segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Aústria: é ilegal dizer que Maomé era pedófilo!

A islamização do Ocidente continua de vento em popa. Segundo o Austrian Times, na Áustria é ilegal dizer que o Maomé era pedófilo!
Mas então Maomé não era de facto pedófilo por ter abusado sexualmente a sua esposa predilecta entre as 13 mulheres que teve, a Aisha, quando esta tinha apenas 9 anos de idade e cujo facto permitiu a países como o Irão ou a Arábia Saudita justificarem legalmente a pedofilia?
"Profeta" Maomé, um pedófilo que já não pode ser acusado de pedofilia na católica Áustria.

107 gloriosos anos

E o Benfica também está hoje de parabéns. São já 107 anos do maior clube português, um clube cujo presente honra o seu passado, um clube amado por muitos milhões e odiado por alguns milhões, um clube que veste a camisola da cor do sangue, um clube que tem como símbolo a realeza duma águia - ao contrário de bichos biblicamente demoníacos como é o símbolo das culturas pagãs, o dragão -, um clube que se confunde com todo um povo, um clube que é do próprio povo, das massas, das classes mais baixas, dos oprimidos, dos humildes, dos pequenos que são grandes no querer, na ambição, no coração e nas alegrias. O Benfica é um mundo, é todos nós, todos os que o sentem, todos os que o amam.
Parabéns, Benfica! Viva o Benfica!

Garra de campeão!



O Benfica alcançou a sua 17ª vitória consecutiva, permanecendo 100% vitorioso desde que começou o ano 2011. A vítima desta vez foi o Marítimo. Um jogo com um final épico uma vez que o Benfica esteve a perder até perto do fim e conseguiu dar a volta ao resultado. O Benfica, para não variar, teve de lutar contra tudo e contra todos: contra o árbitro Vasco Santos, contra o cansaço, contra o destino, contra o azar e contra um guarda-redes que deve ter feito o jogo da sua vida. Injusto seria se o Marítimo não tivesse saído derrotado da Luz, que contou com a presença de 55 mil espectadores.
Os golos só aconteceram na segunda parte depois duma primeira parte em que o Benfica fez o suficiente para sair para o intervalo em vantagem. O árbitro não assinalou um penalty a favor do Benfica - mais um a juntar-se a tantos outros... - por braço na bola e o poste da baliza maritimista também impedeu que o Benfica se adiantasse no marcador. Na segunda parte, o árbitro quis ser novamente protagonista: numa falta sofrida pelo argentino Pablo Aimar à entrada da área adversária e que daria o segundo amarelo ao maritimista Ricardo Esteves, o homem do apito (e do Porto) mostrou o amarelo, estupidamente, ao Aimar, por suposta simulação. Contra a corrente do jogo, o jogador Djalma, já contratado pelos corruptos assumidos do FC Porto, inaugurou o marcador. Os anti-benfiquistas encheram-se logo de júbilo e qual não foi a sua tristeza quando Salvio, num ângulo difícil e após uma boa jogada pela esquerda do ataque do Benfica, igualou o marcador. A procura constante do golo da vitória por parte do Benfica, traduzida no massacre à equipa insular, transformou-se em golo de raiva obtido por Fábio Coentrão, já mesmo perto do apito final, marcado com o pé direito e sem hipóteses de defesa para o melhor jogador do Marítimo que esteve em campo, o guarda-redes Marcelo. Antes disso o árbitro ainda anulou um golo ao Benfica quando o seu auxiliar já corria para o meio campo depois de a bola ter sido introduzida dentro da baliza. E só em remates aos ferros da baliza foram três no total.
Alguém ainda pode ter dúvidas de que o Benfica mereceu a vitória? Claro, só os anti-benfiquistas. A escória do costume, portanto. Ao menos o Benfica não ganha com a ajuda dos homens do apito. Isso de estar a 8 pontos do líder é uma pura ficção num país onde reina a corrupção. As primeiras jornadas da Liga Zon Sagres 2010/11 trataram logo de mostrar a todo o país qual é o clube que tem de ser campeão à força toda. O Benfica pode até não ser bicampeão, coisa que não será mesmo, mas ao menos é um clube digno e é o melhor que joga à bola! O FC Porto até pode roubar o título ao Benfica, mas por este andar ainda vai ter de suar muito para o conseguir. E, no fim, é bom que os portistas não se esqueçam de agradecer aos Olegários e companhia.

Sem-abrigo reencontra filha doze anos depois

Desta vez graças à rede social Twitter. Daniel Morales é um sem-abrigo norte-americano que foi segurança e que foi parar às ruas depois dum acidente o ter incapacitado para o trabalho. Graças a um projecto inédito em Nova Iorque, um grupo de apoio aos sem-abrigos doou telemóveis a quatro moradores de rua para que estes contassem a sua vida diária. Morales pôde assim publicar uma foto da filha, com quem perdeu o contacto em 2000, no Twitter e bastou apenas dois dias para que se desse o reencontro. Apesar de na foto a filha ter apenas 16 anos e hoje ser uma mulher adulta, houve uma terceira pessoa que a reconheceu e contactou o sem-abrigo. Para além de reencontrar a filha 12 anos depois, Morales conheceu também os netos.
Apesar de tudo, as redes sociais também têm o seu lado positivo.

Sequestrador suicida-se na cadeia

O homem que na semana passada sequestrou uma mulher na dependência do Millennium BCP do Porto foi encontrado morto na madrugada de hoje na cadeia de Custóias. Segundo a Rádio Renascença, o indivíduo de 31 anos cometeu suicídio. As circunstâncias da morte estão já a ser investigadas.

O último veterano da I Guerra Mundial

Morreu o último veterano norte-americano da primeira grande guerra. Frank Buckles, que mentiu acerca da sua idade quando se alistou em 1917, faleceu aos 110 anos de idade de causas naturais na sua casa que fica na Virgínia Ocidental.
Durante a primeira grande guerra, Buckles prestou serviço como motorista de ambulâncias do exército americano na Europa antes de ser promovido a cabo. Na segunda guerra mundial, foi capturado pelos japoneses nas Filipinas e foi feito prisioneiro de guerra durante mais de três anos antes de ser libertado pelas tropas dos seus compatriotas.

Memorabilia

Never Ending Story. Excelente música dos anos 80 que já não se faz nos dias de hoje. Do filme com o mesmo nome e que foi um sucesso estrondoso na altura quando ainda eu estava em plena fase da inocência. Limahl com a sua inconfundível voz. Velhos tempos...

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Maratona para robôs

No Japão (onde mais poderia ser?), mais precisamente na cidade de Osaka, realizou-se a primeira maratona para robôs bípedes patrocinada pelas autoridades locais e por uma empresa de robótica que pretende internacionalizar o evento. Robovie-PC (na foto à direita), de 40 cm e 2,4 Kg, venceu com um segundo de vantagem o segundo classificado depois de dois dias de disputa.
A corrida de 42 km foi disputada em 423 voltas num circuito coberto a uma velocidade média de 0,77 km/h. No fim da corrida, os dois primeiros classificados levantaram os braços e curvaram-se para receber os aplausos do público presente.
Só mesmo no Japão...

Padre assassinado

Em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, no Brasil, o padre Romeu Drago, de 56 anos, foi assassinado por um rapaz de 22 anos. O corpo do sacerdote, que trabalhava na paróquia da Nossa Senhora do Carmo, no bairro Monte Carmelo, foi carbonizado e encontrado numa cidade vizinha.
O assassino, Marden Santos Matarazo, que trabalhava como paquete na paróquia, no início negou o crime mas depois acabou por confessá-lo. Primeiro ele contou à polícia que matou o padre com uma pancada na cabeça usando uma peça de decoração feita de cristal porque, diz ele, foi assediado sexualmente. Depois, vendo que a acusação não convencia, uma vez que nunca antes houvera denúncia ou rumor nesse sentido contra o sacerdote, Marden mudou a história: o crime foi cometido num momento de desiquilíbrio emocional durante uma discussão com o padre. No novo depoimento, o rapaz declarou que o religioso lhe devia 155 euros pelos serviços prestados e que este estava a demorar a pagar-lhe. Como o padre não lhe pagou, Marden perdeu a cabeça e matou-o.
Que seja feita justiça.

Ana Hormigo conquista medalha de ouro

O Judo português está uma vez mais de parabéns: a judoca Ana Hormigo conquistou no sábado a medalha de ouro da Taça do Mundo de Judo de Praga, na categoria -48 Kg, depois de vencer na final a chinesa Shugen Wu, por ippon.
Como ex-praticante de Judo, fico mesmo muito contente com mais um feito desta modalidade desportiva/arte marcial que muito tem crescido em Portugal. Parabéns, Ana Hormigo!

Geert Wilders é o homem mais perigoso da Europa?

A BBC realizou um documentário sobre o líder do partido holandês PVV, Geert Wilders. No documentário, Wilders é referenciado sempre como sendo um "extremista da direita", que pelos vistos é o preço que se paga quando há a preocupação de falar simplesmente a verdade sem ser politicamente correcto.

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Na Holanda, o realizador Theo Van Gogh, que fez um filme onde aparecia uma mulher com versículos alcorânicos tatuados no corpo, e o político Pim Fortuyn, que criticou a política de imigração muçulmana, foram assassinados. A política Ayaan Hirsi Alli, nascida na Somália e que também era conhecida pelas suas críticas ao islão, teve de fugir da Holanda para não ser também assassinada. Mesmo assim, o Geert Wilders é que é extremista. Ele há com cada coisa...

Uma possível Tunísia com cheiro a jasmin

Antes de se dar a revolução do jasmin, a Tunísia era o único país muçulmano secularista e exemplar no que diz respeito aos direitos das mulheres. A umas centenas de metros da principal mesquita da capital Tunes está o red-light district tunisino, a Abdallah Guech Street. Os otomanos permitiram e regularizaram a prostituição com a criação de bordéis que até podem ser encontrados em Kaiouan, a quarta cidade mais "sagrada" do islão. Ao contrário de muitos países ocidentais, as prostitutas na Tunísia têm carteiras profissionais emitidas pelo Ministério do Interior, pagam impostos e gozam da protecção da lei. Eu pessoalmente acho que a prostituição deveria ser legalizada também por cá, já que ela é - segundo dizem - a profissão mais antiga do mundo, o que não significa que eu a veja com bons olhos. Mas independentemente da profissão que exercem, todas as pessoas têm o direito ao respeito. E neste aspecto, a Tunísia é, ou era, de facto uma excepção em todo o mundo árabe.
Acontece que o país do norte de África enfrenta uma possível ameaça que pode mudá-lo de forma irreversível: na semana passada, fundamentalistas islâmicos invadiram a Abdallah Guech Street e, munidos de tochas, cocktails molotov e facas, incendiaram os bordéis, insultaram as prostitutas e declararam que a Tunísia era agora um estado islâmico. Os soldados intervieram, mas o objectivo dos islamistas tinha sido alcançado: o governo interino prometeu que os bordéis estariam definitivamente encerrados. Para além do ataque aos bordéis também noutras localidades, também a venda de bebidas alcoólicas está a ser alvo de proibição, o que constituirá uma machadada fatal para a economia do país, que dependia grandemente da indústria do turismo. Também um padre católico polaco foi assassinado pelos islamistas, confirmando-se assim o primeiro atentado sectário da história da Tunísia moderna. Tanto quanto se sabe, a Tunísia é um país tão sem extremismos que não existem registos de perseguição aos judeus. Agora, fora da principal sinagoga tunisina pode-se ouvir slogans anti-semitas. Imediatamente parte da população reagiu em forma de protestos: "Muçulmanos, Cristãos, Judeus, somos todos Tunisinos".
Durante décadas a Tunísia foi o país mais secular e progressista do mundo islâmico. O regime era o mais tolerante e o povo tinha mais posses e melhores qualificações. A taxa de pobreza rondava os 4% quando se deu a revolução, 80% da população pertencia à classe média e o sistema de ensino estava em 17º lugar em termos globais no que diz respeito à qualidade. O véu foi banido dos locais públicos, a poligamia foi proibida, as mesquitas fechavam fora das horas de culto, os homens precisavam de autorização da polícia local para poderem deixar crescer a barba e as crianças aprendiam que a religião e a política são coisas distintas. Infelizmente também o aborto era legal e a educação sexual nas escolas era obrigatória. Os islamistas estão agora a preparar-se para voltar ao país, acabar com a tradição secular que o país abraçou e islamizar toda a sociedade.
O Ocidente deveria estar seriamente preocupado com isso.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

De Tahrir a Roterdão, a capital da Eurábia

O autor do seguinte artigo, José Luis Poyal, fala do que está actualmente a acontecer com a cidade holandesa de Roterdão, a cidade mais islâmica de toda a Europa, graças ao multiculturalismo que se está a aproveitar do vazio deixado pela descristianização, ajudado pela esquerdalha e pela elite anticristã que perderam completamente o norte. O autarca da cidade, Ahmed Aboutaleb, de origem marroquina, nomeado em 2009 pela coroa em vez de ter sido eleito pela população, é muçulmano e tem feito com que a cidade se torne cada vez mais islamizada.
Os holandeses são um povo conhecido pela sua tolerância, mas a verdade é que as suas cidades estão a ficar islamizadas precisamente devido a essa mesma tolerância da qual se orgulham ter. Parece, no entanto, e felizmente, que já começam a aperceber-se dos perigos da islamização. O partido PVV (Partido da Liberdade) de Geert Wilders, que é contra o islão, tem recebido grande apoio por parte da população, apesar de ainda haver muitos holandeses que continuam resignados com a imagem de tolerância que têm de si próprios e sobretudo os sectários da esquerdalha que continuam firmemente empenhados em defender um multiculturalismo que seja capaz de destruir as raízes e a identidade europeia.
Da minha parte, interrogo se a Holanda vai conseguir preservar a sua identidade.

A islamização da Europa e as revoltas populares nos países do Médio Oriente

José Luis Poyal
– Eu assistia à imponente manifestação de um milhão de egípcios na famosa praça Tahrir, inflamados depois das orações de sexta-feira. As imagens trouxeram-me recordações de experiências íntimas que, perdoe-me, agora me atrevo a contar.
Nos anos 60, graças a um amigo, tive a oportunidade de fazer uma viagem a Roterdão num endiabrado barco que se chamava “Miguel Fleta”, que desde o cais do porto de San Juan de Nieva me levou à esplêndida cidade, o primeiro porto da Europa, numa travessia onde o balanço do balde no Canal do Norte pôs em prova as minhas condições de marinheiro e a de toda tripulação.
Dois dias e meio de estadia em Roterdão foram suficientes para espantar-me com esta cidade que parecia ter sido desenhada por um computador gigante, mas apesar da obsessão urbanística, deixava flutuar o espírito reformador do grande Erasmo.
Muitos anos se passaram, e o meu novo encontro com Roterdão trouxe-me preocupações. Um engenheiro holandês de RBB, que conhece as Astúrias, informou-me sobre as mudanças que a sua cidade tem passado nos últimos anos. Segundo ele, há bairros inteiros que fazem com que o visitante se sinta no Médio Oriente, também disse que em Roterdão está a maior mesquita da Europa, que os tribunais aplicam a lei islâmica “sharia”, e que o prefeito da cidade é muçulmano.
O multiculturalismo apropriou-se do vazio deixado pela descristianização, e o islamismo trouxe de volta a religião, outrora centro da vida social, ajudado pela esquerda e por uma elite anticristã que tem perdido completamente o rumo.
Num passeio pela “casbah” de Roterdão, no bairro de Feyenoord, é evidente a grande mudança cultural, pode-se ver muitos “coffee-casbah”, lojas de comida marroquina, cartazes de propaganda do Hamas, o xadores e as normas indicam a separação de sexos nos cinemas, teatros, piscinas, além da segregação dos homossexuais. Aliás, sobre os homossexuais, os mandatos das mesquitas não podem ser mais expressivos. O Imã Khalil al Moumi, publicou um livro onde ensina que os homossexuais devem ter a cabeça arrancada “e pendurada no topo do edifício mais alto da cidade”. O meu guia informou que está-se a chegar aos mais altos níveis de loucura e cita como exemplo as declarações de Bouchra Ismaili, um vereador muçulmano de Roterdão: “Escutem bem, loucos, estamos aqui para ficar. Vocês são estrangeiros, com Alá a meu lado nada temo, convertam-se ao islão e encontrarão a paz”.
É como se a cidade tivesse entrado num processo de “autoislamização”, devido à perda da indentidade da Europa, por sua falta de espírito, aumentou os imigrantes de fé islâmica. A esquerda radical tem alguma responsabilidade no deslocamento de valores. Como ela disse, o islão é a vanguarda da luta dos pobres e marginalizados. Efectivamente o islão é uma religião de profundo conteúdo social onde a solidariedade é uma obrigação religiosa e moral. Mas esse não é o islamismo de Osama Bin Laden e dos salafistas. Esse islamismo é agressivo, o jihadismo, um desafio para o Ocidente.
As revoltas no Egipto, na Tunísia, no Iémen, na Jordânia, na Líbia, na Argélia e em Marrocos seguem tendo um fundo confuso, que mistura protesto civil contra os abusos dos seus respectivos líderes, radicalismo religioso e crítica a Europa e aos Estados Unidos por terem amparado os seus governantes durante anos. Democracia e direitos humanos não combinam com a teocracia muçulmana e a guerra santa contra os infiéis.
Em 1964, Roterdão, além de tulipas, cheirava a cerveja. Hoje, foi convertida na capital da Eurábia, e na cidade mais islamizada da Europa. Na Holanda há dois milhões de muçulmanos e o saboroso cuscuz e a hortelã permeia os seus bairros.
A xenofobia é tão condenável quanto os propósitos de quem deseja mudar a estrutura do país que lhe acolheu.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Avança a "sharia" na Alemanha

Um tribunal alemão deu razão a um muçulmano que trabalha num supermercado e que se recusou a arrumar garrafas de bebidas alcoólicas, defendendo que todos os trabalhadores muçulmanos não são obrigados a fazê-lo!
Enfim, mais um caso de avanço do islão por terras europeias a juntar a tantos outros. O esquema, já clássico, é sempre o mesmo: o adepto da "religião da paz" recusa-se a cumprir as regras do jogo, cria o problema, faz-se de vítima e exige que os ocidentais joguem de acordo com as regras do islão. E o que é que os ocidentais fazem? Mudam as regras do jogo, claro. Tudo para permitir que os muçulmanos em terra alheia historicamente moldada aos princípios cristãos possam cumprir os preceitos da seita criada pelo assassino e pedófilo Maomé e que eles, os muçulmanos, tanto gostam de chamar profeta.

Modelo andrógino causa polémica

No desfile de modelos da Gaultier, na semana da moda de Londres, poucos terão reparado que Andrej Pejić era um homem que participou nos principais desfiles femininos.
O modelo sérvio andrógino de 1,8 metros, cabelos loiros compridos, pele branquinha, lábios carnudos, pernas longas, cintura estreita e rosto escultural, é a antítese da maioria dos modelos masculinos, mais musculosos e de queixos marcantes.
Nascido na Bósnia há 19 anos e criado em Melbourne, Austrália, Andrej foi descoberto pelos criadores europeus que ficaram fascinados com a ambiguidade da sua aparência.
“Ser escolhido para passar modelos femininos não é algo que me deixe desconfortável”, disse Andrej ao The New York Post. “Algumas vezes as roupas de mulher são mais divertidas e menos restritivas”.
A androgenia a fazer furor nas passerelles.

84 milhões de preservativos gratuitos

O Ministério da Saúde do Brasil anunicou que serão distribuídos cerca de 84 milhões de preservativos gratuitamente durante o Carnaval deste ano para prevenir a transmissão da Sida.
Segundo estatísticas oficiais do país que conta com cerca de 630 mil infectados pelo HIV, a faixa etária dos jovens com idades compreendidas entre os 15 e 24 anos é a mais atingida pelo aumento da Sida: "Em cada dez meninas infectadas, há oito meninos com a doença", apontou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, que acrescentou que "a falsa percepção de segurança no parceiro, a idealização romântica e a necessidade de provar confiança fazem com que as raparigas não utilizem o preservativo" (o quê? Conta outra, vai...).
A questão é que o preservativo não é um método 100% eficaz na prevenção do contágio da Sida. E o que é que acontece, tipo que responsabilidades é que se assume por quem de direito, se mesmo usando preservativos as pessoas têm o azar de ficar infectadas? Lava-se as mãos como o Pilatos? No lugar de consciencializarem as pessoas para uma real solução, contribuem antes para piorar o problema. Mas hey, como será no Carnaval, talvez ninguém levará mesmo a mal...

Portugal entre países com mais obesidade entre raparigas

Portugal é um dos sete países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que registaram níveis mais elevados de obesidade entre as raparigas adolescentes durante o ano de 2007.
Segundo o relatório Situação Mundial da Infância 2011, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), nos "países industrializados e em desenvolvimento, a obesidade é uma preocupação séria e crescente". Entre 21% a 36% de raparigas com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos apresentavam excesso de peso, com um índice de massa corporal superior a 25, e entre os países da OCDE os níveis mais altos de obesidade registados em 2007 foram constatados nos quatro países da Europa Meridional (Portugal, Espanha, Itália e Grécia) ao lado das principais nações anglófonas (Canadá, Estados Unidos e Reino Unido).
Consequências do fastfood, das pílulas e do sedentarismo, entre outras coisas...

Homem abatido quando tentava assaltar habitação

No Fundão, um homem de cerca de 40 anos residente em Castelo Branco foi morto a tiro de caçadeira quando, alegadamente, tentava assaltar uma habitação rural a 500 metros da aldeia da Orca juntamente com outro homem.
O dono da propriedade agrícola, um homem aposentado da Covilhã que costumava passar algum tempo naquela casa, estava no interior e terá feito dois disparos de caçadeira. O outro homem conseguiu fugir e o dono da habitação dirigiu-se a um posto da GNR. Será agora ouvido em tribunal.
Um abraço a esse homem valente aposentado da Covilhã por ter feito aquilo que as autoridades não querem fazer. Uma morte é sempre de lamentar, mas o direito à protecção não pode ser desprezado de maneira nenhuma. A (in)justiça deste país que consiga ter algum bom senso.

Benfica matou borrego alemão

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O Benfica ganhou finalmente na Alemanha e logo num estádio de má memória para os encarnados: em 1988 o clube da Luz foi derrotado no desempate nas grandes penalidades precisamente no Neckerstadium de Estugarda pelo PSV Eindhoven, naquela que foi a sua penúltima final perdida da então Taça dos Campeões Europeus onde só participavam de facto os campeões. Salvio e Cardozo foram os marcadores dos golos, confirmando assim o favoritismo na eliminatória e seguindo para os oitavos-de-final da Liga Europa, onde vai agora defrontar os franceses do Paris Saint-Germain. Foi também a 16ª vitória seguida, superando o melhor recorde de sempre que datava das longínquas épocas de 1972/73 e 1981/82, sob o comando das lendas Jimmy Hagan e Sven-Goran Eriksson, respectivamente.
Os corruptos da agremiação portuense do Contumil passaram também para os oitavos-de-final da Liga Europa depois de terem perdido na quarta-feira em casa (pelos vistos esta época os gajos só sabem mesmo é perder em casa...) com o Sevilha por 0-1 (golo marcado pelo ex-portista Luís Fabiano) e, apesar de terem criado mais e melhores ocasiões de golo, ainda foram a tempo de apanhar um valente cagaço já perto do final. A sorte é que o CRAC conseguiu no jogo da primeira mão, em Sevilha, marcar por duas vezes contra a corrente do jogo. A estúpida lei dos golos marcados fora valerem dois em caso de desempate fez o resto.
O Sporting de Braga deu a volta ao resultado negativo que trouxe da Polónia e seguiu também para os oitavos. No Estádio AXA, os bracarenses derrotaram o Lech Poznan por 2-0, sendo que contaram com a preciosa ajuda da equipa da arbitragem, que não invalidou o segundo golo por este ser irregular (fora de jogo).
O Sporting, por sua vez, ficou pelo caminho e isso só ajudou a afundar ainda mais o clube na crise em que já se encontrava. Um empate a duas bolas frente ao Glasgow Rangers em Alvalade ditou o afastamento da equipa leonina. O golo do empate do Rangers, já perto do fim, surgiu dum erro incompreensível da defesa do Sporting, quando já ninguém contava com o empate depos da reviravolta no marcador já depois dos 80'. E valeu, uma vez mais, a lei dos golos fora valerem dois em caso de desempate.
Depois dos jogos para a Liga Zon Sagres deste fim-de-semana, haverá na próxima quarta-feira um novo escaldante derby Benfica X Sporting, jogo a contar para as meias-finais da Bwin Cup, a única competição que o Sporting ainda pode aspirar a vencer. Espero bem que o Benfica não deixe isso acontecer.

Carlos Saleiro faz 25 anos

Carlos Saleiro, jogador do Sporting, faz hoje 25 anos. Para quem não sabe, ele é o primeiro bebé-proveta português.
A festa do nascimento através duma técnica de Procriação Medicamente Assistida (Fertilização In Vitro - FIV) foi celebrada na Unidade de FIV do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e no Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Gulbenkian de Ciência, onde é responsável pela parte laboratorial. Um acontecimento que mudou a forma como a sociedade via a infertilidade.

Portuguesa reencontra a sua filha desaparecida

E foi graças ao Facebook. Doze anos depois das enxurradas que destruíram parcialmente o estado de Vargas (a norte de Caracas, na Venezuela), a portuguesa Lucinda Nunes reencontrou, através da famosa rede social, a filha dada como desaparecida em Dezembro de 1999, quando tinha 10 anos de idade.
"Estou feliz, feliz não, super feliz, já tenho a minha filha, graças a Deus que tudo Lhe devo. Encontrei-a por sorte no Facebook, num dia em que procurava uma pessoa, e na emoção telefonei para um irmão em Portugal que constatou as semelhanças. Ele pediu-lhe amizade, estabeleceu contacto e soube que ela era vítima de Vargas, mas não se lembrava de nada", disse a emigrante natural do Arco da Calheta, Madeira. Lucinda Nunes, explicou, em declarações à Agência Lusa, que a filha, Angely Sofia Nunes, "tem agora 22 anos, estava até há poucos dias numa instituição para adolescentes" em Caracas. "O tribunal autorizou que viesse viver comigo para iniciar um processo de adaptação".
Lucinda espera agora pelo resultado das provas de ADN feitas pela polícia venezuelana.

Futura beata viu Lutero no Inferno

A Irmã Maria Serafina Micheli (1849-1911) vai ser beatificada em Faicchio, na província de Benevent, diocese de Cerreto Sannita (Itália), no dia 28 de Maio de 2011. Foi em Eisleben, na Saxónia, a terra natal de Martinho Lutero, que Maria Micheli, fundadora das Irmãs dos Anjos, terá visto o heresiarca, que iniciou o movimento protestante, a sofrer no Inferno.
Nesse dia, em que se comemorava o quarto centenário do nascimento de Lutero (10 de Novembro de 1483), Maria Micheli queria encontrar uma igreja para onde pudesse ir rezar. Depois de caminhar algum tempo acabou por encontrar uma, mas já era noite e as portas estavam fechadas. Ela ajoelhou-se na escadaria de acesso e fez as suas orações. Enquanto rezava, um anjo ter-lhe-á aparecido e disse-lhe: "Levanta-te, pois está é uma igreja protestante". E acrescentou: "Mas eu quero fazer-te ver o local para onde Martinho Lutero foi condenado e a pena que sofreu em castigo do seu orgulho".
Maria Micheli viu um terrível abismo de fogo, no qual eram cruelmente atormentado um incalculável número de almas. No fundo desse precipício havia um homem, Martinho Lutero, que se distinguia dos demais: estava cercado por demónios que o obrigavam a ajoelhar-se e todos, munidos de martelos, se esforçavam, em vão, em espetar na sua cabeça um grande prego.

Muçulmanos querem que o Papa peça desculpa pelas Cruzadas

Como forma de retomar as relações com o Vaticano, a maior instituição sunita do mundo, a Al-Azhar, que tinha cortado relações com a Santa Sé, pediu ao Papa Bento XVI para que este peça desculpa pelas Cruzadas e que condene a ocupação israelita do território palestiniano. O diálogo entre as duas partes tinha sido rompido depois de o Papa ter denunciado a perseguição dos cristãos no Médio Oriente, facto que enfureceu o pessoal da Academia da Investigação Islâmica que tem sede no Cairo.
"Nós queremos que o Papa faça um gesto que dê a entender aos muçulmanos que ele lhes tem como seres humanos, assim como tem a todos os outros. Um sinal de respeito seria falar do islão como uma religião de paz (mas como se o islão não é uma 'religião de paz'?), como uma das principais religiões no mundo que tomam uma posição sobre as práticas israelitas, assim como sobre Jerusalém", defendeu o ex-porta-voz da instituição, Muhammad Rifaa Al Tahtawi, acrescentando que "o mundo islâmico, em geral, sente por não ser respeitado e tratado de maneira igual".
Essa é mesmo boa! Com que então o Papa é que tem de pedir desculpa pelas Cruzadas por estas terem defendido a civilização ocidental das cimitarras dos antepassados dos actuais muçulmanos? As Cruzadas surgiram como resposta às invasões muçulmanas, porra! Quem tem de pedir desculpa são os muçulmanos! E, já agora, porque é que a Igreja Católica não exige também um pedido de desculpa pelos 270 milhões (!!!) de pessoas assassinadas pelo islão em 1400 anos? Precisamos é duma nova Cruzada, isso sim! Pena é que a apostasia do mundo actual a isso não permite e disso vai-se aproveitando o islão...

A islamização da Suécia

Uma mulher foi perseguida num bairro sueco de Rosengård por muçulmanos em fúria que lhe disse "isto é a nossa área. Nós temos as nossas leis aqui. Isto não é Suécia".
Quanto maior é a imigração muçulmana, mais agressivo é o impulso para a islamização. Tal como em França, também na Suécia existem áreas onde pelos vistos os naturais do país não podem, ou não devem, pôr os pés. Tratam-se de partes da Europa cuja soberania já foi transferida para uma espécie de proto-neocalifado.

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Por quanto mais tempo vão as autoridades permitir isso? Querem mais Kosovos na Europa? Mas afinal estão à espera do quê para travar a iminente islamização? É a esquerdalha que não deixa, é?

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Islão: o que os outros dizem

Porque são os muçulmanos tão ineficazes? Porque são muçulmanos!

Por: Dr. Farrukh Saleemin
Revista Al Furqán, nº. 151

Calcula-se que existam 1.476.233,470 muçulmanos à face do planeta: um bilião na Ásia, 400 milhões em África, 44 milhões na Europa e seis milhões nas Américas. Um em cada cinco seres humanos é muçulmano; para cada hindu há dois muçulmanos, para cada budista há dois muçulmanos e para cada judeu há cem muçulmanos. Alguma vez se interrogou porque é que os muçulmanos são tão ineficazes?
Aqui está o porquê: há 57 países membros da Organização da Conferência Islâmica, e todos eles juntos têm cerca de 500 universidades; uma universidade para cada três milhões de muçulmanos: Os Estados Unidos têm 5.758 universidades e a Índia 8.407. Em 2004, a universidade de Shanghai Jiao Tong compilou um “Ranking Académico das Universidades do Mundo“, e estranhamente, nem uma universidade dos países maioritariamente muçulmanos estava entre as 500 de topo.
Na informação reunida pelo UNDP, a literacia no mundo Cristão chega perto dos 90% e 15 estados maioritariamente Cristãos têm uma taxa de literacia de 100%. Um estado maioritariamente muçulmano, em terrível contraste, tem uma taxa média de literacia de cerca de 40% e não há nenhum país de maioria muçulmana que tenha uma taxa de literacia de 100%. 98% dos “letrados” no mundo Cristão tinham completado a escola primária, enquanto menos de 50% dos “letrados” do mundo muçulmano tinham o mesmo. Cerca de 40% dos “letrados” no mundo Cristão frequentaram a Universidade enquanto não mais de 2% dos “letrados” do mundo muçulmano tinham feito o mesmo.
Os países de maioria muçulmana têm 230 cientistas por cada milhão de muçulmanos. Os Estados Unidos tem 4.000 cientistas por cada milhão de habitantes e o Japão tem 5.000 por milhão. Em todo o mundo árabe, o número total de pesquisadores a tempo inteiro é de 35.000 e há apenas 50 técnicos para um milhão de árabes (no mundo Cristão há mais de 1000 técnicos por milhão). Mais ainda, o mundo árabe gasta 0.2% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento enquanto o mundo Cristão gasta cerca de 5% do seu PIB. Conclusão: falta capacidade de conhecimento ao mundo árabe.
Os jornais diários por cada mil pessoas e o número de títulos de livros por milhão são dois indicadores de se o conhecimento está a ser difundido numa sociedade. No Paquistão, há 23 jornais diários por 1000 paquistaneses, enquanto a mesma proporção em Singapura é de 360. No Reino Unido, o número de títulos de livros por milhão chega aos 2.000, enquanto que o mesmo no Egipto é de 20. Conclusão: o mundo árabe está a falhar na difusão de conhecimento.
As exportações de produtos de alta tecnologia como uma percentagem do total das exportações são um indicador importante da aplicação do conhecimento. As exportações do Paquistão de produtos de alta tecnologia como percentagem do total das exportações situa-se em 1%. O mesmo na Arábia Saudita é de 0.3%, Kuwait, Marrocos e Argélia estão todos nos 0.3%, enquanto Singapura está nos 58%. Conclusão: o mundo muçulmano está a falhar em aplicar o conhecimento.
Porque é que os muçulmanos são tão ineficazes? Porque nós não estamos a produzir o conhecimento.

Porque é que os muçulmanos são tão ineficazes? Porque não estamos a difundir o conhecimento.
Porque é que os muçulmanos são tão ineficazes? Porque não estamos a aplicar o conhecimento.
E o futuro pertence às sociedades baseadas no conhecimento.
De maneira interessante, o PIB anual combinado dos 57 países dos países da OIC é de menos de 2 triliões de dólares. A América sozinha produz bens e serviços no valor de 12 triliões, China 8 triliões e a Alemanha 4 triliões (poder de compra com base paritária). A Arábia Saudita, rica em petróleo, EAU, Kuwait e o Qatar em conjunto produzem bens e serviços (principalmente petróleo) no valor de $500 biliões; a Espanha sozinha produz bens e serviços de valor superior a $1 trilião, a Polónia Católica $489 biliões e a Tailândia budista $545 biliões (o PIB muçulmano como uma percentagem do PIB mundial está em rápido declínio).
Portanto, porque são os muçulmanos tão ineficazes? Resposta: falta de instrução.

Máquina Zero


Embaixador líbio em Brasília diz que a Al-Qaeda quer usar a Líbia para "atacar a Europa"

O embaixador da Líbia no Brasil, Salem Ezubedi, disse hoje que não renunciará ao cargo e que a Al-Qaeda está por trás do levantamento contra Muammar Kadhafi de forma a usar a Líbia para "atacar a Europa".
Ezubedi reforçou o discurso do líder líbio, Muammar Kadhafi, ao afirmar que a revolta no país é liderada pela rede terrorista Al-Qaeda. Para o diplomata, os movimentos no Leste do país, onde o governo já terá perdido o controlo, começaram "pequenos e espontâneos, para expor algumas exigências sociais, semelhante ao que acontece em vários países do mundo".
O embaixador argumentou que o objectivo dos terroristas é controlar os poços de petróleo, aeroportos e portos da Líbia e lamentou a morte de "vítimas inocentes".
Segundo Ezubedi, os terroristas usam a população como escudo humano. "Temos provas e informações de que a Al-Qaeda deseja fundar um centro de mobilidade na região leste da Líbia para atacar a Europa", afirmou o embaixador à Agência Brasil. Ebuzedi disse também que não irá demitir-se, ao contrário do que fizeram pelo menos oito diplomatas líbios que chefiavam missões nos Estados Unidos, na Índia e na China. "O abandono do cumprimento da minha responsabilidade seria uma traição ao meu país, que não seria aceite pela minha cultura nem pelo meu carácter, e (mancharia) a honra da minha família", afirmou Ezubedi, numa declaração traduzida por um funcionário da embaixada em Brasília.
Foi a primeira declaração do diplomata desde o início da revolta popular na Líbia. Os jornalistas não foram autorizados a fazer perguntas.
Diante da ameaça à unidade do país e às nações vizinhas e da tentativa de "transformar a Líbia numa nação terrorista", sublinhou o diplomata, o governo líbio resolveu enfrentar a situação.
"Sentimos muito pela perda de vítimas inocentes e contamos com eles como mártires perante Alá. Sentimos muito pela necessidade de usar a violência para enfrentar esses problemas desde o início", disse. "Todos os países têm o direito de lidar contra quem representa ameaça para a sua segurança e unidade", acrescentou.
Embaixador da Líbia no Brasil desde 2007, Ezubedi elogiou as relações diplomáticas entre a Líbia e o Brasil e afirmou que os brasileiros na Líbia estão em boa situação. "Desejo tranquilizar os cidadãos brasileiros sobre a saúde dos funcionários das empresas brasileiras. O seu retorno acontecerá o mais rápido possível", disse.
A operação de retirada de brasileiros que trabalham para empresas privadas na Líbia está em andamento. Hoje, a estatal Petrobras informou que retirou os seus funcionários brasileiros que estavam na capital Tripoli.
Um avião fretado pela construtora Odebrecht, com 446 pessoas a bordo, incluindo 114 brasileiros, chegou nesta quinta-feira à ilha de Malta, segundo comunicado da empresa.
Integram o grupo 107 funcionários e familiares brasileiros, 7 funcionários da Petrobras e outros 332 trabalhadores da companhia, com familiares, de 23 nacionalidades. Permanecem na Líbia 2.749 funcionários da Odebrecht.
De acordo com o comunicado, estão previstos, ainda para hoje, mais dois voos para Malta, com capacidade para 450 pessoas cada. A empresa já contratou também um navio com capacidade para transportar duas mil pessoas que sairam de Palermo, na Itália. A previsão é que a embarcação chegue ainda hoje a Tripoli para resgatar o restante dos funcionários que ainda estão lá.
Ao mesmo tempo, já está no porto de Benghazi um navio, contratado pela construtora Queiroz Galvão, para retirar 148 brasileiros que estão naquela cidade, foco do epicentro da revolta popular contra o governo de Muammar Kadhafi. O navio também irá transportar os 56 cidadãos portugueses ainda presentes em Benghazi.

De olho na Jihad


Primeira cerveja halal é produzida na Bélgica

Sultana, uma cerveja Kriek halal produzido por Caulier, uma cervejaria de Péruwelz em Henegouwen, estará disponível na Bélgica nas próximas semanas. A cerveja é destinada a muçulmanos, informa o La Capitale. Esta é a primeira bebida maltada - e não cerveja - com um certificado halal na Europa. Um imã argelino certificou a Sultana. A cerveja halal estará disponível também em França e já foram feitos contactos para oferecê-la no Reino Unido, Tunísia, Alemanha e Kuwait.

HLN


Protestantes sul-coreanos reclamam da tentativa do governo de favorecer o islamismo

Grupos protestantes na Coreia do Sul estão revoltados por causa de um movimento do governo para atrair investimentos do Médio Oriente, oferecendo isenções fiscais para
Sukuks (títulos financeiros islâmicos).
A questão tornou-se polémica desde que um projecto de lei que propõe a isenção foi introduzido durante a sessão provisória da Assembleia Nacional, que começou a 18 de Fevereiro.
Protestantes locais, incluindo o Conselho Cristão da Coreia (CCK) e o Conselho de Igrejas Presbiteriana da Coreia (CPCK), dizem que o projecto está favorecendo demais os muçulmanos e irá até mesmo encorajar extremistas islâmicos a investirem no país.
O CCK diz que já criou uma comissão especial contra a "lei Sukuk" para organizar protestos coordenados.
Membros do Comité, incluindo o reverendo Kiel Ja-yeon, presidente da CCK, visitaram líderes do Grande Partido Nacional (GNP), no poder, a 17 de Fevereiro e avisaram-lhes que trabalhariam para desalojá-los nas eleições nacionais, se a lei for aprovada pela Assembleia Nacional.
O reverendo Kiel disse que a lei que foi "basicamente elaborada erradamente" dá ao islão "privilégios incomparáveis".
Anteriormente, o CPCK disse que a lei encorajaria actividades extremistas islâmicas na Coreia. Numa declaração no mês passado, o Conselho manifestou temores de que o dinheiro feito por esses títulos pudesse ser usado para apoiar terroristas islâmicos.
O governo descarta estes medos e diz que uma isenção de impostos sobre Sukuks está em conformidade com a legislação que abrange outros títulos em moeda estrangeira.
Ontem, o jornal Hankook Ilbo, no seu editorial, atacou os grupos protestantes, apelidando os seus protestos de "oposição hostil contra a expansão do islão".

UCANews


Itália prende seis marroquinos por incitarem ódio ao Papa

A polícia na cidade de Brescia prendeu seis marroquinos; uma nota foi achada pedindo para que o Papa fosse punido por converter um jornalista muçulmano ao Catolicismo.

A nota achada pela polícia também urge aos imigrantes muçulmanos para não se integrarem na sociedade italiana, informa os média italianos.
A polícia disse que os seis foram acusados de "estabelecer um grupo que tinha como objectivo a incitação à discriminação, ao ódio racial e religioso, à violência e à 'jihad' contra cristãos e judeus".
O Papa foi "condenado" por converter Magdi Allam, nascido no Egipto e ex-colunista do jornal Corriere della Sera.
Allam, um crítico aberto da militância islâmica e forte apoiante de Israel, foi baptizado pelo Papa em Março de 2008.

BBC


Boas notícias! Perto de 50% dos australianos são anti-muçulmanos

Um estudo nacional que durou uma década concluiu que perto de 50% dos australianos identificam-se como tendo atitudes anti-islâmicas.

Bare Naked Islam

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Guerra civil em breve na Suécia?

O bem estar garantido pelo modo de vida na Suécia tem atraído hordas de imigrantes muçulmanos dos países do terceiro mundo (2% da população sueca com 400 mil pessoas) e os suecos nativos já começam a ficar fartos de andarem a pagar por isso. Em troca da conhecida hospitalidade sueca - a Suécia é um país conhecido pela sua tolerância -, os muçulmanos respondem com um aumento da taxa de criminalidade.
A ascensão e o crescimento do partido nacionalista que é contra a imigração, formado por movimentos de skinheads, fizeram com que este procure alcançar o poder no país, o que levou o jornal alemão Der Spiegel a afirmar que tal "chocou o mundo tão habituado a ver a Suécia como um bastião da tolerância". Os nacionalistas querem alertar a população para os perigos da islamização do país, como o favorecimento dos muçulmanos na questão dos benefícios sociais em detrimento dos próprios suecos indígenas.
Partidos nacionalistas de países como a Áustria, o Reino Unido, a Bulgária, a Dinamarca, a França, a Alemanha, a Hungria, a Itália, a Holanda, a Noruega e a Suíça conseguiram nos últimos anos progressos visíveis contra a imigração, nomeadamente a muçulmana. Medidas como a proibição do véu islâmico afectaram directamente os muçulmanos, fazendo com que já alguns deles sintam que o Ocidente está em guerra com o islão (claro que estamos!). "Nós não podemos negar que, para muitos europeus, o islão hoje em dia é visto como a maior ameaça para a Europa", disse Anne Sofie Roald da Malmö University's Department of International Migration and Ethnic Relations. "As pessoas estão-se a aperceber que isso (o islão) é uma ameaça porque elas sentem que a minoria está a crescer. (...) As pessoas têm receio que os muçulmanos tomem conta dos seus países".
Na Suécia, o ataque frustrado do muçulmano sueco de ascendência iraquiana, que se fez explodir antes do dia de Natal passado, contribuiu para a deterioração das relações entre os suecos e os muçulmanos. Jimmie Akesson, dos Democratas Suecos, alegou que os imigrantes vivem em "sociedades paralelas" segregados em bairros onde falam as suas línguas nativas e onde só se socializam entre si. "Eles nunca serão parte da sociedade sueca", defendeu.

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Estima-se que vivem actualmente na Europa cerca de 44 milhões de muçulmanos, o que corresponde a 6% da população europeia. De acordo com The Pew Research Center's Forum on Religion & Public Life, calcula-se que em 2030 os muçulmanos já serão uns 58 milhões. É bom que a Europa evite tamanha tragédia antes que seja demasiado tarde.

Bogdan, o menino-íman

Um garoto sérvio de sete anos chamado Bogdan tornou-se destaque no seu país por conseguir atrair objectos magnéticos e também não-magnéticos, como pratos e taças. Bogdan já se tornou famoso também através dum programa da emissora NBC, dos EUA.
O jornal inglês Daily Mail diz que os pais de Bogdan afirmaram que ele sempre teve esse "poder" desde que nasceu.

«Skull Face Tatoo»

Mais um idiota a empestar os ares do mundo: um britânico de 27 anos, "Mad Dog" Deon, tatuou uma caveira no seu rosto. Esse fã de tatuagens diz não se importar com a sua aparência e muito menos com o que os outros pensam dele. A sua namorada, Catherine, de 31 anos, pensou que ele estava a gozar com ela quando lhe disse que ia fazer tamanha tatuagem bizarra nas ventas.
O casal de Walsall apareceu no programa do canal ITV1 apresentado por Jeremy Kyle:

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Eu não gosto de tatuagens, mas tem sempre que haver quem goste delas. Os tatuadores agradecem a todos aqueles que não gostam da sua pele.

Ah, "cagandas" malucas!

Em Braunlage, na Alemanha, realizou-se a terceira edição da competição de topless em trenó na neve que reuniu cerca de 15 mil espectadores.
Se eu também lá vivesse, teriam lá estado cerca de 15 mil e um.

Lukashenko não gosta de "bichas"

Aliaksandr Lukashenko, o presidente da Bielorússia desde 1994, declarou que não gosta de "bichas" e que aconselhou o ministro alemão das relações exteriores, a "bicha" Guido Westerwelle, a ter uma "vida normal".
"Pessoas importantes com uma orientação sexual correcta e incorrecta vêm até aqui e começam a reprovar-me por eu condenar estas palhaçadas. Mas eu não gosto de 'bichas' e digo-lhes isso mesmo", declarou. "Eu tenho o direito de dar a minha opinião".
Mais nada! Lukashenko também não é gago por falar assim.

O fim do "monstro de Finchley"

Colin Hatch, conhecido como o "monstro de Finchley", de 38 anos, foi assassinado na prisão de segurança máxima Full Sutton, perto de York, na terça-feira. Um recluso de 35 anos, Damien Fowkes, foi detido por ser suspeito deste crime, segundo avançou a polícia britânica, que está a investigar o caso.
Hatch estava a cumprir pena perpétua desde 1994 depois de ter sido condenado por ter matado um menino de sete anos, Sean, durante uma saída precária duma outra pena relacionada com o abuso sexual de menores. Tinha então 22 anos e seduziu a criança para a sua casa onde a agrediu e a sufocou com um saco de plástico.
John Williams, o pai de Sean, reagiu à notícia da morte de Colin dizendo que "finalmente foi feita justiça".

Sequestro no Porto

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Uma mulher de 43 anos foi vítima de um alegado roubo seguido de sequestro numa agência bancária do Millennium BCP na rua Damião de Góis, no Porto, ontem pelas 22 horas. Ela está agora internada no Hospital de Santo António e encontra-se estável. Já o assaltante, detido pela PSP, será ouvido no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.
Resta saber o que é que a justiça deste país lhe reserva...

Benfica paga multa mais pesada que o Sporting

É isso mesmo. A Liga decidiu castigar o Benfica com uma multa de 1650 euros por comportamento incorrecto dos seus adeptos enquanto que o Sporting ficou pelos 1500 euros!
Depois de tudo aquilo que nós vimos, será que alguém me pode explicar como é que isso é possível? Será que os adeptos do Benfica também entraram em vias de facto com a polícia, atiraram bolas de golfe para o campo, arremessaram tochas em direcção aos adeptos rivais e dispararam petardos? É que já não basta a vergonha na dualidade de critérios nos penalties, nos cartões e na escolha dos árbitros. Então não é que para o próximo jogo da Liga, frente ao Marítimo, foi escolhido outro árbitro do Porto, o filho do Martinho? E depois em Braga, quem será? O Jorge Sousa? O Paulo Costa ou o seu irmão Rui?
O futebol português precisa duma revolução! Quando será que o Benfica se indigna duma vez e procede a uma revolta para acabar de vez com toda a podridão que reina desde que o Pinto da Costa entrou em cena?

Opiniões DN

Um "islamofóbico" confessa-se

Em plena praça Tahrir, 200 cidadãos festejaram a queda de Mubarak violando ou, para usar o eufemismo em voga, agredindo sexualmente a jornalista americana Lara Logan (do 60 Minutes). Fonte da CBS, a estação de Logan, afirma que esses pacifistas sedentos de liberdade (e de senhoras, aparentemente) gritavam a palavra Jew! (Judia!) durante o acto, pormenor omitido na vasta maioria das notícias sobre o episódio.
Compreende-se a omissão. O optimismo face à evolução da situação egípcia é tal que qualquer nota dissonante arrisca-se a ser mal interpretada. Eu, por exemplo, estive quase a sugerir aos que comparam o levantamento no Cairo com o 25 de Abril ou com o fim do comunismo no Leste europeu que inventariassem o número de repórteres violadas, perdão, sexualmente agredidas por multidões na Lisboa de 1974 ou na Budapeste de 1989. Porém, depois desisti. A mais vaga reticência à pureza intrínseca dos muçulmanos em êxtase suscita logo insinuações de "islamofobia" e "racismo".
Por acaso, não vejo de que modo a opinião negativa sobre uma determinada crença religiosa pode indiciar racismo. Quanto à crença propriamente dita, parece-me confuso acusar-se os cépticos de aversão ao islão enquanto se garante que a revolta no Egipto é completamente secular. Entre parêntesis, convém notar que a presença de um tarado teocrático à frente da novíssima reforma constitucional garante uma secularização sem mácula.
Fora de parêntesis, confesso: chamo-me Alberto e sou um bocadinho "islamofóbico". Nem sei bem porquê. Talvez porque, no meu tempo de vida, nenhuma outra religião inspirou tantas chacinas (já repararam que há pouquíssimos atentados reivindicados por católicos, baptistas, judeus, budistas ou hindus?). Talvez porque nenhuma outra religião relevante pune os apóstatas com a pena de morte. Talvez porque não perceba que os países subjugados à palavra do Profeta consagrem na lei ou no costume o desprezo (e coisas piores) de mulheres, homossexuais, pretos, brancos e fiéis de outras religiões. Talvez porque não se possa dizer que a sharia trata as minorias abaixo de cão dado que, não satisfeitos com o enxovalho dos semelhantes, os muçulmanos também acreditam que os cães são uma emanação do demónio e sujeitam os bichos a crueldades inomináveis. Talvez porque alguns líderes espirituais do islão foram convictos aliados de Hitler na época do primeiro Holocausto e alguns dos seus sucessores ganham a vida a exigir o segundo. Talvez porque a presumível maioria de muçulmanos ditos "moderados" é discreta ou omissa na condenação dos muçulmanos imoderados. Talvez porque, nas raras oportunidades democráticas de que dispõem, os muçulmanos ditos "moderados" teimem em votar nos partidos menos moderados (na Argélia ou em Gaza, por exemplo). Talvez porque inúmeros muçulmanos se ofendam com as liberdades que o Ocidente demorou séculos a conquistar, incluindo o subvalorizado mas fundamental direito ao deboche. Talvez porque uma considerável quantidade de imigrantes muçulmanos no Ocidente rejeite qualquer esboço de integração e, pelo contrário, procure impor as respectivas (e admiráveis) tradições. Talvez porque, no Ocidente, o fervor islâmico colhe a simpatia dos espíritos totalitários à direita (já vi skinheads a desfilar lenços palestinianos e a manifestar-se em prol do Irão) e, hoje, sobretudo à esquerda.
E é isto. São minudências assim que determinam a minha fobia, no fundo uma cisma pouco fundamentada. Um preconceito, quase. Sucede que muitos dos que, do lado de cá de Bizâncio, acham intolerável tal intolerância, são pródigos na exibição impune de fobias ao cristianismo ou ao judaísmo (o popular "anti-sionismo"). E essa disparidade masoquista, receosa e ecuménica de pesos e medidas constitui, no fundo, o reconhecimento do confronto que nos opõe ao islão, mesmo o islão secular e cavalheiro da praça Tahrir, e o maior sintoma de que eles estão a ganhar por desistência. Adivinhem quem está a perder.

Alberto Gonçalves


Velhos como os trapos

Chamaram-lhes seniores, idosos, pessoas da terceira idade. Usaram com eles um léxico variado, uma espécie de cobertura de açúcar que foi ocultando uma dura e triste realidade. Conheci-os, há muito, nas camas dos hospitais, nas camas dos lares, prisioneiros em suas casas, sós como cães em bancos de jardins e soube que alguns eram encontrados sem vida pelas ajudantes familiares, depois de terem enfrentado a morte na mais completa solidão.
Vieram ter comigo, uma manhã de Outono já arrepiada de frio, eram cinco, três muito velhos e dois apenas um pouco menos, a pé, amparando-se mutuamente através das ruas íngremes do Bairro Alto, até chegarem ao meu gabinete da Misericórdia de Lisboa para me exporem as suas vidas, carências e aflições. O assunto era tão melindroso que roçava a indignidade, uma nudez crua que submetiam ao meu olhar porque a vida a isso os obrigava: tinha (alguém, os Serviços, a Senhora Técnica? Não sabiam ao certo) sido dada uma ordem que cortava o número de fraldas a que tinham direito mensalmente. "Ora as fraldas, a menina sabe, fazem-nos muita falta". "Então agora como é que têm feito?", perguntei. "Cortamos cada fralda em três pedaços e assim rende mais. Mas é muito mau", disse outra, porque "esfarelam-se todas e não protegem". "Pois não", concluíram em coro. Mandei vir uma fralda e uma tesoura e, mais por mim do que por eles, pedi-lhes que repetissem esse gesto que transformava em três pedaços esfarelados uma fralda de adulto.
Fiquei envergonhada - julgo que essa era a ideia - por coisas destas acontecerem paredes meias com quem manda e dirige, com quem gere e distribui recursos, pessoas que não usam fraldas, não as cortam em três, para quem andar nos meandros dos bairros lisboetas não significa um esforço físico excessivo, pessoas como eu que, no mínimo, têm que levar murros no estômago quando coisas destas acontecem. Se alguma dúvida me restasse ela dissipou-se nessa manhã bisonha: pode o envelhecimento ser, na maioria dos casos, um caminho para a pobreza, a indignidade, a dependência mais aviltante? Não. Mas para isso era (e é) imperativo priorizar esta questão, dar-lhe uma estratégia, dotá-la de recursos e prossegui-la sem hesitações. Foi assim que se fez o levantamento dos idosos no concelho de Lisboa, que se estudou a cobertura de apoio domiciliário, o tipo de respostas novas que seria preciso criar para fazer face a problemas diferentes que emergiam brutalmente após décadas de uma política de apoios que se revelavam manifestamente insuficientes e desadequados. Foi assim que nasceu, por exemplo, o "Mais Voluntariado Menos Solidão" com a preciosa colaboração do "Coração Amarelo" e da Cruz Vermelha. Foi assim, também, que fomos buscar o Euromilhões, um novo jogo social consignado ao envelhecimento e às dependências e que hoje, constou-me, foi parcialmente desviado para manobras de diversão do mais puro marketing político.
Afinal parece que ninguém sabia que Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo (o sétimo), que os nossos velhos são os mais pobres da Europa, que na sua maioria são doentes crónicos, que muitos sofrem ou vão sofrer de demências e que para além de dependências crescentes se encontram sós, com pouca ou nenhuma família, sem redes de vizinhança efectivas, optando por comprar remédios ou comida. O census de 2001 apontava já para 35 mil idosos isolados na cidade de Lisboa. Confinados ao casco histórico e a outras zonas desertificadas viram os seus descendentes serem expelidos para as periferias. Muitos destes fogos de habitação nunca tiveram obras, nas mansardas pombalinas os telhados em más condições deixam entrar a chuva, o frio e o calor tórrido do Verão.
Apesar de tanto Ministério, Direcção-Geral, Gabinete de Estudos, Observatórios, dados estatísticos e milhões e milhões de euros gastos sabe-se lá como, em Portugal é possível não conhecer a realidade e trazê-la para os jornais a propósito de um único caso concreto. Como se este enorme drama não valesse por ser tão silencioso. E esta é, estou certa, a nossa maior falta e a nossa pior vergonha.

Maria José Nogueira Pinto


Na tenda com Kadhafi

A comodidade transmitida durante anos à Europa pelas tiranias do Magrebe e Médio Oriente condicionou as previsões para 2011, que no final do ano passado encheram páginas de revistas e jornais pelo mundo fora. Ninguém espreitou o que estaria debaixo do tapete social, económico e político. Todos mantiveram a venda nos olhos como forma de evitar a crueza da realidade. A Líbia de Khadafi é o símbolo desta negação, com forte matriz europeia: toda a gente pagou para que o coronel estancasse a vaga de emigração para o sul da Europa, mas ninguém quis perceber com antecedência os efeitos da perpetuação ditatorial. Este é o quadro mental europeu para inúmeros dossiês: actuar - normalmente em cacofonia ou com vergonha - quando a procissão vai no adro; esperar que lhe concedam relevância, quando nem sequer parece querer dar-se ao respeito. Nada do que temos assistido foi digno de merecer atenção ou estudo prévio.
A Líbia é um banho de sangue a prazo. Khadafi jamais fugirá como Ben Ali ou Mubarak. Para ele é pátria ou morte. A repressão continuará sangrenta de forma a colar os cacos tribais, as áreas revoltosas, os desejos autonómicos e as franjas democráticas. E com sanções internacionais à porta para lhe estrangular a economia, Khadafi forçará a violência do aparelho paramilitar por si criado para gerar a subida galopante do preço do crude e, com isso, salvaguardar as receitas e a sobrevivência do próprio regime. No meio do turbilhão, pode gerir uma tensão entre Forças Armadas e Guarda Revolucionária, entre movimentos anti-regime e comités revolucionários e observará com astúcia alguns estados europeus implorarem-lhe o controlo da emigração em troca de ajuda financeira. O preço a pagar pelas jantaradas na tenda de Khadafi é só este: ficar eternamente nas suas mãos. Parabéns Europa.

Bernardo Pires de Lima


De Gibraltar à Indonésia

Depois da Conferência de Bandung, em 1955, o objectivo do desenvolvimento sustentado, o novo nome da paz segundo Paulo II, pareceu afirmar-se como objectivo do então chamado Terceiro Mundo, que antes do movimento descolonizador os ocidentais identificavam melhor pela expressão - o resto do mundo. Esta libertação parecia ser suficiente em muitas áreas para estarem em paz com os direitos humanos, servindo de denominador comum para enfrentar a opção pela via autoritária ou pela via ocidental. A questão do regime político, que foi elemento essencial teórico da visão unilateralista americana e dos objectivos europeus, foi-se defrontando com o facto de que não havia um modelo de governo circulável íntegro pelo globalismo. De maneira geral, a conveniência das alianças, incluindo a política dos mercados, foi cobrindo a situação com o conceito de tolerância, que não coincida com o desejável respeito intercultural. De Gibraltar à Indonésia, um cordão muçulmano divide o Norte do Sul do mundo, e a libertação colonial que por ali foi correndo viu a continuidade limitada pela Ordem dos Pactos Militares até ao fim do século. Mas, por toda a parte, o desencanto perante as promessas ideológicas alternativas foi-se acentuando, os avanços tecnológicos eram mais sóbrias do que a semântica do desenvolvimento adjectivado com novidades de tempos a tempos, sem que o quadro das relações económicas, orientadas pela opção ocidental do trad and not aid, prestasse atenção ao facto de que, como notou atempadamente André Guichaoua (1999), "em contraposição às aproximações tecnocráticas, reconstituíram-lhe as bases de uma nova utopia pós-terceiro mundista e antidesenvolvimentista, glorificando a autonomia dos homens e a irredutibilidade cultural". Embora de Gibraltar à Indonésia o Corão fosse o texto da mensagem de referência para os povos libertados, foi mais visível para os ocidentais o terrorismo global, que colocou valores religiosos no seu conceito estratégico, de que a consciência crescente de que os factos mostravam uma divisão injusta entre os que acumulam o poder com o enriquecimento, e os que continuavam a ser identificados pelos relatórios do PNUD como pobres, desamparados e sem os direitos e melhorias que as ideologias desenvolvimentistas lhes prometiam. Os levantamentos populares que, ao longo do cordão muçulmano, vão acompanhando a revolta do povo do Egipto, e que os próprios aliados ocidentais acolhem como ajuda e esperança para a democracia, aconselham meditar sobre o facto de que as referências dos valores estão na mensagem sagrada do Corão, o que implica admitir que os modelos de gestão política, interna e sobretudo internacional, não vão ignorar o livro sagrado. Como tem sido repetidamente lembrado, e recentemente foi abordado por Anselmo Borges, é oportuno recordar a advertência de Hans Küng sobre a relação da paz entre as nações e a paz entre as religiões, mesmo para os que adoptam uma leitura do terrorismo global à margem desta temática. Na zona crítica do turbilhão em curso, o Irão e Israel podem servir de referência para a prospectiva, parecendo um sinal de esperança, entre os sinais dos tempos, o facto de a própria ONU, cujo dedicado secretário-geral se junta às esperanças suscitadas pelos acontecimentos do Cairo, tenha iniciado, na primeira semana de Fevereiro, a Semana Mundial da Harmonia Inter-Religiosa, desenvolvendo a premonição de Hammarskjöld, o secretário-geral morto em serviço no antigo Congo belga, ao criar na sede da ONU uma despida sala de meditação para todas as religiões. Os objectivos da ONU, e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todas formuladas por ocidentais antes da chegada à Assembleia Geral das outras áreas culturais do mundo, são suficientemente abrangentes do pluralismo inevitável das leituras, sem impedir que a tolerância seja definitivamente substituída pelo respeito recíproco. Mas a tarefa a que a ONU se entrega - depois de meio século de experiência nem sempre recompensada -, de harmonizar o encontro e a interdependências das áreas culturais, está acrescentada de urgência, e espera-se que de cooperação.

Adriano Moreira


A próxima ceia

O senhor primeiro-ministro eng. José Sócrates é uma personalidade lamentável. Tribuno hábil e táctico eficaz, o seu horizonte reduz-se sempre à imagem política e ao equilibrismo de forças. Para ele, o poder parece ser um cargo, não uma função, um ganho, não uma responsabilidade. Sacrifica invariavelmente o interesse nacional às manchetes dos semanários.
Devemos-lhe algumas decisões correctas e válidas, mas a atabalhoada gestão deste descalabro financeiro, que o marcará para a história, é apenas um aspecto final do vício original. Todo o consulado andou marcado por suspeitas, intimidações, escândalos, manipulações, negociatas. Agora já se vê bem a subida da pobreza, desemprego, injustiça, o ataque a contribuintes, Igreja, escola livre. As ilusões acabaram. Após seis anos de mandato é evidente a tacanhez de visão e os custos da estratégia míope.
Muito pior, apesar de menos visível, é a supina arrogância com que impôs os seus caprichos ideológicos, alterando com ligeireza as multisseculares leis da família e protecção da vida humana. Desrespeitando a legalidade e isenção democráticas, não teve a menor contemplação em alinhar repetidamente Portugal com as posições mais extremistas e aberrantes. Aqui a sua herança junta-se em infâmia às atrocidades da história.
Por isso foi com enorme surpresa que ouvi dizer que Jesus Cristo quer cear com José Sócrates. Não tenho a certeza da fiabilidade da informação, mas a simples possibilidade merece ser ponderada.
Do ponto de vista do primeiro-ministro (PM) não é difícil perceber o interesse. Receber Cristo à sua mesa em S. Bento é uma magnífica oportunidade política. Dá-lhe um palco mundial, conquista os cristãos, surpreende laicos, embaraça bispos, anula as repetidas queixas da Igreja. Ele explorará ao máximo o encontro.
E o outro lado? Por que razão pretende Cristo tão insólita conversa? Nunca devemos esquecer que Ele era conhecido por jantar com pecadores, prostitutas e publicanos. A razão, dizia, era que "não são os que têm saúde que precisam de médico, e sim os enfermos. Não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9, 12-13; Mc 2, 17; Lc 5, 31-32). Os jornais, políticos e até nós cristãos temos muita dificuldade em compreender esta preferência de Jesus por aqueles que a sociedade condena. Custa-nos sempre a aceitar a predilecção pela ovelha perdida, a injustiça de haver "mais alegria no Céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão." (Lc 15, 7). Pensando bem, é às personalidades lamentáveis, como Sócrates (ou nós antes de O conhecermos) que Cristo vem falar.
O mais difícil nisto é o meu ponto de vista. Como reagiria eu perante tão insólito acontecimento? Que diria eu a Jesus, com quem falo tantas vezes em oração, ao saber do Seu propósito de cear com um dos Seus maiores inimigos actuais? Talvez tentasse convencer o Senhor de que Sócrates não é como Mateus ou Zaqueu, mas como Herodes Antipas.
Esse também ficou feliz quando Jesus lhe chegou manietado à sala de banquetes, mas apenas porque se queria aproveitar para seu divertimento. A Herodes Jesus nem lhe dirige a palavra. Essa, acho eu, seria a melhor atitude face a Sócrates. Mas que diria eu se Jesus insistisse no Seu propósito? Se, depois de toda a minha argumentação, Ele entrasse mesmo na residência oficial, atravessando as chusmas de jornalistas que o oportunista PM não deixaria de convocar? Que faria eu se Cristo fosse mesmo entabular conversações com a lamentável criatura? Ficaria cá fora, remoendo os meus preconceitos junto com os fariseus, ou entraria no antro da hipocrisia, para comer com Jesus e os publicanos?
Esta é a questão decisiva da vida humana. Quando Cristo desafia as minhas certezas, eu fico com elas ou com Ele? Quando Sócrates encontra Jesus, abre-se à Sua Palavra ou fica nos seus interesses? "Dois amores fizeram as duas cidades: o amor de si até ao desprezo de Deus - a terrestre; o amor de Deus até ao desprezo de si - a celeste." (S. Agostinho A Cidade de Deus, livro XIV, cap. xxviii).

João César das Neves

Adepto do Benfica foi contra um poste

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