal e Espanha discutiam em Bruxelas a adesão à então Comunidade Económica Europeia (CEE), então com 10 Estados-membros, mas os ibéricos encontraram um opositor de peso: a Grécia do primeiro-ministro Andreas Papandreou, que exigia mais fundos europeus para os gregos como moeda de troca para aceitar o alargamento. O processo de adesão de Portugal e Espanha estava há muito em cima da mesa, mas os gregos levantaram, desde o início, várias objecções, sobretudo em relação às dificuldades de competitividade económica que iriam enfrentar caso os países ibéricos entrassem na CEE.
Gregos, enfim. E depois ainda há em Portugal gente que fala de solidariedade para com eles...

8 comentários:

KVRGANIVS NOSTRATORVM disse...

BEM PODIA NÃO SER ALGO CONTRA A IBERIA MAS SIM BARGANHA COM BERLIM

FireHead disse...

Pelos vistos era algo contra a Península Ibérica mesmo.

Anónimo disse...

Deverias era te inspirar por palavras destas, antes de cuspires veneno contra os parceiros europeus.

Crónica de Diana Andringa, hoje, na Antena1:

E, contra os vaticínios da maioria dos comentadores e as ameaças dos dirigentes da Europa a 18 – aquela da conta dos 19 menos um – o povo grego votou «Não».

Não sendo economista nem especialista de política europeia, a minha opinião tem apenas a validade da de qualquer outro cidadão ou cidadã.

E foi como cidadã que reagi, com uma emoção parente da que senti quando vi hastear as bandeiras das colónias tornadas independentes – recordando os inúmeros sacrifícios feitos para que a independência fosse possível – ou assisti à posse do primeiro presidente negro dos Estados Unidos – recordando Rosa Parks, Martin Luther King e as inúmeras vítimas da Ku Klux Klan.

E recordando, no «Não» dos gregos, muitas outras coisas, que vão de frases da Bíblia – «Que a tua palavra seja Sim Sim, Não Não, porque Deus abomina os mornos e os vomita de sua boca» – a alguns versos do If de Kipling – «If you can force your heart and nerve and sinew / To serve your turn long after they are gone» ou do Mostrengo de Pessoa – «Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um povo que quer o mar que é teu» – a uma personagem de Malraux – Katow partilhando entre dois jovens aterrorizados a cápsula de cianeto que o salvaria de morrer queimado na fornalha – ao final do poema de Aragon sobre os membros do grupo de resistentes Manouchian fuzilados pelos nazis, esses 23 estrangeiros no entanto nossos irmãos, que amavam a vida ao ponto de sacrificá-la, e que gritaram «Viva a França» enquanto caíam – ou a Pete Seeger lembrando defensores dos direitos civis dos negros cantando «I’m not afraid of your jail, because I want my freeddom, I want my freedom now».
E, naturalmente, à visão da Europa de Camus em Cartas a um Amigo Alemão.

De tudo isso, dessa mistura de referências, algumas extra-europeias, colhidas em jovem, se fez a minha noção de cidadania – que, com o seu Não contra o medo e os novos Adamastores, os cidadãos gregos me devolveram.

Obrigada, gregos.

Obrigada, Varoufakis, por nunca teres aparecido como pedinte, torcendo nas mãos um boné puído, mas com a assertividade de um igual. E por te teres permitido ser considerado arrogante pelos que se julgam com direito a humilhar todos os outros.

KVRGANIVS NOSTRATORVM disse...

Pelos vistos era algo contra a Península Ibérica mesmo.

SÓ POR QUE QUERES ASSIM OS GREGOS FICAM COMO VILÕES E OS ALOGENOS COMO COOL MESMO QUANDO OS GREGOS NÃO DESTRUIRAM PORTUGAL COMO MUITOS KOSHERS E ALOGENOS

FireHead disse...

Não destruíram? Parece que não querem pagar também o que nos devem. Já viste o que é que Portugal poderia fazer que o dinheiro que os gregos devem? Podia-se requisitar mais koshers e mais alógenos para financiar ainda mais a sua auto-destruição, hahahaha.

FireHead disse...

Anónimo,

O Obama é negro como, se a mãe dele é branca? Politiquismo correcto detectado.

O povo grego votou "não". Mas curiosamente a Grécia já aceitou aquilo que... o povo supostamente rejeitou? O que é que se está a passar?

A independências das colónias? Logo vi que tu não és uma retornada. Não te roubaram, não te mataram ninguém importante, não ficaste traumatizada nem nada. O Mário Soares ainda lá conseguiu roubar umas merdas...

O teu grande parágrafo demonstra uma confusão que parece pairar na tua cabeça. Misturar versos bíblicos tirados fora do contexto com Fernando Pessoa é de... enfim, nem vale a pena escrever o que eu penso...

Ah, sim, grande Varoufakis! Disse que se demitiria se o "sim" vencesse... mas demitiu-se na mesma! Hahaha.

KVRGANIVS NOSTRATORVM disse...

O Obama é negro como, se a mãe dele é branca? Politiquismo correcto detectado.

POLITICAMENTE CORRECTO É QUERER VER UM BRANCO NUM NEGRO; ALIAS ELA ERA JUDIA

FireHead disse...

E quem é que está a querer ver um branco no Obama?? Não estás a dizer coisa como coisa, para não variar.

Ai era judia? Então e depois??? O teu cérebro ficou crachado, foi?