sábado, 31 de agosto de 2013

Homenagem aos bombeiros que faleceram este ano

 
Requiescant in pace.

Obrigado, Dr. Cunhal!

No PÚBLICO da passada sexta-feira, dia 23-8-2013:
 
Para o Prof. Rui Ramos, com admiração e estima.

Devo à amabilidade de um médico amigo e vizinho a posse de um exemplar de «O aborto, causas e soluções», tese de licenciatura apresentada por Álvaro Cunhal, em 1940, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Celebrando-se neste ano o centenário do nascimento do mítico...
secretário-geral do Partido Comunista Português, quero desde já associar-me a essa tão venturosa efeméride.

Três principais motivos justificam esta homenagem, que parece contradizer a minha condição de sacerdote católico.

O primeiro é de ordem familiar. Nessa publicação, Cunhal refere-se, em tom muito depreciativo, a um meu avô, também jurista e autor de «O crime do aborto», obra contrária a todo e qualquer aborto, que já S. Agostinho considerara «o mais abominável crime». Esclarecedora expressão que, por sinal, o Concílio Vaticano II fez também sua. Ora um ataque do líder histórico do PCP, por tão nobre razão é, para um crente cristão ou qualquer humanista, um elogio que, enquanto neto do dito precursor da defesa do direito à vida dos não-nascidos, não posso deixar de agradecer.

A segunda razão prende-se com uma reiterada afirmação do Dr. Álvaro Cunhal: «O aborto é um mal. Nisto estão de acordo todos os escritores». Não satisfeito com esta condenação ética do aborto, o então finalista do curso de Direito afirmava ainda, peremptório: «o erro mais frequente dos que criticam a URSS é pensarem (por ignorância ou mentirem conscientemente) que as leis soviéticas consideram o aborto como um bem, defendendo-o e aconselhando-o. Nada mais errado». Mais ainda: o Conselho dos Comissários do Povo da finada URSS, por uma lei de 27 de Junho de 1937, «decidiu proibir a prática do aborto com excepção do aborto terapêutico, estabelecendo uma ‘crítica social’ à mulher que o faça infringindo a lei e penas de prisão para os que o executem».

Sendo o aborto um mal, para Cunhal e, segundo ele, para «todos os escritores» que sobre este tema se pronunciaram, não faz portanto sentido defender um pretenso direito ao aborto, porque não há nenhum direito ao mal mas, quanto muito, algumas causas de exclusão da culpa por quem incorre nessa prática, em si mesma condenável.

Ainda mais curioso é que a lei soviética de 1937, não só proíbe a interrupção voluntária da gravidez, como impõe penas de prisão para a mulher que aborte! Um dos argumentos mais usados a favor do aborto livre é, precisamente, a necessidade de evitar a eventual prisão das grávidas que tivessem abortado. Pois bem, desiludam-se os que pensavam que essa lei repressiva, que urgia revogar, era mais um vestígio serôdio da legislação autoritária e machista do Estado Novo porque, na realidade, era uma das normas mais progressistas do nosso ordenamento jurídico, a julgar pela dita lei soviética que, já em 1937, exigia a ‘crítica social’ das mulheres e «penas de prisão» para todas as que abortassem!

Por último, é muito de espantar que um aluno finalista de Direito, estando preso por ser comunista, apresente, numa faculdade da universidade estatal, uma tese em que não só faz a apologia do sistema soviético, como também defende abertamente a prática do que a legislação penal, então vigente, considerava um crime. E, não obstante o reduzido mérito científico do trabalho, o seu autor, por decisão entre outros do último chefe de governo do anterior regime, obtém, como classificação global da licenciatura, a muito generosa nota de 16 valores!

Graças, portanto, ao Dr. Cunhal, há que reconhecer que, não obstante o inegável e censurável carácter autoritário do antigo regime, havia também, ao contrário do que pretende uma certa historiografia moderna, alguma liberdade de opinião e de expressão nos meios universitários. Até porque, como se costuma dizer, contra factos não há argumentos.


Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

Para que nunca ninguém se esqueça


Encontrei no blogue Pantominocracia uma história que desconhecida, no seu desfecho, acerca do jovem Hugo Gonçalves, conhecido nos Diabos Vermelhos do Norte por Carequinha.
 
Ora, Hugo Gonçalves, o Carequinha, foi cobardemente agredido no final de um jogo de hóquei em patins, no pavilhão da Luz, jogo esse que deu o título ao Benfica, pelo guarda-redes andrupto Paulo Alves conforme prova a imagem.
 
O jovem Carequinha ficou caído no chão a sangrar...
... Tendo sido prontamente socorrido por quem assistiu
Já não nos lembramos do castigo que o guarda-redes dos andruptos apanhou nem o que aconteceu depois, com o Hugo Gonçalves, até que o post do Pantominocracia nos leva a descobrir que passado dois anos deste incidente, o jovem Carequinha é encontrado morto, perto de sua casa, no Norte onde morava, com um tiro no peito.
 
A policia concluiu ter sido suicídio. 
 
Não fosse eu um fanático dos CSIs e era capaz de, a exemplo do que aconteceu com aquele dirigente do Porto que se suicidou no Estádio Corrupto com dois tiros na cabeça antes de ter escondido a arma, acreditar. No entanto... diria Horatio Caine que os suicídios raramente acontecem numa via pública a caminho de casa e com disparo no peito (nada sabemos da arma).
 
Se calhar estamos armados em jornalistas e nada disto está ligado mas, sinceramente, confio tanto naquela polícia e magistratura como no Bashar al-Assad quando ele jura que não usou armas químicas. Sim eu sei que são autoridades, mas que hei-de fazer, não consigo confiar neles.

Provavelmente a morte do Carequinha nada tem a ver com a barbárie perpetrada pelo guarda-redes corrupto e provavelmente nem devia ter trazido este assunto para aqui mas fica a nossa homenagem:


Fonte: Benfiliado

Carlos Calheiros AKA José Amorim: A confissão

"Olá amigo,
 
Começo-me a apresentar como um árbitro da associação de futebol de Viana do Castelo e simpatizante do Benfica. Por isso, não quero que o que se passou recentemente fique em claro, como muitas outras situações já passaram. Como o nome da cidade já te deve inspirar alguma coisa (em termos de futebol e de arbitragem) esta é a cidade do famoso José Carlos Amorim Calheiros (mais conhecido na TAP por José Amorim) árbitro durante os saudosos anos 90.
 
Mas para te dizer o que se passou, aquilo que não deves saber é que actualmente ele é VICE-PRESIDENTE da Associação de Futebol de Viana do Castelo desde 1997 (ano em que deixou a arbitragem), instituição de utilidade pública, e segundo ele, com as funções de servir de 'ponte' entre o conselho de arbitragem da dita associação e o seu presidente. Sim, já sei o que estás a pensar: se o Martins dos Santos sem cargos deste género por si só já fez o que fez recentemente (corrupto uma vez, corrupto para sempre), agora imaginemos o que o nosso estimado José Amorim faz ao abrigo daquelas funções.
 
Ora, recentemente o presidente do conselho de arbitragem desta associação, de seu nome José Costa Valente (apelido que também inspira muita coisa), tio de Pedro Valente, árbitro da FPF que chegou a ser acusado de 2 crimes de corrupção no processo "Apito Dourado", convocou um plenário, uma espécie de reunião, com os seus árbitros dos quais eu faço parte, para entre outras coisas, limpar a sua imagem de situações recentes (compadrios, classificações de árbitros suspeitas, e outras situações pouco transparentes) e levou consigo o seu aliado nº 1, o que na prática é o que o mantém no cargo, e quem é ele? CARLOS CALHEIROS! Este falou aproximadamente 2,5 horas e aquele falou 2 horas (!). Entre muitas coisas, entre as coisas banalidades, o Sr. José Amorim (como aparecia na factura) teve o descaramento de falar na sua prodigiosa carreira (provocou um sorriso em todos os presentes), mas excedeu-se. E porquê? Porque, num tom de indiferença e quase gozo, confessou a seu clubismo, a sua tendência para o FC PORTO, lamentando-se dos jogos em que com ele o dito clube não conseguiu ganhar. Perante isto, houve um árbitro das filas da frente que disse algo, num tom digamos meio a sério meio a brincar, que provocou o seguinte diálogo entre eles:
 
- Então que inventasse um penálti!
- EU INVENTAR, INVENTAVA mas a bola às vezes não entrava! (Calheiros)
 
Pois, para bom entendedor meia palavra basta e caso para dizer também que pela boca morre o peixe e relembre-se que às vezes a bola entrava mesmo (o 3-3 nas Antas, por exemplo). É que se em 1995 o Ministério Público arquivou o caso das 'viagens' porque alegadamente não conseguiu provar que o pagamento por parte do Porto teve como contrapartida favores ilícitos, a verdade chegou tarde, mas chegou, foi dita publicamente por Calheiros que admitiu que beneficiava o Porto deliberadamente para ter no final da época esse prémio generoso (uma viagem para si e para a sua família no valor de 760 contos). Para que fique claro, tais palavras foram proferidas no passado dia 12 de Agosto de 2013, entre as 20h30 e as 23h por José Carlos Amorim Calheiros no auditório da sede do Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para uma plateia de aproximadamente 30 árbitros, após aquele ter chegado, diga-se ainda, num majestoso JAGUAR que é seu, mesmo sendo funcionário público (trabalha no hospital público de Viana do Castelo).
 
Portanto, temos esta confirmação do que já sabíamos e, uma vez que tenho vergonha de ter como superior e conterrâneo tal indivíduo desprezível, gostava que isto fosse tornado público o mais possível para desmascarar um sem-vergonha como este. Espalhem tal facto, escrevam sobre isto usando palavras vossas com base na matéria aqui exposta que é rigorosamente verdade (pode ser atestada por várias pessoas) não só na blogosfera mas também nas redes sociais e orgãos oficiais do Benfica, editorial do Benfica e BenficaTV, porque tal não pode passar incólume.
 
Saudações"
 
 

Vale a pena acompanhar o trabalho do Blogue Influência Arbitral

Sabiam que o Benfica nos últimos 5 anos já perdeu 22 pontos directamente por um último golo sofrido de penálti ou a golo sofrido após ter ficado em inferioridade numérica? Há e tal, os penáltis e expulsões fazem parte do jogo... mas o FC Porto não perdeu nem um único ponto directamente por um último golo sofrido de penálti ou após uma expulsão nos últimos 150 jogos!!!! (5 épocas inteiras, sem nenhuma decisão arbitral desfavorável que provoque directamente perda de pontos, deve ser recorde mundial)

O que é o FC Porto?

 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Estoril na Liga Europa, Braga de fora e o sorteio da Liga dos Campeões

 
O Estoril apurou-se para a fase de grupos da Liga Europa depois de ter superado os austríacos do Pasching, vencendo-os tanto em Portugal como na Áustria. "É um momento histórico para o clube", disse Marco Silva, o técnico dos canarinhos. "O Pasching entrou muito forte no jogo e depois de um lance em que podia ter marcado despertámos, depois acabámos por controlar o jogo e fomos eficazes. Este é um momento histórico para o clube, os jogadores estão todos de parabéns", acrescentou. 
 
 
Diferente sorte teve o Sporting de Braga que, depois de ter vencido os romenos do Pandurri na Roménia por 1-0, perdeu na pedreira por 0-2. O treinador braguista, Jesualdo Ferreira, lamentou o desfecho: "O nosso adversário revelou-se mais forte do que estávamos à espera, mais do que o que mostrou na Roménia. Fizemos um jogo para ganhar mas não fomos felizes nos momentos em que teria de acontecer algo. É uma eliminatória mal perdida, um grande desgosto para o SC Braga. Mas estamos a começar e não vamos fazer deste jogo um drama apesar da desilusão para o SC Braga, uma vez que não esperávamos estar fora da Europa". Também o avançado brasileiro Alan lamentou as oportunidades desperdiçadas: "Falhámos um objectivo". Segundo o pasquim A Bola, o Sporting de Braga ainda poderá vir a estar na Liga Europa porque o Fenerbahçe foi suspenso das competições europeias desta época. Como tal, o Comité de Emergência da UEFA decidiu realizar um sorteio entre todos os eliminados do play-off para decidir quem ocupará o lugar vago.
 

Entretanto já foi realizado o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões desta época. O Benfica ficou no grupo C juntamente com o franceses do PSG, os gregos do Olympiakos e os belgas do Anderlecht. Já o CRAC ficou no grupo G, com o Atlético de Madrid, o Zenit de São Petersburgo e o Áustria Viena. A final da competição será disputada no próximo dia 24 de Maio no Estádio da Luz.
Eis os grupos sorteados:
 
Grupo A: Manchester United (Inglaterra), Shakhtar Donetsk (Ucrânia), Bayer Leverkusen (Alemanha) e Real Sociedad (Espanha)
Grupo B: Real Madrid (Espanha), Juventus (Itália), Galatasaray (Turquia) e Copenhaga (Dinamarca)
Grupo C: BENFICA (PORTUGAL), Paris Saint-Germain (França), Olympiakos (Grécia) e Anderlecht (Bélgica)
Grupo D: Bayern de Munique (Alemanha), CSKA Moscovo (Rússia), Manchester City (Inglaterra) e Viktoria Plzen (República Checa)
Grupo E: Chelsea (Inglaterra), Schalke 04 (Alemanha), FC Basel (Suíça) e Steaua Bucareste (Roménia)
Grupo F: Arsenal (Inglaterra), Marselha (França), Borússia de Dortmund (Alemanha) e Nápoles (Itália)
Grupo G: Futebol Corrupto do Porto (PORTUGAL), Atlético de Madrid (Espanha), Zenit (Rússia) e Áustria Viena (Áustria)
Grupo H: Barcelona (Espanha), AC Milan (Itália), Ajax (Holanda) e Celtic (Escócia)

Somos todos marcianos?


Sim, somos, segundo o investigador norte-americano Steven Brenner, professor no Instituto Westheimer para a Ciência e a Tecnologia em Gainesville, nos EUA. Brenner formulou uma teoria de que a vida nasceu na Terra graças a um metal proveniente de Marte e que chegou ao nosso planeta num meteorito. O ingrediente vital para a vida na Terra foi uma forma oxidada de molibdénio, um metal utilizado actualmente em ligas usadas no fabrico de ferramenta de bricolega ou coroas dentárias. Segundo a teoria, que foi apresentada numa conferência internacional consagrada à geoquímica em Florença, em Itália, este molibdénio serviu para impedir que as moléculas de carbono - fundamentais a todas as formas de vida - se deteriorassem e acabassem em alcatrão.
"Só quando o molibdénio está fortemente oxidado é que se torna capaz de influenciar a formação de uma vida primitiva. Esta forma de molibdénio não poderia estar presente na Terra na altura em que os primeiros elementos da vida apareceram, porque há três mil milhões de anos a superfície da Terra não continha muito oxigénio, ao contrário de Marte", disse Brenner, acrescentando que, na altura, a Terra era constantemente bombardeada por cometas e asteróides, tal como Marte, o que explica como é que detritos marcianos foram projectados no espaço e acabaram no nosso planeta, atraídos pelo campo de gravidade. Análises recentes realizadas num meteorito marciano mostraram a presença de molibdénio e boro, um metaloide que terá contibuído para proteger da corrosão o ARN (ácido ribonucleico), um percursor primitivo do ADN (ácido desoxirribonucleico). "Parece que acumulámos provas de que, na realidade, somos todos marcianos e que a vida começou em Marte antes de vir para a Terra a bordo de uma rocha. Foi um golpe de sorte, porque a Terra é de longe o melhor dos dois planetas para albergar a vida. Se os nossos hipotéticos antepassados marcianos tivessem ficado em Marte, talvez não estivéssemos lá para o contar", concluiu.
O que não falta são teorias que explicam o aparecimento da vida na Terra. Uma delas diz que a vida surgiu através da água trazida por cometas, compostos por gelo e poeiras cósmicas resultado da formação do sistema solar. Outra hipótese, baptizada de "panspermia", sugere que as bactérias transportadas em asteróides acabaram por cair na Terra e aproveitaram o facto de aqui existirem oceanos quentes para se multiplicarem.

Tiraram os olhos a um puto para o tráfico

 
Um menino chinês de 6 anos foi drogado e ficou sem os olhos por causa de um suposto tráfico de órgãos, um crime que já provocou uma onda de indignação na China. "Tinha o rosto cheio de sangue, as suas pálpebras estavam ao contrário e debaixo os olhos não estavam mais no lugar", contou o pai da criança. A polícia conseguiu encontrar os dois globos oculares já sem a córnea e oferece agora uma recompensa de 100 mil iuanes (12.200 euros) a quem ajudar a encontrar a mulher que alegadamente arrancou os olhos à pobre criança. "Como é possível tanta crueldade? É tão sádico", afirmou um internauta chinês.
A carência de órgãos doados na China reforça o tráfico de órgãos. Quase 300 mil pessoas precisam de transplante na China todos os anos, mas apenas 10 mil têm sorte. O pior é que a tradição chinesa exige que os mortos sejam enterrados inteiros...

Japonês preso sem saber porquê

 
Um japonês que vive em Macau foi detido durante mais de 10 horas sem saber porquê. Segundo o Hoje Macau, na madrugada de 28 de Agosto, o japonês, que não quis ser identificado, acompanhava um amigo que chegou do Japão.
"Apanhámos um táxi no Wan Chiu (NAPE) para regressarmos a casa e eu disse ao taxista para nos levar à San Ma Lou (Avenida Almeida Ribeiro)", começou por dizer. "Ele realmente levou-nos lá, mas há uma paragem em frente ao Largo do Senado e (ele ia parar lá), mas a minha casa é por trás do banco Tai Fung e, por isso, queria que ele parasse mais à frente e pedi-lhe 'siu, siu, go ahead please' (mais um bocadinho, por favor)". Segundo o japonês, o taxista terá dito algo em chinês que eles não perceberam, por não dominarem a língua: "Talvez ele tenha dito que ali já era a San Ma Lou, mas não sei.  Então disse outra vez 'não, um bocadinho mais por favor', acompanhado de um gesto para a frente, mas ele continuava a dizer algo em chinês e parecia estar a ficar irritado. Começámos a falar um com o outro, mas ele continuava cada vez mais zangado e, por isso, dei-lhe então 30 patacas para pagar, apesar de a tarifa ser de apenas 25 patacas. Saímos do táxi e fechámos a porta e, de repente, o taxista saiu do carro e gritou para mim que eu tenho dado um pontapé na porta. Mas não fizemos nada. Fiquei tão confuso que disse 'o quê? Não fiz nada. Olhe para a porta do seu carro'. A porta não tinha nada, obviamente, mas ele continuou a gritar em chinês e muito zangado e disse que ia chamar a polícia. Eu não me importei, afinal não tínhamos feito nada".
O japonês foi levado para a esquadra "para fazer um relatório": "Pensei que seria apenas uma hora, mas, depois de estarmos sentados num banco durante cerca de duas horas, comecei a perguntar quando podia ir para casa. Eu continuei a dizer que não tinha feito nada, mas se eles tinham algum problema comigo, então, queria ligar para a embaixada japonesa. Tive que pedir desculpa ao meu amigo do Japão, que só tinha chegado a Macau nesse dia. Pedi-lhe que voltasse para minha casa".
O papel, assinado pelo japonês e pelo taxista numa outra esquadra da polícia, estava redigido em chinês e em português. Um agente da polícia disse-lhe que "a lei de Macau não permite que se trabalhe nestes casos (de conflito) depois da meia-noite" e que ele tinha que esperar até de manhã para poder ir-se embora. "Dirigiram-me a uma sala, apenas com uma cadeira de plástico e chão de cimento. Entrei e o polícia trancou a porta. Não sou um criminoso. Mas, desisti. Queria descansar e então apaguei a luz, mas uma mulher polícia entrou na sala e voltou a ligá-la. Não consegui dormir até às seis da manhã e, a essa hora, um outro agente da polícia começou a interrogar-me numa outra sala. Assinei o mesmo documento que já tinha assinado na outra esquadra e ele disse que teria de ir para outra esquadra. De novo". E teve depois que esperar até às 7:30 porque não havia veículo da polícia para o transportar. "Esperei num quarto trancado outra vez. Sem telemóvel, sem relógio. Devem ter passado umas duas ou três horas. Durante esse tempo, eles tinham-me tirado uma fotografia e as minhas impressões digitais - conforme já tinham feito na primeira esquadra. Pedi para telefonar para a empresa (onde trabalha) para explicar por que não ia trabalhar, mas eles não me deixaram. Fiquei lá até às 10:30". Por fim, foi levado a uma quarta esquadra, agora na Taipa. "Disse-lhes que estava mesmo confuso que não percebi nada. Não tinha feito nada e tive de ficar detido mais de dez horas. Perguntei novamente quando podia ir para casa e disse que, caso tivessem algum problema comigo, para me deixarem ligar para a embaixada japonesa ou para um advogado".
Para além de não terem acedido a nenhum dos seus pedidos, o japonês ainda foi levado para o departamento de imigração onde investigaram o seu BlueCard e acabou solto sem qualquer acusação contra si: "Entre trinta a quarenta minutos depois, deixaram-me sair. Por volta das 13:00 do dia 28 de Agosto". "Apenas disseram que era o sistema de Macau. Ninguém me explicou nada", desabafou.
O japonês reside no território desde 2011, para onde veio depois do acidente em Fukushima. Ele ainda tentou obter esclarecimentos da PSP sobre o sucedido, mas após várias tentativas não foi possível obter resposta porque "o assunto requer respostas de diversos departamentos".
Enfim, Macau sã assi...

Zonas Especiais Timorenses?


Alguém sabia que Timor Leste, o mais novo país lusófono independente, tem zonas especiais?
O antigo primeiro-ministro timorense, o muçulmano Mari Alkatiri, está em Macau precisamente para promover as zonas especiais timorenses - Oecussi, Ataúro e Lautem - inspiradas no exemplo do antigo território português. "Estas novas zonas, que irão começar em Oecussi, mas que no futuro poderão também ser aplicadas em ilhas como Ataúro ou Lautem, terão de ter uma autoridade política, uma assembleia e um orçamento, de forma a cumprirem a sua missão 'especial' no interior de um país, como acontece com Macau na China, que tem ainda a autonomia judicial", disse Alkatiri em declarações à agência Lusa.
Para além de promover as zonas especiais timorenses, Alkatiri veio cá tratar também doutros assuntos, como a refinação de petróleo na costa sul ou as indústrias de Baucau, onde um consórcio sino-australiano vai investir 350 milhões de dólares na produção de cimento que empregará a prazo 3000 pessoas. "No dia 15 de Setembro inauguramos o novo porto que deverá servir nos próximos cinco anos e espero que tenhamos até ao final do ano pronta toda a legislação reguladora das novas zonas especiais para que em 2014 sejam iniciados os trabalhos da nova cidade em Oecussi", disse. Alkatiri adiantou que, primeiro, é necessário realojar parte da população actual dos 70.000 habitantes dos 815 quilómetros quadrados de Oecussi para se iniciar a construção da nova cidade, que terá de ser acompanhada de infraestruturas como saneamento, energia, escolas e hospitais internacionais. "Para atrair investimento internacional temos de oferecer condições de educação, saúde e até de circulação", razão pela qual está também prevista a construção de um aeroporto.
Numa primeira fase, em Oecussi, Alkatiri preconiza a instalação de indústria ligada à agricultura, pecuária e pescas, sectores fundamentais, para, mais tarde, pensar noutros serviços como o turismo e indústrias extractivas. "A pesca é artesanal e tem um caminho a percorrer para ser potenciada, a agricultura pode ser base de cooperação com a Indonésia na área do café para que ganhe quantidade suficiente para ser polo fornecedor e a pecuária tem um potencial de crescimento pela venda para a Indonésia", disse. "Queremos criar as condições para que estas zonas sejam um pólo de desenvolvimento na sub-região e, mais tarde, da região onde estão inseridas", disse, acrescentando que Timor, com as suas regiões especiais, poderá ser "um entreposto comercial" para os países lusófonos que ficam distantes.

Executada ex-namorada de Kim Jong-un


A ex-namorada do líder norte-coreano Kim Jong-un (김정은), Hyon Song-wol (현송월), foi executada, alegadamente no passado dia 20, juntamente com outras 11 pessoas depois de terem sido acusadas de gravar e vender vídeos pornográficos.
Segundo o jornal Chosun Ilbo, foram também encontradas várias Bíblias entre os acusados, todos eles músicos e bailarinos do grupo Wangjaesan Light Music Band e da orquestra Unhasu (Hyon Song-wol era cantora), o que levou a que fossem tratados como dissidentes políticos. A mesma fonte informa também que os 12 artistas foram executados a tiro de metralhadora à frente dos seus familiares e membros dos grupos musicais, que foram levados para os campos de trabalhos forçados. Hyon terá namorado com Kim Jon-un há cerca de 10 anos atrás mas o namoro não era aprovado por Kim Jong-il, o pai do actual líder norte-coreano: Hyon acabou por casar com um soldado e Kim Jong-un casou com uma outra cantora, Ri Sol-ju, que também fez parte da orquestra Unhasu.
De seguida, o vídeo da canção Excellent Horse-Like Lady (준마처녀) de 2005, do grupo do qual Hyon era a vocalista, os Pochonbo Electronic Ensemble, muito popular na Coreia do Norte no início deste milénio.

“A guerra irá alastrar-se longe para além do Médio Oriente”

 
A comunidade mundial ficou comovida com um vídeo arrepiante difundido na rede global. As imagens mostram islamistas radicais, partidários da oposição síria, massacrando brutalmente o padre católico François Murad e outros dois cristãos. Gritando “Allahu Akbar”, os terroristas rebeldes decapitam três homens, enquanto as pessoas reunidas em torno, entre as quais há crianças, estão observando a execução pública e inclusive filmam-na com telemóveis. De acordo com a agência de notícias do Vaticano, os rebeldes atacaram o mosteiro em que moravam as suas vítimas.
 
Esses assassinatos tornaram-se mais uma prova de perseguições a cristãos no Médio Oriente, agora na Síria, declarou em entrevista à Voz da Rússia José Manuel Vidal, prestigioso especialista espanhol em assuntos relativos ao Vaticano e director do portal católico Religión Digital:
 
“É evidente a perseguição aos cristãos na Síria, sobretudo após a guerra civil ter começado no país. O assassinato foi cometido, é um facto confirmado pelos franciscanos e pelo próprio Vaticano”.
 
 
José Manuel Vidal mostrou-se preocupado com o facto de os cristãos sírios, tal como outros compatriotas seus, abandonarem em massa o país devido à escalada do conflito interno e por temor de uma possível chegada ao poder de islamistas radicais em caso de queda do regime de Bashar Assad:
 
“Se os islamistas tomarem o poder na Síria, os cristãos enfrentarão maiores dificuldades do que as que tinham tido até agora. No Vaticano se dão conta disso perfeitamente. O Papa Francisco em várias ocasiões exortou as partes beligerantes a pôr fim à guerra e se sentarem à mesa de negociações. Além disso, ele apelou a altos representantes do Vaticano, em particular, a Nunciatura de Damasco, para mediarem no conflito”.
 
Por sua vez, o presidente da Associação Catalã de Vítimas de Organizações Terroristas (ACVOT), José Vargas, disse à Voz da Rússia que é imprescindível pôr termo o mais depressa possível à violência na Síria, visto que já ameaça a segurança internacional:
 
“Estou muito preocupado com o facto de a maioria dos rebeldes sírios serem islamistas radicais e extremistas que têm uma mentalidade expressamente terrorista. A comunidade internacional tem que tomar medidas a respeito; caso contrário, nesse país nunca haverá paz, e, por conseguinte, a guerra irá alastrar-se longe para além do Médio Oriente”.
 
 
Viktor Cheburashkin
 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A ex-ateia Megan Hodder

Megan Hodder é uma inglesa de 21 anos que era ateia e que se baptizou e ingressou na Igreja Católica no domingo de Pentecostes deste ano. Consumidora de obras de escritores como Dawkin, Harris e Hitchens, Megan nunca teve uma educação cristã e passava muito do seu tempo a criticar e a gozar com a Igreja Católica, chegando a acusá-la de ser um "grande símbolo de irracionalidade" e dizer que a religião é a causadora de "quase todos os males do mundo". "Fui educada sem religião e tinha 8 anos quando sucedeu o atentado das Torres Gémeas no dia 11 de Setembro de 2001. A religião era irrelevante na minha vida pessoal e durante anos de estudo a religião só proporcionava um fundo de notícias sobre violência e extremismo", disse Megan ao The Catholic Herald.
Tudo mudou quando leu o famoso discurso do Papa Bento XVI em Ratisbona, que defendia a razão frente à fé cega, o mesmo discurso que provocou a ira dos muçulmanos por causa duma verdade indubitável sobre o pseudo-profeta Maomé que o islão não permite enxergar. "Esperava e desejava mostrar a sua irracionalidade e preconceitos (da Igreja) para justificar o meu ateísmo. Mas, em contrapartida, um Deus que era o Logos apresentou-se a mim; não um ditador sobrenatural que esmaga a razão humana, mas a fonte da bondade e verdade objectivas, que expressa a Si mesmo, para a qual se orienta a nossa razão e onde alcança a sua plenitude, uma entidade que não controla a nossa moral de maneira robótica, mas que é a fonte da nossa percepção moral. (...) Era uma percepção da fé mais humana, subtil e, sim, crível, do que esperava. Não me conduziu a uma epifania espiritual dramática, mas animou-me a buscar mais o Catolicismo e a reexaminar com um olhar mais crítico alguns problemas que tinha com o ateísmo".
Megan entendia que uma moralidade sem Deus tem duas tendências problemáticas, ou é tão subjectiva que chega a ser absurda, ou tenta seguir uma suposta lógica estreita que leva a resultados tão desumanizantes que causam repugnância. Depois de ler Bento XVI, viu que as teorias éticas que melhor superavam estes problemas são teístas, e que um dos problemas do "novo ateísmo" é a metafísica. "Logo percebi que confiar nos novos ateus para ter argumentos contra a existência de Deus foi um erro porque Dawkins, por exemplo, trata de maneira desdenhosa São Tomás de Aquino em 'Deus, um delírio'". Dawkins só aborda um resumo das Cinco Vias (que provam a existência de Deus) e sem entender aquilo que apresentam. "Foquei-me nas ideias tomistas e aristotélicas, e vi que apresentavam uma explicação válida do mundo natural, uma explicação que os filósofos ateus não souberam atacar de maneira coerente", escreve Megan, que tentou apanhar incoerências e inconsistências na fé católica, mas teve que admitir que uma vez aceitando a sua estrutura e conceitos básicos, tudo se encaixa "com uma velocidade impressionante".
Megan falou também da moral sexual católica: "A moral sexual católica não é uma lista de proibições, como pintam por aí. É o reconhecimento de que existe uma harmonia entre Deus e a humanidade que está incrustada no mundo material, que se manifesta de uma forma assombrosa e aguda na complementaridade entre o homem e a mulher e seu chamado a ser uma só carne". E falou do fracasso do "sexo sem consequências" afirmando que "os métodos contraceptivos são responsáveis por quase dois terços dos abortos do Reino Unido, e as doenças sexualmente transmissíveis alcançam níveis altos, históricos". A "Teologia do Corpo" e a moral sexual católica oferecem "um modelo de relações humanas que é seguro, duradouro e comprometido, em cima de bases sólidas, ordenado para a unidade e a vida. O ideal católico das relações humanas é um desafio exigente, mas um desafio rumo à excelência, para ser fiéis às nossas necessidades reais e às de nossos companheiros".
"A fé não é um exercício intelectual, um assentir a certas proposições, mas um acto radical da vontade, que gera uma mudança total na pessoa. (...) Para cada ateu confesso e embasado, existe outro sem nenhuma experiência pessoal com a religião, nem interesse no debate, que simplesmente se deixa levar pela corrente cultural. Espero ser um exemplo, ainda que seja pequeno, da atuação do catolicismo, em uma era que às vezes parece ser tão oposta a ele de maneira indiscutível", concluiu.


Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão (Lucas 15:7).

Papa telefonou a uma vítima de violação


O Papa Francisco telefonou e conversou durante meia hora com Alejandra Pereyra, uma argentina de 44 anos que foi violada por um polícia que até já foi promovido. "Parecia ter sido agarrada pela mão de Deus", contou a mulher ao sítio internético Il Simografo. Alejandra tinha enviado uma carta ao Papa há cerca de dez dias atrás no qual dizia ser duplamente vítima: da violação e de ameaças e pressões por ter apresentado queixa. "Perguntei quem era (quando atendeu o telefone) e fiquei petrificada quando ouvi 'O Papa'. O Papa escutou com muita atenção o meu relato. Disse-me que não estava sozinha e pediu que tivesse confiança na justiça. O Papa disse-me que recebe diariamente milhares de cartas, mas que o que eu tinha escrito o tinha emocionado e tocado no coração", disse.
Vale a pena salientar que não foi a primeira vez que o Papa Francisco falou com estranhos por telefone.

Cristo multiplicou os pénis?

 
O presidente venezuelano Nicolás Maduro disse, num discurso, que Jesus em vez de ter multiplicado os peixes, multiplicou os pénis! De facto em castelhano as palavras "penes" (pénis) e "peces" (peixes) são muito parecidas...

Danny "trai" equipa portuguesa


O internacional português Danny, nascido na Venezuela e filho de madeirenses, apontou dois grandes golos no jogo que opôs o Zenit ao Paços de Ferreira, na 2ª mão do play-off de acesso à Liga dos Campeões, em São Petersburgo, depois de no primeiro jogo os russos terem vencido por 4-1 (nova vitória do Zenit, agora por 4-2). Os castores voltaram uma vez mais a demonstrar grande brio profissional mas a Liga dos Campeões não passou mesmo dum sonho para o modesto clube português. A Liga Europa já é um excelente prémio.

Hadashi No Gen é o novo tabu japonês

O clássico japonês Hadashi No Gen (はだしのゲン), uma manga (banda desenhada japonesa) que fala dos horrores da Segunda Guerra Mundial, em especial o episódio da explosão da bomba atómica em Hiroshima, foi censurado pelo conselho escolar da região japonesa de Matsue, que ordenou que todos os exemplares do livro fossem retirados das escolas primárias e preparatórias, o que já está a gerar uma onda de contestação por todo o país. Como consequência, as vendas de Hadashi No Gen dispararam.
A história fala do puto Gen e da sua mãe que têm de sobreviver numa zona devastada após a explosão da bomba. Publicada pela primeira vez na revista Weekly Shonen Jump em 1973, a manga já foi traduzida para 20 línguas e já foi adaptada também ao anime (desenhos animados japoneses), ao cinema e também ao teatro. O seu autor, Keiji Nakazawa, ele próprio um sobrevivente de Hiroshima que morreu no ano passado, queria através da manga explicar às crianças o que aconteceu na época no Japão e nos países vizinhos. O problema é que as barbaridades cometidas pelo exército japonês da época, como a Violação de Nanking, na China, e a crítica ao imperador Hirohito, aquele que se humilhou e se rendeu perante os EUA de Harry Truman para que o Japão não levasse com uma terceira bomba atómica, não agradam particularmente os mais acérrimos nacionalistas japoneses. A viúva de Nakazawa, Misayo, diz que não faz sentido que as crianças sejam privadas da verdade que a própria História confirma. "A mensagem que o meu marido quis passar é que não interessa o quão mal foste tratado na vida, acabarás por encontrar alguma coisa de bom se lutares por isso. Acredito que esta mensagem é importante para as crianças mesmo nos dias de hoje", disse Misayo ao jornal japonês The Asahi Shimbun.

Nova estrela 'gémea' do Sol


Tem 8,2 mil milhões de anos e vai ajudar a compreender como é que o Sol vai envelhecer.
 
Chama-se HIP 102152, mas é mais conhecida como a estrela 'gémea' do Sol, a mais velha que já foi identificada. Tem 8,2 mil milhões de anos, quase o dobro da idade do Sol (4,6 mil milhões de anos), e foi descoberta por astrónomos da Universidade de São Paulo, no Brasil, em parceria com o Observatório Europeu do Sul (OES).
A estrela está a 250 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Capricórnio, e foi observada através do telescópio VLT do OES, localizado no norte do Chile. Os cientistas acreditam que a descoberta do astro vai permitir compreender a evolução do Sol nos próximos mil milhões de anos.
"A estrela tem massa, temperatura e espectro de luz igual ao Sol. É uma descoberta interessante para perceber como é que o Sol vai envelhecer", explicou ao CM Michael Bazot, um dos investigadores do projecto e que pertence ao Centro de Astrofísica da Universidade do Porto.
A composição química é outra das semelhanças. Foi detectada a presença de níveis muito baixos de lítio na estrela, o que demonstra que astros mais velhos e semelhantes ao Sol perdem este elemento químico ao longo da vida. Em 1997 foi encontrada a primeira estrela 'gémea' do Sol: desde então poucas foram identificadas.
 
 
Fonte: CM

O modelo iraquiano wannabe


Apresento-vos Ahmed Angel, um iraquiano de 18 anos que estuda medicina e que quer ser modelo. Os seus fãs acham que ele deveria ser "o rei de toda a Terra" (um dos seus álbuns de fotos do Facebook teve quase um milhão de visualizações em menos de três meses). "O meu sincero 'obrigado' a todos os fãs e amigos que votaram em mim, pelos grandes esforços, e por publicarem as minhas fotografias nos mais importantes e populares sites internacionais do mundo. E agora sou uma estrela internacional e a mais popular... Adoro-vos", respondeu com simpatia (e arrogância) Ahmed na rede social.
Ai se o Saddam ainda fosse vivo! Não haveria génio da lamparina que o acudisse!

"Rosita" e o império como objecto de desejo

 
Na fronteira ténue entre o espectáculo e a antropologia, a cultura popular e a cultura científica, os zoos humanos serviram diferentes discursos coloniais. Expuseram também práticas de um racismo e de um sexismo que hoje subsistem sob outros formatos.

Os "jardins zoológicos humanos" foram um fenómeno muito popular, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos, entre 1840 e 1940. Consistiam em grupos de "selvagens" ou "nativos", como eram designados, expostos em jardins zoológicos, jardins de aclimatação, exposições universais e coloniais ou circos itinerantes. O contexto colonial europeu deste período foi especialmente propício a estes eventos e foram poucas as vozes contemporâneas que os condenaram.
 
"Vieram à exposição mais de um milhão de portugueses. Muitos - possivelmente a maioria - vieram em ar de festa, com o mesmo espírito alegre e descuidado com que vão ao arraial e ao teatro, aos touros e ao futebol. Diziam alguns: vamos ver os pretos!" Um ano depois da primeira (e última) Exposição Colonial Portuguesa, que teve lugar no Porto em 1934, fazia-se o balanço, positivo, do evento. Um álbum comemorativo publicado em 1935 descrevia a exposição e o sucesso alcançado entre os públicos de "todas as classes". Tinham sido atraídos pelas novidades - sobretudo a encenação de uma aldeia de "indígenas guineenses" -, mas tinham acabado "comovidos" e "orgulhosos" dos feitos coloniais portugueses que ali se tornaram visíveis através das mais variadas tecnologias expositivas e visuais.
 
O jardim do Palácio de Cristal, da mais industrial das cidades portuguesas, fora temporariamente ocupado por reproduções de monumentos de Goa e de Macau, exemplares da fauna africana, cinema com exibição de filmes sobre as colónias, desfiles militares com soldados moçambicanos, a banda militar de soldados angolanos, uma livraria destinada à venda e propaganda de livros coloniais, a mostra industrial com 600 expositores - incluindo produtos portugueses de interesse para o mercado colonial, produtos coloniais passíveis de interesse metropolitano, e muitas outras exposições, a mostrar artesanato africano ou os resultados mais recentes da colonização portuguesa, na área da educação, transportes ou medicina.
 
Entre esta multiplicidade de exibições - em que ainda acrescia o divertimento de uma feira popular e um comboio para que o público não se cansasse da viagem entre Angola e Moçambique -, as "representações etnográficas" acabaram por ser as mais populares. Em 1933, o ministro das colónias, Armindo Monteiro, escrevera uma carta a todos os governadores das colónias portuguesas a pedir-lhes que enviassem para o Porto os "seus nativos" para serem alojados "em aldeia ou habitações típicas". Trezentos e vinte e quatro mulheres, homens e também crianças, provenientes de Cabo Verde, Guiné, Angola, Moçambique, Índia, Macau e Timor, estiveram expostos no Porto. Entre eles, o grupo de balantas da Guiné-Bissau foi o mais fotografado pela câmara oficial de Domingos Alvão. Os seus retratos foram dos mais reproduzidos nos populares postais fotográficos que se compravam como souvenirs, bem como os que mais atenção mereceram da parte da imprensa, que multiplicou os públicos da exposição com a sua cobertura exaustiva do evento.
 
A Exposição Colonial Portuguesa de 1934 foi emblemática de uma nova fase do colonialismo português - mais centrado em África, interessado na emigração de portugueses para territórios africanos, e empenhado em afirma-se numa Europa também ela colonizadora. O modelo adoptado pela iniciativa portuense, tanto pela inspiração estética como ideológica, fora em parte o da Exposition Coloniale de Paris em 1931.
 
Numa ilha no meio de um lago, onde uma fonte luminosa vinha dar um toque de modernidade, qual metáfora do empreendimento português em África, instalaram-se umas dezenas de guineenses, que viviam o seu quotidiano numa aldeia de palhotas, sob o olhar dos visitantes portugueses. O público da exposição podia assim ocupar, mesmo que temporariamente, o olhar e o lugar do colonizador. Um colonizador que, na segurança oferecida por um parque no centro do Porto, podia já beneficiar dos resultados das "campanhas de pacificação" em África. Mesmo a da Guiné-Bissau, uma das mais tardias. Assim designadas pelos portugueses porque visavam eliminar a resistência africana à ocupação portuguesa, estas campanhas militares não faziam, naturalmente, parte do discurso expositivo. O que se anunciava em 1934 era uma outra fase da colonização portuguesa - a ocupação dos territórios africanos por colonos portugueses. O evento, de carácter didáctico e propagandístico, procurava relembrar ao povo português que "Portugal não era um país pequeno". A dimensão, excessiva, do espaço imperial, precisava de quem o ocupasse e trabalhasse. Para que Portugal pudesse voltar a ser aquilo que já tinha sido. O tal passado que a exposição evocava de muitas formas, para aqueles que sabiam ler e para a maioria que só sabia ver. É que a ideologia das exposições deve ser analisada lado a lado com outros espaços de uma cultura visual bem circunscrita: da fotografia aos postais, dos jornais ilustrados ao cinema, dos museus de antropologia aos livros de propaganda colonial.
 
O desejo de um império
 
E como voltar a transformar o império num objecto de desejo? Como incentivar os "fortes portugueses que navegam", cantados por Camões, a voltar a partir? A exposição era ela própria uma ode às possibilidades coloniais do futuro, um balanço daquilo que se fizera recentemente, e um anúncio de um Portugal do além-mar que seria central à ideologia política e colonial do Estado Novo. As exposições de "nativos", e sobretudo de "nativas", tornaram-se o símbolo mais concreto dessa erotização de um império onde a virilidade lusa devia voltar a semear riqueza. As metáforas de género já desde há muito faziam parte da linguagem colonialista portuguesa, tal como da francesa ou britânica. Os espaços coloniais surgiam feminizados, selvagens e feitos da natureza desordenada que a masculinidade imperial europeia iria controlar. A conquista territorial era descrita com o vocabulário da conquista sexual, onde o colonizador branco masculino exercia duplamente o seu domínio sobre a mulher colonizada - domínio étnico e domínio de género iam, por isso, a par. Esta linguagem, banalizada na prolixidade da escrita produzida nos contextos imperiais europeus do século XIX, manifestara-se graças às possibilidades reprodutivas da fotografia. Inventada quase em meados de oitocentos, a tecnologia fotográfica desenvolveu-se em paralelo com a consolidação dos impérios coloniais e tornou-se um dos seus mais importantes instrumentos de propaganda colonial, juntamente com as exposições.
 
O "objecto" mais descrito, fotografado e reproduzido na Exposição Colonial de 1934 foi uma mulher, negra e nua. A Rosa, Rosinha, ou Rosita, nome com certeza mais fácil do que o seu verdadeiro nome islâmico, era uma mulher balanta, da Guiné recentemente "portuguesa" (ver artigo de Isabel Morais no livro Gendering the Fair). Fotografada por Alvão em várias poses encenadas já pelos códigos visuais de um erotismo feminino, por vezes com os braços levantados para melhor revelar o peito, a Rosinha personificou aquilo que o império deveria ser - o lugar das mulheres disponíveis sexualmente para os homens portugueses que a exposição queria incentivar a partir. Como eram negras podiam estar nuas e podiam ser observadas num espaço familiar e domingueiro de lazer aceitável. Não transgrediam a moral vigente porque não eram brancas como as mães, mulheres e irmãs dos homens que as observavam - dos visitantes do evento aos que organizaram a exposição ou promoveram os discursos de miscigenação além-mar.
 
Sempre implícita na ideia de miscigenação - tão implícita que nem tinha de ser afirmada - estava uma relação entre os homens colonizadores brancos e as mulheres colonizadas africanas. Nunca, naturalmente, a possibilidade - o tabu - de uma relação sexual entre uma mulher branca e um homem negro. Mais tarde, a miscigenação conheceu no "luso-tropicalismo" do antropólogo brasileiro Gilberto Freyre a mais legítima das suas teorizações. Mas já era apresentada como uma característica do colonialismo português desde que Afonso de Albuquerque promovera, na Goa do século XVI, os casamentos com mulheres hindus convertidas ao Cristianismo.
 
A ideia de miscigenação
 
Como poderão ser consideradas excepcionais todas estas políticas coloniais? Todos os impérios coloniais europeus de oitocentos legitimaram as suas empresas com a afirmação do seu "excepcionalismo" e da sua menor violência em relação às práticas coloniais dos outros. Se os portugueses alegavam a sua capacidade de mistura com os nativos (leia-se "as nativas") face a uns britânicos que faziam da separação racial uma das suas bandeiras, os últimos denunciavam a violência religiosa dos portugueses, em contraste com sua própria tolerância em relação ao hinduísmo. Ou, mais tarde, já no principio do século XX, os britânicos denunciavam as práticas de trabalho forçado nas roças de São Tomé, numa altura em que a "escravatura" supostamente já não existia. Os "outros" colonizadores eram sempre piores e por isso não mereciam as colónias que tinham. Tentar ler as políticas de mistura - e, relembramos, de mistura de homens brancos com mulheres dos territórios colonizados -, que pontuaram a colonização portuguesa, em diferentes contextos e por razões distintas, como um sinal do "não-racismo dos portugueses" é reproduzir acriticamente os próprios discursos colonizadores. E é, sobretudo, também não ter em conta a profunda desigualdade entre os géneros que, à partida, estava implícita nestas relações.
 
Na base destas políticas de colonização e interacção com os locais estava a distinção entre, em primeiro lugar, a sexualidade masculina, livre de escolher o seu objecto de desejo, cá ou lá (embora mais lá do que cá), e onde estava implícita uma superioridade; em segundo lugar, a sexualidade feminina da mulher branca, regulada pelas prescrições legais, culturais e sociais de uma sociedade patriarcal. Em terceiro lugar, estava a sexualidade da mulher negra, uma mulher que surgia como passiva e sem poder, apresentada como disponível para o homem branco que, ao ocupar o lugar do homem negro, estava também, metafórica e literalmente, a dominá-lo.
 
Mas o sexo não chega. E o colono português também teria de andar bem alimentado e bem vestido. Num outro pavilhão da exposição colonial, um enorme diorama com figuras de tamanho natural mostrava as mulheres negras a aprender a cozinhar e a coser sob o olhar paciente das freiras missionárias portuguesas. Expunham os progressos da evangelização portuguesa em África através do encontro de dois tipos de mulheres. Um encontro também de valores religiosos e domésticos, aqueles que as mulheres, brancas ou negras, podiam viver no império.
 
Apesar de também ter opositores, até entre antropólogos prestigiados, a miscigenação tornou-se uma ideologia central do regime, e a Rosinha estava ali para a ilustrar: o nome português, provavelmente da conversão ao cristianismo, para a tornar mais próxima e até casadoira; o diminutivo de "inha" ou "ita" para a familiarizar; e a sua sexualização, usada e abusada no contexto expositivo, para que o império também pudesse ser imaginado como uma conquista sexual. Os homens guineenses que vieram com a Rosinha foram entrevistados. Mas as mulheres, não. Não se julgou necessário ouvir a sua voz. Vê-las era mais importante do que as ouvir. Aqui, como em muitos outros casos, "raça" e "género" não são conceitos dissociáveis. Inseparável da cor da pele era o seu género feminino, e era nessa combinação que se reificava uma dupla hierarquia - a do branco sobre o negro, a do colonizador, neste caso, português, sobre a colonizada, neste caso proveniente da Guiné-Bissau e, finalmente, a de um homem sobre uma mulher, onde o domínio patriarcal e sexual era assumido. O espaço da exposição encenava, de um modo lúdico e legítimo, o projecto colonial. Entre partir e tornar-se colono havia um oceano pelo meio. No jardim portuense, apenas um lago os separava de África. E de uma África que nada tinha de ameaçador.
 
A colonização do corpo
 
As notícias de jornal e as fotografias, popularizadas em postais fotográficos, multiplicaram os discursos escritos e visuais da exposição, fazendo-a chegar também àqueles portugueses que não tinham ido ao Porto. Um livro publicado em Luanda em 1934, celebrava a província de Angola e a sua presença na 1.ª Exposição Colonial. Na página dedicada ao Banco de Angola, duas fotografias do "magnífico e luxuoso stand próprio, lindamente decorado", partilhavam a página com duas fotografias de mulheres seminuas: Uma "beleza negra da Huíla", de boca semiaberta e braços levantados como os da Rosinha, a erguer o peito desnudo, não disfarçava a sua óbvia conotação erótica; a "preta Mucancala" inscrevia-se num outro tipo de imagem, também muito popular desde a segunda metade do século XIX - a da fotografia "etnográfica", realizada ao ar livre no lugar de origem (ou, muitas vezes, nas encenações recriadas nas exposições europeias, coloniais ou universais). O texto a legendar a imagem descrevia o oposto do Portugal moderno e inovador que se queria transplantar para os trópicos: aquela "curiosa tribu" angolana era "uma das mais baixas espécies da escala da humanidade".
 
A mulher negra desnuda - quer na sua versão "sexualizada" quer na sua versão "primitiva" - contrastava com a prosperidade e modernidade do Banco de Angola e ao mesmo tempo reificava as distinções de género tão explícitas na documentação colonial, a masculinização do colonizador, neste caso daquele que geria a riqueza da exploração colonial, e a feminização da colónia, neste caso, numa "preta" e numa "negra", sem nome e sem roupa.
 
No contexto das discriminações raciais da Europa da década de 1930, como já no século XIX, o corpo da mulher negra podia ser exposto, legitimamente, de muitas formas, num claro contraste com o corpo nu da mulher branca, remetido para as fotografias transgressivas de uma pornografia para consumo privado masculino. O corpo nu da mulher negra estava disponível visualmente, porque imperava uma ideologia legitimada por um racismo científico que o inferiorizava, e que lhe retirava voz e poder. Os lugares desta exposição legítima do corpo eram inúmeros: nas exposições universais e coloniais, nos postais fotográficos que jogavam com a ambiguidade entre a legitimidade científica da antropologia e o erotismo; ou em imagens de jornal a ilustrar os costumes de povos "estranhos e distantes".
 
Uma consciência crítica desenvolvida sobretudo desde os anos 1960 veio questionar a violência com que os corpos das mulheres negras foram transformados em objectos e desumanizados, ao longo da história. De Saartjie Baartman - a chamada Vénus de Hotentote que em princípios do século XIX circulava tanto nos meios científicos como nos de entretenimento, entre Londres e Paris - até às muitas mulheres e homens que, ao longo da segunda metade do século XIX, foram apresentados como "selvagens" ou "nativos" e expostos no jardim de aclimatação de Paris, nas exposições europeias ou no circo itinerante do norte-americano Barnum. Este mesmo fenómeno, central para se compreender a ideologia colonial deste período, foi desprezado pela academia durante muitos anos. Porém, desde há cerca de vinte anos que os "zoos humanos" têm sido estudados na perspectiva da história do colonialismo, racismo e cultura visual.
 
Que continuidades e cisões subsistem, hoje, na cultura visual contemporânea que caracteriza o nosso contexto nacional? Uma muito maior consciência anti-racista - incentivada tanto pelos debates do pós-colonialismo como por políticas de direitos humanos mais democráticas - tornaria impensáveis muitos dos textos e imagens do colonialismo português dos séculos XIX e XX. No entanto, ainda subsistem entre nós muitas formas contemporâneas de racismo associado ao género. O que é que a sexualização das mulheres africanas ou brasileiras, no contexto português - no humor machista, em conversas masculinas não escritas, na formulação de estereótipos primários -, diz sobre os preconceitos enraizados de tantos portugueses? Outras perguntas são inevitáveis e também têm sido objecto de estudo nas últimas décadas. Como é que o corpo da mulher, independentemente da cor da pele - sexualizado sob um ponto de vista masculino, anónimo, e passivo -, continua a ser tão utilizado acriticamente na visualidade contemporânea? Se é certo que tais corpos já não servem para propagandear projectos coloniais, nem promessas de uma vida melhor nos grandes territórios de um país pequeno, continuam a ser usados para vender automóveis, cerveja e tudo o resto. Sobretudo, vendem a ilusão de que o desejo do olhar de um público - que se assume como sendo masculino - pode desresponsabilizar eticamente aqueles que detêm o poder sobre os discursos do visível.
 
 
in Público

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Eleições 2013: Doce Campanha Eleitoral

A propósito das eleições para a Assembleia Legislativa em Macau do próximo dia 15 de Setembro...
 
 
 
 

Gareth Bale no Real por 100 milhões de euros

 
Segundo o Daily Mail, o Real Madrid pagou 100 milhões de euros por Gareth Bale ao Tottenham Hotspur, superando o recorde dos 94 milhões de euros pela transferência de Cristiano Ronaldo do Manchester United. Não se sabe se o Fábio Coentrão, que já pediu ao clube para sair, está ou não envolvido no negócio.

Puto morre enforcado na brincadeira

Rui Dourado, de 14 anos, estava a mexer em duas cordas quando, por acidente, ficou preso pelo pescoço numa estufa na rua da Codixeira, em Aguçadoura, Póvoa de Varzim. Os bombeiros ainda tentaram reanimar o rapaz durante 45 minutos, mas em vão. Rui estava a ajudar os seus irmãos a apanhar tomates e era considerado um do melhores praticantes de atletismo.

Casal apanhado a fazer sexo em pleno campo de futebol


Na Dinamarca, o jogo entre o Brøndby e o Randers terminou empatado no passado domingo, mas alguém conseguiu marcar mesmo depois do apito final. No estádio do Brøndby, em Copenhaga, um casal foi flagrado pelo responsável pela segurança a fazer sexo no relvado sem ninguém saber como é que lá foi parar. Mikkel Davidsen, porta-voz do clube da casa, confirmou o sucedido e brincou com a situação dizendo que o casal ajudou a melhorar o humor após o empate e as oportunidades de golo perdidas. O responsável pela segurança pediu ao casal para que se vestisse e abandonasse o estádio...

Personagens de anime encorajam defesa nacional japonesa

 
Segundo o South China Morning Post, umas raparigas de anime (desenho animado japonês) estão a fazer crescer o sentimento de defesa nacional japonês devido à disputa territorial com a China pelas ilhas Senkaku, (尖閣諸島 para os japoneses), ou Diaoyu, (钓鱼岛 para os chineses). Devido ao sucesso do anime Girls und Panzer (ガールズパンツァー), cresceu no Japão o número de pessoas interessadas em servir o país: um recorde de 110 mil pessoas este ano candidataram-se aos 6000 campos de exercícios militares, mais de 60 mil em relação ao ano transacto. O anime fala de um grupo de raparigas que vestem uniformes (sexies) escolares e que estudam "o caminho do tanque" como se fosse uma arte marcial. A China já descartou a possibilidade de se sentar à mesa com o Japão dizendo que Tóquio só tem "conversa vazia".
Só mesmo no Japão!

Apartamentos "livres de negros" em Israel

Segundo o Alerta Digital, e ao contrário do que aconteceu na Suécia, em Israel existem agências imobiliárias que não só podem como comercializam mesmo blocos de apartamentos sem estrangeiros ou refugiados em Telavive. "Não deixamos que os trabalhadores estrangeiros aluguem os apartamentos. Se são estrangeiros, então são nepaleses e filipinos, isto é, pessoas normais", disse um agente dessas imobiliárias. As palavras "não negros" foram convenientemente omitidas pela estação de rádio online do exército.
Israel é muito à frente... אני אוהב את ישראל

Morreu mais um bombeiro

O bombeiro Bernardo Figueiredo, de 23 anos, ferido na Serra do Caramulo, no mesmo grupo que a bombeira Rita Pereira que morreu, é a segunda vítima mortal do fogo da passada quinta-feira. O bombeiro do Estoril tornou-se no quarto bombeiro morto este ano em combate a incêndios depois dos casos verificados este mês em Miranda do Douro e na Covilhã. "Era uma pessoa que estava preparada em termos de formação, fisicamente (estava) extremamente apto. Uma pessoa com um nível operacional muito acima da média", afirmou Carlos Coelho, o comandante dos Bombeiros Voluntários do Estoril. "Infelizmente não foi possível evitar as mortes da Rita e do Bernardo", lamentou. "Nós dotamos os bombeiros de equipamento necessário. Mas, por vezes, não é suficiente". Já foram detidas até ao momento 42 pessoas pelo crime de incêndio florestal (o problema é a justiça criminosa abrilesca que as põe de novo em liberdade, a consagrada liberdade...).
Descansa em paz, Bernardo, e obrigado e por tudo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O gato presidente da câmara de Talkeetna


Afinal sempre existe um gato que é presidente duma câmara qualquer deste mundo: Stubbs é o mayor da pequena cidade de Talkeetna, no Alaska, ainda por cima desde Julho de 1997. O gato, que não tem cauda, tem mais de 6000 apoiantes (humanos), todos eles fartos dos candidatos (humanos) anteriores. "Ele não aumenta os impostos. Ele não interfere nos negócios. Ele é honesto", disse Lauri Stec, um residente em Talkeetna. "Nunca vi um cão a meter-se com ele", afirmou um empresário local. O presidente da Câmara de Comércio, Andi Manning, disse que o presidente da câmara felino não tem muitas responsabilidades, ou não tem responsabilidades nenhumas, porque tecnicamente Talkeetna é uma "zona histórica" onde uma dúzia de turistas por dia faz a diferença.
Não acreditais? Aqui as provas: Wikipédia, Time, CNN, Euronews, Twitter e Facebook (página pessoal e página profissional).
Só mesmo na América...

Área residencial sem imigrantes? Não pode ser, é racismo!

Uma empresa imobiliária da Suécia causou "escândalo racial" depois de ter publicitado uma área residencial na localidade de Sollentuna onde "todos os vizinhos são de ascendência sueca". A empresa teve prontamente que pedir desculpa, pois o seu anúncio foi considerado "totalmente inaceitável e contrário aos valores suecos"...
 
 
De facto é um crime possibilitar a existência de gente duma mesma raça ou etnia numa área residencial, ainda por cima os nativos brancos da terra ocidental. Os que vivem nos guetos controlados por negros ou muçulmanos por terras ocidentais que o digam.

Marroquinos agridem violentamente adolescente dinamarquesa

 
Em Espanha, uma adolescente dinamarquesa de 15 anos, Nicole Zanlith (na foto), estava à espera de uma amiga nas imediações da discoteca Olivia Valere de Marbella quando se deu uma discussão com um grupo de seis marroquinos. Os marroquinos reagiram com violência e agrediram violentamente Nicole com uma garrafa de vodka. A rapariga ficou com a cara desfigurada e cega de um olho. O seu pai está agora a oferecer uma recompensa de 2000 euros a quem lhe der informações sobre esses marroquinos.


 
A culpa é capaz de ser da rapariga, pois o que é que ela fazia à noite ao pé duma discoteca, ela que tem apenas 15 anos?

Marcha de cabeças embrulhadas em Berlim

Houve uma marcha musla em favor do presidente egípcio deposto Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana, no Egipto na Arábia Saudita no Iraque na Turquia na Indonésia na Alemanha, mais precisamente em Berlim. Essa malta não quer nada com os "muçulmanos moderados" e amigos da democracia.
 

Branca espancada por recusar namoro com negro


Em Manchester, não de Inglaterra mas sim dos Estados Unidos, uma miúda de raça branca foi abordada por uns pobres negros refugiados do Quénia e da Etiópia que queriam namorar com ela. Como a miúda de 12 anos recusou, foi durante cerca de um mês insultada sistematicamente por eles com termos como "gorda" ou "lésbica cabrona" até ser espancada no autocarro. A mãe da vítima garante que dentro do autocarro foram precisos quatro professores para afastar os agressores. Na semana passada, a rapariga foi vítima de um dos negros, que lhe partiu os dentes da frente e lhe deslocou o maxilar depois de a ter enchido de socos.
Racism, anyone?

O atleta honesto... ou burro?

 
Em Dezembro do ano passado, o atleta espanhol Ivan Fernandez Anaya, de 24 anos, podia ter vencido a prova de cross country de Burlada, em Navarra, mas preferiu ajudar o queniano Abel Mutai, medalha de ouro nos 3000 metros com obstáculos em Londres, que estava prestes a ganhar a corrida mas que parou no lugar errado achando que já tinha alcançado a linha da meta, a 10 metros da bandeira da chegada. Ivan, que corria atrás de Abel, apercebeu-se da situação e, em vez de ultrapassá-lo para ser ele o vencedor, alertou o queniano sobre o equívoco e conduziu-o para confirmar a vitória. O campeão de Espanha nos 5000 metros na categoria há dois anos disse no final da prova o seguinte: "Ainda que me tivesse dito que ganharia um lugar na selecção espanhola para disputar o campeonato europeu, eu não ter-me-ia aproveitado. Acho que é melhor o que eu fiz do que e tivesse vencido nessas circunstâncias. E isso é muito importante porque hoje, como estão as coisas em toda a sociedade, no futebol, na política, onde parece que vale tudo, um gesto de honestidade fica muito bem". E acrescentou: "Eu não merecia ganhar. Fiz o que tinha que fazer".

"Situação da Benfica TV poderá não ser normal"


O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, o portista Fernando Gomes, confirmou ao Diário Económico que defende uma centralização dos direitos televisivos no futebol português porque "tem vantagens ao permitir uma melhor repartição desses direitos, algo que tem a ver com a competição global". O dirigente portista quer um mecanismo de solidariedade "entre os clubes mais conhecidos, mais poderosos e os clubes com menor capacidade de gerar receitas" porque deve ser um grande socialista. "Acima de tudo que haja, logo à partida, um quadro perfeitamente claro da forma como esses valores poderão ser repartidos pelos diversos intervenientes nos campeonatos", acrescentou. E atirou-se à Benfica TV, que transmite os jogos do Benfica no Estádio da Luz, dizendo que o canal dificulta "obviamente" o seu objectivo de centralizar os direitos televisivos como se ele tivesse alguma coisa a ver com o que o Benfica faz com o seu próprio canal. Caso o canal benfiquista transmita também jogos caseiros de equipas adversárias será então "uma situação anormal": "É óbvio que um canal ligado a um clube transmitir jogos de outras equipas não é uma situação normal. É uma situação única no universo do futebol e ainda não temos traquejo, conhecimento e experiência para saber se isso pode ter algum tipo de implicação a esse nível, de alguma dependência que condicione a verdade desportiva. Mas em termos éticos há questões mais preocupantes, como o empréstimo ou cedência de jogadores", comentou.
É normal, pois o Porto Canal, que não é um canal privado e mesmo assim é usado para certos fins clubísticos, não consegue ser tão bom como a Benfica TV...
 

Chelsea empata em Old Trafford

 
No primeiro clássico desta nova edição da Premier League, o Chelsea de José Mourinho empatou em Old Trafford com o campeão Manchester United, agora orientado por David Moyes, a zero. O técnico português fez alinhar uma equipa sem ponta de lança, com o ataque entregue ao brasileiro Óscar, ao belga Hazard, ao holandês De Bruyne e ao alemão Schürrle (uma autêntica frente de ataque internacional), ao passo que Moyes, sem o português Nani (lesionado), apostou em Rooney (que o Chelsea quer) e no holandês goleador Van Persie na frente. Apesar da natural superioridade da equipa da casa, o resultado acabou por ser, segundo Mourinho, um "resultado justo".
 

Fejsa no Benfica


O Benfica foi buscar mais um internacional sérvio: Ljubomir Fejsa (Љубомир Фејса), médio defensivo de 25 anos que assinou por cinco épocas proveniente dos gregos do Olympiakos. "Este é um grande passo para mim. Estou muito feliz. Sei que o Benfica é o clube com mais sócios do mundo, que já foi duas vezes campeão europeu e que já ganhou mais de 30 campeonatos. É exactamente para conquistar títulos que pratico futebol. Fui campeão três vezes no Partizan e duas no Olympiakos, e não há razão para ser diferente aqui. Espero voltar a ser campeão", afirmou o sérvio em entrevista à Benfica TV. Fejsa assistiu ao jogo de domingo e confesou que "não foi fácil" gerir as emoções ao ver os seus novos companheiros de equipa em campo. "Queria saltar da bancada e entrar em campo para ajudar a equipa", disse. Sobre ele próprio, foi diplomático, como muitos: "Não gosto de falar de mim. Prefiro mostrar o que sou em campo e deixar que os adeptos me definam. Gosto de dar 150%, de dar tudo que tenho. Fora de campo sou mais reservado. Não gosto de sair à noite e sou caseiro. Prefiro passar o tempo com a minha família".

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Benfica ganha nos descontos

 
Depois de na época passada ter perdido o campeonato e a Liga Europa nos descontos, o Benfica conquistou a primeira vitória no campeonato por 2-1 na Luz frente ao Gil Vicente marcando precisamente os golos da vitória no tempo de compensação (aos 92'). Com Jorge Jesus (ainda) sob brasas, o Benfica tinha que vencer o jogo para não se afastar desde já dos principais rivais na tabela classificativa.
 
 
O Gil Vicente, que esteve muito organizado, conseguiu resistir muito bem à pressão dos Benfica - e teve também muita sorte, pois Gaitán e Salvio remataram ao poste - e marcou ao minuto 69 através de Diogo Viana, que aproveitou a lentidão de Maxi Pereira para se isolar e bater Artur Moraes, gelando a Luz. Quando os adeptos já abandonavam o estádio, depois de se ter levantado o placar do tempo de compensação a indicar 4 minutos, o Benfica mudou a história do jogo num minuto: Marković, após assistência do seu compatriota Djuricic, empatou a partida e logo depois outro sérvio - Sulejmani - colocou a bola na cabeça de Lima e o brasileiro concluiu a justa e merecida reviravolta. "Foi uma vitória à Benfica", disse Lima no final do jogo. "Ganhar desta forma moraliza-nos muito mais do que se tivéssemos goleado", garantiu Jorge Jesus. "Conforme já perdemos aos 92 minutos, hoje ganhámos aos 92'. Se acreditarmos no grupo que temos, acho que vamos fazer coisas interessantes este ano", afirmou Luís Filipe Vieira.
 
 
Segue-se agora na próxima jornada um escaldante dérbi em Alvalade. "Iremos a Alvalade respeitando o Sporting, é um dérbi e o Benfica vai determinado em vencer", acrescentou o presidente encarnado. "Num dérbi nunca há favoritos. Vai ser um dérbi como sempre foi e vai ser um jogo dentro da história que têm sido os dérbis lisboetas", afirmou Jorge Jesus.

Lisboa eleita a quarta cidade mais bela do mundo

 
O site de viagens Urban City Guides elaborou uma lista das cidades mais belas do mundo com destaque para a capital portuguesa que ocupa um brilhante 4º lugar. Segundo o site, Lisboa é uma das cidades mais cénicas do mundo, com o seus miradouros, colinas e ruas pitorescas, uma cidade de "uma beleza sem esforço e detalhes cativantes". Em primeiro lugar está Veneza, seguindo-se Paris e Praga. Em 5º está o Rio de Janeiro, seguido de Amesterdão, Florença, Roma, Budapeste e Bruges.