quinta-feira, 31 de março de 2011

Abortistas reincidentes

Um relatório de 2010 sobre os registos das Interrupções Voluntárias da Gravidez (IG) da DGS indica que foram realizados menos abortos em 2010 do que em 2009 (19.436 para 19.848). 97,3% dos abortos foram por opção da mulher, 2,26% por motivos de malformação congénita ou devido a graves doenças, e 0,34% para evitar o perigo de morte ou uma grave e duradoura lesão física ou psíquica da mulher. 0,06% das IG foram realizadas a mulheres vítimas de violação e 0,04% dos abortos foram feitos como meio de remover perigo de morte ou grave lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da grávida. O relatório diz também que dos abortos por opção, 251 deles foram feitos a mulheres que já tinham abortado três ou mais vezes.
A pena de morte não existe em Portugal, pois foi um dos primeiros países do mundo a aboli-la. No entanto, para os bebés que ainda se encontram dentro do ventre das suas mães, ela existe e é aplicada. É este mais um dos reflexos duma sociedade dita civilizada. Vá lá saber-se porque é que este é um país de abortos...

Ronronar de 73 decibéis

O ronronar de um gato de 12 anos de idade chamado "Smokey" atingiu 73 decibéis, ou seja, 16 vezes mais alto do que a média de um felino, informou uma equipa da faculdade de Northampton, na região central de Inglaterra. O ronronar do gato foi gravado com equipamentos de som especiais e a gravação já foi enviada para o Guinness.

Jô Soares põe telemóvel entre as mamas da Larissa

Lembram-se da Larissa Riquelme, a paraguaia que foi considerada a fã mais bela do Mundial de 2010 e que ficou famosa por apoiar a selecção de Oscar Cardozo com um telemóvel junto às mamocas?
A rapariga esteve no programa do apresentador brasileiro Jô Soares em trajes reduzidos e o humorista gordo quis reviver aquele momento da prova, acabando por colocar um telemóvel nas mamas da adepta que já chegou a posar nua para a Playboy brasuca.

E o prémio de liberdade de imprensa vai para...

...Hugo Chávez!!
A decisão da Universidade de La Plata, na Argentina, de atribuir o prémio Rodolfo Walsh para a liberdade de imprensa ao presidente venezuelano levantou um coro de críticas indignadas daqueles que o acusam de silenciar a oposição e de impedir a prática de um jornalismo independente. Só para termos uma ideia, Chávez alterou as leis e os regulamentos que regem a actividade das empresas de comunicação social e que resultou no encerramento de 32 estações de rádio, criou a televisão estatal Telesur como "alternativa" às cadeias privadas de informação e, através dum projecto-lei em Dezembro, censurou e proibiu mensagens publicadas no Facebook e no Twitter que contivessem críticas, desobediência e violência contra a sua pessoa.
Hasta la victoria siempre!, disse Chávez...

Berlusconi vai limpar Lampedusa, mas...

...os cerca de 6200 imigrantes ilegais provenientes do norte de África que se encontram na pequena ilha italiana serão transferidos para outros centros de acolhimento na Itália! Porque é que não os despacham de volta para África?

O chefe de diplomacia italiana, Franco Frattini, já criticou o facto de a Europa se mostrar "completamente paralisada" com a crise migratória que afecta a Itália.
Pudera, essa escumalha interessa a quem? A ninguém! É a islamização europeia que está em curso com a total conivência dos europeus suicidas.

Presa por ter sido violada

A mulher da foto chama-se Alicia Gali, tem 29 anos, é australiana e foi violada pelos colegas de trabalho no bar do luxuoso Le Meridien Al Aqah Beach Resort, nos Emirados Árabes Unidos, em 2008, depois de ter bebido e de ter sido drogada. Depois de ter apresentado queixa à polícia, Alicia foi condenada a 12 meses de cadeia pelo crime de adultério uma vez que nesse país é proibido ter sexo fora do casamento. Para haver crime de estupro é necessário haver quatro homens muçulmanos que testemunhem o ocorrido (boa...), caso contrário a violação passa a ser considerada "sexo consensual", o que acabou por ser o caso.
Cumpridos oito meses de prisão, Alicia foi perdoada em Março de 2009, regressou a Austrália e agora quer processar o hotel por não lhe ter explicado como são as coisas nesse país de merda. ''O ex-empregador de Alicia abandonou-a da forma mais terrível. Ela foi drogada e em seguida violentada por três ou quatro colegas. Quando os seguranças do hotel foram informados do que aconteceu, eles não fizeram nada para ajudá-la. O gerente dos recursos humanos do hotel não avisou a senhora Gali quais seriam as consequências que ela sofreria ao relatar o crime. Para piorar ainda mais, ela foi presa por ter relatado esse crime hediondo'', afirmou a advogada de Alicia, Melissa Payne. O hotel não cumpriu com as suas obrigações trabalhistas ao não ter em vigor um sistema que proteja funcionários contra agressões e contra as suas consequências legais. Além disso, o hotel encorajava os seus funcionários a beber álcool no bar sem uma permissão especial (que é concedida somente aos residentes no país), criando assim um clima que tornava propício misturar droga nas bebidas.
''Julgava estar segura e protegida dentro de um grupo hoteleiro internacional, mas não me deram o aconselhamento correcto e não me ajudaram quando eu fui acusada e presa'', disse Alicia. Ela não quer que o seu caso seja visto como uma afronta aos muçulmanos: "os homens envolvidos eram estrangeiros. Eles não eram provenientes do Médio Oriente. Dois deles eram da Índia e outro das Ilhas Maurício'' (e não podem ser muçulmanos? A Índia é o país com a segunda maior comunidade muçulmana mundial...).
Mulheres, pensem duas vezes antes de porem os pés num desses merdosos países islâmicos.

O álcool e os jovens

Segundo a Sociedade Portuguesa de Hepatologia, dois milhões de jovens portugueses estão em risco de ter doenças do fígado por causa do consumo de álcool. De acordo com a Estela Monteiro, a presidente, 20% dos consumidores regulares de álcool correm o risco de desenvolver cirrose no fígado. "Cada vez mais jovens aumentam a ingestão de álcool. Não têm a noção, entram nas discotecas, bebem 'shots' e pensam que não faz mal", frisou. O panorama não é nada animador, pois as bebedeiras nas discotecas são familiares a "metade dos jovens com 15 anos" (já se pode entrar nas discotecas com essa idade?)! Estela Monteira acrescentou também que os consumidores regulares podem desenvolver doenças no fígado "em cinco ou seis anos".
É suposto nós termos pena dos jovens inconscientes? Digo já que não tenho pena nenhuma.

Sexo estudantil no telhado

Um casal de alunos universitários foi flagrado enquanto fazia sexo no telhado do prédio da Universidade do Sul da Califórnia (USC) e a foto foi publicada no último fim-de-semana em sítios e blogues da Internet.
Cambada de desavergonhados.

Um morto no estádio

O colombiano Christopher Jacome, de 17 anos, era um jovem adepto do clube Cucuta Deportivo, fazia parte dum grupo de hooligans e acabou por ser baleado várias vezes no último sábado enquanto jogava à bola. Os seus amigos levaram o seu cadáver dentro do caixão da agência funerária após o velório para o estádio a fim de lhe prestarem homenagem.


O coronel da polícia local, Alvaro Pico, que identificou alguns dos gajos que levaram o corpo da agência funerária, diz que a morte do jovem não está relacionada com confrontos entre claques de futebol, mas com outras actividades criminosas realizadas na zona onde ele vivia. Por sua vez, o médico do Cucuta Deportivo, Julio Rivera disse à comunicação social: "Não deixam entrar os 'barras' (fanáticos), mas deixam entrar um morto. Este é o único sítio do mundo onde isto acontece".

quarta-feira, 30 de março de 2011

O desejo do pai Coentrão

Qual Taiwo, qual quê! Quem o Benfica precisa no seu flanco esquerdo é o jovem internacional português Fábio Coentrão! O pai do jogador, Bernardino Coentrão, benfiquista, deseja que o clube da Luz lhe proponha o contrato da sua vida.


Ficas no Benfica e ficas bem, Coentrão. Não é qualquer um que tem a honra de vestir o manto sagrado!

Portugal 2 X 0 Finlândia



Portugal venceu ontem em Aveiro a selecção finlandesa por 2-0, golos marcados pelo estreante madeirense Rúben Micael. O resultado peca por escasso face ao evidente domínio da selecção das quinas, mas o que importa mesmo é a vitória nem que seja num jogo a feijões, como foi o caso.

terça-feira, 29 de março de 2011

As 10 coisas que as mulheres não gostam de ver num homem

O jornal britânico The Telegraph fez uma lista com as dez coisas que os homens usam, ou que gostam de usar, e que têm nas mulheres "o efeito contrário ao dum íman". A saber:

Chinelos de enfiar no dedo - Nunca, a menos que haja uma praia a menos de 100 metros, os homens não devem usar chinelos.

Camisolas de corte comprido - Casacos, t-shirts e camisolas compridas são o equivalente ao medalhão de ouro a sair através dos botões de uma camisa desabotoada, como se usava nos anos 70.

Calças com corte largo em baixo - Qualquer tipo de calças ou jeans cuja parte de baixo se assemelhe, ainda que ligeiramente às saudosas calças à boca-de-sino, tem um efeito repulsivo sobre o sexo feminino.

Camisolas de alças brancas - Apesar de muitos homens acharem que ficam bem numa camisolas de alças branca, a verdade é que não ficam.

Brincos em ambas as orelhas - Um brinco na orelha ainda passa, agora dois, a menos que seja um rapper ou um pirata, é estar a abusar da sorte.

Calças para dentro das botas - E, por falar em piratas, usar calças justas para dentro de botas é algo que pode parecer muito "fixe", mas nunca é.

Calções curtos - Não vale usar a roupa da namorada e calção curto é algo de imperdoável em QUALQUER homem.

Botas Ugg - A marca de botas inventada por um surfista é um calçado de senhora fácil de usar, confortável e que fica bem em várias situações. Quando é um homem a usá-las o mesmo já não acontece e deve ser evitado a todo o custo.

Camisas de manga curta - Ficam bem somente para jogar bowling. De resto, aconselha-se a utilização da camisa de manga comprida, com a manga arregaçada.

Calças de cabedal - NUNCA, nem que se seja o Brad Pitt.

Simpsons censurados

Devido à actual crise nuclear no Japão, estações televisivas da Áustria, da França e da Suíça decidiram censurar alguns episódios da famosa série animada norte-americana The Simpsons por causa do descuido e das piadas das divertidas personagens amarelas em relação à energia nuclear.
A energia nuclear é um tema recorrente desde a criação da série em 1989, sendo que na série aparece uma central nuclear que já explodiu pelo menos uma vez e cujos reactores já se fundiram várias vezes.
Boa, censuram quando o assunto não lhes convém. É a nova ditadura travestida de democracia. Os Simpsons deveriam agora gozar com os austríacos, os franceses e os suíços por causa da censura.

O hotel mais alto do mundo

O hotel mais alto do mundo foi inaugurado em Hong Kong na passada terça-feira depois de 10 anos de construção. O Ritz-Carlton, assim se chama o hotel, está situado a 490 metros de altura no 118.º piso de uma das torres da baía do território chinês que teve administração inglesa. Uma noite nesse hotel custa 546 euros no quarto Deluxe e a suite presidencial custa mais de 9 mil euros. O título de hotel mais alto do mundo, no entanto, só durará três anos, uma vez que está prevista para 2014 a abertura do J-Hotel no cume da torre Xangai, a 600 metros de altura.

Ataque de fúria no tribunal


A preta do vídeo, Latasha Williams de 36 anos, teve um ataque de fúria numa sala de audiências dum tribunal de Las Vegas depois de um juiz a ter condenado por ameaçar os filhos. Assim que os guardas a iam levar para a prisão, a mulher ofereceu resistência. Foram necessários quatro guardas para a imobilizarem e no fim um deles ficou ferido, com lesões no joelho e na cara.

Bolo com 484 Kg

Doceiros prepararam um whoopie pie, uma espécie de bolo com recheio, de 484 quilos no último sábado em South Portland, no Estado norte-americano do Maine, com o objectivo de superar a marca do Estado da Pensilvânia, que teve um whoopie pie de 113,4 quilos em Setembro de 2010. O doce é feito com massa de chocolate e recheio de marshmallow.
Já até fiquei com água na boca só de olhar para a foto.

Jamiat Ulema-e-Islam quer a cabeça do pastor Terry Jones

No passado dia 24 o grupo islâmico Jamiat Ulema-e-Islam manifestou-se na cidade paquistanesa de Peshawar contra o pastor protestante Terry Jones que, recordemos, ameaçou queimar o Corão há uns tempos atrás. "Pendurem o pastor cruzado que desgraçou o Corão sagrado", pediram os revoltosos. O que os muçulmanos - que para além de imbecis são uns ignorantes de primeira - não sabem é que se o Terry Jones é um pastor protestante então é porque ele é um falso cristão, logo não tem nada a ver com os cruzados.
No dia 22, alguém quis providenciar mapas com a localização do paradeiro de Terry Jones (Gainesville) e fotos do pastor a quem estivesse disposto a decapitá-lo. Um jihadista respondeu-lhe dizendo: "Que Alá o queime juntamente com os Estados Unidos. Eu espero que alguém lhe jogue gasolina por cima e queime esse demónio". Um outro disse: "Oh Alá, queima-o e queima a América tal como queimaste o Japão e mostra-nos as maravilhas do teu poder e a tua grandeza invencível".
O grupo islâmico Jamaat-ud-Dawah, que foi banido do Paquistão, anunciou estar na disposição de oferecer 2,2 milhões de dólares a quem matar o pastor.
Também no passado dia 22, o embaixador da Nações Unidas Haroon, porta-voz dos Estados-membros que condenam o "sacrilégio" que é a destruição do Corão, lamentou e mostrou preocupação com a "islamofobia e o crescimento da intolerância e do ódio para com os muçulmanos, bem como os insultos para com os seus símbolos e personalidades religiosas". Mas não disse uma única palavra sobre a perseguição, a tortura e o assassinato de cristãos no Egipto, na Nigéria e noutras partes muçulmanas do mundo. O raio que o parta a ele e a todos os muçulmanos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

We Are

Lembrei-me da banda portuguesa Loto porque o vocalista desse grupo musical de Alcobaça faz hoje anos, ele que foi meu colega na universidade. Um abraço para ele.

Loto - We Are


Vitória de Guimarães no Jamor

O Vitória de Guimarães é o primeiro finalista a marcar presença no Jamor depois do 0-0 em Coimbra frente à Académica no jogo da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal (vitória dos vimaranenses por 1-0 na primeira mão em Guimarães).
A final será no dia 22 de Maio e o outro finalista será o Benfica ou o F. Corrupção do Porto. O Benfica parte em vantagem para o jogo da segunda mão, que se realiza no Estádio da Luz apenas no dia 20 de Abril, depois de ter ido vencer no Estádio da "serpente gigante" por 2-0 (golos de Coentrão e Javi).
A equipa minhota está assim de regresso ao Jamor após longos 23 anos de ausência e já garantiu também o apuramento para a Liga Europa da próxima temporada.

Neymar alvo de racismo em Londres

O internacional canarinho Neymar, que marcou os dois golos da vitória brasileira frente à Escócia no Emirates Stadium de Londres, foi alvo de actos racistas na cosmopolita e multicultural capital britânica. Uma banana foi arremessada para o campo aos 77 minutos seguidos de assobios e insultos por parte do público escocês ao jovem de 19 anos. "Na Europa, que é referida como o primeiro mundo, é onde mais sucedem estes casos", denunciou o jogador, revelando que foi o próprio a retirar a banana do relvado quando foi substituído aos 86 minutos.
O antigo internacional brasileiro Roberto Carlos foi igualmente vítima de manifestações racistas na Rússia recentemente, onde representa o Anzhi, bem como o seu compatriota Marcelo, do Real Madrid, que ouviu gritos xenófobos no jogo com o Atlético de Madrid. O internacional brasileiro Daniel Alves, do FC Barcelona, queixou-se igualmente de racismo nos estádios espanhóis.
É engraçado como as coisas estão a mudar no mundo. Primeiro, Neymar e Daniel Alves nem sequer são pretos. Segundo, até parece que só existe racismo na Europa. No Brasil não há racismo também? Enganem-me que eu gosto. O racismo existe em todo o lado.

O centésimo golo do guarda-redes Rogério Ceni

O guarda-redes brasileiro Rogério Ceni, que actua no São Paulo, entrou para a história do futebol mundial depois de apontar o seu centésimo golo num livre directo frente ao Corinthinas do luso-brasileiro Liedson. "A única coisa em que sou melhor do que o Pelé é no golo", afirmou Ceni.

Cibele Dorsa

Cibele Dorsa era uma actriz, modelo e escritora brasileira de 36 anos que foi capa da Playboy Brasil em Abril de 2008 e que sofreu um acidente de viação que lhe mudou a vida: três longos meses de convalescença inspiraram o seu livro "5:00 da manhã" (fazendo alusão à hora do acidente). O noivo de Cibele, o apresentador da TV Gilberto Scarpa, tinha-se suicidado em Janeiro, exactamente do mesmo prédio onde Cibele se atirou do sétimo andar. Antes de se matar, Cibele deixou uma nota de suicídio para a sua família e principalmente para os seus dois filhos, um rapaz de 12 anos e uma menina de 8 frutos de casamentos anteriores, intitulada "Perdoem a mamãe". Eis o que dizia a nota:

"Perdoem a mamãe, mas, a solidão é uma prisão terrível, é como se eu estivesse trancada dentro de mim mesma, estou cansada, sinto muito a falta de vcs mas, confesso que com o Gilberto aqui era mais fácil suportar, eu o amo muito, não sei nem como posso continuar... aqui em casa ficou frio, me sinto fora do meu corpo às vezes, e, isso me dá uma pausa na dor, só que depois volta em dose mais pesada. Faz algumas semanas que sinto uma leveza no corpo, como se eu estivesse já com um pouco de ausência do mundo terreno. (...) Amo vcs e estarei olhando vcs (...) meu sonho é encontrar o Gilberto em Aruanda e virar guia espiritual. Vivi, ainda vamos nos encontrar em outras vidas, munca te abandonei, seu pai fez um plano milionário para tirá-la de mim, não tive saída. Fé, idem... vou estar torcendo por vc no futebol, na realização de seus sonhos. O inacabado, o interrompido tem que ter um fim."


PS. Não compreendo porque é que há gente que se mata, mas de facto é inegável que é necessário imensa coragem para tamanho acto cobarde. O suicídio não se justifica nunca.

Taiwan tem interesse na TAP e em outras empresas

Segundo o Diário de Notícias, as empresas de Taiwan têm interesse em participar na privatização da TAP e de outras empresas portuguesas. "Se Portugal tem projectos de privatização, com certeza que têm interesse. Mas há que fazer promoção. Por exemplo, se a TAP me fornecer informação, eu tenho todo o prazer em as enviar, através de canal oficial, ao nosso governo, ou também a empresas", disse o representante taiwanês em Lisboa, Diego Lin Chou.

"Muslims Against Crusades" ameaçam casamento real

É o que diz um comunicado oficial emitido por esse grupo britânico de muçulmanos. O casamento de William e Kate Middleton, marcado para o dia 29 de Abril de 2011, está a ser ameaçado de se tornar um "pesadelo".
"Infelizmente não há sinais de que o Reino Unido queira deixar as terras muçulmanas ocupadas", pode-se ler no comunicado. "O seu directo envolvimento (de William) nas tropas assassinas e a sua vontade de herdar os reinos do império construído sobre o sangue e o colonialismo mostram claramente o tipo de legado ele quer deixar. Como tal, os muçulmanos sinceros decidiram organizar uma forte demonstração para uma vez mais reforçar que, enquanto o Reino Unido continuar a ocupar terras muçulmanas e enfurecer a guerra contra a religião de Alá, nós continuaremos com a nossa luta para enfraquecer o regime deles e condenar todos os seus representantes, sejam eles militares ou não".

E agora, o que é que vão os britânicos fazer? Mandar essa escumalha toda para o raio que a parta? Isso é que era, pois o país ficaria logo bem mais limpo. Deixaram esses muçulmanos entrar no país, deixaram-nos tornar-se uma comunidade influente, deixaram-nos crescer e agora colhem os seus frutos. É o multiculturalismo e as suas consequências.

Casey Heynes, o "Zangief Kid"


Casey Heynes é um rapaz australiano gordo de 15 anos que sofria de bullying até ao dia em que resolveu reagir e atacar o puto que o agredia. O vídeo, que foi colocado na Internet, transformou Casey num herói contra o fenómeno do bullying e ele inclusive ganhou a alcunha de "Zangief Kid" devido ao golpe que aplicou ao agressor, Richard Gale, fazer lembrar os do lutador de Wrestling russo do famoso videojogo Street Fighter, Zangief. Ambos os putos foram suspensos da escola, mas o acto ganhou contornos mediáticos. Ao programa televisivo "Today Tonight", Casey contou que chegou a pensar no suicídio devido aos actos de violência que foi sujeito durante vários anos e disse também que convive com uma omnipresente "solidão".
Admira-me como é que um lingrinhas daqueles consegue praticar o bullying. Sorte a dele em não se ter desmachado todo depois daquilo que o "Zangief Kid" lhe fez. Putos desses também só são valentes quando ninguém lhes faz frente ou quando estão acompanhados por outros tão cobardes como eles.

Jovens têm mais qualificações e menos emprego

Um estudo da Interjovem revela que os jovens são cada vez mais qualificados, mas também são os mais afectados pelo desemprego e pela precariedade, constituíndo cerca de metade dos desempregados.
A Interjovem vai assinalar o Dia Nacional da Juventude, que é amanhã, com a distribuição de documentos à população e a pintura de um mural no Largo Camões. Marcou ainda para 1 de Abril (dia das mentiras) uma Manifestação Nacional da Juventude para protestar contra o desemprego e a precariedade que afectam os jovens (outra manifestação da "geração à rasca"?).

Râguebi: Nova Zelândia vence Hong Kong Sevens

A selecção de râguebi da Nova Zelândia, os All Blacks, venceu a edição de 2011 dos Hong Kong Sevens - considerado o melhor torneio do mundo da categoria - depois de na final ter derrotado a Inglaterra por 29-17.
Já os "lobos" não foram além das meias-finais. Portugal entrou com o pé direito no torneio depois de ter vencido a França, que era uma das candidatas à fase final, por 12-4, mas depois perdeu com a nova Nova Zelândia por 19-12. No entanto, os "lobos" conseguiram o apuramento inédito para a Cup - a competição mais importante dos Hong Kong Sevens - depois de ter batido a Coreia do Sul por 41-14 e de ter sido apurado como um dos melhores segundos classificados. No reencontro com a Nova Zelândia, Portugal voltou a perder, desta vez por 33-5, nos quartos-de-final, e perdeu a seguir com a África do Sul por 28-5 na discussão da Plate.
Seja como for, foi uma participação muito positiva de Portugal, que conseguiu entrar no grupo das oito melhores selecções de râguebi do mundo.
Parabéns à equipa comandada por Tomaz Morais!

Portugal 1 X 1 Chile


Portugal empatou ontem em Leiria com a selecção do Chile a uma bola. Silvestre Varela fez o primeiro golo do encontro aos 16 minutos, mas Matías Fernandez, que representa o Sporting, estabeleceu o empate aos 42 minutos com um belíssimo remate de longe. Apesar do empate, a comitiva portuguesa ficou contente porque a Noruega e a Dinamarca, adversárias de Portugal no grupo de apuramento para o Euro 2012, empataram a uma bola, o que faz com que Portugal passe somente a depender de si próprio para garantir a presença no próximo campeonato europeu de futebol.

Godinho Lopes é o novo presidente do Sporting

Godinho Lopes venceu as eleições para a presidência do Sporting por 36,55% dos votos, à frente de Bruno de Carvalho que ficou em segundo com 36,15%. A curta margem entre os dois candidatos mais votados deu origem a uma grande confusão durante a madrugada, tendo primeiramente sido anunciada a vitória de Bruno de Carvalho (por uma margem de apenas 600 votos em relação a Godinho Lopes) e mais tarde, após uma recontagem, veio a apurar-se finalmente a vitória de Godinho Lopes, candidato da lista A.
A Juve Leo tentou invadir a sala de voto, a polícia interveio e registaram-se confrontos. Que longa noite em Alvalade.

domingo, 27 de março de 2011

A Itália está farta da invasão muçulmana

A Itália está farta dos imigrantes ilegais vindos das revoluções árabes e que invadiram a pequena ilha de Lampedusa. Os imigrantes ilegais por sua vez queixam-se de estarem a ser tratados como animais.
Qual é que é o problema, afinal? Os ilegais - muçulmanos invasores - querem sugar as ajudas sociais comportadas pelos contribuintes (eles todos pedem "asilo político").


Cadê os hipócritas dos esquerdistas defensores do multiculturalismo que deviam ter-se chegado à frente e acolhido todos esses "coitadinhos" em suas casas e os sustentarem? Porque é que esses muçulmanos não fugiram para um país muçulmano? Porque é que não lutam pela liberdade que alegam querer ter na sua própria terra?
Italianos, resolvam a crise: mandem-nos embora de volta para a sua terra e reforcem o controlo fronteiriço.

sábado, 26 de março de 2011

França: muçulmanos querem rezar nas igrejas?

A islamização da França não pára de surpreender: um grupo muçulmano pediu permissão para os muçulmanos poderem usar as igrejas "vazias" do país para as suas rezas como forma de evitar que eles tenham de rezar nas vias públicas acabando por estorvar o trânsito. Como o Estado não lhes dá mais mesquitas, avançam agora com esta de irem para as igrejas rezar ao falso deus da lua árabe.
Quem é que nos garante que eles depois não as vandalizam, sabendo nós que eles têm ódio nos seus genes? Será que a França vai continuar a submeter-se (o islão significa submissão) às exigências da ditadura da significante minoria islâmica? Quem é que manda em França afinal, os franceses ou esses novos invasores da seita de Maomé?

Jesuítas indemnizam vítimas de pedofilia

Uma ordem de padres jesuítas norte-americanos aceitou pagar cerca de 118 milhões de euros a centenas de índios americanos que foram vítimas de abusos sexuais nas escolas jesuítas do país entre 1940 e 1990. O acordo entre a ordem religiosa e as vítimas ficou concluído esta semana e os jesuítas vão ainda ter de emitir um pedido de desculpas por escrito.
Os alegados abusos foram cometidos por "padres problemáticos" em reservas e vilas isoladas. "Não há nenhuma quantia em dinheiro que possa recuperar uma infância perdida, uma cultura destruída, uma fé despedaçada", disse o advogado de cerca de 90% das vítimas, Blaine Tamaki. "Este acordo comprova que os jesuítas traíram a confiança de centenas de crianças que tinham a seu cargo e a quem fizeram sofrer atrocidades".
Espero que esses padrecos pedófilos tenham o seu merecido castigo (se é que ainda não o tiveram), não apenas por terem abusado das crianças como também por mancharem o nome da Santa Igreja.

O «show» de Paulo Futre

Does Paulo Futre do drugs? No seguinte vídeo podemos ver Paulo Futre, o anunciado homem-forte para o futebol leonino por parte do candidato Dias Ferreira e que só tem a quarta classe, a anunciar reforços para o plantel caso Dias Ferreira ganhe as eleições. É, no mínimo, hilariante.


Como benfiquista, o único interesse que eu tenho nas eleições do Sporting é que o clube continue mal. Ou que fique ainda pior.

Quatro crias de lince morrem no cativeiro de Silves

Quatro crias de lince ibérico morreram este mês no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico de Silves (CNRLIN), duas das quais por hipotermia, 12 horas após o nascimento, depois de terem sido abandonadas pela progenitora.
Segundo a informação avançada no sítio da internet do CNRLI, a morte das duas crias do sexo feminino, nascidas em 28 de Fevereiro «está directamente associada ao abandono pela mãe e às consequentes hipotermia e hipoxia», enquanto as outras duas ocorreram a 11 de Março, resultantes de um «aborto antes do prazo previsto para o parto».
O Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico de Silves, sob a responsabilidade do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), integra a rede de centros de reprodução da espécie, cuja população é gerida pelo Comité de Cria em Cativeiro do Lince Ibérico.
De acordo com o sítio do CNRLI, a fêmea Biznaga registou os primeiros sinais de parto ao 64.º dia de gestação, tendo abandonado a primeira cria cerca de duas horas após o parto, «sempre sob a vigilância» da equipa do centro.
«O protocolo de actuação ante abandono de ninhadas aconselha a que se esperem até duas horas antes de tomar a decisão de intervir para salvar crias que não estão a ser bem atendidas pela mãe», lê-se na página da internet daquele centro.
A intervenção da equipa do CNRLI verificou quando a progenitora abandonou a segunda cria, recolhendo os dois recém-nascidos, transportando-os para a sala artificial, onde foram «reanimadas colocadas em incubadoras» oferecidas pela Maternidade Alfredo da Costa.
Contudo, 12 horas após a sua recuperação, «ficou patente que os danos eram já demasiado extensos» e ambas as crias acabaram por morrer.
A necrópsia efectuada em Espanha apurou que a morte das crias «está directamente associada ao abandono pela mãe».
Os pequenos linces nascem com os olhos fechados e são totalmente dependentes da mãe para receber imunidade através do leite, calor, protecção e limpeza.
Apesar de lamentar a perda da ninhada, o centro de Silves considera «cumprido o objectivo de recuperar mais uma fêmea fundadora do programa para a reprodução, após um longo período em cativeiro, sem contribuição para o programa e já com metade da sua vida reprodutiva cumprida».
A 11 de Março, Fresa, uma outra fêmea, abortou duas crias antes do prazo previsto para o parto, que segundo o CNRLI, «confirma os dados estatísticos da mortalidade pré-natal, que é superior a 70 por cento para fêmeas primeiriças».
Para o CNRLI, «as expectativas desta época de reprodução em Silves não são muito altas, dado ser comum o comportamento de abandono de crias».
Em 2010, as duas primeiras e únicas crias nascidas em Silves da fêmea Azahar também não sobreviveram, acabando por morrer «de forma aguda num curto espaço de tempo».
A época de reprodução dos linces ibéricos decorre entre Dezembro e Junho, tendo sido conseguido no centro de Silves que todas as subadultas «copulassem pela primeira vez».
A funcionar desde 2009, o CNRLI de Silves foi o terceiro a abrir na Península Ibérica, após a transferência de 16 animais, provenientes de três centros espanhóis de reprodução.
Actualmente, a população residente do único centro português, é composta por 19 linces, 16 adultos e três jovens, dos quais 11 machos e oito fêmeas.

Lusa/SOL

Sócrates sucede a Sócrates?

Segundo uma fonte do PS, mais de 90% votaram na reeleição do primeiro-ministro demissionário para o cargo de secretário-geral do partido "no primeiro dia de directas". Devem ter sido os boys que votaram para manterem os seus tachos...

O maior prémio do Euromilhões em Portugal

Uma das duas chaves vencedoras do Euromilhões com o mega jackpot de 133 milhões de euros foi registada em Portugal, mais precisamente na Tabacaria Juviduque, em Chaves. O felizardo, ou felizarda, ou mesmo uma sociedade felizarda, receberá mais de 66,5 milhões de euros (69.105.267,00 euros se quisermos ser mais precisos de acordo com os dados da Santa Casa), tornando-se assim no detendor(a) do maior prémio alguma vez atribuído em Portugal. O maior prémio atribuído anteriormente foi de 61,1 milhões de euros que saiu a alguém em Odivelas.
O proprietário da Juveduque, Francisco Duque, disse: "Já demos bons prémios. Esta não é a primeira vez. Já demos o segundo, o primeiro, já vendemos o primeiro da lotaria clássica, o segundo e o terceiro também", acrescentando que não sabe quem foi que venceu o Euromilhões. A outra chave premiada foi registada na Bélgica.
Desde que Portugal faz parte da comunidade do Euromilhões, que começou em Outubro de 2004, já 47 pessoas se tornaram excêntricas, tantos como os vencedores do Reino Unido. A França lidera com 62 vencedores e a Espanha surge em segundo lugar, com 52 chaves acertadas. O caricato é em Luxemburgo nunca ninguém ter conseguido ganhar o Euromilhões. Deve ser por lá a vida ser tão boa que as pessoas não precisam sequer de apostar na sorte.

As novas regras do Euromilhões

Tal como foi oportunamente aqui referido, haverá mudanças no famoso jogo europeu da sorte que conquistou os portugueses há seis anos.
A partir de Maio, para além de se realizar mais um sorteio por semana, às terças-feiras, o número de estrelas vai passar de nove para onze (que péssima notícia!). Estas novas alterações vão com toda a certeza permitir (oh, se vai...) aumentar os ciclos de jackpot (não é isso que a malta quer?). Os nove países europeus envolvidos neste jogo determinaram ainda mais uma categoria de prémios (uma pequena boa notícia). Assim, para além dos 12 prémios que existem agora, vai passar a haver uma nova possibilidade de ganhar dinheiro. A Santa Casa da Misericórdia diz que "os apostadores têm a hipótese de ganhar aproximadamente quatro euros com o acerto em apenas dois dos números sorteados na grelha de números" e acrescenta que a probabilidade de ganhar um prémio "aumenta significativamente, passando de 1 em 24 para 1 em 13".
Um prémio, sim. Ganhar o primeiro prémio é que será ainda mais difícil, pois se actualmente acertar nos cinco números de 1 a 50 e nas duas estrelas de 1 a 9, a possibilidade de acertar na chave vencedora é de 1 em 76,2 milhões, com mais duas estrelas vai aumentar ainda mais o número de chaves possíveis...
É a crise.

Cruzamento entre ovelha e cão?

O fazendeiro Liu Naiying alega que uma de suas ovelhas deu à luz um filhote que se parece com um cão, na província de Shaanxi, na China. Ele contou que estava a pastorear as suas ovelhas quando reparou que uma delas estava a lamber o seu cordeiro recém-nascido na pastagem. "O cordeiro ainda estava molhado", disse Liu, que depois se aproximou do bicho e notou algo diferente na sua aparência. "Eu fiquei chocado, pois ele parecia estranho, como se fosse um cruzamento entre uma ovelha e um cachorro", afirmou.

Canadá: escola despede secretária porn star

Numa cidade canadiana perto do Quebec, a secretária Samantha Ardente foi despedida da escola onde trabalhava depois de um aluno ter descoberto que ela também é actriz de filmes pornográficos. Samantha pediu segredo, mas a história acabou por se espalhar pela escola e a direcção despediu-a.


Mas há algum problema a mulher ser também actriz porno se isso não lhe prejudicar o rendimento enquanto secretária da escola? Puritanismo bacoco, pá!

A doce e inocente Noëlle

Bem, parece que já virou moda jovens raparigas porem a sua virgindade à venda. Desta vez é na Holanda, onde Noëlle, uma estudante de 21 anos, colocou a sua virgindade à venda na Internet através duma agência de acompanhantes.
De acordo com o jornal belga Het Nieuwsblad, está aberto um leilão e quem der mais dinheiro poderá passar 24 horas com a rapariga. Até ao momento a oferta mais alta é de 7500 euros. "Ela sabe o que quer: dinheiro", disse a responsável da agência de acompanhantes.
Enfim, uma das precariedades de ser mulher. Pelo menos vende algo que é dela, ainda que seja algo único. Isso se ela realmente for virgem, claro.

PETA provoca acidente

Em Hollywood, um motorista distraiu-se com duas gajas seminuas do grupo ambientalista PETA e acabou por bater com o carro na traseira doutro carro.




O que é que essas mulheres não fazem para convencer as pessoas a tornarem-se vegetarianas...

E você? Está à rasca?

Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos. Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós-1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes. Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da Internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquer-coisa-phones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar! A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas. Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir demontada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!! Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

Pode ser que nada/ninguém seja assim.


Mia Couto

sexta-feira, 25 de março de 2011

Pedofilia islâmica

O "profeta" dos muçulmanos, o coraixita mercador de camelos Maomé, casou com a Aisha quando esta tinha apenas seis anos de idade e consumou o casamento quando ela tinha nove anos, permanecendo depois com ela por mais nove anos, ou seja, até à sua morte.
Uma "fatwa" (ordem da lei islâmica) foi publicada no IslamOnline.net, o sexto maior sítio islâmico do mundo de acordo com a Wikipédia, onde, de acordo com o autor da mesma, a relação sexual com meninas é permitida, pois o próprio "profeta" deu aos seus seguidores esse exemplo. Nos países islâmicos, é direito do pai casar as suas filhas mesmo que elas sejam miúdas e imaturas.
O casamento das raparigas é do inteiro interesse dos homens devido à sua autoridade sobre elas. O Alcorão ensina mesmo, na Sura 65:4, que é permitido manter relações sexuais com meninas que ainda não têm menstruação.
Gostaria de saber qual é a opinião dos defensores do multiculturalismo acerca do facto de a pedofilia ser permitida e encorajada no islão (na Arábia Saudita e no Irão a pedofilia é legal). Será que vão continuar a insistir que os muçulmanos devem poder vir para cá impor a sua cultura que tanto choca com a nossa?

Notas soltas

Uma pesquisa norte-americana publicada na revista de divulgação científica Journal of American Medical Association diz que a actividade sexual ocasional pode provocar um aumento do risco de ataques cardíacos! A pesquisa, que se baseou nos resultados de 14 estudos prévios sobre o tema, concluiu que há um aumento de 2,7 vezes de possibilidade de um ataque cardíaco durante ou logo após uma relação sexual quando comparado com aqueles que não fazem sexo. Apesar disso, os autores do estudo observam que o risco absoluto de um ataque cardíaco durante ou logo após uma relação sexual ainda é muito baixo – de 2,7 para 1 milhão, comparado com 1 em 1 milhão em situações normais.

Em Inglaterra, mais precisamente em Birmingham, uma esteticista de 34 anos, Kerry Campbell, chocou o país ao injectar de três em três meses botox na sua filha de apenas 8 anos de idade, tudo porque a mulher quer que a sua filha Britney se torne numa "estrela". Disse a desnaturada da mulher ao jornal The Sun: "O que estou a fazer agora pela Britney vai ajudá-la a tornar-se uma estrela". Ou não.

No estado norte-americano da Flórida, uma idosa de 92 anos, Helen Staudinger, foi presa depois de ter disparado quatro tiros com uma pistola em casa do seu vizinho de 53 anos. O motivo? O homem recusou-se a beijá-la, segundo divulgou a bófia na passada terça-feira. Mas que velhota tarada.

Também nos Estados Unidos, o Departamento dos Censos norte-americano divulgou os resultados que apontam para um enorme aumento da população hispânica cuja população já chega aos 50 milhões, tendo aumentando mais de metade na última década. Os resultados indicam ainda que a população branca está cada vez mais envelhecida. De acordo com o demógrafo William H. Fey, "esta é uma década de transformação para a nação". "Os censos de 2010 mostram que estas novas minorias estão a liderar o crescimento dos estados mais dinâmicos do país", o que significa que "durante a próxima década eles serão a parte mais importante da força de trabalho". O lado bom é que os hispânicos contribuem para o aumento do catolicismo no país. E, verdade seja dita, antes eles que os muçulmanos, que é a corja que não pára de aumentar aqui na Europa.

A polémica cantora Lady Gaga criticou a Malásia por censurar o seu novo single que encoraja a aceitação da homossexualidade. A canção está a ser tocada nas rádios do país muçulmano com uma letra adulterada. "O que eu diria aos jovens da Malásia é que essas palavras devem passar na rádio, porque é o nosso trabalho e nosso dever fazer a nossa voz ser ouvida", disse a cantora norte-americana numa entrevista que urgiu os jovens a agir dizendo "vocês devem fazer tudo o que estiver ao vosso alcance para viver de forma mais liberal na vossa sociedade. Devem protestar pacificamente e não devem parar de o fazer". Cuidado, Lady Gaga. Não queiras ter a cabeça a prémio.

Na Holanda, uma senhora de 63 anos foi mãe através do método da fertilização in vitro. De acordo com o jornal ABC, o parto decorreu normalmente através de cesariana e tanto a mãe como a filha estão clinicamente estáveis. A mulher demonstrou o seu contentamento por finalmente satisfazer "o desejo de ser mãe" e acrescentou que "assume todas as consequências". "Espero que eu e a minha filha possamos desfrutar de muito tempo juntas", frisou. O tratamento foi feito numa clínica italiana, uma vez que na Holanda o limite de idade permitido para o tratamento in vitro situa-se nos 45 anos. O ginecologista da clínica italiana, Severino Antinori, classificou os médicos holandeses de "talibãs" por estes não permitirem a inseminação artificial em mulheres com idade mais avançada.

Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine revelou que prevenir a calvície pode causar impotência! Segundo consta, a prescrição da droga finasteride, vendida pela farmacêutica Merck e presente no medicamento Profecia e Proscar, pode causar efeitos secundários indesejados tais como diminuição da libido e incapacidade para ter orgasmos. Os médicos que levaram a cabo o estudo explicam que "obviamente essa substância tem efeitos sobre o cérebro e desregula as hormonas". Bom, mal por mal, se calhar mais vale calvo do que impotente. Até porque é dos carecas que elas gostam, não é assim?

Cientistas japoneses da Universidade de Yokohama conseguiram produzir esperma em laboratório a partir de um milímetro de tecido do testículo de uma cobaia, sendo este um avanço importante na criação de futuros tratamentos para preservar a fertilidade masculina. Para conseguir este resultado, os cientistas retiraram células dos testículos de cobaias recém-nascidas e, para que se desenvolvessem totalmente, adicionaram KSR, produto usado em culturas de células-tronco. A produção dos espermatozóides foi confirmada passado um mês da experiência. É o que eu digo, qualquer dia ainda produzem um ser humano num laboratório.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Homem-Aranha nas Lamentações

No passado domingo um Homem-Aranha foi flagrado ao pé do Muro das Lamentações em Jerusalém, local sagrado para os judeus. Estaria por lá a combater algum crime?

Homens da Luta gozam com o "Zé Socras"

Depois da sátira a Miguel Sousa Tavares, os Homens da Luta publicaram um vídeo (que já foi entretanto removido no Youtube) onde dizem que José Sócrates, o "Zé Socras", "tem mais encanto na hora da despedida".

O que os outros dizem acerca do que a aconteceu ao Sócrates

Análise social

"Os socialistas gostam muito de bater nos fracos. Nos frágeis. É porque é fácil e é rápido. E gostam muito de ajudar os amigos. Os amigos do partido ou os amigos de certos grupos e de certas empresas.
São muito ávidos dessa ajuda e muito ávidos de bater nos fracos".
"A política chegou a um estado de quase indecência. Portugal precisa de se defender é de José Sócrates."

António Barreto

31 da Armada


23 de Março, o dia em que Sócrates saiu

Há alguns anos atrás, escrevi aqui no Cachimbo, tal era a mediocridade de José Sócrates e da maioria do seu governo, que um dia, quando ele deixasse a governação, ainda teríamos saudades de António Guterres e do pântano em que ele deixou o País. Esse dia está próximo, talvez seja mesmo hoje, daqui a menos de uma hora, que vamos assistir em directo à demissão do actual Primeiro-Ministro. Confirma-se o pior dos cenários: os socialistas deixam-nos um País mais pobre, mais endividado, desmotivado, com mais desemprego, com pior educação, com instituições públicas mais frágeis e descredibilizadas. Leis iníquas como é caso da liberalização do aborto. E um ambiente político pesado, quase irrespirável. Não vamos ter saudades do consulado Sócrates. Talvez, daqui a uns anos, o dia 23 de Março seja conhecido como o dia em que Sócrates caiu. Não deixa saudades.

O Cachimbo de Magritte


«É a vida»

Fizeram má cara, irritaram-se, viraram costas, saíram da sala, bateram com a porta. Convenceram-se mesmo que a rábula que fizeram perante o país, durante os últimos meses, correspondia à verdade das coisas. Que só eles nos poderiam salvar do descalabro, que só eles tinham o segredo para nos tirar do atoleiro onde, de resto, nos meteram, que só eles e as suas medidas eram respeitados na «Europa», que sem eles seria o «finis patriae», a tragédia, o drama, o horror e o ranger de dentes. Na verdade, as coisas são menos complicadas do que parecem. Ao longo de seis anos governaram e falharam em quase tudo que nos haviam prometido. Promessas sobre promessas, sacrifícios sobre sacrifícios, infelizmente, nada resultou conforme o anunciado. Tiveram, ao fim de quase cinco anos, uma nova oportunidade e novamente tornaram a falhar. Hoje, no parlamento, foi-lhes retirada a legitimidade democrática necessária para governar. Em breve haverá eleições, como muitas outras no passado, e delas sairá um novo governo, do qual provavelmente não farão parte. As medidas de austeridade continuarão a apertar, como têm continuado com eles e continuariam se eles permanecessem no poder. Se calhar, o país declarará bancarrota, situação que resultará da simples constatação da realidade dos factos do últimos anos e que nenhumas medidas de circunstância poderiam evitar. Todos sofreremos com isso, certamente, porque todos deixamos que nos conduzissem até aqui. Sair do poder à força propicia, invariavelmente, espectáculos lamentáveis, embora não fosse necessário ir tão longe como hoje se foi. Quem anda por esta vida convencido que ela é eterna, sobretudo a vida política em democracia, não anda por cá a fazer nada. Porque, como dizia o outro perante as tragédias da política, «é a vida», meus amigos.

Blasfémias


Silva Pereira: Governo está "impossibilitado" de entregar versão final do PEC

O ministro da Presidência manteve hoje que Portugal não ficou vinculado a medidas do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e frisou que o Governo, com a crise política, está impossibilitado de entregar a versão final deste programa.
A posição de Pedro Silva Pereira foi assumida em conferência de imprensa, na primeira reunião do Conselho de Ministros após o pedido de demissão do primeiro-ministro, José Sócrates, ao Presidente da República, Cavaco Silva.
Interrogado sobre se o Governo português vinculou o país a medidas que constavam na proposta de PEC rejeitada quarta-feira no Parlamento, o ministro da Presidência negou a existência de compromissos a esse nível. De acordo com a versão do ministro da Presidência, a Comissão Europeia já esclareceu "todas as dúvidas" sobre se o Governo português apresentou ou não compromissos irreversíveis no âmbito do PEC.
"O Governo apresentou em Bruxelas as linhas gerais e as principais medidas do PEC", programa que "deveria entregar na sua versão final em Abril, como todos os países membros da zona euro. Que fique claro que Portugal não fez a entrega da versão final do PEC e, desse ponto de vista, não existe qualquer vinculação por parte do Estado Português", sustentou Pedro Silva Pereira.
Na sequência da crise política, Pedro Silva Pereira referiu que, nas actuais circunstâncias, "o Governo está agora impossibilitado (de proceder à entrega da versão final do PEC) visto que o Parlamento, na quarta-feira, em função de uma coligação da extrema-esquerda parlamentar e da direita portuguesa, votou no sentido de inviabilizar o PEC".

Diário de Notícias


Portugal deve ir a eleições antes do Verão

As audiências com os partidos que o Presidente da República promove sexta-feira marcarão a primeiro etapa de uma crise política desencadeada pela demissão do primeiro-ministro e que deverá culminar na realização de eleições antecipadas ainda antes do Verão.
Apesar do calendário imposto pelos prazos legais que é preciso observar ser apertado é possível que as mais do que previsíveis eleições legislativas antecipadas se realizem no final de Maio ou início de Junho.
De acordo com a Lei Eleitoral para a Assembleia da República, a marcação de eleições antecipadas devido à dissolução da Assembleia da República terá que marcar o acto eleitoral com uma «antecedência mínima de 55 dias».
Ou seja, para as eleições se realizarem no último fim-de-semana de Maio (dia 29), as eleições teriam que ser marcadas até dia 04 de Abril.
Se as eleições forem marcadas até 11 de Abril ainda será possível o acto eleitoral realizar-se a 05 de Junho, antes da sucessão de feriados que levará muitos portugueses a marcar férias para essa altura.
Contudo, até à assinatura do decreto de marcação das eleições, ainda será necessário cumprir outros passos impostos pela Constituição.
Já na sexta-feira, Cavaco Silva irá ouvir os partidos para tentar encontrar outra solução de Governo dentro do actual quadro parlamentar.
Se não for possível a actual Assembleia da República gerar um novo Governo, como é previsível, o Presidente da República deverá então aceitar formalmente o pedido de demissão de José Sócrates e dar início ao processo de dissolução do Parlamento, ouvindo novamente os partidos e o Conselho de Estado.
Conforme é referido na alínea e) artigo 133º da Constituição, compete ao Presidente da República dissolver a Assembleia da República, «ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado».
Nas anteriores crises políticas de 2001 e 2004, quando se realizaram eleições legislativas antecipadas, no primeiro caso também devido à demissão do primeiro-ministro, dez dias foi o tempo necessário para o então Presidente da República Jorge Sampaio cumprir os preceitos que a Constituição obriga e a marcação das eleições.

Lusa/SOL

Opiniões DN

A Líbia em dois actos

Vamos acreditar que o cessar-fogo proposto por Kadhafi é verdadeiro. Vamos acreditar que não existirão perseguições a opositores nem tentações de rearmamento com auxílio externo, por exemplo, sírio. Vamos aceitar que mesmo com toda a retórica incendiária, demente e assassina, Kadhafi tem um fundo de bondade que poupará a população e as suas tropas a um banho de sangue. Vamos, em último caso, colocar a hipótese de uma negociação que o faça sair do país em troca do fechar de olhos da ONU e do TPI, dando margem à oposição para se institucionalizar e erguer uma outra Líbia.
Ou, então, vamos mesmo olhar para um Kadhafi no fio da navalha, encurralado e com o único balão de oxigénio à mão: incitar à divisão desta coligação que se formou (europeus, americanos, árabes, africanos e opiniões públicas), restituir o orgulho árabe contra o inimigo "colonialista" e "imperial", reacender o terrorismo como causa patriótica anti-invasora, apelando ao contributo de outras nacionalidades. O cepticismo é normalmente o melhor dos conselheiros.
Basta encararmos a coligação internacional como uma conjugação de vontades circunstancial e oportunista: a Liga Árabe e a União Africana já se colocaram à margem da condução dos trabalhos, depois de clamarem pela zona de exclusão aérea; Rússia e China mostram-se indignadas com uma missão que deixaram passar; Berlim não quer nem saber da história. Uns tentam passar uma imagem de condenação às tropelias de Kadhafi para não lhes fugir entre os dedos o momento singular que vive toda a região. Outros vêem no atoleiro líbio mais uma armadilha onde americanos e europeus podem cair. Partindo do pressuposto realista que Kadhafi vende caríssima a derrota, a coligação tende a mirrar enquanto soa mais alto a contestação à guerra. O tempo, na Líbia, é tudo.

Bernardo Pires de Lima


O cerco a Riade

Pensemos no Iémen com os olhos de Riade. A Arábia Saudita vive um momento singular de tensão interna. A Leste, tem-se assustado com as manobras de Teerão nas revoltas do Bahrein, tal como assiste a uma progressiva influência do regime iraniano no Sul do Iraque, isto é, na fronteira norte saudita. A Sul, o Iémen, tradicionalmente um vizinho domável por Riade, que encara com preocupação a força dos protestos contra o Presidente Abdullah Saleh que, bem ou mal, tem tentado com auxílio americano, estancar a acção da Al-Qaeda na península arábica. Por outras palavras, Riade sente um cerco crescente à sua volta.
Naturalmente que os sauditas preferiam prolongar as três décadas que Saleh leva no poder a alterar o statu quo. Mas a realidade vai noutro sentido: as cisões no Exército avolumaram-se, gerando uma possível competição pela chefia do estado; o tribalismo evidenciou uma rivalidade potenciadora de guerra civil; o sul pede a secessão; o caos interno pode ser o que a Al-Qaeda precisava para erguer uma base mais sólida do que a que tem tentado impor. Os sauditas olham para tudo isto com extrema preocupação. E preferem evitar a guerra civil se o preço for a substituição de Saleh por uma solução de apaziguamento. Caso contrário, podemos vir a ter séria concorrência à guerra na Líbia.

Bernardo Pires de Lima


A crise que é mãe das outras

Um Governo que foi eleito há ano e meio foi derrubado ontem. O que ele fazia em medidas impopulares vai o próximo Governo ter de repetir, e de forma mais grave, porque ontem o Governo foi derrubado. Nas duas frases que atrás deixo, a primeira é factual e a segunda é uma previsão consensual - mesmo os deputados que votaram pelo derrube do Governo sabem que assim é. Há uma contradição em derrubar uma política quando isso implica a vinda da mesma política e mais grave, ou não há? Há, mas é melhor não ter ilusões nos partidos como impolutos salvadores da pátria. Os partidos são máquinas para o poder. Temos, então, a promessa de que o que vai vir é pior do que o que existe e tal aconteceu porque os partidos apostaram no seu interesse. Os de direita porque querem governar, o BE e o PC porque precisam de acariciar a sua base de apoio, e até o derrubado PS porque estava farto de governar em minoria em tão difícil situação - não excluo ninguém. Poderíamos chorar pelo leite derramado, mas como sempre não vale a pena e a democracia é assim. Sobre ela sou cínico como Churchill e o que me incomoda não são as jogadas dos partidos. Incomoda-me, isso sim, que um Governo eleito há ano e meio tenha sido derrubado. O PS, o PSD e o CDS (falo dos que querem governar), além da grave mas conjuntural crise financeira, deveriam pensar como resolver esse problema estrutural português. Quem manda (seja quem for) tem de mandar.

Ferreira Fernandes


A fronteira europeia

Ao longo dos anos, sobretudo no período em que o crescimento económico animava o futuro dos europeus e as esperanças dos imigrantes, sem grande controlo, a crítica a medidas restritivas assentava na invocação da liberdade de circulação como direito natural, e no código das responsabilidades éticas em relação aos que se deslocavam de suas terras, tal como os europeus, dos países mais pobres, sempre tinham praticado. Uma certa invocação alternativa, e sem diferenciação, acrescentou ao cosmopolitismo o multiculturalismo, mas a efectiva protecção jurídica dos imigrantes foi um tema mais tardiamente incluído na discussão política, uma omissão que foi consentindo injustiças e criando antagonismos que hoje são evidentes nas sociedades civis europeias de destino, que a grave explosão social e política das populações do Norte de África muçulmana agrava. Desta vez, migrações muito em nome de salvação possível perante as agressões à vida e à segurança que se multiplicam, atingindo a responsabilidade criminal a cargo do Tribunal Penal Internacional e, antes disso, do Conselho de Segurança. Vai ter de considerar-se a disponibilidade de meios nesta época de crise financeira generalizada, mas a indiferença também é uma componente da conjuntura internacional. Entre ambas as circunstâncias, finanças e indiferença, está a questão, mais abrangente porque também inclui os antigos tipos de migrações que exigiram tanto debate e invocações éticas, das fronteiras europeias e da sua segurança, por motivos que sempre foram evidentes, e que, em 1999, levaram a União a finalmente adoptar uma política comum de imigração e de asilo. A questão tinha um horizonte praticamente limitado às migrações clandestinas e aos que procuram asilo. A necessidade de uma atitude defensiva foi colhendo apoios na opinião pública, e intervenções parlamentares de confronto, mas, não obstante o exercício da vigilância no quadro de um "plano de gestão das fronteiras exteriores" da União, a eficácia não foi compensadora em face dos resultados, levando em 2004 à criação da Agência Europeia para a gestão operacional das fronteiras exteriores, com sede em Varsóvia. Acontece que os levantamentos das populações do Norte de África, de regra muçulmanos, vêm colocar no primeiro plano, em relação com as competências variadas referentes às fronteiras, o direito de asilo, já consagrado pelos Estados da União em 2008, mas que agora se confronta, não com indivíduos, mas com multidões qualificadas para o asilo, ameaçadas de crimes contra a humanidade, que designadamente são da competência do Tribunal Penal Internacional para os Estados que aderirem a essa instituição. Os comentários conhecidos a respeito do problema sublinham, sem pôr em causa o seu funcionamento para circunstâncias tão excepcionais, que estas são "o ângulo morto dos controlos das fronteiras". Esta avaliação (Rodier, 2011), não obstante ser recente, já foi ultrapassada pelos factos, designadamente pelo que se passa na Líbia, e as inquietações inspiradoras dos controlos das fronteiras, a circunstância de os factos ultrapassarem severamente as previsões, todas insuficientes antes de envelhecerem, exigem, em nome dos direitos humanos, pôr de lado as querelas entre excessos defensivos e deveres humanitários, colocando estes acima dos regulamentos e burocracias, para impedir que o Mediterrâneo se transforme num cemitério de vidas e de esperanças perdidas. É evidente que, em plena crise financeira dos Estados europeus, os recursos dispensáveis exigem consideração. Mas de facto a luta contra os crimes contra a humanidade, o direito-dever de intervenção já consagrado em circunstâncias menos alarmantes, impõem que a ONU assuma uma liderança congregadora de esforços, porque o tema não é regional, é de facto um turbilhão que vai afectar a governança mundial. Mesmo os Estados que se permitiram não ratificar o Tribunal Penal Internacional, é em nome da Carta que estão obrigados a corresponder a estas obrigações de respeito pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Adriano Moreira


Velhos hábitos

Na sexta-feira da semana passada, uma menina de 12 anos regressou a casa para encontrar os cadáveres degolados dos pais e dos três irmãos mais novos, um deles com três meses de vida. A casa situa-se no colonato de Itamar, na Cisjordânia. As vítimas eram colonos judeus. O crime foi obra de psicopatas, embora não do psicopata isolado e tradicional, mas de toda uma cultura devotada ao homicídio.
As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, cuja designação é esclarecedora, reivindicaram a autoria da chacina. Formalmente, a Fatah condenou-a, com a legitimidade de quem condena o seu próprio braço armado, que patrocina e financia. Aliás, no dia em que o presidente Mahmoud Abbas lamentava o sucedido, a Autoridade Palestiniana mostrou qual deverá ser o destino dos seus perpetradores, ao inaugurar em Ramallah a Praça Dalal Mughrabi. A sra. Mughrabi não se distinguiu através de proezas científicas, culturais, desportivas ou até políticas: o único feito da sua curta vida consistiu em ter explodido um autocarro repleto de civis israelitas, em 1978. Nesse peculiar universo, em que a cidadania se constrói na doutrina do ódio, a posteridade só se adquire pelo sangue derramado.
Curiosa é a atitude do mundo exterior, que na melhor das hipóteses vê no conflito israelo-árabe um choque civilizacional, e na pior a digna resistência de um povo oprimido. Infelizmente, o choque civilizacional implica que ambas as partes sejam civilizadas, conceito difícil de aplicar à selvajaria institucionalizada na Palestina. E a lenda dos oprimidos aplica-se mal a quem só se satisfaz com o extermínio do "opressor".
Porém, não vale a pena cansarmo-nos com factos, que o mundo, de lenço fedayin ao pescoço, já escolheu o seu lado. Os cadáveres de Itamar não passaram de rodapés informativos. A notícia do crime acabou dissimulada nas notícias das consequências do crime. As televisões não incluirão imagens das crianças mortas nos seus separadores "dramáticos". Nenhuma organização convocará vigílias e lançará petições. Literalmente, não há novidade, até porque judeus assassinados perante o regozijo de uns e a indiferença cúmplice de outros são história muito velha e muito vista.

Alberto Gonçalves


Bispos cristãos

Causou alguma admiração tanto interesse dos media, aquando do 75.º aniversário do patriarca de Lisboa, José Policarpo, e do seu pedido de resignação, sendo seguro que o Papa lhe concederá mais dois anos. Mas, afinal, o móbil dos media pareceu ser, mais do que fazer um balanço, por todos considerado positivo, a curiosidade quanto ao sucessor.
Só curiosidade? Alguma forma de pressão? A dança das cadeiras episcopais e dos seus ocupantes ainda atrai público? Afinal, a Igreja continua com peso suficiente para despertar interesse social e político? Concretamente, no caso de Lisboa, não há dúvida de que, embora o patriarca não tenha jurisdição sobre os outros bispos e não seja o "chefe" da Igreja em Portugal, de facto, mora na capital, está mais próximo do Poder e, consequentemente, não é indiferente para a sociedade o nome que se segue.
Seja como for, embora as incidências políticas sejam inevitáveis, um bispo é tão-só um líder à frente de uma diocese, para cuidar do seu povo. Deve, pois, antes de tudo, ser alguém que se destaca pela fé no Deus de Jesus e no anúncio, por palavras e obras, do Evangelho enquanto notícia boa e felicitante para a humanidade. Não pode haver carreiras episcopais, disputando lugares. Jesus foi contundente: "Sabeis que os que vemos governar as nações as dominam, e os grandes as tiranizam. Entre vós não deverá ser assim: pelo contrário, aquele que quiser ser grande seja o vosso servidor, e aquele que quiser ser o primeiro, seja o servo de todos." Afinal, não é por falar de dentro do seu Mercedes que um bispo adquire autoridade!
As únicas relíquias que Jesus deixou são comunidades cristãs vivas, que assentam em três pilares fundamentais, co-implicados.
O primeiro tem a ver com a fé, a entrega confiada ao Deus de Jesus e ao seu mistério. Uma fé que não é cega, mas crítica e esclarecida.

Outro pilar: a caridade e a justiça. Diziam os pagãos, referindo-se às primeiras comunidades cristãs: "Vede como eles se amam." Os discípulos agiam de acordo com o que Jesus tinha vivido e feito, a ponto de terem concluído que a única possível "definição" de Deus é esta: "Deus é amor."
O terceiro pilar diz que a vida cristã na fé e no amor se celebra em liturgias belas. Não se trata da prática ritual vazia, mas de celebrar, na fraternidade e na beleza e fazendo memória de Jesus crucificado e ressuscitado, o que se vive no quotidiano da vida, nas suas várias missões e tarefas. À celebração chega a vida e dela sai nova luz e entusiasmo para a vida e esperança para lá da morte.
E o bispo? Qual é o seu lugar? A sua missão só pode ser a de membro animador de animadores das comunidades cristãs nesta tríplice dimensão.
Ele há-de ser quem anima a fé e a esclarece, iluminando a vida toda: pessoal, familiar, comunitária, económica, política. Por isso, a sua palavra terá de ser iluminante, a partir de um duplo horizonte: o do Evangelho, enquanto Boa Notícia de Deus para cada homem e mulher, e o do mundo actual, com os seus problemas, dramas, alegrias e esperanças. Não basta estar presente nas chamadas redes sociais, para se ser um bispo moderno, que entende o mundo actual.
Tem de ser alguém que se entrega generosamente ao seu povo, decidido a defendê-lo e a combater com ele pela justiça e pela paz, pela promoção e dignificação da pessoa humana. As comunidades cristãs serão então exemplo para outros, incluindo o dever de denúncia de toda a forma de opressão. Nelas, no quadro da igual dignidade de homens e mulheres e cristãos, serão respeitados os carismas vários a favor de todos.
Há aquela expressão "católico não praticante". Uma expressão envenenada. Porque supõe que se segue os valores cristãos, só não se vai à missa nem à confissão. Mas será assim? Pratica-se real e verdadeiramente os valores cristãos da dignidade livre e da liberdade na dignidade? Por outro lado, as celebrações são belas ou uma imensa maçada no tédio e na banalidade, de tal modo que se tornam infrequentáveis?
O melhor que se pode dizer de um padre é que é um "padre cristão". O mesmo vale para um bispo.

Anselmo Borges


Descobri que o Japão vive em casa

O meu Mazda veio do Japão, a consola em que o Daniel joga também. Como japonesa é essa Hello Kitty que decora um casaquinho da Mariana. Quem disse que o Japão é longe não sabe do que fala. O Japão é já aqui, seja no LCD da Toshiba que temos na sala, seja na aparelhagem Sony que de vez em quando alguém põe a tocar. É já ali no cinema do centro comercial onde passa um novo filme de Miyazaki. Recordo-me de o Daniel ter chorado quando viu pela primeira vez A Viagem de Chihiro - com quatro anos ainda não se suporta uns pais a transformar-se em porcos, mesmo que seja só no ecrã. Mais velhinho gostou logo do Ponyo à Beira-Mar. E a sua irmã bebé não sabe nada de anime, mas quando as avós ligam o canal Panda para a entreter é certo que não tardará a aparecer um boneco japonês. O Doraemon?
O Japão é já ali no bom restaurante de sushi feito com peixe português. É já ali também naquele outro, mesmo quando se topa à distância que sob os nomes Tokyo ou Kyoto se escondem chineses que tentam ir a reboque da moda da comida japonesa. Por isso repito que quem diz que o Japão é longe não sabe do que fala. Não sabe que quando se ouve Rodrigo Leão por lá podem andar uns acordes desse Sakamoto que conheci em Feliz Natal Mr. Lawrence e reencontrei no Último Imperador. Ou que os Asics Tiger que os adolescentes dos anos 80 cobiçavam nas montras, também vêm dessas ilhas onde o Sol tem fama de nascer. É ainda a terra de Kenzo, que uns adoram cheirar, outros vestir. E do bonsai que um dia deixei morrer.
Descobre-se também o Japão ao virar da esquina, quando se entra numa livraria à procura de Kenzaburo Oe. Ou mais popular ainda que este Nobel, e até de Mishima, o sucesso de vendas que é Murakami com o seu Kafka à Beira-Mar e outros títulos a cheirar a marketing. Insisto: quem diz que o Japão é longe não percebe o mundo em que vive. Nunca disse samurai, gueixa, kamikaze ou tsunami. Nunca foi à cinemateca ver um filme de Kurosawa ou a uma FNAC comprar manga. Não sabe que na Quinta da Penha Longa, para os lados de Sintra, pernoitaram no século XVI os primeiros japoneses que vieram à Europa ao encontro do Papa. Não conhece o Museu do Oriente. E quando visitou o de Arte Antiga nem sequer reparou nos biombos Namban.
O Japão é já aqui. Aliás, vive na minha casa. No carro que conduzo. Nos filmes que o meu filho vê, até no aikido de que ele desistiu. Vive no portátil onde escrevo esta crónica. No sudoku que o meu sogro passa os serões a fazer. Por isso, o sismo que destruiu o país me entristeceu, apesar de nunca lá ter ido. E os riscos de desastre nuclear me assustam, até porque ninguém esquece Hiroxima e Nagasáqui.
O Japão é já aqui. E nós portugueses nem precisamos de o voltar a descobrir. Chegámos lá antes de toda a gente, em 1543. Fizemo-lo ser ali ao virar da esquina. Agora fica lá em casa.

Leonídio Paulo Ferreira


Cartas aos empresários

Esta é uma carta aberta aos gestores das grandes empresas portuguesas. Começo por pedir desculpa pelo atrevimento. Os empresários estão habituados a que lhes escrevam para lhes ralhar, pretendendo ensiná-los, ou para os elogiar, querendo seduzi-los. Não presumo dar lições ou influenciar ninguém. Tenho o maior respeito por quem dirige empresas, em especial grandes, tarefa das mais difíceis e influentes. Pretendo apenas, motivado pela situação nacional, dizer uma coisa simples.
A crise tem solução, e ela passa por vós. Não passa pelo Governo, não passa pelo Orçamento, passa pelas empresas. Todas as empresas. Escrevo apenas aos gestores das grandes, não porque sejam os mais importantes, mas porque são os que ainda não ajustaram. As pequenas estão adaptadas. Muitas desapareceram, outras renasceram, todas evoluíram. Não tinham alternativa. As grandes têm e, sendo maiores, naturalmente demoram mais tempo. Pior de tudo, desconfiam da sua importância.
A vossa influência económica é menor do que vós achais e a vossa influência política é menor do que nós achamos. Mas em ambos os casos é significativa. Um dos maiores problemas nacionais é os nossos empresários não compreenderem a sua própria importância. Décadas de tutela política sob o condicionamento corporativo, seguidas de décadas de retórica esquerdista demonizadora dos capitalistas têm efeito. Parece que a culpa e o mérito de tudo é do Governo. Somos um país paternalista, que passa a vida a falar do árbitro sem chutar à baliza.
Até há 20 anos as empresas estavam obcecadas com a política. Hoje, na Europa, as coisas melhoraram, mas as forças económicas ainda têm influência diminutas no aparelho social. Somos um dos países desenvolvidos onde a opinião empresarial é menos activa e respeitada. Dela depende a solução da crise.
Mesmo na vertente financeira. O nosso problema hoje é reduzir o défice externo em cerca de nove pontos percentuais (pp) do PIB. É bom lembrar que nos dois programas anteriores do FMI, em Maio de 1978 e Outubro de 1983, foi preciso cortar 7,3 pp no primeiro e 12,0 no segundo. Mas, durante esse esforço, o contributo das contas públicas foi sempre negativo, agravando-se 1,7 pp e 1,8 pp, respectivamente. O que significa que, mesmo com o FMI, o Estado só complicou e foi o sector privado que suportou todo o trabalho, ajustando uns brutais 9,6 pp do PIB na primeira vez e 14,2 na segunda.
Agora, mesmo que o Orçamento ajude alguma coisa, a maior factura da austeridade caberá a famílias e empresas. Isso é já bem claro. Em 2010, o défice externo foi quase igual ao orçamental, significando que o sector privado está equilibrado. Só falta compensarmos aquilo que o Estado não consegue fazer. Além disso, como também se está a ver, o suposto rigor das contas públicas acaba sempre pago por nós.
Mas, como vós sabeis bem, o problema estrutural de Portugal não é financeiro. É económico. E uma das causas mais influentes dessa paralisia está no vício que o senhor Presidente da República identificou no discurso de posse: "Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia." Este é o bloqueio que, mais que tudo, imobiliza a nossa economia. Só se fala do árbitro. Aqui, como também sabem, são as grandes empresas as principais responsáveis.
Portugal já viveu crises bastante graves. Muitos de vós gerem empresas que sobreviveram a esses tempos difíceis. Em certos casos até foram os vossos avós, pais e tios que tiveram então a responsabilidade de guiar essas companhias nas tempestades. A presente borrasca é menos séria que as piores, mas tem inegável gravidade. Hoje, como então, os políticos deixam a desejar. A economia precisa de liderança, iniciativa e criatividade. Sem vós, não está cá mais ninguém para dar isso.

João César das Neves


PS. Muito bonito o texto de Leonídio Paulo Ferreira.